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Simpósio apresenta efeitos do óleo de avestruz contra doenças, em Rondônia

Óleo é rico em ômegas e vitamina D. Evento reuniu cerca de 130 participantes em Mirante da Serra

Portal da Amazônia

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MIRANTE DA SERRA – Auxílio no tratamento da depressão, benefícios da carne e suplemento alimentar. Esses são alguns dos temas debatidos durante o 28º Simpósio Saúde e Nutrição, em Mirante da Serra (RO). Durante o evento,  realizado em junho de 2014, especialistas alertaram sobre prevenção a doenças e pacientes relatam experiências positivas no uso do óleo. Confira:

O simpósio reuniu cerca de 130 participantes entre especialistas, consultores dos produtos e pessoas de várias regiões de Rondônia. ”Essa ideia do simpósio surgiu no início da pesquisa de levar o óleo de avestruz as pessoas porque o óleo tem funções que ajudam a melhorar a imunidade. Havia a necessidade de repassar essas informações”, conta o organizador do evento, terapeuta natural e criador do óleo de avestruz, José Francisco Cardozo, Francisco.

Simpósio apresenta efeitos do óleo de avestruz contra doenças

Óleo de avestruz e depressão

O psicólogo, Pedro Paulo de Carvalho, explicou sobre a ”Doença do século Depressão, Ansiedade, stress (doenças psicossomáticas) durante o simpósio. ”A depressão, a ansiedade e o stress são as doenças que mais crescem no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). É um problema de saúde pública. De cinco pessoas, uma já teve depressão”, afirma Carvalho.

Simpósio apresenta efeitos do óleo de avestruz contra doenças

Carvalho pontua que a depressão, assim como a ansiedade, são doenças e precisam ser tratadas. “Hoje o tratamento na medicina é farmacológico. Os antidepressivos tem neurotransmissores como a serotonina e endorfina. E, dentro do tratamento da depressão, a gente focamos na alimentação e é aí que entra o óleo de avestruz. Porque a ciência comprovou que o óleo de avestruz tem ômega que aumenta a imunidade do organismo das pessoas, também melhora a questão hormonal e o humor”, considera.

Simpósio apresenta efeitos do óleo de avestruz contra doenças

O psicólogo detalha de que forma o óleo de avestruz pode auxiliar no combate a depressão. ”Os principais sintomas da depressão são episódios de tristeza e alteração do humor. Indico o óleo para meus pacientes porque é comprovado que ele ajuda na imunidade e também no humor. A depressão é uma doença muito séria e uma forma preventiva é a alimentação”, considera.

Carvalho ainda acrescenta. ”Quando a gente está triste, a imunidade fica baixa e a pessoa não tem energia. Ou seja, fica mais vulnerável a qualquer tipo de doença, então o óleo ajuda a controlar”,acredita. Para o psicólogo, o óleo é um dos colaboradores no tratamento contra a depressão, mas é preciso aliar a outras questões. ”Também tem outros fatores como a mudança de hábitos, prática de atividade física e alimentação”, explica.

Experiência

Também colaborou com o simpósio o médico especializado em cirurgia geral e coordenador do Centro Regional em Saúde do Trabalhador (Cerest), em Cacoal, Estanislau Pitwak Júnior . Já para o médico, o conhecimento dos benefícios do óleo partiu de um experiência familiar. ”O meu filho apresentou uma doença degenerativa grave e foi aí que o óleo de avestruz apareceu em nossas vidas”, conta.

Simpósio apresenta efeitos do óleo de avestruz contra doenças

O uso do óleo surgiu depois do filho do Estanislau ter passado por sete especialistas sem conseguir resultados. ”A gente partiu para a medicina alternativa e foi quando o óleo apareceu e eu passei a fazer uso no meu filho e na minha família e vimos resultado. Quando os médicos dizem que você não tem nenhuma chance e você ver um pequeno resultado é uma grande vitória”, considera o médico.

De casa para o consultório

”A gente recomenda aos pacientes que utilizem o óleo porque é uma fonte de ômega 3,6,7,9, tem vitamina D e a gente ver resultados rápidos em comparação a outros medicamentos. Até agora a gente tem visto que o óleo de avestruz só traz benefícios”, afirma Estanislau.

O médico explica que para o Estado, o uso do óleo de avestruz é recente, pois é um animal africano e pouca divulgação. “O óleo de avestruz tem uma produção familiar em Mirante da Serra e a medicina tradicional trabalha com grandes indústrias. É preciso fazer uma pesquisa para comprovar a sociedade médica a função do óleo de avestruz da mesma forma que o ômega 3 extraído de peixes de água fria hoje são conhecidos seus benefícios”, destaca o médico.

Simpósio apresenta efeitos do óleo de avestruz contra doenças

Alimentação saudável

Durante o simpósio, os convidados participaram de refeições tendo como ingrediente principal a carne de avestruz. Diferente da galinha que tem carne branca, a carne de avestruz é vermelha e o gosto é semelhante a da carne bovina.

A nutricionista e também palestrante do simpósio, Luana Nascimento Cardozo, explica que a carne de avestruz tem pouca gordura. ” A gordura benéfica por conter os ômegas 3,6,7 e 9, não em grande quantidade como o óleo de avestruz, mas ela contém. É a carne número um recomendada pelos cardiologista devido ao alto teor de proteína e ferro. É menos calórica e mais saudável que a carne de boi e de frango”, considera.

A nutricionista aconselha que a carne seja acompanhada com uma porção de arroz e verduras e explica a forma de consumo da carne de avestruz. ” Indicamos fazer a carne de avestruz assada ou cozida. Ela é uma carne macia se você souber prepará-la, por exemplo, antes de assar ela é cozida e vai ao fogo só para dourar”, conta.

Simpósio apresenta efeitos do óleo de avestruz contra doenças

Luana aponta a variedade de receitas ao utilizar a carne de avestruz. “‘Dar para fazer vatapá, caldo, estrogonofe. Por ela ser uma carne bem rica, qualquer prato que você preparar será bem aproveitado”, acredita. Luana revela também que a parte do avestruz onde contém mais carne é a coxa.

Suplemento alimentar

A nutricionista explica também de que forma o óleo de avestruz pode ser inserido como um suplemento alimentar. ”Você pode utilizar o óleo de manhã, por exemplo, quando for usar a margarina para passar no pão coloca o óleo. No almoço pode colocar na salada e a noite pode colocar na sopa. Ele é um alimento muito completo, muito nutritivo”, explica.

Já a banha do avestruz, é indicada para temperar o arroz e o feijão. ”Você pega uma colher de chá da banha de avestruz e faz a preparação, inclusive pode substituir o óleo tradicional”, avalia a nutricionista.

O óleo e a banha de avestruz são ricos também em vitaminas. ”O óleo de avestruz tem vitamina A que ajuda no crescimento e vitamina E que atua como antioxidante. Às vezes, no estresse do dia a dia, liberamos muitos radicais livres e a vitamina E faz uma varredura no nosso organismo das substâncias ruins”, conta.

O óleo também ajuda da perda de peso. ”Quando você substitui a gordura ruim por uma gordura boa e em quantidade adequada que é o óleo de avestruz ajuda sim a perder peso e no melhoramento no organismo como um todo”, aponta a nutricionista.

Simpósio apresenta efeitos do óleo de avestruz contra doenças

A nutricionista destaca também que o óleo é um produto legalizado. ”O óleo de avestruz tem o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF) pelo Ministério da Agricultura e a Amazônia Struthio de Mirante da Serra é a única fábrica do mundo que tem liberada a comercialização do óleo de avestruz como alimento”, informa.

Luana recomenda o consumo do óleo principalmente para os que estão com baixa imunidade. ” As pessoas que tem câncer, que tem aids, que estão com a imunidade baixa precisam de alimentos que ajudem a aumentar essa imunidade que são imunomoduladores e um deles é o óleo de avestruz”, conta.

Confira na próxima reportagem o poder milagroso atribuído pelos moradores de Mirante da Serra ao óleo de avestruz.

 

Os alimentos que matam

DIÁRIO DA MANHÃ|DIVANIA RODRIGUES

Diarreia e enjoo, náuseas, vômitos, dor na barriga e de cabeça, calafrios, febre e mal-estar. Esses podem ser os sintomas de diversas doenças, mas algumas pessoas ligam imediatamente esses sinais a algo que ingeriram anteriormente. E elas podem estar certas. 

Quem nunca disse ou ouviu alguém dizer a conhecida frase: “Deve ter sido alguma coisa que eu comi que me fez mal”? Esses sãos os principais indícios  da Doença Transmitida por Alimento (DTA). Ela ocorre quando a pessoa ingere uma comida estragada ou contaminada por algum tipo de bactéria ou alguma toxina produzida pela bactéria.

Estragado X contaminado

Comumente um alimento estragado é reconhecido por conter micro-organismos deteriorantes. Neles as características do alimento, como a cor, odor, sabor e textura, podem estar modificadas e por isso podem ser rejeitados pelos consumidores. Esse também é o caso dos alimentos fora do prazo de validade.

No caso dos alimentos contaminados, não há grandes alterações em suas características físicas, porém eles contêm microorganismos patogênicos. Esse é um grande problema já que eles são consumidos sem que se perceba qualquer anormalidade. 

O alimento capaz de provocar doenças pode ter sido preparado fora do prazo de validade ou mantido, após o preparo, de forma inadequada quanto ao armazenamento ou à temperatura. O alimento guardado ou mantido de forma incorreta pode gerar um ambiente propício a proliferação de bactérias.

Outra forma de causar a contaminação no alimento é durante o preparo. Não lavar as mãos adequadamente e estar doente durante a manipulação dos alimentos pode causar a DTA em quem consumir o produto final.

Também pode acontecer a contaminação cruzada que é quando as bactérias de um alimento cru podem ser repassadas para outros. Um exemplo típico é quando se corta carnes em uma tábua ou bancada e, sem fazer a limpeza adequada desta, se fatia legumes e verduras para a salada no mesmo objeto. A carne que depois será cozida ficará livre dos micro-organismos contaminantes devido à alta temperatura, mas a salada será servida crua pode fazer mal a quem come.

Locais Os alimentos e a própria água podem estar contaminadas em uma residência, em locais de trabalho, públicos como escolas ou de visitação pública como shoppings ou festas. Esse problema também pode ser encontrado em lugares especializados na venda de refeições. Nesses casos em que o alimento contaminado é servido em restaurantes, sanduicherias – conhecidas como pitdogs – ou lanchonetes pode haver o que a Vigilância Sanitária classifica como surto. 

É considerado surto, conforme material informativo da Vigilância Sanitária Municipal, quando mais de uma pessoa passa mal por comer em um determinado lugar em um mesmo horário. Também é registrado sobre essa terminologia, casos em que apenas uma pessoa é contaminada por botulismo ou cólera.

Conforme os dados fornecidos pelo órgão de fiscalização municipal, em 2011, foram 35 casos de surto; em 2012, outros 30 registros e, em 2013, mais 21. Nos três primeiros meses desse ano foram oito casos. Porém, como salienta o diretor de Vigilância Sanitária, Geraldo Rosa, esses números não representam a realidade total. 

“São os dados oficiais que temos, mas eles são apenas a ponta de um iceberg”, revela Geraldo. Isso acontece, segundo ele, porque o povo brasileiro não tem o hábito de denunciar. “Quem nunca teve um piriri? E se duas pessoas passaram mal já é considerado um surto. Porém não se tem a ideia de que se passei mal em um lugar é preciso denunciar à Vigilância para que outra pessoa não fique doente também”, explica o diretor.

Contaminação alimentar

Conforme Geraldo Rosa, a contaminação por alimentos ou intoxicação alimentar é um problema causado pela ingestão de comida contaminada por micro-organismos, bactérias ou outros agentes, ou suas respectivas toxinas. A contaminação pode ocorrer durante a manipulação, preparo, conservação e armazenamento, ou ambos, dos alimentos.

Com base nas informações do diretor da Vigilância Sanitária, um quadro de intoxicação alimentar pode começar 45 minutos depois da ingestão da comida. Nesse caso a doença aconteceu apenas como uma reação à toxina do agente patogênico.

Em outros casos, os sintomas podem começar apenas 18 horas depois. Esses são os casos de infecção pela própria bactéria. O tempo mais prolongado para sentir os efeitos se dá porque a bactéria precisa de um tempo para se reproduzir dentro do corpo humano e deste modo provocar os sintomas. 

Por isso é necessária uma investigação criteriosa para saber o que de fato fez mal a pessoa. “E muitas vezes é difícil conseguir revelar ao certo qual foi a origem da contaminação”, informa Geraldo. 

Graves experiências

Nas crianças e idosos, ou pessoas com baixa imunidade, a intoxicação alimentar pode se tornar uma doença mais grave, além dos sintomas comuns como diarreia e vômito. Normalmente esses quadros mais simples são curados em casa e poucas vezes são denunciados.

Sthefany Cardoso Nascimento, 21 anos, explica que algumas vezes já passou pela situação de comer fora de casa e apresentar os sintomas. “Geralmente fico com dor de cabeça, dor de estômago e mal-estar”, revela. Ela contou à reportagem que não tem nenhum problema com outros alimentos, alergias ou algum outro problema estomacal, que possa influenciar na digestão.

Patrícia Ataíde França Ramos, 20 anos, também se viu em uma situação parecida ao comer em um restaurante. “Comi salpicão com maionese, e acho que estava exposto há muito tempo. Passei muito mal depois”, comenta. 

Outra pessoa a passar mal após comer, possivelmente alimento contaminado, foi Cardoso de Araújo, 55. “Comi um X-Salada em um pitdog, no domingo à noite após sair da igreja”, informa. Depois disso Cardoso revela que sentiu mal-estar e os demais sintomas da DTA durante a madrugada, com persistência no período diurno.

DENÚNCIA 

Questionados se procuraram ajuda médica ou a Vigilância Sanitária para realizar uma denúncia do local onde achavam que tinham comido o alimento contaminado, todos disseram que não o fizeram. “Não sabemos usar os direitos que temos. Os brasileiros são acomodados quanto a isso”, afirma Cardoso. 

Já Sthefany confessa que deixa de frequentar o local em que acredita ter comido o alimento contaminado. Mas, sobre denunciar para evitar que outras possíveis vítimas comam da mesma comida, diz não pensar sobre o assunto na hora. “Eu acho que a gente nunca pensa nisso. Às vezes penso que só fez mal para mim, então só não volto lá mais”, explica. 

Por isso o diretor da Vigilância Sanitária, Geraldo Rosa, comenta que é grande a importância de se registrar uma denúncia. “É necessário haver uma investigação para saber qual alimento de fato estava contaminado e em qual local ele foi manipulado, vendido e ingerido”, explica. 

Mas segundo Geraldo a cultura brasileira ainda não é essa. “Quem fiscaliza todo o dia é o consumidor, mas ele normalmente parte do pressuposto que se o estabelecimento está de portas abertas, não haverá problemas em se comer lá”, informa. Segundo ele o brasileiro joga nas costas dos fiscalizadores essa responsabilidade e não costuma pensar “não quero que outras passem mal, como eu passei”.

O que diz um especialista sobre as bactérias que causam a DTA

Fábio Silvestre Ataídes, biomédico e professor, nesta área, pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás e Universidade Paulista, concedeu uma entrevista sobre as principais bactérias encontradas nos casos de doenças provocadas por alimentos. A Biomedicina é, hoje, a área das Ciências Biológicas que identifica, classifica e estuda os microrganismos causadores de enfermidades e procura medicamentos e vacinas para combatê-las.

Diário da Manhã – Normalmente quais são os tipos de bactérias encontradas em comidas estragadas ou contaminadas, aquelas que comumente fazem “passar mal” se servidas às pessoas em restaurantes, bares e pitdogs? 

Fábio Silvestre Ataídes – As principais bactérias que contaminam alimentos são as que fazem parte de uma população de microorganismos que as pessoas possuem normalmente na pele e no intestino. Quando o manipulador de alimento não faz uma lavagem correta das mãos, estes microorganismos podem contaminar os alimentos e se proliferar. As principais bactérias contaminantes de alimentos são as enterobacterias, como a Escherichia coli, Staphylococcus aureus e Salmonella. Outra bactéria importante que esta relacionada com a contaminação de alimentos é o Clostridium botulinum. Ela é encontrada no ambiente e contamina alimentos que oferecem baixas condições de oxigenação, como os enlatados e conservas, causando o botulismo. 

DM – Como elas agem no organismo humano e qual o processo pelo qual elas se desenvolvem? 

Fábio Silvestre Ataídes – As bactérias podem agir de várias formas para desenvolver doenças no homem. As infecções intestinais são caracterizadas pela multiplicação da bactéria na mucosa intestinal, com isso ocorre interferência nos processos de absorção dos alimentos desenvolvendo desta forma a diarreia. As intoxicações alimentares são provocadas pela ingestão de alimentos contaminados com substâncias tóxicas produzidas pelo desenvolvimento das bactérias durante a contaminação do alimento. A melhor forma de tratamento é a prevenção. Lavagem regular das mãos, condições de higiene sanitárias adequadas e cozimento dos alimentos são algumas medidas profiláticas para as doenças transmitidas pelos alimentos.

DM – Algum caso de infecção pelas bactérias relatadas não recebendo tratamento adequado pode levar a um quadro clínico mais grave ou à morte?

Fábio Silvestre Ataídes – Existem algumas situações em que uma infecção que poderia evoluir para uma cura espontânea pode se agravar e levar ao óbito. Este risco é maior em criança e idosos, sendo que as pessoas  nestas faixas etárias de idade sempre merecem uma atenção especial. O grande problema das infecções intestinais ocorre quando são utilizados medicamentos destinados a interromper o quadro de diarreia. Como tem uma bactéria que esta multiplicando no intestino e que está provocando as manifestações, a ato mecânico da diarreia é um fator que possibilita a eliminação deste agente infeccioso. Caso a diarreia seja interrompida por medicamentos ocorre maior risco de uma disseminação desta bactéria, que acaba atingindo o sistema circulatório e percorrendo o organismo pelo sangue. Isso pode acometer outros órgãos e desenvolver infecções mais graves, o que pode colocar a pessoa em risco de morte.

DM – O que uma pessoa precisa fazer ao se iniciarem os sintomas? 

Fábio Silvestre Ataídes – Como as manifestações são caracterizadas pelo quadro de diarreia, a principal recomendação é que se faça uma hidratação oral com soro caseiro e se procure um serviço médico de urgência. 

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Como denunciar

    •  Para reclamar de um estabelecimento ou surto da doença provocada por alimento é preciso ligar no Telefone 156. Conforme Geraldo, após acionar este número é repassado um protocolo e a pessoa pode acompanhar todos os procedimentos realizados no processo de investigação. 

Os procedimentos são padrões. O denunciante deve responder a um questionário padronizado que levanta informações relevantes para a investigação. Depois, a vigilância age com o intuito de elucidar o caso. 

    • A pessoa que se sentir lesada também pode procurar saber seus direitos junto ao Procon (Órgão de Proteção e Defesa do Consumidor). Conforme Rosânia Nunes Ferreira, assessora geral do órgão, é preciso ter documentos de comprovação – notas fiscais – e testemunhas, além de laudo médico para dar entrada em uma ação no Juizado Especial Cível. 
    • Conforme informações da assessora se houver comprovações, cabem ações de naturezas moral, reparação pelo constrangimento, e material, ressarcimento dos prejuízos que o consumidor teve. A assistência prestada pelo Procon para os consumidores lesados é gratuita. 

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 Conselhos básicos

 Como evitar uma intoxicação alimentar durante a manipulação de alimentos ou comendo fora de casa

1- Lavar sempre as mãos, principalmente depois de ir ao banheiro ou quando for manipular alimentos e utensílios para comer e antes de fazer as refeições

2-Verificar se o estabelecimento comercial – restaurante, lanchonete ou sanduicheria – tem alvará de autorização sanitária

3- Observar se as instalações do banheiro são adequadas, organizadas e limpas

4- Ao comprar um alimento preparado ou não, checar a data de validade e observar se tem alguma alteração na cor, cheiro ou aparência do alimento

5- Observar se os manipuladores de alimentos estão com doenças infectocontagiosas e se apresentam asseio corporal e nas vestimentas 

6- Cozinhar de maneira correta e higiênica

7- Degelar completamente as carnes antes de levá-las ao fogo

8- Não deixar os alimentos crus em contato com os cozidos

9- Tomar cuidado especial com as comidas requentadas

10- Nunca comer em um local onde quem recebe o dinheiro também manipula o alimento

Cartilha alerta turistas na Copa sobre doenças típicas da Amazônia

Além do guia, diversas outras ações foram criadas para ajudar visitantes, como as clínicas com atendimento bilíngue; confira

Portal da Amazônia

MANAUS – Turistas e amazonenses podem ficar tranquilos quanto aos atendimentos médicos durante a Copa do Mundo de Futebol em Manaus, uma cartilha que explica quais as doençasmais comuns no Amazonas e quais lugares oferecem o tratamento é distribuída pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS). A ação faz parte da programação de atendimento aos visitantes que circularão por Manaus durante o período do mundial.

turistas visitam manaus

De acordo com o coordenador do Grupo de Trabalho Copa Saudável, Bernardino Albuquerque, a cartilha tem sido distribuída desde a segunda quinzena de maio. “São orientações sobre as doenças mais comuns [malária, febre amarela, leishmaniose, doença de chagas, dengue e ainda doenças sexualmente transmissíveis] e como preveni-las”, resumiu.

A cartilha está disponível em duas versões: inglês e português. “Inglês é a língua mais falada no mundo. Espanhol é bem parecido com o português, então deixamos a versão em nossa língua mesmo”, explicou Albuquerque. O coordenador disse ainda que a Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) também faz a distribuição da cartilha, que pode ser encontrada em diversos pontos da cidades, como hospitais e na Ponta Negra, espaço onde será realizada a Fan Fest, ponto de encontro dos torcedores e turistas.

Clínicas para os turistas

Outra medida para garantir a segurança da saúde de quem estiver na capital do Estado durante a Copa são as clínicas com atendentes bilíngues. A Clínica do Viajante funcionará na Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) do Amazonas. “Será um ambulatório com profissionais bilíngues para atender e orientar o turista estrangeiro”, disse Bernardino Albuquerque.

Já a Clínica dos Visitantes, da Unimed, estruturou um ambiente hospitalar e ambulatorial que conta com assistência médica multiprofissional e estrutura funcional e física do da unidade Hospital Unimed Parque das Laranjeiras (HUPL).

A clínica funcionará 24 horas até 30 de junho 2014 e terá  médicos de plantão nas seguintes especialidades: Cirurgia Geral, Ortopedia, Cardiologia, Otorrinolaringologia, Oftalmologia e Neurocirurgia.  Em escala de sobreaviso estão as especialidades de Endoscopia, Urologia, Psiquiatria, Nefrologia e Pneumologia. Para ser atendido, o paciente – estrangeiro ou nacional – dever ir ao HUPL ou ligar para (92) 8439-3014.

Além disso, a prefeitura de Manaus também investe em planos de urgência e emergência, envolvendo diferentes setores, que serão executados até o fim dos jogos no Brasil.

 

Doenças na Copa

DIÁRIO DA MANHÃ|DIVÂNIA RODRIGUES

Circulação de turistas colocará brasileiros em situação de risco, por contato com vírus e bactérias

Trinta e duas seleções estarão disputando o título de campeã e uma taça na Copa do Mundo do Brasil. Turistas de todos os continentes virão para o País, motivados pelo evento sediado em 12 capitais brasileiras. Conforme estimativa do Ministério do Turismo, 3,7 milhões de pessoas, brasileiros e estrangeiros, estarão transitando pelo Brasil durante o mundial.

Governos de países do mundo todo distribuíram cartilhas a seus cidadãos contendo informações sobre como se proteger durante sua estadia no Brasil. Entre as recomendações, estão a vacinação e a prevenção. Como medidas profiláticas, estão enumerados cuidados para que os turistas estrangeiros não contraiam doenças comuns nas regiões visitadas, evitando multidões e pessoas que aparentem estar doentes.

Porém, especialistas também vêem a necessidade de que os brasileiros se imunizem, pois o trânsito intenso de turistas no Brasil pode afetar o índice de registro de doenças. O alerta principal é para se evitar que doenças que já tenham sido erradicadas ressurjam, ou que doenças nunca antes registradas sejam inseridas no País. “O que queremos é evitar que agentes patogênicos que não existam mais aqui, e os que nunca tenham sido registrados, possam se disseminar”, explica Flúvia Amorim, diretora de Vigilância de Saúde em Goiânia. 

O problema, dizem os especialistas em enfermidades, seria o grande fluxo de turistas, tanto domésticos quanto estrangeiros, transitando pelas diversas regiões do País. “Mesmo que Goiânia não seja uma cidade sede, a população precisa se imunizar, pois muitos turistas passarão por aqui e muitos goianienses irão assistir aos jogos em outras localidades, podendo voltar doentes de lá”, esclarece Flúvia. 

O que pode acontecer

De acordo com os os especialistas, podem ocorrer quatro situações alarmantes: o aumento do número de casos de gripes e outras doenças infectocontagiosas; introdução de novos agentes infecciosos que nunca tenham sido registrados no Brasil, como a febre chikungunya; reintrodução de agentes patogênicos que já tenham sido quase erradicados no País, como a poliomielite; e a possibilidade de que surtos de febre amarela, dengue, sarampo, por exemplo, transitarem de uma região para outra do País. 

Para o doutor João Paulo Campos, médico infectologista  do Laboratório Padrão do Grupo Hermes Pardini, o risco da introdução e reintrodução de agentes patogênicos no Brasil existe. “É um risco pequeno, mas real”, esclarece o especialista. O médico também explica que isso pode ocorrer, pois em outros lugares do mundo, atualmente, existem surtos de doenças que no Brasil não são mais comuns.

Conforme o doutor, Somália, Afeganistão e Paquistão estariam enfrentando surtos de poliomielite, doença que não tem mais nenhum caso registrado no Brasil há alguns anos. Ainda relata ele, que haveriam casos de sarampo na Europa, América e Ásia e no Nordeste brasileiro. Também haveria casos da gripe aviária (H7N9) na região dos Emirados Árabes, Líbano e Catar. 

Planejamento

Flúvia diz que o planejamento preventivo em Goiânia já acontece desde o mês de abril. A área de saúde municipal está em alerta para o possível aparecimento de turistas domésticos ou estrangeiros doentes. Também há o aviso para que casos de residentes na Capital que adoeçam, após contato com turistas doentes, sejam rapidamente registrados e reportados.

Uma campanha também foi realizada com o intuito de vacinar taxistas e trabalhadores do aeroporto e de grande parte da rede hoteleira de Goiânia. A diretora da Vigilância de Saúde também explica que uma campanha educativa foi realizada para que possíveis casos de doenças incomuns sejam notificados.

“Ainda assim reforçamos o pedido para que profissionais de saúde, ou não, notifiquem à Comissão de Controle de Infecção (CCI) casos de turistas doentes ou possível residente infectado, após contato com alguém de fora do País ou de outra região do Brasil”, solicita Flúvia. O contato com a Vigilância pode ser feito pelos telefones (62) 3524-3389 ou (62) 3524-3381.

A preocupação com a rapidez da notificação é que sendo realizada em até 24 horas após atendimento médico, a CCI consegue agilmente tomar as medidas necessárias para o controle da dispersão dessas doenças. “Também temos contatos no aeroporto e, a qualquer sinal de passageiro doente que chegue à cidade, seremos avisados e o paciente encaminhado à unidade de referência, caso não tenha plano de saúde”, informa Flúvia.

Sobre o possível aumento no número de casos de doenças mais comuns como a gripe, Flúvia explica que Goiânia vacinou, na última campanha nacional, 258 mil pessoas. Esse número representa 93% da meta de vacinação para os grupos de risco, aqueles em que a doença pode levar à complicações e ao óbito. Desse grupo, participam profissionais de saúde, gestantes, mulheres que deram a luz nos últimos 45 dias, portadores de doenças crônicas, criança com menos 5 anos e idosos com mais de 60. 

A vacina oferecida pela rede pública de saúde, durante a campanha nacional, previne contra três tipos do vírus da gripe: influenza A H1N1, influenza A H3N2 e influenza B. Porém, quem não for imunizado está exposto à doença, que para o doutor João Paulo é considerada grave. Nesse ano, foram registrados 10 casos da gripe H1N1 em Goiás, com quatro óbitos confirmados pelas autoridades competentes. 

Conforme o boletim da Superintendência de Vigilância em Saúde, o número dos casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) já aumentaram no Estado. A SRAG é caracterizada pela presença da síndrome gripal associada a sintomas como dispneia, desconforto respiratório ou aumento da frequência respiratória. Conforme os dados o aumento foi de 23,4% no número de casos da doença e de 14,3% na ocorrência de óbitos.

A tendência, de acordo com o doutor João Paulo, é que os casos de algumas doenças, principalmente de H1N1, aumentem. “Não sabemos como está a situação de vacinação dos estrangeiros que virão ao País. Muitos podem ter a infecção ou podem apenas ser portadores inativos, ou seja, carregar o vírus sem apresentar os sintomas.”

A diretora da Vigilância fala que, a rede pública não disponibiliza a vacina contra a gripe para quem está fora do grupo de risco. “Mas é importante que o restante da população procure a rede privada para se imunizar”, conclui Flúvia.

No site da Secretaria Municipal de Saúde há a indicação para que os residentes na Capital, que não sabem como está a situação do seu cartão de vacinas, se atualizado ou não, se prontifiquem à imunização contra as doenças para as quais existe a prevenção. 

Sobre as vacinas

A doutora Marilene Lucinda, responsável técnica pelo serviço de vacinas do Laboratório Padrão do Grupo Hermes Pardini, é especialista quando o assunto é imunização. Ela descreve que os adultos, em sua maioria, estão totalmente desprotegidos. E esse seria o principal grupo que precisa pensar em realizar sua imunização, nessa época de Copa do Mundo. “São eles que irão aos estádios ou assistir aos jogos em barzinhos, locais propícios para a propagação de doenças. E a maioria desse grupo, de 5 a 60 anos, está desprotegido”, enfatiza a médica.

Para a especialista, a maioria das vacinas já deveriam ter sido tomadas por quem não quer ficar doente durante o evento. “A vacina demora cerca de 15 dias para começar seu efeito preventivo, sendo que atinge seu melhor nível de prevenção após 30 dias”, afirma Marilene Lucinda.

De acordo com o médico João Paulo, o ideal é que o brasileiro adulto esteja com o cartão de vacina atualizado, para evitar a contaminação e posteriores surtos de doenças no Brasil. “Mesmo que seja um turista brasileiro, ele pode estar trazendo alguma doença de sua região, que não seja comum no Estado de Goiás”, conclui o infectologista.

A doutora Marilene também lembra que o contrário pode ser evitado. “Vacinado, o turista previne a introdução de doenças já controladas nos locais de visitação e evita que, ao retornar para casa, se transforme em um ‘vetor’ de vírus e bactérias”, explica.

O infectologista João Paulo também lembra que as vacinas são seguras e eficazes e que há estudos comprovando seus benefícios. “O único problema causado pela vacina é a dor no local da injeção do líquido. Porém, é um pequeno defeito, se pensarmos que com uma única dose pode-se evitar a morte de pessoas, por causa de uma gripe”, comenta o médico lamentando já ter visto algumas pessoas morrendo por esse motivo.

Nova doença pode causar epidemia no Brasil, conforme estudo da Fiocruz

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), em parceria com o Instituto Pasteur, alerta para a disseminação de um novo vírus no Brasil que causou epidemia em outros continentes. A doença seria semelhante à dengue, e um dos transmissores do vírus chikungunya é também o do mosquito Aedes aegypti. O estudo foi divulgado no dia 10 de maio, no site oficial da Fiocruz.

A doença causada pelo vírus já teria provocado epidemias na Ásia, África, Europa e Caribe. De acordo com os coordenadores do estudo, o alerta dos países da América começou quando casos suspeitos da febre chikungunya apareceram no Caribe, no final do ano passado. No Brasil, ainda não houve casos, porém os estudos são pessimistas.

Conforme os pesquisadores, os mosquitos Aedes aegypit e Aedes albopictus, de dez países americanos, são capazes de transmitir o vírus chikungunya. Os insetos mais potenciais para transmitir a doença foram encontrados no Rio de Janeiro. Nesse caso, os mosquitos foram capazes de transmitir o vírus uma semana depois de terem ingerido sangue contaminado. 

Para a Fiocruz, não existe vacina para a doença, e para os sintomas o tratamento é parecido com o da dengue. Para se curar da febre chikungunya é preciso hidratação e uso de remédios que aliviam os sintomas. Também nessa nova doença, os pacientes relatam dores nas juntas que duram vários dias. Risco de morte já teria sido observado em complicações de pacientes idosos.

Vacinas recomendadas

Sarampo, Caxumba e Rubéola (Triviral);

Difteria, Tétano e Coqueluche (Tríplice bacteriana);

Meningite C;

Hepatite A e B;

Febre Amarela;

Febre Tifoide;

Influenza.

*Apenas algumas dessas vacinas estão disponíveis na rede pública de saúde.

Que outras medidas os turistas e residentes devem tomar?

Os especialistas ainda dão dicas sobre o que evitar para não ficar doente durante o Mundial, além de atualizar o cartão de vacinas. “São medidas simples, mas que podem trazer como efeito não te deixar doente”, comenta o infectologista João Paulo.

1 – Ter sempre álcool em gel ao alcance, pois um corrimão de aeroporto pode estar infectado com vírus ou bactérias de alguém doente que tossiu ou espirrou e passou a mão por ele. 

2 – Evitar comprar água ou comida em lugares que não demonstrem ter requisitos básicos de higiene. Isso pode evitar doenças como a cólera, hepatite ou diarreias. 

3 – Ter repelente contra mosquitos na bagagem. Algumas doenças, para as quais não há vacinas, são transmitidas por mosquitos, como a dengue e a malária.