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Brasileiros gastam R$ 16 bilhões em compras pela Internet no 1º semestre

Tribuna da Bahia | Rayllanna Lima

 
31/07/2014

O comércio eletrônico conquistou a população brasileira. Além da comodidade e da variedade de produtos, comprar pela internet pode sair mais barato para o consumidor.

Somente no primeiro semestre de 2014, o comércio eletrônico faturou R$ 16,06 bilhões, superando o mesmo período do ano passado – quando registrou R$12,74 bilhões –, e com crescimento nominal de 26% no setor.

Os dados foram divulgados nessa quarta-feira (30/7), através do relatório WebShoppers 2014, divulgado pela E-bit, com o apoio da Câmara-e.net.

Consta no relatório que, no primeiro semestre deste ano, o número de pedidos foi de R$ 48,17 milhões, sendo 36% maior em relação ao mesmo período de 2013.

A E-bit registra o pulso do e-commerce, e conquistou destaque no desenvolvimento do comércio eletrônico no Brasil, sendo reconhecida como a mais respeitada fonte deinformação desse segmento.

De acordo com a E-bit, “o faturamento no ano de 2014 deve chegar a R$ 35 milhões. O valor representa um crescimento nominal de 21% ante 2013, e alcançando 104 milhões de pedidos no comércio eletrônico brasileiro”.

Ainda de acordo com o relatório, o e-commerce ganhou 5,06 milhões de novos consumidores nestes seis primeiros meses do ano, marcando um crescimento de 27% em relação ao primeiro semestre de 2013. O número também colaborou na somatória de 25,05 milhões de e-consumidores que fizeram compra nesse intervalo de tempo.

A previsão é de ter novos 11,6 milhões até o final de 2014, fazendo com que o comércio eletrônico brasileiro chegue a 63 milhões de e-consumidores únicos – aqueles que já fizeram pelo menos uma compra em um site brasileiro.

Fazendo compras pela internet desde os 17 anos, aos 23, Ana Taveira afirma que foi a melhor descoberta que fez. “É muito mais cômodo e sai mais barato. Quando encontro promoções com o frete grátis, então, é uma alegria. Além de não me estressar em filas de pagamento, recebo a mercadoria sem sair de casa”, disse.

“É preciso ter alguns cuidados para não cair em emboscadas. Mas raramente ouço falar sobre alguém que se deu mal fazendo compras online. Hoje em dia é bem mais seguro. É só ler tudo direitinho. Se for comprar pela primeira vez, é só pedir ajuda a algum amigo. Com certeza deve ter alguém que já comprou pela internet”, disse o universitário Igor Santos, 21.

O faturamento das transações realizadas por dispositivos móveis no Brasil mais que dobrou, em comparação com o mesmo período em 2013, apresentando R$ 1,13 bilhão – diante dos R$ 560 milhões do ano passado, uma variação de 102%.

De janeiro a junho de 2013, foram feitos 1,278 milhão de pedidos, o que neste período em 2014 chegou a 2,890 milhões. O tíquete-médio, porém, foi reduzido em 11% para R$ 391, nesta mesma comparação.

 Destas compras realizadas em aparelhos móveis, 60% são originadas em tablets, enquanto os 40% restantes são de smartphones (via sites sem uso de APPs). As três categorias mais vendidas são: Moda e Acessórios (17,5%), Cosméticos, Perfumaria e Saúde (17,4%) e Eletrodomésticos (11,1%).

 No perfil, a pesquisa mostrou que 57% dos m-consumidores são de mulheres, sendo a maior parte na faixa etária entre 35 e 49 anos (39%). Os homens representam os restantes 43%, acompanhando a média feminina por idade.

Os consumidores das classes A e B respondem por 64% dos participantes do m-commerce, enquanto as classes C e D representam 25%. Os outros 11% não quiseram informar a renda.

Os produtos com “apelo” Copa do Mundo que tiveram venda mais concentrada no canal online foram: smartphone, GPS com TV, câmera digital, celular, tablet e jogos/games de futebol. E no canal o_-line: bola de futebol, camiseta e churrasqueira e cooler.

Novas sanções podem ter graves consequências para economia russa

O presidente Vladimir Putin se prepara para enfrentar as consequências que as sanções ocidentais podem ter para a economia russa.

O presidente Vladimir Putin se prepara para enfrentar as consequências que as sanções ocidentais podem ter para a economia russa|REUTERS/Alexei Druzhinin/RIA Novosti/Kremlin|RFI

Novas sanções ocidentais contra Moscou podem agravar o crescimento econômico da Rússia, disse neste sábado (28) o ministro russo da Economia, Alexei Ulyukayev. O país se prepara para enfrentar as conseqüências das medidas prometidas pelos Estados Unidos e União Europeia devido à continuação dos combates da rebelião separatista russa no leste da Ucrânia.

Ulyukayev anunciou que o país preparou três cenários, caso as sanções ocidentais contra Moscou endureçam. O mais otimista deles prevê o bloqueio das exportações de produtos de luxo, como caviar e peles, e o pior cenário englobaria o setor da metalurgia, petroleiro, e o gás, disse o ministro russo da Economia à televisão do país.

Se o quadro mais pessimista se confirmar, avaliou Ulyukayev, o crescimento econômico da Rússia seria gravemente afetado. “Os investimentos chegariam ao negativo, os juros baixariam, a inflação aumentaria e as reservas do Estado diminuiriam”, analisou. Para o ministro, no entanto, a economia russa tem capacidade de “suportar” essa perspectiva.

Cessar-fogo prolongado

Ontem (27), ao assinar um acordo histórico de associação com Kiev, os dirigentes da União Europeia estipularam que Moscou tem até segunda-feira (30) para tomar medidas contra a rebelião separatista russa no leste da Ucrânia. Esperando obter ações concretas por parte do vizinho, Kiev prolongou ontem o cessar-fogo com insurgentes durante mais 72 horas, na esperança da abertura de um diálogo de paz.

Tanto a União Europeia como os Estados Unidos aplicam uma série de sanções contra autoridades russas ou ucranianas pró-russas há quatro meses. O presidente Vladimir Putin, que no começo desdenhou as medidas, começa a ter os primeiros resultados concretos das mesmas. Na semana passada, o banco central russo admitiu que o crescimento da economia do país teria um recuo de 0,4% este ano.

Ontem a agência americana Moody’s rebaixou a avaliação de crédito da Rússia de “estável” para “negativa”, argumentando que a economia de Moscou está ameaçada pelo conflito na Ucrânia. A instituição também avaliou que a rebelião elevou o perigo de um “evento geopolítico arriscado” na Rússia.

Combates continuam

Apesar da extensão do cessar-fogo, os combates continuam no leste da Ucrânia. De acordo com o porta-voz das operações militares pró-russas na região industrial de Donbass, a madrugada foi “mais ou menos calma”. Ele anunciou a morte de três soldados ucranianos hoje nos arredores de Slaviansk, reduto dos insurgentes.

Guardas russos da fronteira com a Ucrânia afirmaram que a localidade de Rostov-na-Donu e outras cidades russas da região foram atingidas hoje por três mísseis do exército ucraniano. Ontem à noite, os rebeldes tomaram o controle de uma base do ministério do Interior na periferia de Donetsk.

Japão anuncia novas reformas para estimular economia

AFP – Agence France-Presse

24/06/2014 

O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe anunciou nesta terça-feira novas medidas de reativação econômica, entre elas a redução do impostos para empresas e o estímul ao trabalho das mulheres.

“O governo decidiu hoje reforçar nossa estratégia de crescimento de maneira decidida”, afirmou Abe em coletiva de imprensa transmitida ao vivo pela TV.

Apesar de variar de acordo com a região, o imposto de renda das empresas, um dos mais caros do mundo, atinge uma média de 35% (35,64% em Tóquio) e um peso para as companhias japonesas frente a seus concorrentes no exterior. O governo resolveu reduzir a menos de 30%.

O novo plano faz parte da chamada ‘Abenomics’, a política econômica que o premiê lançou no início de 2013 baseada no gasto público e flexibilização monetária.

As medidas deram impulso à economia japonesa, mas os analistas acham que não são suficientes e pedem reformas estruturais.

Adidas prevê a venda de mais de 14 milhões de Brazucas durante a Copa

AFP – Agence France-Presse

24/06/2014 

A empresa alemã de artigos esportivos Adidas planeja vender um total de mais de 14 milhões de Brazuca, a bola oficial da Copa do Mundo da FIFA em pleno andamento no Brasil, anunciou nesta terça-feira.

Isto representa “um milhão a mais do que durante a Copa do Mundo de 2010”, o ano em que o grupo vendeu 13 milhões de exemplares da bola oficial, batizada “Jabulani”, declarou seu presidente Herbert Hainer durante uma coletiva de imprensa em Herzogenaurach.

“Grande parte deste objetivo já foi alcançado”, garantiu à AFP um porta-voz da empresa, sem dar mais detalhes.

A Adidas, líder mundial no segmento de futebol, também planeja vender mais de 8 milhões de réplicas das camisas das nove seleções que patrocina durante a competição, mais do que vendeu em toda a sua história em Mundiais, acrescenta o comunicado.

Apenas a camisa da seleção alemã deve contribuir para este resultado com mais de dois milhões de unidades, enquanto as da Argentina, México e Colômbia devem chegar a mais de um milhão cada.

“Nós definitivamente alcançaremos o nosso objetivo de dois bilhões de euros em vendas na categoria de futebol em 2014”, disse Hainer, confirmando o objetivo já definido pelo grupo no ano passado.

Parceira da FIFA até 2030, a Adidas fornece, além da bola oficial da Copa do Mundo, uniformes aos milhares de voluntários que trabalham na organização de grandes eventos esportivos e uma infinidade de produtos vendidos através do mundo.

França quer que bancos financiem transição energética nas moradias

Ségolène Royal, ministra de Energia e Meio Ambiente.

Ségolène Royal, ministra de Energia e Meio Ambiente.

REUTERS|Benoit Tessier|RFI

A França anunciou nesta segunda-feira (23) um pacote de incentivos fiscais e empréstimos de baixo custo para melhorar o isolamento térmico em edifícios e aumentar o investimento em energia renovável, que deve fornecer 40% do país até 2030. O Estado vai conceder ajuda financeira para a população e as empresas e pede que os bancos financiem as mudanças.

O governo vai disponibilizar 5 bilhões de euros de crédito, com baixas taxas de juros, para apoiar projetos das autoridades locais, explicaram a ministra de Energia e Meio Ambiente, Ségolène Royal, o ministro das Finanças, Michel Sapin, e a ministra da Habitação, Sylvia Pinel, em entrevista coletiva. Atualmente, a energia renovável é responsável por 14% da eletricidade da França.

Proprietários de imóveis serão autorizados a deduzir 30% do custo do isolamento térmico de seus rendimentos tributáveis, limitado a um teto de 16.000 euros por casal. O governo também vai simplificar o acesso a empréstimos para reformas nas casas.

O banco público de investimentos BPI France vai criar um fundo de garantia, disponibilizado pelos bancos comerciais, para pequenas e médias empresas especializadas em isolamento térmico e construção de instalações de energia renovável. “A transição energética é um investimento a longo prazo, mas é um investimento rentável e, portanto, vai encontrar financiamento”, disse Sapin. “A transição energética será um feito do setor privado”, destacou o ministro, para quem o setor é “um acelerador do crescimento de empregos”.

Para Ségolène Royal, “o desafio é mobilizar” os credores privados para que eles “também aproveitem os objetivos” do governo em termos de transição energética.

Programa

O ambicioso programa para reduzir a dependência do país de energia nuclear e combustíveis fósseis foi anunciado na semana passada pelo governo socialista, depois de meses de um intenso debate sobre o projeto. A proposta de lei, apresentada por Royal, visa a transformar a França em um país mais verde e em reduzir os custos energéticos do país.

O projeto é uma oportunidade “para desenvolver novas tecnologias, transporte limpo, eficiência energética e, consequentemente, melhorar a competitividade das empresas”, declarou a ministra, na quarta-feira.

O objetivo é diminuir o consumo final de energia no país pela metade até 2050 e o uso de combustíveis fósseis em 30% até 2030, em comparação com os níveis de 2012.
 

 
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França quer que bancos financiem transição energética nas moradias

Ségolène Royal, ministra de Energia e Meio Ambiente.

Ségolène Royal, ministra de Energia e Meio Ambiente.

REUTERS/Benoit Tessier
RFI

A França anunciou nesta segunda-feira (23) um pacote de incentivos fiscais e empréstimos de baixo custo para melhorar o isolamento térmico em edifícios e aumentar o investimento em energia renovável, que deve fornecer 40% do país até 2030. O Estado vai conceder ajuda financeira para a população e as empresas e pede que os bancos financiem as mudanças.

 

O governo vai disponibilizar 5 bilhões de euros de crédito, com baixas taxas de juros, para apoiar projetos das autoridades locais, explicaram a ministra de Energia e Meio Ambiente, Ségolène Royal, o ministro das Finanças, Michel Sapin, e a ministra da Habitação, Sylvia Pinel, em entrevista coletiva. Atualmente, a energia renovável é responsável por 14% da eletricidade da França.

Proprietários de imóveis serão autorizados a deduzir 30% do custo do isolamento térmico de seus rendimentos tributáveis, limitado a um teto de 16.000 euros por casal. O governo também vai simplificar o acesso a empréstimos para reformas nas casas.

O banco público de investimentos BPI France vai criar um fundo de garantia, disponibilizado pelos bancos comerciais, para pequenas e médias empresas especializadas em isolamento térmico e construção de instalações de energia renovável. “A transição energética é um investimento a longo prazo, mas é um investimento rentável e, portanto, vai encontrar financiamento”, disse Sapin. “A transição energética será um feito do setor privado”, destacou o ministro, para quem o setor é “um acelerador do crescimento de empregos”.

Para Ségolène Royal, “o desafio é mobilizar” os credores privados para que eles “também aproveitem os objetivos” do governo em termos de transição energética.

Programa

O ambicioso programa para reduzir a dependência do país de energia nuclear e combustíveis fósseis foi anunciado na semana passada pelo governo socialista, depois de meses de um intenso debate sobre o projeto. A proposta de lei, apresentada por Royal, visa a transformar a França em um país mais verde e em reduzir os custos energéticos do país.

O projeto é uma oportunidade “para desenvolver novas tecnologias, transporte limpo, eficiência energética e, consequentemente, melhorar a competitividade das empresas”, declarou a ministra, na quarta-feira.

O objetivo é diminuir o consumo final de energia no país pela metade até 2050 e o uso de combustíveis fósseis em 30% até 2030, em comparação com os níveis de 2012.

Siemens e Mitsubishi apresentam a Hollande proposta pela Alstom

Disputa pela Alstom já dura mais de um mês.

Disputa pela Alstom já dura mais de um mês|Reuters/Vincent Kessler
RFI

Decidida a não perder a batalha pela companhia Alstom, a dupla Siemens-Mitsubishi apresentou nesta terça-feira (17) ao presidente francês, François Hollande, uma proposta de compra, na tentativa de afastar a concorrente americana General Electric. Os diretores-presidentes da Siemens, Joe Kaeser, e da MHI, Shunichi Miyanaga, encontraram-se hoje com Hollande no palácio do Eliseu.

“Achamos que o projeto apresentado à Alstom é superior aos outros”, resumiu Kaeser. “Nós construímos uma grande aliança industrial com a Mitsubishi, que vai oferecer à Alstom um novo futuro, em vez de consagrar o seu desmantelamento”, afirmou o presidente do conselho de supervisão do grupo alemão, Gerhard Cromme, na saída do encontro. Já o japonês Miyanaga comentou apenas que a dupla apresentou “uma oferta particularmente interessante”.

Antes de se reunir com o presidente francês, os dois dirigentes se encontraram com os sindicatos da Alstom. Ainda hoje, eles apresentam a proposta de compra para a Comissão de Assuntos Econômicos da Assembleia Nacional.

Oferta bilionária

Ontem, a Siemens e a Mitsubishi Heavy Industries apresentaram uma proposta conjunta de € 14,2 bilhões, que incluiu € 7 bilhões em dinheiro, desafiando a oferta General Electric. Sob o acordo, a Siemens fez a oferta para comprar o negócio de turbinas a gás da Alstom por € 3,9 bilhões em dinheiro e a Mitsubishi para comprar participações em ativos de energia da Alstom, incluindo equipamentos de energia hidrelétrica e de rede, a serem realizadas em joint ventures separadas.

A Mitsubishi injetaria € 3,1 bilhões de euros em dinheiro na Alstom e assumiria uma participação de até 10% na empresa francesa da acionista Bouygues. A corrida para adquirir os negócios de energia da companhia francesa fabricante de trens e turbinas entrou em uma semana crucial, antes do prazo de 23 de junho estabelecido pela GE para uma decisão sobre a sua proposta, de € 12,4 bilhões por todo o setor de energia da Alstom.

O governo francês criticou a proposta da GE e se outorgou poderes para vetar um acordo com o argumento de que não quer que a Alstom, uma empresa inovadora, venda a maior parte de seus negócios para uma empresa estrangeira, sem uma consulta ao Estado. O governo também tentou negociar melhores ofertas e alianças para preservar a Alstom como competidora nos setores de transportes e energia, vendo ambas indústrias nacionais como vitais no momento em que o desemprego está estagnado acima de 10%.

A Alstom, mais conhecida no exterior por fazer trens de alta velocidade, emprega 18 mil pessoas na França, ou cerca de um quinto de sua força de trabalho. A empresa foi resgatada pelo Estado há uma década e, desde então, dependeu principalmente de encomendas públicas para equipamentos de energia e transporte ferroviário.

Companhia lança classe business low cost entre Paris e Nova York

O voo entre Paris e Nova York (foto) é um dos com maior demanda no mundo.

O voo entre Paris e Nova York (foto) é um dos com maior demanda no mundo|Flickr/Justin in SD|RFI

Uma boa notícia para quem sonha em voar na classe business mas acha os preços dessa categoria muito elevados. A companhia francesa DreamJet vai começar a operar aviões com o conceito de “classe business low cost”, chamado de “La Compagnie”. O primeiro voo do trajeto escolhido, entre Paris e Nova York, ocorrerá no dia 11 de julho.

Os voos do “La Compagnie” já podem ser comprados no site da empresa. “Vamos vender assentos até 67% mais baratos que a concorrência”, declarou o diretor-presidente da DreamJet, Frantz Yvelin, em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (16).

Em 2007, Frantz havia lançado a l’Avion, uma companhia com o mesmo conceito de classe business com preços mais acessíveis, que foi comprada pela British Airways em 2008.

A La Compagnie vai ligar o aeroporto Charles de Gaulle, em Roissy (periferia de Paris) ao de Newark, próximo de Nova York. O avião escolhido é um Boeing 757. Uma segunda aeronave deve começar a operar em outubro para realizar o trajeto, um dos que tem mais demanda no mundo, na aviação comercial.

Preços

O plano da DreamJet é fazer sete idas e voltas a Nova York por semana a partir de novembro. Por enquanto, é possível comprar um voo ida e volta para duas pessoas por € 1.776 (R$ 5.379), uma oferta de lançamento da companhia. O valor máximo será de € 5 mil (R$ 15,1 mil), “pelo menos 35% a menos que a concorrência”, observou o diretor-presidente.

“Nós prevemos chegar a um ponto de equilíbrio no negócio em 12 a 15 meses. Daqui a 12 a 18 meses, La Compagnie deve começar a dar lucro”, destacou Yvelin, explicando a estratégia de longo prazo da empresa.

A DreamJet foi criada no ano passado com um capital de € 30 milhões (R$ 90 milhões), um dos maiores na França em 2013. A companhia tem 40 funcionários e está instalada em Bourget, onde opera um dos principais aeroportos de voos negócios da França. 

Presidente angolano em visita de Estado ao Brasil

José Eduardo dos Santos, Presidente da República de Angola

José Eduardo dos Santos, Presidente da República de Angola

O Presidente José Eduardo dos Santos está desde ontem (10/06) em visita de Estado ao Brasil, onde amanhã assistirá à cerimónia de abertura e ao encontro inaugural entre o Brasil e a Croácia no arranque do Mundial de Futebol em São Paulo, esta visita de Estado prosseguirá em Cuba, entre 17 e 20 de Junho.

O Brasil foi o primeiro país a reconhecer a independência de Angola a 11 de Novembro de 1975 e Cuba fê-lo a 15 do mesmo mês, mas as relações entre estes três países datam da escravatura.

O Presidente angolano é acompanhado nesta viagem pelos ministros de Estado e chefe da Casa Civil Edeltrudes Costa, das Relações Exteriores Georges Chicoty, bem como pelos titulares das pastas da Energia e Águas,  dos Transportes, das Finanças e da Construção.

Angola e o Brasil estabeleceram o primeiro acordo de cooperação económica, técnica e científica em 1980, que em 2010 evoluiu para uma parceria estratégica, durante a presidência de Luis Inácio Lula da Silva.

Esta sofreu um ajuste complementar para o período 2012-2014, abrangendo 22 áreas de cooperação, que vão da construção civil, à saúde, educação ou petróleo, estimando-se que mais de 25 mil cidadãos brasileiros residem em Angola. 

A empresa brasileira privada de construção civil Odebrecht domina largamente a presença brasileira em Angola, e recentemente o Brasil concedeu novas linhas de crédito ao país num valor global de 2 mil milhões de dólares, mas segundo o economista angolano Carlos Rosado creio que a pedido de Angola“, estas são algo opacas,  o que aliás gerou polémica no Brasil, e este tipo de secretismo é também praticado nos empréstimos brasleiros a Cuba”, onde prossegue a viagem de Estado do Presidente José Eduardo dos Santos, entre 17 e 20 de Junho.

Mas e ainda segundo este economista “os financiamentos brasileiros em Angola são mais transparentes do que os fianciamentos chineses“.

Carlos Rosado
 

Michelin vai comprar brasileira Sascar

Companhia francesa quer ampliar presença no mercado latino-americano.

Companhia francesa quer ampliar presença no mercado latino-americano|Flickr/onesevenone|RFI

A fabricante francesa de pneus Michelin anunciou nesta segunda-feira (9) a intenção de comprar, por € 440 milhões (R$ 1,3 bilhão), a empresa brasileira Sascar, especializada na gestão pela internet de frotas de caminhões.

Com a aquisição, a Michelin pretende aumentar as vendas de serviços e pneus no mercado brasileiro, onde quase todo o tráfego de mercadorias acontece por estradas. Além disso, a Michelin deseja duplicar os resultados da futura filial internacional, em particular no comércio com outros países da América Latina.

“A Michelin se beneficiará da base de clientes e de concorrência desenvolvidas pela Sascar em um mercado em rápido crescimento para frotas profissionais de caminhões e vai poder, assim, acelerar o desenvolvimento de suas atividades no mundo inteiro”, afirmou o presidente do grupo, Jean-Dominique Senard,e m Paris. “Isto nos permitirá reforçar um importante eixo de crescimento para o grupo”, completou Senard.

A Sascar tem uma forte presença no mercado dos pequenos transportadores independentes, que têm papel essencial no transporte de mercadorias no Brasil. A empresa tem 33.000 frotas de empresas e 190.000 caminhões.

Negócio promissor

Com 870 funcionários, a Sascar de São Paulo gerou no ano passado um volume de negócios de € 91 milhões (R$ 278 milhões). Nos últimos três anos, a empresa registrou crescimento médio da atividade de 16% ao ano, segundo a Michelin.

Além dos € 440 milhões do preço da compra, a Michelin assumirá a dívida de € 80 milhões (R$ 245 milhões), o que eleva o valor da Sacar a € 520 milhões (R$ 1,6 bilhão). O preço final ainda está sendo negociado, segundo a empresa.

Em uma apresentação a investidores, a Michelin afirmou que a Sascar é a líder no mercado de gerenciamento de frotas no Brasil, com participação de 23%.

Economia piora após a Copa para 52% ouvidos em pesquisa

Estadão Conteúdo

A maioria dos brasileiros está pessimista em relação ao comportamento da economia do País depois da Copa do Mundo. Passado o evento, 52% dos entrevistados acreditam que a situação vai piorar e apenas 14% esperam melhora. O restante, 34%, aposta na manutenção do cenário, revela pesquisa nacional feita pela Boa Vista SCPC. A enquete, que ouviu cerca de mil pessoas no mês passado, quis identificar o comportamento do consumidor em relação ao evento.
 
Durante a Copa, o quadro está relativamente equilibrado, com quase um terço acreditando na piora da economia, um terço em melhora e um terço em estabilidade. “Enquanto o evento estiver ocorrendo, o brasileiro acredita que haverá um injeção de recursos que pode movimentar os negócios”, diz Fernando Cosenza, diretor de Sustentabilidade da Boa Vista SCPC.
 
No entanto, os resultados mostram que o cenário de desaceleração que prevalece na economia brasileira desde o início do ano, marcado pelo baixo crescimento e por revisões para baixo do PIB, deve voltar a preocupar a população após o fim da Copa.
 
Classes
 
O pessimismo permeia todas as classes sociais, com pequenas oscilações. De acordo com a pesquisa, 55% dos entrevistados da classe C, a nova classe média brasileira, acreditam que a situação econômica do País vai piorar depois da Copa, ante 54% dos entrevistados da classe B e 50% da classe A. Um dos motivos que podem explicar essas diferenças é a geração de novos empregos, que tem sido mais fraca, segundo apontam os indicadores.
 
Outro resultado relevante é que o pessimismo em relação à situação depois da Copa do Mundo é maior no Sul, com 59%, e no Sudeste, com 54%, onde a população tem maior nível socioeconômico e escolaridade. Em contrapartida, o pessimismo é menor nas regiões Nordeste (38%), Norte (41%) e Centro-Oeste (44%). Na avaliação de Cosenza, o brasileiro está com “o pé mais no chão”.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio