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Falta de energia paralisa linha do metrô em Recife

27/05/2014 

As pessoas ficaram presas dentro dos trens, queixando-se de calor e ameaçando quebrar as janelas (Rodrigo Santana/ Reprodução/ WhatsApp)  
As pessoas ficaram presas dentro dos trens, queixando-se de calor e ameaçando quebrar as janelas

Os usuários da linha sul do metrô de Recife foram obrigados a optar por outro meio de transporte, na manhã desta terça-feira. Por volta das 8h10, o fornecimento de energia foi interrompido na linha sul, afetando duas estações.

De acordo com a assessoria de comunicação da CBTU/Metrorec, o sistema paralisado deve voltar a operar assim que a energia for restabelecida.


Segundo um usuário, as pessoas ficaram presas dentro dos trens, queixando-se de calor e ameaçando quebrar as janelas. As portas foram abertas e os passageiros tiveram que andar pelos trilhos até as próximas estações.

Pesquisa parece melhor do que é para Dilma

Estadão|José Roberto Toledo|Análise

Após uma série de más notícias, a pesquisa Ibope é um alívio para Dilma Rousseff (PT). Mostra que a tática do medo ajudou a presidente a encontrar um piso eleitoral – patamar abaixo do qual é difícil cair – em torno de 40%. É o dobro da intenção de voto do adversário mais próximo. Parece confortável, mas não é.

O problema de Dilma é que seu teto eleitoral está baixo. Na simulação de segundo turno contra Aécio Neves (PSDB), a presidente aparece com 43%, apenas três pontos a mais do que sua intenção de voto no primeiro turno. Contra Eduardo Campos (PSB), a taxa de Dilma é ainda menor: 42%.

Se, por um lado, a presidente parou de cair, por outro, ela terá mais dificuldade para subir além do que já conseguiu recuperar desde abril. A raiz do problema é a avaliação do governo. A taxa de quem acha sua administração ruim ou péssima continuou crescendo em maio e chegou a inéditos 33%. Está cada vez mais perto dos 35% que acham seu governo ótimo ou bom.

Não por acaso, a taxa de rejeição de Dilma também está em um terço do eleitorado. É bem mais alta do que a de Aécio (20%) e a de Eduardo (13%). A de Dilma ficou estável, enquanto a dos rivais caiu – ao mesmo tempo que eles se tornaram mais conhecidos do eleitor por força de suas propagandas na TV.

Há uma polarização crescente do eleitorado, entre simpatizantes do governo e quem não o suporta. As opiniões estão se radicalizando – fazendo cair, por exemplo, a taxa de quem acha o governo regular. Aos poucos, o eleitor está descendo do muro.

Faz parte da estratégia petista provocar essa divisão do eleitorado. A propaganda do PT no rádio e na TV procurou enfatizar quem é governo e quem é oposição, quem quer continuidade e quem quer mudança. Deu certo, ao menos em parte.

O Ibope mostra que aumentou marginalmente a taxa de pessoas que desejam a continuidade dos programas governamentais e daqueles que aprovam o governo e declaram voto em Dilma. De quebra, a presidente mostrou aos aliados reticentes, principalmente do PMDB, que ela continua com chances no jogo eleitoral. Abandonar sua canoa agora é mais difícil o que era antes da pesquisa.

A contraparte da tática petista é que ela deixa mais claro para o eleitor de oposição quem são os adversários da presidente. Dobrou a taxa de intenção de voto de Eduardo Campos entre os eleitores que querem mudar tudo ou quase tudo (de 7% para 14%). Aécio também cresceu no eleitorado mudancista: de 18% para 25%, e empatou tecnicamente com Dilma (ela tem 27%) nesse segmento.

Por ter sido feita após a série de propagandas partidárias dos três principais candidatos, a pesquisa Ibope mostrou, mais do que as anteriores, como a propaganda de TV é importante para a definição dos rumos da campanha. Foi uma prévia do que deve acontecer a partir de agosto, quando o eleitor não terá mais como escapar do debate eleitoral.

Eduardo Campos, Aécio e depois Dilma, todos se beneficiaram das propagandas de seus partidos na TV. É um sinal de como o palanque eletrônico é cada vez mais decisivo na eleição.

Dilma se recupera após propaganda, mas adversários sobem mais, mostra Ibope

Presidente sobe de 37% para 40%, mas Aécio e Campos têm maior crescimento, e diferença da petista para rivais cai para 4 pontos

22 de maio de 2014 | ESTADÃO
José Roberto de Toledo, Daniel Bramatti e Lucas de Abreu Maia – Estadão Dados

SÃO PAULO – A sequência de programas partidários na TV despertou mais eleitores para a eleição presidencial e derrubou a parcela de votos brancos e nulos, que estava no patamar mais alto da história recente. Última a aparecer na propaganda, Dilma Rousseff (PT) melhorou de 37% para 40% sua taxa de intenção de votos entre abril e maio, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira, 22. Seus adversários diretos, porém, cresceram mais, o que eleva as chances de segundo turno.

No cenário com a lista dos oito pré-candidatos que já manifestaram intenção de concorrer, Aécio Neves (PSDB) subiu de 14% para 20% e Eduardo Campos (PSB), de 6% para 11%. A vantagem que Dilma tinha sobre a soma dos adversários diminuiu de 13 pontos porcentuais para apenas 4. Para se reeleger já no primeiro turno, ela precisará da maioria absoluta dos votos válidos (metade mais um) em outubro.

A pesquisa mais recente do Ibope foi feita entre os dias 15 e 19 de maio. No dia 13, o PT começou a exibir na televisão uma polêmica peça de propaganda com o mote “O Brasil não quer voltar atrás”, na qual exaltou o risco da “volta dos fantasmas do passado”, entre eles o do desemprego. Na noite do dia 15, o partido teve 10 minutos em rede no horário nobre, no qual levou esse vídeo de novo ao ar, além de discursos de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A pesquisa atual do Ibope também capta os efeitos do programa de 10 minutos do PSDB, exibido no dia 17 de abril. O levantamento anterior do instituto havia sido encerrado no dia 14, três dias antes de os tucanos ocuparem o horário nobre para promover Aécio. Já o PSB de Campos foi à TV no fim de março.

Com essa invasão da propaganda partidária nos meios de comunicação, a soma de quem pretendia votar em branco, anular ou não sabia responder despencou entre as pesquisas Ibope de abril e maio. Foi de 37% para 24% e voltou ao patamar histórico esperado para esta época da campanha eleitoral.

Foi na faixa do eleitorado com renda superior a 5 salários mínimos que Dilma se recuperou mais. Nesse grupo, a presidente foi de 26% a 38% das intenções de voto, enquanto Aécio oscilou um ponto para baixo, de 26% para 25%. Nas demais faixas de renda, Dilma tem pior desempenho entre quem ganha de 2 a 5 salários mínimos. Apenas 35% desses eleitores pretendem votar na presidente. Seu melhor desempenho é entre os mais pobres: 56% dos eleitores que ganham até 1 salário mínimo por mês declaram voto na petista.

No corte por regiões, Dilma vai pior no Sudeste, seguindo a tradição dos candidatos petistas desde 2006. Ela tem hoje 33% das intenções de voto na região, contra 24% de Aécio e 8% de Campos. É no Nordeste que Dilma e Campos se saem melhor, com 51% e 15%, respectivamente. Aécio tem 11% entre os nordestinos.

Dilma ampliou sua taxa de intenção de votos no último mês, mas não conseguiu reduzir a parcela do eleitorado que não admite votar nela de jeito nenhum  –  o porcentual ficou estável, em 33%. Já a situação de seus adversários melhorou: a rejeição a Aécio caiu de 25% para 20%, e a Campos, de 21% para 13%.

Segundo turno. Nas simulações de segundo turno, o quadro manteve-se praticamente inalterado na comparação com a pesquisa de abril. Dilma tem hoje os mesmos 43% das intenções de votos que recebia no mês passado, já Aécio oscilou dois pontos para cima e foi de 22% para 24%.

Se o adversário da petista no segundo turno fosse Eduardo Campos, os índices são parecidos: Dilma receberia 42% dos votos, contra 22% do ex-governador de Pernambuco, que subiu cinco pontos em comparação à pesquisa de abril.

A pesquisa ouviu 2.002 eleitores em 140 municípios. A margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%  –  ou seja, há 95% de probabilidade de os números retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. O levantamento foi custeado pelo próprio Ibope e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00120/2014. / COLABORARAM RODRIGO BURGARELLI E DIEGO RABATONE

CPI inclui investigação que ameaça Eduardo Campos

Se repetir o ritmo de aprovação de requerimentos observado nesta quarta-feira (14), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga a Petrobras vai ter muitos convidados para ouvir ao longo dos seus seis meses de duração. Na primeira reunião, realizada durante a tarde, foram apresentados de uma só leva 74 deles. Apenas um, que pedia a convocação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi rejeitado pelo colegiado. De um modo geral, os requerimentos trataram de pedidos de informações a órgãos diversos da estatal, a ministérios e até mesmo a entidades da iniciativa privada.

Além de convites para que autoridades prestem depoimentos.

Duas das convocações já foram enviadas: uma para a presidenta da companhia, Graça Foster, comparecer à comissão na terça-feira (20), às 10h. Será o terceiro depoimento dela ao Congresso abordando o mesmo tema. Outra, ao ex-presidente, José Sérgio Gabrielli, para dar seu depoimento sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobras, ficou para a quinta-feira (22), no mesmo horário. Durante a primeira reunião, os integrantes da CPI também aprovaram o plano de trabalho elaborado pelo relator, senador José Pimentel (PT-CE).

O requerimento para convocação de Lula foi apresentado pelo senador Cyro Miranda (PSDB-GO), único representante da oposição dentro do colegiado, e acabou rejeitado diante do argumento de que o momento é de discutir a questão “de forma técnica”. Sendo assim, a ida do ex-presidente à CPI seria uma forma de politizar ainda mais a questão e atropelar o curso das investigações.

Isolado por ser o único componente da CPI no bloco PSDB-DEM, Miranda justificou que Lula “era o mandatário do país na época”. Ele criticou, também, a presidenta Dilma Rousseff, ao lembrar que no período da compra de Pasadena ela era ministra de Minas e Energia e presidenta do Conselho de Administração da Petrobras.

Pernambuco

Outro ponto que chamou a atenção foi o fato de o plano de trabalho para a CPI ter incluído, em meio às apurações, investigações sobre a construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, e as obras de interligação entre a mesma e o porto de Suape. Esse item, por dar um caráter mais abrangente à CPI, tinha sido proibido conforme decisão da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal – segundo a qual a comissão deveria investigar apenas a compra de Pasadena.

Mesmo assim, Pimentel incluiu o item enfatizando que é importante a apuração, como forma de esclarecer os trabalhos da Petrobras referentes à aquisição e obras a respeito das refinarias como um todo. Na visão dele, isso ajudaria a esclarecer o que levou a companhia a adquirir a refinaria texana da forma como foi feito o negócio.

Na prática, caso não venha a ser vetada posteriormente, a investigação referente às obras de Pernambuco poderá atingir o ex-governador Eduardo Campos – presidente nacional do PSB e candidato à presidência da República. Segundo José Pimentel, a apuração faz parte do curso normal da CPI. “Precisamos saber quem eram os responsáveis pela aprovação dos aditivos, se houve superfaturamento nas obras (da refinaria de Abreu e Lima) e se foram aplicados recursos da Petrobras ou da União nas obras do entorno (da refinaria)”.

A questão foi levantada no mês passado, quando se discutia se seria ou não instalada a CPI, diante de indícios de superfaturamento em contratos para serviços de asfalto no entorno da obra, apontados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em relatórios anteriores. Estes indícios, no entanto, podem ter sido readequados dentro das recomendações feitas pelo tribunal.

Dentre as demais convocações aprovadas, destacaram-se ainda as que serão encaminhadas à diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Magda Chambriard, e ao ex-diretor da área internacional da Petrobras, na época de compra da refinaria de Pasadena, Nestor Cerveró. Os ministros do TCU José Jorge Vasconcelos e Bebjamin Zymler e o ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage foram outros nomes aprovados para comparecer à comissão.

Questão de ordem

Poucas horas antes da reunião da CPI, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou o relatório elaborado pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), apresentado no início de abril, para que fosse seguida a orientação do STF e a CPI fosse mista, mas com investigação restrita à Petrobras. A aprovação é mais uma etapa para a instalação da CPI mista.

Conforme o regimento comum da Câmara e do Senado, os líderes de cada partido têm até esta quarta-feira para indicar os nomes dos representantes de suas legendas para compor a CPI mista. Caso não façam as indicações, caberá ao presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), defini-las dentro de um prazo de mais três sessões da Câmara dos Deputados.

Fonte: Brasil247

Campos busca eleitor lulista e PSB fala em romper acordo com Aécio em Minas

Para reforçar diferenças com pré-candidato tucano e arregimentar eleitores insatisfeitos com a gestão Dilma, aliados do ex-governador pernambucano passaram a questionar publicamente o palanque conjunto no 2º maior colégio eleitoral do País

11 de maio de 2014 |ESTADÃO|Eduardo Bresciani, Daiene Cardoso e Pedro Venceslau 

No momento que as pesquisas de opinião apontam o crescimento de Aécio Neves (PSDB) e a estagnação de Eduardo Campos (PSB) na disputa pelo Palácio do Planalto, a cúpula da pré-campanha pessebista decidiu que chegou a hora de romper o “pacto de não agressão” entre os pré-candidatos.

Além de disparar críticas ao senador mineiro para buscar os eleitores “lulistas” insatisfeitos com a gestão da presidente Dilma Rousseff, aliados de Campos passaram a questionar publicamente a construção de palanques conjuntos em Pernambuco e Minas Gerais.

Nos discursos, a palavra de ordem é levantar bandeiras que constrangem Aécio entre o eleitorado que se considera de esquerda – como a defesa “intransigente” da CLT e a manutenção da maioridade penal. Em encontros com empresários, o senador mineiro defendeu a flexibilização da CLT em alguns setores e a redução da maioridade penal em casos de crimes hediondos.

Eduardo Campos está convencido de que o PSDB e o PT têm um objetivo em comum: colar nele a agenda política de Aécio para circunscrever a candidatura no campo da oposição e forçar uma polarização. Dessa forma, o voto útil desidrataria a terceira via e haveria um segundo turno plebiscitário. Para evitar que isso aconteça, membros da cúpula do PSB lembram que as trajetórias dos dois foram completamente diferentes. “Em 20 anos, eles só estiveram juntos nas Diretas”, afirma Carlos Siqueira, secretário-geral do PSB. Em 2010, por exemplo, Campos e Aécio travaram uma dura disputa política pela instalação da fábrica da Fiat, que acabou ficando em Pernambuco.

Implosão. O PSB liberou seus quadros nacionais para instigarem o movimento de aliados que tentam implodir o acordo de formação de palanques conjunto entre PSB e PSDB em Minas Gerais e Pernambuco. “Finalmente estamos sendo tomados pelo óbvio e ululante: que o candidato precisa ter o maior número de candidatos nos Estados”, afirma o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral.

“Em Minas, uma candidatura nossa (PSB) seria ainda mais útil do que em São Paulo. Lá é claro que o Pimenta (da Veiga, pré-candidato do PSDB ao governo) vai trabalhar só pelo Aécio e do outro lado tem o PT. Falta a terceira via para dividir espaço”, reforça Márcio França, presidente do PSB paulista e um dos dirigentes do partido mais próximos de Campos.

Ele advoga tese de romper a negociação de aliança com os tucanos em Minas e lançar a candidatura do deputado Júlio Delgado. “Qualquer terceira via viável terá 15%, 20% dos votos e o Júlio Delgado é um ótimo nome porque é bem votado, tem uma base forte em Juiz de Fora e o respeito político pela boa votação para a presidência da Câmara”, afirma. Com o cuidado de reforçar que as alianças estaduais não precisam, necessariamente, repetir o quadro nacional, o secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira, ressalta que a aliança com Aécio não é um fato consumado.

“Quem foi que disse que não vai ter candidatura do PSB em Minas? Há uma discussão intensa lá e espero que seja proveitosa para encontrar o melhor caminho para o projeto nacional”, afirma.

Fiel ao roteiro, ele ressalta: “Aécio é de centro, nós somos de centro-esquerda”. Delgado não comenta a possibilidade de disputar o governo. Ressalta apenas que não há qualquer formalização de apoio ao PSDB. “Não existe nada fechado e estanque na política. Tudo está em negociação”, diz.

Para os tucanos mineiros, porém, a hipótese de um rompimento da aliança é remota. “O PSB é um aliado do PSDB em Minas. O plano regional tem outra dinâmica”, afirma o deputado Marcus Pestana, presidente do PSDB mineiro.

Linha de frente A cúpula da campanha de Campos decidiu pôr sua vice, a ex-ministra Marina Silva, na linha de frente do embate. Coube a ela a tarefa de deixar claro que só ele seria capaz de derrotar o PT num eventual segundo turno. Isso porque há a avaliação de que o eleitor de Aécio migraria quase por completo para Campos por ter uma característica antipetista.

“Ela tem posições firmes e isso pontualmente pode colocá-la em situação de confronto”, diz o coordenador da Rede, Bazileu Margarido.

Em missa, pré-candidato à presidência Eduardo Campos diz ser contra aborto

Pré-candidato à presidência da República pelo PSB assistiu à missa de Páscoa em Aparecida

O DIA

Aparecida (SP) – O pré-candidato do PSB à presidência da República, Eduardo Campos, participou neste domingo, pela primeira vez, de uma celebração de Páscoa no Santuário de Aparecida (SP) e, ao lado do cardeal Dom Raymundo Damaceno, enfrentou uma saia justa ao ter que responder sobre sua opinião em relação à proposta de ampliar os casos em que o aborto seria permitido. “Não conheço ninguém que seja a favor do aborto”, disse o ex-governador de Pernambuco, visivelmente constrangido.

Ele afirmou que não apoia mudanças nas leis a respeito. “A legislação brasileira é adequada. Não vejo razão para que seja alterada”, afirmou Campos.

O socialista prometeu que a condenação a qualquer ampliação ao direito de aborto fará parte de seu programa como candidato. “A campanha terá uma posição clara sobre esta questão”, afirmou ele.

Eduardo Campos afirmou considerar que a legislação já é adequada

Foto:  Fabio Rodrigues Pozzebom/ABR/20.6.2013

Eduardo Campos foi à missa em Aparecida com a mulher, Renata, e seus cinco filhos. O casal e o mais novo, Miguel, de dois meses, ficaram, durante a celebração, numa área reservada a autoridades ao lado do altar.

Em sua estreia em celebrações no Santuário da Padroeira do Brasil, Eduardo Campos assistiu à missa próximo ao ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo.

O ex-governador alegou que foi a Aparecida para satisfazer um desejo da mulher. “Ela tinha um grande desejo de conhecer Aparecida. Combinamos que viríamos com todos os filhos”, explicou Eduardo Campos.

Padilha troca encontro do PT por cerimônia

O ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, dividiu ontem de manhã o altar do Santuário de Aparecida com o adversário Eduardo Campos, religiosos e políticos da região. Ele estava acompanhado da mulher, Thássia Alves, e dos prefeitos Hamilton Mota, de Jacareí, e Maurício Morizonato, de Ubatuba.

Padilha foi a Aparecida em seu ônibus de campanha, batizado de Caravana Horizonte Paulista. O ônibus, com o qual o ex-ministro pretende percorrer o estado, tem o logotipo da caravana e é adaptado para reuniões de trabalho. O candidato começou a usar o veículo no fim de semana.

Padilha participava desde a sexta-feira de um encontro do partido, o Camping Digital do PT, em São José dos Campos, para onde voltou logo depois de assistir à missa.