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Professor brasileiro gasta 20% do tempo de aula com indisciplina

De A Tribuna On-line

 Os professores brasileiros gastam, em média, 20% do tempo de aula mantendo a disciplina na classe, segundo levantamento internacional. Ou seja, o docente gasta um em cada cinco minutos pedindo silêncio ou chamando a atenção por bagunça.

O desempenho brasileiro é o pior entre os 32 países que responderam à essa parte da pesquisa. A média entre os países é de 13%. Na Finlândia, país tido como exemplar no quesito educação, o percentual de tempo dedicado a essa atividade chega a 13%.

As informações são da edição 2013 da Talis, Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem coordenada mundialmente pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). O levantamento foi divulgado na manhã desta quarta (25).

De aula mesmo, ensinando os alunos, o percentual de tempo gasto em sala no Brasil é 67% enquanto a média internacional é de 79% e a da Finlândia é 81%.

Em 12% do período de cada aula, o professor lida com questões administrativas, como o controle de presença (chamada) — contra a média de 8% dos países que participaram da pesquisa e 6% da Finlândia.

Pediatras americanos recomendam ler para bebês desde seu nascimento

AFP – Agence France-Presse

24/06/2014 

A Academia Americana de Pediatria (AAP) recomendou, nesta terça-feira, que os pais leiam para seus filhos do nascimento até pelo menos os três anos para estimular a aquisição da linguagem e outras capacidades comunicativas.

“Ler histórias com regularidade para crianças pequenas desde o seu nascimento estimula de forma ótima seu cérebro e reforça a relação com os pais em um momento crucial de seu desenvolvimento. Em contrapartida, as crianças desenvolvem a linguagem, o aprendizado da leitura e adquirem capacidades sócio-emocionais para o resto de suas vidas”, explicou a AAP.

Esta recomendação se apoia no fato cada vez mais reconhecido pelos neurologistas de que uma parte importante do desenvolvimento do cérebro se dá nos primeiros três anos de vida.

A AAP recomenda aos pediatras que, durante suas consultas, promovam com os pais esta aproximação à leitura para recém-nascidos até os três anos de idade, quando as crianças entram no ciclo pré-escolar.

A academia destacou que uma criança em cada três nos Estados Unidos chega à pré-escola sem os conhecimentos necessários para aprender a ler.

A academia de psiquiatria lembrou que, a cada ano, 75% das crianças e 80% dos que vivem abaixo do limite da pobreza nos Estados Unidos não atingem um nível de leitura suficiente no quinto ano do ensino fundamental, ou seja, aos oito ou nove anos de idade.

A APP pede a “seus membros que incentivem todos os pais a ler em voz alta textos para seus filhos pequenos, o que pode reforçar a relação entre ambos e prepará-los para adquirir linguagem e as primeiras bases da alfabetização”.

Embora alguns pais com nível superior leiam poesia e façam os filhos ouvir Mozart desde que estão na barriga da mãe, estudos mostram que muitos outros não leem histórias para os filhos com a frequência recomendada pelos cientistas.

Esta é a primeira vez que a AAP publica este tipo de recomendações, com as quais incentiva os pediatras a dar, além de conselhos, livros infantis para famílias carentes.

Lula: não ter Copa não resolve problemas de saúde e educação

Durante palestra sobre o Brasil da próxima década, em Porto Alegre, nesta quarta-feira, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva sai em defesa da Copa do Mundo dizendo os problemas de educação e saúde continuarão existindo no País se não tiver Copa. 

“Nas passeatas de junho, se criou o estigma de que a Copa ia custar R$ 30 bilhões, três vezes mais o que custou a da Alemanha… temos problemas de educação, de saúde, mas não vai ser resolvido se não tivermos Copa. Vai continuar a reclamação quando a Copa acabar”, afirmou o ex-presidente rebatendo as críticas contra o evento.

Segundo ele, o evento não “é só rendimento econômico”, mas também um encontro de civilizações, além de afirmar que o estrangeiro que virá ao Brasil não está preocupado “se vai levar um ou dois minutos para chegar ao estádio”.

“A Copa do Mundo será extraordinária, temos os melhores estádios, com campos extraordinários, e o estrangeiro não está preocupado se vai levar um minuto a mais ou um minuto a menos, se vai a pé, se vai de ônibus, se vai de qualquer coisa, se está preocupado se está calor ou se está frio”, disse. 

Segundo Lula, o maior erro dos governos e do empresariado envolvidos na realização e promoção do evento foi a falta da construção de uma narrativa da importância da Copa. “Acho que nós não construímos uma narrativa convincente da importância da Copa, de vencermos o debate político, porque um jovem fala que é ladroagem e ninguém fala nada”, reclamou Lula, dizendo desde a década de 70 é contrário aos setores de esquerda que criticam o futebol como o “ópio do povo”.

“Eu lembro que, nos anos 70, muita gente em nome de ser de esquerda, achava que futebol era o ópio do povo, um companheiro levantou e disse, `vamos ficar de costas para a televisão`, eu falei ‘sai daí, que vamos ver o jogo. Se quiser protestar protesta, eu, pelo menos, vou ver o jogo sentado na minha casa, só não posso falar que vou tomar uma cervejinha’.” 

Falando de inflação, o ex-presidente disse que o País “está dentro da meta” ao mesmo tempo em que reconheceu o que considerou uma pequena alta. “É como se tivesse com febre, ao invés de estar com 37, estivesse com 38 e poucos, e já desse para começar a dar remédio, senão teria que dar um choque mais forte, um banho gelado”, disse Lula, que já ao final de sua fala, confessou que gostaria de um percentual mais baixo. 

“Não estou gostando da inflação a seis, quero a quatro, de preferência três e meio, mas a responsabilidade não é só da Dilma, é nossa também”, afirmou.

Fonte: Terra 

Roraima declara situação especial de emergência na área de educação

Decreto tem prazo de 180 dias. Grupo de Trabalho vai elaborar plano para garantir funcionamento da educação

Governador de Roraima afirmou que está ciente que a situação financeira do Estado é preocupante. Foto: Antonio Diniz/Semcom-RR

BOA VISTA –  O governador de Roraima, Chico Rodrigues, assinou nesta terça-feira (3), o Decreto 17.118 que declara Situação Especial de Emergência na Rede Pública Estadual de Ensino. Relatório realizado pela Comissão de Orçamento, Finanças e Administração (Cofa) apontou que Roraima possui inúmeras escolas em precárias condições físicas, desabastecimento de gêneros para a elaboração da merenda escolar, falta de carteiras escolares, de material didático e até de pessoal de apoio.

O Estado ainda tem débitos junto a fornecedores da Secretaria Estadual da Educação e Desporto (SEED) que podem comprometer o funcionamento das unidades educacionais. A situação de emergência tem prazo de duração de 180 dias.

O artigo segundo do Decreto cria o Grupo de Trabalho Multissetorial (GTM), formado por representantes de órgãos que integram a SEED. O GTM deve apresentar em 15 dias um plano emergencial que garanta o pleno funcionamento da educação escolar a todos os alunos da rede pública estadual de ensino.

O Decreto institui também o Gabinete de Monitoramento da Situação Especial de Emergência (GMSEE), que será presidido pelo representante da Procuradoria-Geral do Estado (Proge).  O Gabinete atuará enquanto perdurar a situação especial de emergência na rede pública de ensino.

Saúde também em Situação de emergência  

Decreto com idêntico teor ao da Educação, baseado no diagnóstico elaborado pela Cofa, foi assinado pelo governador Chico Rodrigues no último dia 24 de maio, declarando a Situação Especial de Emergência no setor da saúde.

Com a intervenção na Educação, fecha-se assim as providências de emergência no tripé formado pela Saúde, Educação e Segurança. Mas o trabalho da elaboração de diagnóstico pela Cofa, conforme garantiu o governador, terá continuidade em todos os setores de governo.

“Sabemos que a situação financeira do Estado é um tanto preocupante, mas com um pouco de esforço de todos, vamos superar as dificuldades e proporcionar a todos uma melhor condição de vida”, garantiu o governador Chico Rodrigues.

 

Pe-yara: Mapa criado para cegos promove inclusão social no Amazonas

Necessidade de meios funcionais para inclusão de deficientes visuais em escolas foi inspiração para a criação do jogo

Mapa é composto por 62 peças que representam os municípios do Amazonas. Foto: Kid Roges

MANAUS – ‘O Amazonas na palma das mãos’. Esta é a proposta do Pe-Yara, ‘caminho’ na língua Tupi-guarani, o mapa tátil no estilo de quebra-cabeça com informações históricas e geográficas dos 62 municípios do Amazonas. O projeto objetiva ampliar a inserção social de alunos com deficiência visual nas escolas públicas do Estado.

O mapa foi desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa de Psicologia, Educação e Novas Tecnologias (Psicotec) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em parceria com a Faculdade de Educação (Faced) e a empresa incubada pela Ufam Education Business Solutions (EBS),

De acordo com a coordenadora do projeto, a professora da Ufam e doutora em Ciências da Comunicação, Cláudia Guerra Monteiro, o grupo realizou uma pesquisa há seis anos sobre osmateriais didáticos destinados às pessoas com deficiência visual usados por professores da rede estadual. À época, foi constatado que o material era insatisfatório e insuficiente para atender a demanda. “Nasceu de uma pesquisa financiada pelo CNPq. Ficamos assutados porque não tinham um material que os ajudasse. Então tivemos a ideia de criar algo novo, onde pudéssemos apresentar o que antes não tinham acesso”, contou Cláudia ao Portal Amazônia.

Desde então uma equipe formada por professores de áreas como pedagogia, biologia, engenharia, geografia, entre outras disciplinas, passaram a trabalhar na criação de um material didático que atendesse as necessidades de jovens e adultos com esta deficiência. “Fomos contemplados com o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) para desenvolver o protótipo do projeto”, explicou Cláudia. Quatro protótipos foram produzidos.

Para  a efetivação da pesquisa foram realizados testes práticos em duas escolas públicas deManaus. O resultado, afirmou o professor e diretor da EBS, Edmilson Bruno da Silveira, foi positivo. “O projeto é inovador, não há nada igual no Brasil”, destacou.

Lançado durante a sétima edição da Feira Internacional da Amazônia (FIAM), em novembro de 2013, o projeto foi apresentado em Brasília (DF), no dia sete de maio deste ano, na II Reunião da Comissão Brasileira de Braille (CBB), promovida pela Diretoria de Políticas de Educação Especial da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (MEC). “Mostramos à eles e ficaram encantados. Esperamos em breve que o Pe-yara esteja incluído no Portal do MEC, dentro do Projeto de Tecnologias Educacionais, e seja utilizado em todo o País”, comemorou Cláudia.

No início de maio o projeto foi apresentado ao Mec. Foto: Kid RogesNo início de maio o projeto foi apresentado ao Mec. Foto: Kid Roges

Quebra-cabeça tecnológico

Com 80 centímetros por 80 centímetros e cheio de texturas e aromas, os protótipos do Pe-yara são construídos com madeira. Com a proposta de educação inclusiva e a integração de estudantes deficientes visuais em escolas públicas, o mapa é um sistema eletrônico integrado, composto por 62 peças que representam os municípios amazonenses e revelam características típicas de cada um ao alcance de todos, não apenas aos cegos. “Com esse sistema o professor pode trabalhar economia, história, política, criar uma metodologia com um material cheio de possibilidades”, assegurou Cláudia.

Pe-yara é ferramenta para inclusão social. Foto: Kid Roges

O mapa ainda acompanha um jogo de cartas de multi acesso em braille e um tablet, ou smartphone com sistema operacional Android, e aplicativos de voz para orientação dos usuários. E a diversão é garantida, uma vez que para ‘vencer’ é preciso encaixar todas as peças, que seguem diversos níveis de dificuldade. “Esse sistema permite que o deficiente visual tenha diversas informações sobre os municípios do Estado de uma forma abrangente”, explicou Edmilson Bruno da Silveira.

Deficiente visual, o professor de educação especial em tecnologia assistiva, Ricardo Souza, também participa do projeto. Souza assegurou que o mapa tátil é uma ferramenta significativa para os estudantes amazonenses. “É um sistema bom, porque aos deficientes visuais tem a chance de se aprimorar, além de dar visibilidade ao Estado”.

O professor afirmou também que com o uso das tecnologias, como no Pe-yara, cegos ou pessoas com baixa visão passaram a ter segurança e mostrar que são capazes de realizar qualquer atividade, diminuindo o preconceito. “O cego pode fazer tudo. A tecnologia dá autonomia ao deficiente. Isso gera qualidade de vida, aprendizado e inserção”, observou.

Para Souza, o que falta é comunicação. “O preconceito surge porque as pessoas não se comunicam, não se conhecem, não tem convivência. Com o mapa é possível ter a participação de ambas partes, rompe barreiras e deixa deficientes visuais e videntes em um mesmo nível de comunicação”.

Falta de investimento no Amazonas

Cláudia Guerra destacou que para o desenvolvimento do projeto e de outras iniciativas no Estado é necessário que os próprios amazônidas valorizem suas ideias. “Queremos que as empresas acreditem no potencial do amazônida e invista. Que deem apoio para concretizar muitos projetos bons criados aqui, como o mapa, que ficam anos engavetados nas universidades”, alertou.

O objetivo do projeto é ser levado para as salas de aula do Amazonas como uma ferramenta importante para o aprendizado e inclusão social, mas também já busca alcançar mais mãos, pois uma das metas futuras é levá-lo para todo o Brasil, com a criação de mapas de outros estados.

Texturas e aromas são usados para identificação dos municípios.  Foto: Kid Roges

 
 

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