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Cristão copta condenado por insulto ao Islã no Egito

AFP – Agence France-Presse

25/06/2014 

Um cristão copta foi condenado a seis anos de prisão por ter insultado o profeta Maomé em sua página no Facebook com uma imagem que provocou confrontos interconfessionais em seu povoado no sul do Egito.

O cristão egípcio de 29 anos foi detido em maio, junto a outras seis pessoas que jogavam pedras contra sua casa em represália pela postagem de uma imagem de Maomé, cuja representação é proibida no Islã, acompanhada de um comentário considerado ofensivo.

Os seis agressores foram posteriormente libertados.

Os coptas, que representam cerca de 10% dos 86 milhões de habitantes do Egito, se queixam regularmente de discriminação e de ataques, principalmente contra suas igrejas.

DITADURA EGÍPCIA CONDENA JORNALISTAS A LONGOS ANOS DE PRISÃO

Um tribunal do Cairo sentenciou hoje (23/06), à prisão, três jornalistas da emissora Al-Jazeera. As penas variam de sete a dez anos de reclusão. Peter Greste, Mohamed Adel Fahmy e Baher Mohamed já estavam presos há mais de 160 dias. “Não contente com a criminalização de toda a oposição política, as autoridades egípcias seguem com uma política de amordaçar os meios de comunicação que tentam oferecer uma opinião diferente sobre a realidade,” afirmou Christophe Deloire, secretário-geral da ONG Repórteres Sem Fronteiras.

Os jornalistas foram acusados de divulgar notícias falsas, com o objetivo de apoiar o movimento islâmico Irmandade Muçulmana e prejudicar a imagem do Egito. Onze outros réus que foram julgados – incluindo dois jornalistas britânicos e um jornalista holandês – receberam penas de prisão de dez anos.

O governo egípcio, após a queda do presidente Mohammed Morsi, em julho de 2013, tem perseguido sistematicamente os veículos de comunicação considerados simpatizantes da Irmandade Muçulmana. A Al-Jazeera tem sido um dos alvos principais desta caça às bruxas. A campanha de perseguição foi intensificada após a decisão do governo de adicionar a Irmandade Muçulmana à sua lista de organizações terroristas. Agora é proibido aos jornalistas possuir ou divulgar declarações da Irmandade Muçulmana ou gravações.

EUA pedem para que Egito liberte jornalistas da Al-Jazeera

AFP – Agence France-Presse

23/06/2014 

Os Estados Unidos pediram nesta segunda-feira ao Egito para dar o perdão ou abrandar as sentenças de três jornalistas da Al-Jazeera condenados a penas de 7 a 10 anos de prisão.

“Apelamos ao governo egípcio para que conceda a graça a essas pessoas ou comute suas penas para que possam ser imediatamente libertados, e para que anistie todas as pessoas condenadas por motivos políticos”, declarou Josh Earnest, porta-voz da Casa Branca.

“Perseguir judicialmente jornalistas porque dão informações que não se encaixam com a linha do governo egípcio supõe negligenciar a regra mais básica da liberdade de imprensa e isso é um duro golpe para o processo democrático no Egito”, disse Earnest.

Um tribunal egípcio condenou nesta segunda-feira três jornalistas da Al-Jazeera acusados de apoiar islamitas a penas de prisão de entre sete e dez anos, incluindo o australiano Peter Greste.

Outros 11 réus julgados à revelia – incluindo três jornalistas estrangeiros, dois britânicos e um holandês – foram condenados a dez anos de prisão.

Em visita ao Egito, Kerry diz que transição está em ‘momento crítico’

O secretário de Estado americano, John Kerry (à esquerda), e o ministro egípcio das Relações Exteriores, Sameh Shoukry, neste domingo no Cairo.O secretário de Estado americano, John Kerry (à esquerda), e o ministro egípcio das Relações Exteriores, Sameh Shoukry, neste domingo no Cairo.

REUTERS/Brendan Smialowski

O secretário de Estado americano, John Kerry, iniciou neste domingo (22) um giro em países aliados para avaliar apoios e discutir respostas à ofensiva dos jihadistas no Iraque. Em uma escala surpresa no Egito, Kerry afirmou que a transição democrática naquele país enfrenta “um momento crítico”.

 

Kerry quer obter garantias do novo presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, de que o principal aliado árabe do governo americano no Oriente Médio está de fato comprometido com um processo de democratização do país. Sissi foi eleito em maio com 96,9% dos votos, depois de eliminar da cena política a oposição islâmica, laica e liberal.

Ontem, um tribunal egípcio condenou à morte 183 partidários do presidente deposto Mohamed Mursi, incluindo o chefe da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie. Washington considera que a dureza com que o poder central reprime a oposição divide a sociedade egípcia e ameaça o processo democrático. Mesmo assim, os Estados Unidos desbloquearam esta semana um terço dos créditos de ajuda militar ao Egito. O programa de US$ 1,5 bilhão tinha sido congelado após o golpe militar contra Mursi.

Questões regionais

O Egito é o único país árabe, junto com a Jordânia, a ter assinado um tratado de paz com Israel. O país também ocupa uma posição estratégica na região e é um aliado de longa data dos Estados Unidos.

O porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, disse que nas conversas com as autoridades egípcias, Kerry também evocou a violência no Iraque, na Síria, na Líbia, o conflito israelo-palestino e a ameaça crescente do terrorismo islâmico, em franca expansão na região.

O ministro das Relações Exteriores do Egito, Sameh Shoukry, afirmou ter mantido uma “discussão frutífera” com Kerry, cujo giro diplomático é muito importante “para o Egito, mas também dada a situação regional”.

A missão de Kerry vai levá-lo a Amã, Bruxelas e Paris. O ponto central da agenda é reunir forças para lutar contra a ofensiva jihadista do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que conquistou uma extensa área no norte do Iraque e ameaça toda a região.

Sete homens são presos por abusar de jovem no Egito

09/06/2014 

Cairo, 09 – Autoridades de segurança do Egito informaram que a polícia prendeu sete homens suspeitos de terem participado do abuso sexual de uma estudante de 19 anos durante as comemorações pela posse do novo presidente do país, Abdel Fattah el-Sisi.

O Ministério do Interior identificou os sete homens em um comunicado, dizendo que eles tem idade entre 15 e 49 anos. O texto diz que eles foram presos por “assediar várias garotas”, mas não fez menção ao caso da estudante. Um policial foi ferido enquanto estava executando a detenção do grupo, relatou o ministério.

Um vídeo postado em uma rede social mostra a estudante completamente nua com partes de seu corpo ensanguentadas ao mesmo tempo que policiais a carregam para fora da Praça Tahrir, onde dezenas de milhares comemoravam a posse de el-Sisi no domingo.

Outro vídeo de desencadeou uma enxurrada de críticas internacionais mostra uma repórter de televisão dizendo à apresentadora que estava no estúdio que havia vários casos de assédio sexual em Tahrir durante as comemorações. Na sequência, a apresentadora disse com um sorriso no rosto: “é porque eles estão felizes”.

O assédio sexual é um dos males sociais duradouros do Egito, o que levou o governo a emitir uma lei na semana passada aumentando a criminalização para esse ato.
 
Fonte: Associated Press.

 

Sissi obtém vitória esmagadora no Egito

Partidários de Abdel Fattah al-Sisi comemoram sua eleição na Praça Tahir, no Cairo, nesta quinta-feira, 29 de maio de 2014.

Partidários de Abdel Fattah al-Sisi comemoram sua eleição na Praça Tahir, no Cairo, nesta quinta-feira, 29 de maio de 2014|REUTERS/Mohamed Abd El Ghany|RFI

O ex-chefe do Exécito Abdul Fatah al Sissi pode comemorar uma vitória esmagadora nas eleições presidenciais no Egito. Com 90% das urnas apuradas, o marechal Sissi obteve 96% dos votos.

Onze meses após o golpe que derrubou o presidente Mohammed Morsi, o ex-chefe do Exército egípcio Abdul Fatah al Sissi venceu em uma eleição marcada por uma alta taxa de abstenção. Menos da metade dos eleitores foi às urnas.

Os resultados oficiais só serão anunciados nos próximos dias, mas os partidários de Sissi comemoraram a vitória do marechal. Essa eleição, porém, não foi transparente, afirmam analistas. Segundo dados não-oficiais divulgados pela imprensa egípcia, Sissi teria recebido 21 milhões de votos enquanto seu único adversário, Hamdeen Sabbahi, teria recebido entre 600 mil e 700 mil votos.

Shadi Hamid, pesquisador do instituto Saban Center, escreveu: “Não temos nenhuma maneira de verificar os dados do governo. Não houve nenhuma apuração paralela e não tinha um número suficiente de observadores internacionais”.

Oposição sufocada

A vitória de al Sissi não surpreende em um país onde o governo sufoca as vozes dissidentes. A Irmandade Muçulmana, movimento ao qual pertencia o presidente deposto Mohamed Morsi, foi uma das primeiras vítimas da repressão.

Desde a queda de Morsi em julho passado, mais de 15 mil partidários do ex-presidente foram presos e 1.400 pessoas morreram. Militantes de movimentos estudantis e progressistas também estão censurados e sob constante ameaça das autoridades egípcias.

Espírito da Primavera Árabe perdeu espaço

A volta de um governo com forte influência dos militares contraria os objetivos da Primavera Árabe que tirou do poder, há três anos, Hosni Mubarak. “Não esperívamos ver essa configuração após as revoluções árabes de 2011”, diz Karim Bitar, diretor de pesquisa do Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas. “Poucas pessoas imaginariam que, depois da queda de Mubarak, um novo faraó, um marechal de óculos de sol, seria eleito com 96% dos votos sem ter apresentado um programa ou ter feito campanha”, avaliou Bitar.

Ex-presidente egípcio é condenado a três anos de prisão por corrupção

Hosni Mubarak, de 85 anos, foi acusado de ter desviado 13,5 milhões de euros

Ex-presidente egípcio é condenado a três anos de prisão por corrupção<br /><b>Crédito: </b> Hassan Mohamed / AFP / CP
Ex-presidente egípcio é condenado a três anos de prisão por corrupção 
Crédito: Hassan Mohamed / AFP / CP

O ex-presidente egípcio Hosni Mubarak foi condenado nesta quarta-feira a três anos de prisão, e seus dois filhos a quatro anos, por desvio de recursos públicos, três anos e meio depois de ter sido derrubado por uma revolta popular.

Mubarak, 85 anos, era julgado em primeira instância por um tribunal do Cairo por corrupção, acusado de ter desviado, ao lado dos filhos Gamal e Alaa, 125 milhões de libras egípcias (13,5 milhões de euros) do orçamento dos palácios presidenciais. 

Também está sendo julgado, em outro processo, pela morte de manifestantes durante a revolta do início de 2011 que acabou com os 30 anos que passou no poder.

Fonte: AFP

 

Revelado segredo da construção de pirâmides no Egito

(Foto: wikimedia.org/Ricardo Liberato)

A revista Physical Review Letters afirma que os físicos revelaram o método que permitia aos antigos egípcios deslocar pedras pesadas no deserto abrasador para construir as pirâmides.

Na base da pesquisa, efectuada pelo Fundo de Estudos Teóricos e pela Universidade de Amesterdão, os físicos concluíram que a hipótese mais provável é seguinte: os operários colocavam as pedras em trenós e a seguir humedeciam a areia debaixo deles para facilitar o seu deslocamento.

Esta hipótese dos cientistas é confirmada por uma pintura mural encontrada no túmulo de Djehutihotep, que mostra um homem derramando água perante um trenó em que se encontra uma pedra enorme.

A areia húmida, ao contrário da seca, diminui o atrito no processo de deslizamento do trenó. Este método tornava o deslocamento das pedras fácil e o trabalho mais eficiente.
Quando a areia é adequadamente humedecida, o número de operários utilizados no transporte das pedras podia diminuir. (ruvr.ru)

Policial e soldado morrem em atentados no Egito

Bomba explodiu no Cairo após ataque no Sinai

Um policial egípcio morreu vítima de uma bomba lançada por desconhecidos nesta sexta-feira no Cairo, horas depois de dois atentados nos quais um soldado faleceu no Sinai, anunciou o ministério do Interior.

As forças de ordem egípcias são alvo regular de atentados reivindicados por grupos jihadistas, que dizem se vingar, assim, da repressão desencadeada pelas autoridades contra os partidários do ex-presidente islamita Mohamed Mursi, deposto pelo exército no dia 3 de julho do ano passado.

No Sinai, reduto destes grupos insurgentes, um suicida detonou sua bomba em um posto de controle da polícia e do exército em El Tor, no sul da península, a uma centena de quilômetros das estações balneárias do Mar Vermelho, incluindo o emblemático Sharm el-Sheikh.

Um soldado morreu e seis policiais ficaram feridos, segundo autoridades das forças de segurança. Praticamente ao mesmo tempo, cinco civis, todos egípcios, ficaram feridos em outro atentado suicida contra um ônibus em uma estrada vizinha.

Pouco depois no Cairo, uma bomba explodiu em um posto da polícia de tráfego, matando um funcionário e ferindo três policiais, afirmou um funcionário do ministério do Interior.

O ataque ocorreu no bairro de Heliópolis, no norte da capital, no dia da oração para os muçulmanos e quando havia menos tráfego, afirma um porta-voz do ministério.

Fonte: AFP

EUA pedem anulação de quase 700 condenações à morte no Egito

AFP – Agence France-Presse

28/04/2014 

A Casa Branca denunciou energicamente nesta segunda-feira as condenações à morte impostas pela justiça egípcia a 683 supostos islamitas próximos ao ex-presidente Mohamed Mursi e pediu que fossem anuladas junto com outras penas anunciadas em março.

“O veredito de hoje, assim como o do mês passado, constitui um desafio às regras mais elementares da justiça internacional”, afirmou Jay Carmey, porta-voz da Presidência americana, em um comunicado no qual também evocou um “precedente perigoso”.

Carney assegurou que os Estados Unidos estão profundamente preocupados com a contínua utilização dos processos e condenações em massa no Egito, particularmente com a condenação à morte de 683 acusados hoje”.

“Esse veredito é completamente incompatível com as obrigações do Egito em relação aos direitos humanos”, acrescentou o comunicado. “Os dirigentes egípcios devem assumir uma posição contra essas medidas irracionais (…) e reconhecer que a repressão aos protestos pacíficos só servirá para alimentar a instabilidade e a radicalização que o Egito diz impedir”.

“Pedimos que o governo egípcio ponha fim aos julgamentos em massa, anule as condenações (desta segunda-feira) e as anteriores, e que faça o necessário para que os cidadãos tenham um julgamento justo”, diz o texto.

Entre os 683 condenados nesta segunda está o líder da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie.

O tribunal que determinou a pena é o mesmo que comutou para prisão perpétua 492 das 529 penas de morte determinadas em março, também contra seguidores de Mursi.