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Candidato do PSB-AM ao Senado defende hidrelétricas na Amazônia

Último entrevistado dos candidatos ao Senado, Serafim falou sobre revitalização da BR-319 e criticou o ‘Mais Médicos’

Portal Amazonas

O farmacêutico Marcelo Serafim é o candidato da chapa de Eduardo Campos e Marina Silva ao Senado no Amazonas. Foto: Izabel Santos/Portal Amazônia

MANAUS – O ex-deputado federal e atual vereador de Manaus, Marcelo Serafim, é o candidato do PSB ao Senado. O candidato também falou sobre educação, saúde, infraestrutura, habitação, turismo, cultura e economia. Marcelo Serafim encerrou a rodada de entrevistas com os candidatos das coligações majoritárias no Amazonas realizada pela Rádio Amazonas FM.

O candidato respondeu a todas as perguntas dos jornalistas do grupo Rede Amazônica, até as mais ‘espinhosas’ como sobre a influência que tinha no Executivo Municipal quando seu pai, Serafim Corrêa, era prefeito da cidade.  “Era a pessoa, naquele momento, que estava dentro da Prefeitura que queria o bem dele. E todas as vezes que achava que tinha algo de errado, eu o alertava. Como filho, como secretário, como amigo e como companheiro. Infelizmente, algumas pessoas, inclusive do próprio Governo, que queriam fazer coisas erradas acabavam me atacando porque esse era o caminho mais fácil e o caminho mais próximo de tentar destruir minha imagem”, disse.

Na próxima segunda-feira (4), começam as entrevistas com os candidatos a vice-governador. OPortal Amazônia selecionou algumas perguntas respondidas por Marcelo. O áudio da entrevista completa com o candidato do PSB está disponível no final desta página.

Candidato, nós temos a previsão de construção de 20 [usinas] hidrelétricas até 2022 na Amazônia. É uma matriz energética defendida por muitos porque dizem que causa menos danos ao meio ambiente, mas sabemos que é muito polêmica. Como senador, qual será o seu posicionamento em relação a construção deste empreendimentos aqui na região?

Eu sou a favor das hidrelétricas na região amazônica. Essas hidrelétricas que estão sendo construídas são diferentes da [Usina] Hidrelétrica de Balbina. Balbina foi uma tragédia ambiental. Essas hidrelétricas de agora, elas têm minimizado, e muito, os problemas ambientais existentes. O quê que é melhor: eu ter uma hidrelétrica danificando um pouco o meio ambiente, óbvio que vai ter dano ambiental, ou eu ter todo interior da Amazônia queimando óleo diesel ‘pra’ poder produzir a sua energia? É óbvio que energia limpa é muito melhor. Então eu sou amplamente favorável às hidrelétricas. Isso é um projeto de nação, é um projeto de longo prazo. Nós temos que sempre estar discutindo e sempre estar trabalhando para diminuir os impactos ambientais. Certamente as próximas hidrelétricas terão impactos ambientais menores do que tivemos em Santo Antônio e em Jirau. Muito menores! Então você tem que trabalhar cientificamente para reduzir os danos ambientais. Agora, matriz energética através da água é a melhor matriz energética que a gente pode ter. Nós precisamos por exemplo, usar de forma efetiva o gás e Urucu. O Brasil gastou mais de R$ 1 bilhão, bilhões de reais para que se fizesse o gasoduto Coari-Manaus. E hoje você anda pelas ruas de Manaus e você não tem os carros andando a gás, você não tem um transporte coletivo funcionando a gás. Quer dizer, houve todo um gasto e você não tem a utilização efetiva dessa matriz energética. Então, energia, é algo importante para o desenvolvimento brasileiro. E nós temos um potencial energético enorme. O Amazonas precisa ser vendido para o Brasil pelas suas potencialidades. Eu venderei o Amazonas para o Brasil enquanto nação e para o mundo, pela água por exemplo. Nós temos um potencial hídrico muito maior do que qualquer Estado brasileiro. Nós vemos hoje o maior Estado brasileiro que é São Paulo, vivendo um drama de abastecimento de água. Como funciona as indústrias de São Paulo com um racionamento que existe de água? Nós temos a Zona Franca [de Manaus] que é importantíssima para o nosso desenvolvimento e nós temos o maior incentivo econômico que é a água. Para você ter uma ideia, uma indústria de pequeno porte chega a gastar 80 mil litros de água por dia. E nós temos o maior patrimônio de água do mundo. Nós temos que vender o nosso País pela água. A água produz energia, a água produz vida e produz riqueza. O Amazonas precisa ser vendido para o mundo pelo seu potencial hídrico.

Candidato, a gente vê que a BR-319 é uma bandeira, principalmente do Estado de Rondônia, parece que interessa muito a eles a revitalizar essa estrada. Mas se o senhor for eleito senador o senhor vai defender a revitalização da BR-319? Como o senhor vê do ponto de vista econômico e ambiental?

Ela [a BR-319] é um legado para o esse Estado. Eu sou totalmente favorável a BR 319. Eu entendo que essa BR pode, por exemplo, quando tem a discussão ambiental, ‘vai promover degradação, vai promover destruição e etc, você pode construir uma estrada à parte. E nessa estrada à parte você terá preservação do meio ambiente. A BR-319 é a conexão do Estado do Amazonas com o Brasil e nós não podemos privar o povo amazonense desse legado. Nós ouvimos esse discurso da BR-319 a muito tempo. Em muitas eleições isso é prometido ‘pra’ gente. Em mais uma eleição, os candidatos à presidência da República vão dizer que são favoráveis. Agora, infelizmente, ao que me parece, do ponto de vista econômico, o custo de construção da estrada seria muito alto. Por isso o Governo Federal fica inventando desculpas ambientais para não fazer o que efetivamente teria que fazer que é a BR-319. Por tanto, a BR-319 não pode ser a única coisa, temos que pensar e quando pensamos em infraestrutura a nossa principal infraestrutura em transporte são os rios. As nossas estradas são os rios. Precisamos balizar as nossas hidrovias e fazer com que esse transporte, que é muito mais barato que o ferroviário e que o rodoviário, possa fazer parte efetiva do nosso Estado. Nós já temos a hidrovia como o nosso principal meio de transporte, mas precisamos melhorar esse tipo de transporte dentro do nosso Estado.

 

Zona Franca de Manaus vira estratégica na corrida eleitoral do Amazonas

Candidatos tentam ‘colar’ suas imagens na possível na prorrogação do modelo ZFM

Jornal do Commercio|Manaus

MANAUS – De lados opostos na disputa eleitoral, dois dos principais candidatos ao governo do Amazonas estarão lado a lado nesta semana. Na semana em que foi aberto oficialmente o período de campanha, o governador José Melo (PROS) e o senador Eduardo Braga (PMDB), ambos com mandato ainda em curso, não cumprem agenda de campanha pelo menos até a próxima quarta-feira (16). Até esta data, Melo e Braga dedicam-se à aprovação da PEC da Prorrogação da Zona Franca de Manaus no Senado Federal, em Brasília.

De acordo com informações de sua assessoria, o senador Eduardo Braga fica na capital federal até quarta-feira, quando deve acontecer a votação da PEC da ZFM no Senado. A agenda de campanha será retomada somente na quinta (17) e na sexta (18), quando tem um encontro com os empresários filiados ao Sindicato das Empresas da Construção Civil do Amazonas (Sinduscom), na Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam).

Em entrevista ao Jornal do Commercio, o senador chegou a afirmar que, neste momento, mais importante que fazer campanha é aprovar a Proposta de Emenda à Constituição como senador. Já a assessoria de José Melo informou que o candidato está elaborando o planejamento da campanha, mas que no momento a prioridade é a aprovação da PEC no senado.

O governador viaja nesta terça-feira (15) para Brasília para acompanhar a votação. Apesar de não ser tratada oficialmente como agenda de campanha, na opinião do cientista político Breno Rodrigo Messias, ambos os candidatos poderão sim aproveitar um possível resultado positivo para se promoverem politicamente.

Na opinião do cientista político, Melo e Braga sempre estiveram em campanha, mas não no tipo de campanha de perfil publicitário. O cientista explica que campanha, muito além do marketing eleitoral, é construção das coligações, arrecadação de fundos, financiamento partidário e privado, militância política, estratégia e comunicação entre outras coisas. “Eu costumo dizer que os políticos têm três prioridades: eleição, eleição e eleição. Eles fazem política e campanha por quatro anos. A reeleição é consequência direta desse ativismo e de como os políticos conseguem manter e ampliar a sua base eleitoral. A ZFM, como sempre, vai ser a bandeira de muitos deles e, quanto maior a defesa do modelo, quanto maior a publicidade, maior será a percepção de que o candidato esteve empenhado cm o projeto”, explicou Breno Rodrigo.

Candidatos definem estratégias

O candidato do PCB ao governo, Luiz Navarro, declarou que o partido ainda está realizando reuniões internas para formatar o plano estadual de campanha e o candidato não cumpre agenda de campanha. Apesar disso, o candidato participou, na manhã de ontem (14), de entrevista na Rádio Difusora.

Diferentemente dos demais concorrentes, o deputado estadual e candidato ao governo Marco Antônio Chico Preto (PMN) –que também cumpre mandato –aproveita para promover a sua candidatura durante toda a semana. Na agenda do candidato para esta semana constam visitas a hospitais e fundações, participação em programas de TV e encontros populares nos bairros Petrópolis e Alvorada e no Fazendário Clube.

Já os candidatos Marcelo Ramos (PSB), Abel Alves (PSOL) e Herbert Amazonas (PSTU) não foram localizados pela equipe do Jornal do Commercio.

 

Eleições de 2014 têm transporte coletivo gratuito em Manaus

Veículos circulam duas horas antes e duas horas após o período de votação, no dia 5 de outubro

Portal Amazônia

MANAUS – O transporte coletivo gratuito está garantido para as eleições deste ano em Manaus. O serviço ficará disponível duas horas antes da votação começar e prosseguirá por mais duas horas após o encerramento do pleito. O anúncio foi feito nesta terça-feira (24).

A informação foi confirmada pelo prefeito da cidade, Arthur Virgílio Neto, durante a primeira visita oficial à nova presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), desembargadora Socorro Guedes.

Todas as demandas referentes ao pleno da Justiça Eleitoral serão despachadas da nova sede, além da própria transmissão da apuração do pleito deste ano: prédio da Universidade Nilton Lins, no bairro Parque das Laranjeiras, zona Centro-Sul de Manaus.

ônibus em manaus

 

Ficha limpa pode impedir candidatura de mais de 6 mil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Antonio Dias Toffoli, recebeu nesta terça-feira uma lista com 6,6 mil nomes de gestores públicos que tiveram contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A lista foi entregue pelo presidente do TCU, ministro Augusto Nardes, destacando que as irregularidades apontadas podem levar à inelegibilidade.

A lista não é declaração de inelegibilidade, mas, segundo Nardes, tem sido usada como principal recurso para os tribunais eleitorais negarem o registro de candidatos, com base na Lei da Ficha Limpa.

“Além do fato de ficar oito anos fora das eleições, eles têm (de pagar) as multas que nós temos aplicado. Há casos de gestores que têm que assumir a responsabilidade com seu patrimônio pessoal, além de funcionários públicos que são demitidos, como há centenas de casos recentes”, disse o ministro.

As pessoas que constam da lista podem sofrer impugnação de eventuais candidaturas por iniciativa do juiz eleitoral, ou solicitadas por partidos políticos, Ministério Público Eleitoral, coligações ou candidatos.

Entre os citados na relação do tribunal estão funcionários públicos que ocupam cargos de menor responsabilidade, até ministros e governadores. Eles poderão ter os nomes excluídos da lista caso consigam decisão judicial ou liminar nesse sentido. A impugnação das candidaturas depende, em última instância, da Justiça Eleitoral.

A unidade federativa com mais nomes listados é o Distrito Federal, que tem 729 gestores apontados como responsáveis por contas irregulares. Em seguida está o Maranhão, com 513 nomes e São Paulo, com 485. Roraima é o estado com menos gestores apontados na lista, com 97 nomes.

Os relacionados na lista do TCU cometeram as chamadas irregularidades insanáveis nos últimos oito anos, e tiveram negados todos os recursos possíveis no âmbito do Tribunal de Contas da União. O pagamento do débito ou da multa imposta como punição pelo TCU não implica retirada do nome do gestor da lista.

É dever dos tribunais de contas encaminharem as listas até o dia 5 de julho do ano eleitoral à Justiça Eleitoral. Os tribunais nos estados também estão fazendo isso e têm recebido orientação do TCU para disponibilizarem os nomes dos gestores citados na internet. Liberada para o público, a relação será constantemente atualizada até fim do ano. Dessa forma, pessoas citadas que conseguirem liminares na Justiça podem ter os nomes retirados e outras, cujos recursos forem se esgotando, poderão ser acrescidas.

Fonte: Terra 

10 Estados fazem mutirão para regularizar títulos eleitorais

Os cartórios eleitorais estão abertos neste domingo, para atender quem precisa fazer ou transferir o título de eleitor. Ao menos dez Estados participam do mutirão.

Nas eleições deste ano, marcadas para 5 e 26 de outubro, serão escolhidos o presidente da República, deputados federais, senadores, governadores e deputados estaduais, além do governador e os deputados do Distrito Federal.

Para pessoas com mais de 70 anos e jovens entre 16 e 18 anos, o voto não é obrigatório. Pessoas com deficiência também estão livres de cumprir as obrigações eleitorais.

Fonte: Terra