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Sancionada lei que fixa ordem dos cargos na urna eletrônica

AGÊNCIA BRASIL

A presidenta Dilma Rousseff sancionou lei que determina que a urna eletrônica exibirá para o eleitor os painéis na seguinte ordem: deputado federal, deputado estadual ou distrital, senador, governador e vice-governador de estado ou do Distrito Federal, presidente e vice-presidente da República. Para as eleições municipais, a ordem será vereador, prefeito e vice-prefeito. A lei foi publicada na edição de hoje (20) do Diário Oficial da União.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou aumento de 6 milhões de eleitores aptos a votar nas eleições de outubro. De acordo com balanço parcial divulgado pelo TSE, 141,8 milhões de eleitores estão aptos a participar das eleições de 2014, um crescimento de 4,43% em relação ao pleito de 2010.  Nas próximas eleições, mais de 22 milhões de eleitores serão identificados por meio da biometria.

Foto: Reprodução

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Kassab diz que apoio do PSD a Dilma está ‘consolidado’

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, descarou a possibilidade dele ou do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles serem vice de Aécio Neves na chapa do PSDB à Presidência da República. Segundo o jornal O Globo, Kassab garantiu que está “consolidada” a posição do partido em apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Kassab disse que jantou com Dilma na quarta-feira no Palácio do Planalto e que esteve também com o ex-presidente Lula. Segundo O Globo, ele garantiu o apoio do PSD ao PT.

Kassab, no entanto, afirma que não está fechada sua candidatura ao governo do Estado de São Paulo. Sua posição é de que o PSD tenha candidato próprio. Segundo O Globo, dentro do partido há um grupo que defende que Kassab seja vice de Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição, ou do empresário Paulo Skaf (PMDB).

Fonte: Terra

Colômbia: pesquisas apontam empate entre Santos e Zuluaga nas eleições

Leandra Felipe – Correspondente da Agência Brasil/EBC Edição: Juliana Andrade

Na reta final da campanha presidencial na Colômbia, as últimas pesquisas de intenção de voto mostram empate técnico entre o presidente Juan Manuel Santos, candidato à reeleição, e Oscar Zuluaga, do Centro Democrático (direita), partido criado pelo ex-presidente e senador eleito Álvaro Uribe. Em algumas pesquisas divulgadas esta semana, Zuluaga aparece pouco à frente de Santos, e em outras o presidente tem vantagem inferior a 2 pontos percentuais. Os últimos dias de campanha foram marcados por acusações e denúncias, em grande parte feitas por Uribe, que participa ativamente da campanha de Zuluaga.

Reportagens publicadas na primeira semana de maio denunciaram que o publicitário JJ Rendón – responsável pela campanha de Santos  à reeleição – havia “intermediado” o recebimento de uma doação de narcotraficantes no valor de US$ 12 milhões, dinheiro que teria sido investido na campanha que o presidente em 2010.

A denúncia foi feita pelo próprio Uribe e foram negadas pelo publicitário. Mesmo assim, o presidente ordenou o afastamento de JJ Rendón, apesar de seu currículo vitorioso – ele venceu 20 das 22 campanhas que coordenou. Esta semana, Uribe foi chamado duas vezes no Ministério Publico para apresentar provas sobre as denúncias. Mas não falou em nenhum das duas ocasiões.

Ontem (16) o ex-presidente compareceu à Promotoria em Bogotá e ficou 20 minutos no interior do prédio. Na saída, ele fez declarações a imprensa e disse que foi orientado a manter o “silêncio” como medida de proteção.

“Por falta de garantias não jurei e guardei o silêncio perante a promotoria sobre as informações que tenho, informações essas que serão comprovadas e que são muito graves para o interesse do país. Nos próximos dias, depois de solicitar proteção, apresentarei todas as provas”, anunciou.

Uribe é um grande usuário do Twitter e participa ativamente do debate na internet sobre tudo o que acontece no país, além de entrevistado frequente em programas de rádio e de televisão. Além disso, várias peças publicitárias da campanha de Zuluaga tem a foto de Uribe, que também participa ativamente dos comícios e carreatas.

No troca-troca de acusações, o candidato do Centro Democrático também foi atingido. O Ministério Público apresentou denúncias sobre espionagem “privada” de correios eletrônicos de integrantes da Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que participam da mesa de negociações com o governo em Havana, Cuba. A espionagem teria sido feita por Andrés Fernando Sepúlveda, funcionário de informática da campanha de Zuluaga, que também foi afastado da equipe.

O presidente Santos afirmou que a chuzadas (como são chamados os grampos na gíria colombiana) devem ser investigadas a fundo e que a espionagem é feita por quem “deseja sabotar o processo de paz”.

Santos espera “ganhar pontos” com o eleitorado após o anúncio de um acordo parcial sobre as drogas ilícitas entre as Farc e o governo. A notícia foi comemorada pelo presidente em um pronunciamento no começo da noite.

“Não entendo como um punhado de gente, representante dessa extrema direita, quer assassinar a esperança de todos os colombianos de conseguir a paz”, afirmou. Uribe e o candidato Oscar Zuluaga são críticos do processo de paz. Zuluaga já anunciou que não “interromperá” o processo, mas que, em sua visão, há erros “graves” que devem ser reparados.

Diante desse cenário, o fim de semana poderá ser decisivo para o desempenho dos candidatos. Santos e Zuluga apresentam empate técnico nas duas primeiras posições, com indicativo de que disputarão um segundo turno em junho. O primeiro turno das eleições presidenciais na Colômbia será realizado no dia 25 de maio. Além deles, os outros candidatos – Clara López, do Polo Democrático Alternativo (esquerda), Enrique Peñalosa, da Aliança Verde (centro-esquerda) e Marta Lucía Ramírez, do Partido Conservador – também aparecem com índices muito semelhantes, variando entre 8% e 10% nas pesquisas.

Rebeldes das Farc anunciam cessar-fogo durante eleições

Negociações: líderes das Farcs chegam à Havana para encontro

ImagemOs rebeldes de esquerda das Farc, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, declararam um cessar-fogo unilateral entre 20 maio e 28 maio, um período que inclui a eleição presidencial de 25 de maio, enquanto os guerrilheiros e o governo prosseguiam com as negociações de paz em Havana  ontem (16).

“Estamos ordenando a todas as nossas unidades que cessem com qualquer ação militar ofensiva contra as forças armadas ou a infra-estrutura econômica a partir da zero hora de terça-feira, 20 de maio, até a meia noite da quarta-feira, 28 de maio”, afirmou o líder rebelde Pablo Catabumbo a jornalistas em Havana.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo do presidente colombiano, José Manuel Santos, participam de negociações de paz em Havana desde novembro de 2012, em uma tentativa de acabar com um conflito de 50 anos. As negociações foram retomadas após Catabumbo ler o comunicado.

O Exército de Libertação Nacional (ELN), um outro grupo rebelde, não está participando das negociações, mas é também signatário do aviso de cessar-fogo. Quaisquer desdobramentos das negociações de paz podem afetar a eleição presidencial, em que Santos, de centro-direita, está buscando a reeleição.

Favorito na disputa e forte defensor do processo de paz, Santos viu sua vantagem diminuir em pesquisas de opinião pública. O candidato de direita Oscar Iván Zuluaga conseguiu um empate nas sondagens.

Zuluaga pertence ao partido do ex-presidente Álvaro Uribe, cuja popularidade aumentou adotando uma linha dura contra as Farc. Zuluaga ameaçou interromper as negociações de paz se ganhar as eleições e as Farc não declararem um cessar-fogo definitivo.
No entanto, nenhum dos dois candidatos deve conseguir os 50 por cento necessários para vencer em 25 de maio, o que forçaria um segundo turno em 15 de junho.

Os negociadores de paz estão a tentando acabar com o mais longo conflito de guerrilha da América Latina, que já matou mais de 200 mil pessoas desde que começou em 1964.

Josias aposta em Ellen Gracie na vice de Aécio

Com o senador Aloysio Nunes queimado pelo caso do cartel metroferroviário em São Paulo, e o ex-governador José Serra jogado para escanteio, o colunista Josias de Souza aposta na jurista Ellen Gracie na vice do presidenciável tucano Aécio Neves. 

Ex-presidente do STF, ela se filiou ao PSDB no ano passado. No entanto, ela ainda carrega pendências do passado. Ao lado do ex-ministro Pedro Malan, a ex-conselheira da OGX é alvo de acionistas minoritários da companhia que cobram o ressarcimento pela desvalorização de 98% das ações e indenização por danos morais.

Leia a nota de Josias: 

PSDB vê Ellen Gracie como uma opção de vice

Ex-presidente do STF, a jurista Ellen Gracie passou a integrar o rol de opções do presidenciável tucano Aécio Neves para compor a segunda posição de sua chapa. Ela se filiou ao PSDB do Rio de Janeiro no ano passado. Indicada para o Supremo sob Fernando Henrique Cardoso, Ellen permaneceu no tribunal de 2000 a 2011. Presidiu a corte no biênio 2006-2008.

Além de Ellen, o tucanato analisa outras três opções de vice, todas do PSDB de São Paulo: o senador Aloysio Nunes Ferreira, a deputada Mara Gabrilli, e o ex-quase-tudo José Serra, com quem Aécio jura não ter conversado sobre o tema.

Fonte: Brasil247 

Marina sente “cheiro de derrota” de Aécio no segundo turno

À revelia do clima amistoso atualmente vigente entre Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB), Marina Silva avista uma derrota da oposição caso o segundo turno das eleições presidenciais seja disputado entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e o eventual postulante tucano. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo publicada nesta quinta-feira, a ex-senadora afirma que sente um “cheiro de derrota” de Aécio perante Dilma num eventual segundo turno, declaração que contraria a paz recentemente reinante entre os dois nomes da oposição e que tenta alçar Campos como o nome da alternativa possível à reeleição da petista.

“O PSDB sabe que já tem o cheiro da derrota no segundo turno. E o PT já aprendeu que a melhor forma de ganhar é contra o PSDB”, disse Marina, ao defender seu parceiro e ex-governador de campanha da chapa PSB/Rede, hoje em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para o pleito de outubro. “Campos protagoniza uma agenda progressista de respeito aos direitos sociais, de não ir pelo caminho mais fácil de reduzir a maioridade penal e as conquistas dos trabalhadores”, afirmou, procurando diferenciar os dois mais badalados nomes da oposição em 2014. Ela também criticou a ‘excessiva propaganda’ que, na sua visão, Dilma fez ao anunciar o reajuste do Bolsa Família e a correção da tabela do Imposto de Renda. “A marca de Dilma é um retrocesso”, resumiu, criticando a falta de identidade do governo da petista em comparação com as administrações passadas de seu colega de partido, Luiz Inácio Lula da Silva, e do tucano Fernando Henrique Cardoso.

Fonte: Terra

Garotinho é proibido de distribuir brindes

07/05/2014 

Rio de Janeiro, 07 – O deputado federal e pré-candidato ao governo do Estado do Rio Anthony Garotinho (PR) foi proibido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) de participar do programa diário de rádio “Fala Garotinho”, de realizar caravanas e de distribuir qualquer tipo de brinde.

A decisão foi tomada nesta quarta-feira pela juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza, coordenadora da fiscalização da propaganda eleitoral do TRE-RJ. A magistrada entendeu que Garotinho faz propaganda eleitoral antecipada por meio dessas atividades, e determinou o envio de sua decisão ao Ministério Público Eleitoral, que poderá acionar o pré-candidato por propaganda antecipada ou abuso de poder econômico.

A juíza determinou também que, no processo de registro de candidatura, Garotinho preste contas de todo o material confeccionado e distribuído, assim como da contratação de artistas e o custo da montagem dos eventos. Nas “Caravanas Palavra de Paz”, conforme relatório da coordenadoria, Garotinho comanda no palco um show com música gospel, além de distribuir bíblias, calendários com foto de sua família e um livro sobre sua vida. A caravana já passou por várias cidades fluminenses, como Campos dos Goytacazes, Teresópolis e Barra do Piraí.

No programa de rádio Garotinho “dá um show de prêmios”, como o TRE-RJ identificou na página do programa na internet. “O pré-candidato criou uma verdadeira rede de distribuição de brindes de todas as espécies e sob os mais variados argumentos. Importante, ao que parece, é presentear os seus seguidores”, escreveu a juíza em sua decisão.

Por meio de seu blog, Garotinho criticou a decisão, enumerou dez “absurdos” que encontrou na sentença e informou que recorreria ainda hoje. “A juíza afirma tratar-se de uma ‘denúncia anônima informando a realização de propaganda eleitoral extemporânea realizada nas Caravanas da Paz’. Se a denúncia é contra a ‘Caravana da Paz’, por que ela tirou o ‘Fala Garotinho’ do ar?”, questiona o deputado. “(A juíza) não apontou nenhuma ilegalidade cometida pelo meu programa, partindo para a censura prévia, o que não é admitido nem mesmo nas propagandas eleitorais de rádio e televisão, que só podem ser retiradas depois de irem ao ar”, criticou. “Em sua decisão a magistrada afirma que entre o material de promoção pessoal distribuído nas caravanas está a Bíblia. Ela não deve conhecer a palavra de Deus, que faz promoção da salvação e de mais ninguém”, afirmou ainda Garotinho.

Campos confirma guinada à direita e atinge socialistas históricos do PSB

CORREIO DO BRASIL

Eduardo Campos (PSB)

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) definiu, por orientação do presidenciável Eduardo Campos, que de socialista mesmo restará apenas o nome da legenda. O conteúdo, que identificava a agremiação com a esquerda brasileira será extraído, em parte ou na íntegra, durante a próxima convenção partidária. Na prática, o interesse público e a socialização dos meios de produção desaparecem para deixar livre o compromisso “com a ordem econômica que está aí”, como afirmou Campos, nesta segunda-feira.

A decisão já causa um mal estar entre os socialistas históricos abrigados na ideologia prestes a ser sacrificada em nome do capitalismo. Entre eles, o advogado e articulista Roberto Amaral, histórico e combativo militante contra o regime ditatorial e fundador do PSB, após sua passagem no Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR). No campo econômico, Amaral bate firme noestablishment:

“O Estado é, sempre, servidor da classe dominante, assim identificada como detentora dos meios de produção’. Esta sentença encerra uma verdade, mas não encerra a verdade toda, pois o Estado capitalista, democrático ou não, é permeado de classes e contradições entre classes e mesmo no interior da classe que exerce o poder de Estado, e nesses espaços podem atuar as mais diversas forças, inclusive as que lhe são antagônicas. Ainda bem. Pois, se tomada a sentença marxista (Manifesto comunista e A ideologia alemã) no seu sentido tout court nada mais teríamos por fazer, a revolução seria impossível, a política estaria morta e, aí sim, a História não teria mais caminho a percorrer”, afirmou, em recente artigo publicado na revista semanal de esquerda Carta Capital.

Em linha com Amaral, ministro da Ciência e Tecnologia durante os dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outros militantes históricos também se afastaram do PSB. A inspiração marxista, que prega a “socialização dos meios de produção” e limites à propriedade privada, agora faz parte do passado. A início da queda teve início no ano passado, desde a comunhão entre Campos e a ex-ministra do Meio Ambiente, também no governo Lula, Marina Silva, que tem entre seus principais patrocinadores os donos do Banco Itaú e propaga um ideário recheado de opiniões homofóbicas e fundamentalistas.

– Como um partido que se diz socialista rasga seu programa de defesa histórica dos direitos das mulheres e se posiciona contra mudanças na lei do aborto? este é apenas um de inúmeros outros pontos centrais da agenda socialista que vem sendo esvaziada – afirmou à reportagem do Correio do Brasil um dos fundadores da legenda que, por motivos pessoais, prefere manter o anonimato.

A política de alianças do ex-governador pernambucano na campanha ao Palácio do Planalto, cada vez mais à direita, ficou demonstrada na troca de correspondência entre o coordenador de comunicação da pré-campanha, Alon Feuerwerker, ao próprio Campos, flagrada por repórteres do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo e publicada na edição desta segunda-feira. Na mensagem, Feuerwerker encaminha a Campos o fragmento de um texto, no qual um colaborador descreve o ataque ao partido que circula na internet. O coordenador questiona Campos, presidente nacional do PSB, se é possível alterar o manifesto do partido na convenção em junho.

“Tem como mexer nisso na convenção de junho?”, questiona o e-mail do coordenador ao chefe.

Nesta manhã, Campos tornou público o seu ponto de vista. Ele disse que o debate sobre o manifesto do partido foi feito a seu pedido e que a mudança deverá ocorrer até 10 de junho, quando ocorrerá a convenção partidária.

– Estamos preparando programa de governo que tem claros compromissos com a ordem econômica que está aí, com a estabilização da economia. E, nesses encontros, nós temos interesse de fazer esse debate para mudar o nosso programa – afirmou Campos, presidente nacional do PSB durante visita a Belo Horizonte.

Trechos do manifesto, de 1947, que definem os princípios do Partido Socialista Brasileiro preocupam os setores da legenda mais ligados à direita. Campos quer desfazer qualquer ligação com o documento.

– Estamos falando de um manifesto de 1947, um documento histórico do partido, em outras circunstâncias. Ali em 1947 nosso partido já se colocava contra a polarização dos que viviam a chamada Guerra Fria – conclui Campos.

Presidente do PSD visita Manaus para discutir alianças eleitorais

Presidente nacional do PSD ainda afirmou que Omar será um ‘peso-pesado’ em favor da sigla nas eleições

MANAUS – O presidente nacional do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab, está em Manaus para tratar de assuntos relacionados às eleições deste ano com Omar Aziz,candidato do partido ao Senado do Amazonas, e outros parlamentares da sigla. Além de falar sobre alianças eleitorais, o político paulista também saiu em defesa da Zona Franca de Manause comentou sobre a tensão entre Acre e São Paulo por conta da imigração de haitianos.

Gilberto Kassab e Omar Aziz se reúnem em Manaus. Foto: Gabriel Seixas/Portal Amazônia

Ex-prefeito e candidato ao governo de São Paulo, Kassab afirmou que o PSD incorporou no seu estatuto a defesa da Zona Franca de Manaus. “Entendemos que a questão tributária no Brasil não pode ser solucionada através de conflitos e sim através de entendimento. Não podemos sacrificar uma região visando um resultado nacional. Nós temos que harmonizar os interesses de todas as regiões pra construir um interesse nacional”, enfatizou.

Kassab também comentou a crise entre Acre e São Paulo por conta dos haitianos que deixaram o estado do Norte em direção à maior cidade da América Latina. Os paulistas discutem a forma como o governo do Acre tem enviado os haitianos para o Sudeste. “Eu lamento muito a falta de entendimento entre o estado do Acre e São Paulo em relação a um tema tão importante. [Os haitianos] são figuras humanas que merecem todo o nosso carinho. Enquanto prefeito de São Paulo, eu tive a oportunidade de acolher diversos haitianos e eu espero que seja assim com qualquer um na vida pública brasileira. Companheiros de qualquer parte do mundo sempre são muito bem-vindos ao Brasil”, declarou.

Omar Aziz

O presidente do PSD também afirmou que Omar Aziz, candidato do partido ao Senado do Amazonas, será um “peso-pesado” em favor da sigla nas eleições. “[Omar Aziz] é um dos grandes quadros do partido. Comigo é fundador do partido, fundamos juntos. E com certeza está credenciado para ser não apenas o senador do Amazonas, o senador do Brasil, mas com inúmeras responsabilidades que vão ser lhe apresentadas ao longo dos próximos meses por força de sua experiência”.

Após finalizar as reuniões com lideranças do PSD em Manaus, Gilberto Kassab deve embarcar para Brasília ainda na tarde deste sábado (3).

Pesquisa Sensus aponta Dilma com 35% e Aécio 23,7%; decisão iria para 2º turno

Divulgado neste sábado, levantamento feio pela Sensus

 

Agência Estado

03/05/2014 

Pesquisa Sensus divulgada nesta sábado (3) indica que se as eleições fossem realizadas hoje, haveria votação em segundo turno. A presidente Dilma Rousseff (PT) teria 35% das intenções de votos, o senador tucano Aécio Neves (MG) teria 23,7% e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) teria 11%, votos brancos e nulos e não sabe ou não respondeu, 30,4%. Juntos, Aécio e Campos têm 34,7% dos votos, praticamente a mesma porcentagem de Dilma (diferença de 0,3%). A margem de erro é de 2,2%.

No cenário com outros presidenciáveis, Dilma registra 34%, Aécio 19,9%, Campos 8,3%, Pastor Everaldo (PSC) 2,3%, Randolfe Rodrigues (PSOL) 1,0%, Eymael (PDC) com 0,4%, Mauro Iasi (PCB) 0,3%, Levy Fidelix (PRTB) 0,1%, brancos e nulos e não sabem ou não responderam, 33,9%.

Nas projeções de segundo turno numa eventual disputa entre Dilma e Aécio, a petista aparece com 38,6% e o tucano com 31,9%. Se a disputa for contra Eduardo Campos, a presidente da República registra 39,1% e o ex-governador de Pernambuco, 24,8%.

A pesquisa traz ainda os índices de rejeição dos principais presidenciáveis. Do total de entrevistados, 42% afirmaram que não votariam em Dilma de jeito nenhum. Já a taxa de rejeição de Eduardo Campos ficou em 35,1%; e a de Aécio Neves, em 31,1%.

A pesquisa do Instituto Sensus, de Belo Horizonte, presidido por Ricardo Guedes, está registrada no TSE sob protocolo nº BR-00094/2014. A mostra foi realizada com dois mil entrevistados, no período de 22 a 25 de abril, em todo o Brasil.

 

 (Arte/Soraia Piva)