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Mídia internacional relaciona anúncio de Dilma com eleições de outubro

DIÁRIO DA MANHÃ|TALLITA GUIMARÃES

Jornais e sites de notícias internacionais relacionam nesta quinta-feira (1º) o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff de quarta-feira (30), quando anunciou a correção da tabela do Imposto de Renda e reajuste no Bolsa Família em cadeia de rádio e televisão, com as eleições presidenciais que acontecerão em outubro.

O jornal econômico britânico “Financial Times” afirma que a presidente Dilma Rousseff deu um “golpe” contra seus adversários nas eleições de outubro ao anunciar as medidas de impacto social em ano de eleições, “aumentando acentuadamente prestações sociais para pessoas de baixa renda que beneficiam quase um quinto da população”.

A agência de notícias econômicas americana “Bloomberg” fez a mesma relação, ao dar o título “Rousseff corta imposto e amplia investimentos sociais antes das eleições no Brasil”. No texto, a agência diz que o anúncio com benefícios aos mais pobres foi feito “enquanto sua popularidade desliza em pesquisas antes das eleições.”

O “FT” cita que a atualização de 10% nos benefícios do Bolsa Família superam a inflação oficial do país, em torno de aproximadamente 6%, reforçando a política do Partido dos Trabalhadores (PT) em programas de transferência de renda durante seus quase 12 anos no poder.(Com informações G1)

 

Foto: Reprodução

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Iraque tem primeiras eleições legislativas desde a saída das tropas americanas

29/04/2014 

Os iraquianos escolhem nesta quarta-feira (30) um novo Parlamento, nas primeiras eleições legislativas desde a saída, no fim de 2011, das tropas norte-americanas do país, abalado por atentados diários e ameaçado por nova guerra.
 
O primeiro-ministro xiita, Nuri Al Maliki, candidato a um terceiro mandato, é considerado favorito, apesar das múltiplas críticas de que é alvo e da rejeição dos iraquianos cansados do desemprego, da corrupção, da falta de serviços públicos básicos, da paralisia das instituições, devido à crise política e à insegurança. A campanha eleitoral, que terminou ontem à noite, foi marcada por vários ataques sangrentos contra assembleias de voto ou comícios.

A votação antecipada das forças de segurança iraquianas ficou marcada, nesta segunda-feira, por uma série de dez atentados, que causaram pelo menos 27 mortes e deixaram dezenas de feridos. Nenhum ataque foi reivindicado e as autoridades mantiveram-se, até o momento, em silêncio.

Esta manhã, pelo menos dez pessoas foram mortas em um duplo atentado contra um mercado no Leste do Iraque, causando temor em relação à jornada eleitoral.

Cerca de 600 soldados foram mortos desde janeiro passado e ninguém consegue conter a violência, que já deixou cerca de 3 mil mortos desde o início do ano. As autoridades decretaram cinco feriados – entre domingo passado e quinta-feira – para tentar garantir maior segurança no pleito, para o qual estão recenseados mais de 20 milhões de eleitores.

Mais de 9 mil candidatos disputam 328 lugares no Parlamento, mas o favorito Al Maliki não tem um verdadeiro adversário. A oposição está completamente dividida, apesar das acusações de corrupção e de ser considerado um ditador, especialmente pela minoria sunita, que alega ser marginalizada.

A espiral de violência colocou a insegurança no centro do debate. Algumas áreas do país, nas mãos de rebeldes radicais, não deverão conseguir votar. Al Maliki e o seu partido, a Aliança para o Estado de Direito, basearam a campanha na necessidade de união com o governo para pôr fim ao banho de sangue.

O primeiro-ministro xiita está “usando a crise de segurança para desviar o debate sobre a insatisfação da população com o governo”, explicou Michael Knights, do Instituto Washington para a Política no Médio Oriente.

Em 2010, Al Maliki só tomou posse oito meses após as eleições e depois de difíceis e longas negociações entre grupos políticos. Esse cenário poderá voltar a ocorrer, principalmente com a multiplicação de pequenos partidos com alianças religiosas ou tribais, um “fator maior de divisão”, lamentou recentemente a Organização das Nações Unidas ()NU).

A violência também é alimentada pela guerra na vizinha Síria, onde há três anos se enfrentam rebeldes e as forças do regime de Bashar Al Assad. Muitos iraquianos juntaram-se ao combate, ao lado do regime no caso dos xiitas, enquanto a minoria sunita integrou as fileiras da rebelião, e o conflito ultrapassou as fronteiras sírias.

Em Falluja, a 60 quilômetros a oeste de Bagdá, e em algumas áreas da cidade de Ramadi, na província de Al Anbar, os combates entre xiitas e sunitas levaram mais de 400 mil pessoas a fugir, no maior êxodo populacional no Iraque desde as violências registradas há sete anos, de acordo com a ONU.

Único elemento positivo da situação é o aumento da produção de petróleo. Mas, até essa boa notícia alimenta a revolta dos eleitores, que não veem qualquer impacto no mercado de trabalho do aumento das exportações, mas veem os rendimentos da exploração petrolífera sendo desviados por corrupção maciça.

Ontem foi antecipada a votação de 800 mil membros das forças de segurança, de doentes hospitalizados, pessoal médico, presos, guardas prisionais e de iraquianos residentes em 19 países.

Mídias sociais aquecem pré-campanha de candidatos do Amazonas

Eleição de Obama, em 2008, popularizou o uso das mídias para fins políticos. No Brasil, a popularização ganha força

 

Uma pesquisa realizada pela agência Medialogue Digital, revela que o número de 'curtidores' dos políticos brasileiros subiu 268% nos últimos três anos.  Foto: Reprodução/Shutterstock

MANAUS – Os políticos invadiram as redes sociais após o sucesso das eleições de Barack Obama em 2008, quando o presidente americano utilizou maciçamente a rede para angariar votos e recursos. No Amazonas os sete principais pré-candidatos ao governo já possuem perfis ativos nas mídias sociais, que são atualizados pelo próprio candidato ou por equipes especializadas.

Uma pesquisa realizada pela agência Medialogue Digital, revela que o número de ‘curtidores’ dos políticos brasileiros subiu 268% nos últimos três anos. O que demonstra o aumento de importância que esse tipo de mídia deve representar nas próximas eleições.

Para o especialista em redes sociais e internet, Luiz Eduardo Leal, basta uma pequena reflexão entre o tempo que o brasileiro passa nas mídias sociais para se avaliar a importância da nova mídia no processo. “A quantidade de tempo que o brasileiro passa lendo revistas e jornais ou em frente à TV tem diminuído. Enquanto, com os dispositivos móveis , o tempo de conexão só aumenta. Para essas eleições já podemos dizer que estar presente nas mídias sociais está no mesmo patamar de estar presente na TV”, destaca.

Na visão do cientista político Bruno Messias Leite, a participação nas mídias sociais é importante, mas ainda não possui grande poder de decisão em uma eleição . “O que define é o corpo a corpo. Pequenas lideranças influenciam pessoas. Ter ao lado o líder de um bairro é bem mais importante do que ter milhões de seguidores”, comenta.

Para o especialista o papel da rede social no Brasil se potencializa com mais força para eleição presidencial. Um dos pré-candidatos ao governo do Amazonas, deputado Chico Preto (PMN), ressalta que a rede pode ser usada para esse tipo de aproximação. “Ela cria uma relação de proximidade que é muito interessante. Em um Estado como o Amazonas que precisamos superar o desafio das distâncias, às vezes precisamos viajar para ver determinadas situações. As mídias sociais permitem que tenhamos acesso a problemas e nos relacionarmos com essas lideranças sem a necessidade de fretar um avião, para conhecer algo no interior, por exemplo”, destaca.

Um dos pré-candidatos mais ativos nas mídias sociais, o deputado Marcelo Ramos (PSB), destaca que as mídias sociais facilitam não só na divulgação e campanha como na criação de leis. “Muitas pautas saem das redes sociais. Um dos principais projetos de quando era vereador – o que garante 30 minutos de gratuidade nos estacionamento de shopping – foi sugestão que recebi de lojistas pelas redes sociais. Recebemos muitas denúncias também, por exemplo”.

Estratégias

Os políticos do Amazonas utilizam as mídias sociais das mais variadas maneiras. Alguns perfis se resumem em apresentar o trabalho dos políticos, enquanto outros apresentam uma relação mais pessoal, com momentos privados, piadas e mensagens motivacionais.

Para Luiz Eduardo Leal, os políticos precisam ter mais foco em definir qual sua estratégia nas mídias sociais. “Tem que se definir o foco, ver qual nicho se quer atingir, classe social, isso não difere muito das mídias tradicionais. A grande diferença é que as redes sociais devem apresentar um foco maior na humanização do candidato. É importante que o próprio candidato também faça postagens e não só uma equipe”, comenta.

O perfil do senador Eduardo Braga (PMDB), por exemplo, utiliza a hashtag #EquipeEB para diferenciar postagens feitas pelo próprio senador e postagens feitas pela assessoria. A pesquisa da Medialogue considerou o senador como um dos três mais influentes do país nas mídias sociais. “É um meio muito importante para ouvir demandas, saber o que a população quer para o Estado, para apresentação de propostas e para receber o feedback sobre essas propostas”, destaca o senador.

O especialista em internet e redes sociais Luiz Eduardo Leal, ainda comenta que muitos políticos mantêm a rede social, mas não possuem um site, que ainda deveria ser considerado prioridade. “O site é mais importante por que as pessoas utilizam o site como o filão da busca. É o site que vai aparecer no Google. Ele não vai te dar o Facebook, Twitter. Ele também passa mais credibilidade”, destaca.

Captação de recursos

A eleição do presidente americano Barack Obama em 2008, popularizou o uso das redes sociais para fins políticos e ficou marcada pela captação de recursos através da rede. Para Luiz Eduardo Leal isso já poderá ser sentido no Brasil nas eleições deste ano e se tornará mais comum nas próximas. “Ainda não se entendeu a participação das mídias no formato de captação de recursos financeiros, como foi com o Barack Obama. Creio que isso mudará, com essa tendência se limitar a quantidade de que as empresas privadas podem por nas campanhas políticas”.

Luiz Eduardo destaca que há vários sites onde é possível se colocar projetos para que as pessoas possam financiar. “Eu vejo isso no futuro. Se for utilizado por uma campanha política pode se massificar. Isso aconteceu esse ano com a escola de samba da Portela, que utilizou um site para captação de recursos, vejo isso como futuro para campanhas políticas e pode ser possível presenciar nessas”, comenta o especialista.

Conheça as fanpages dos pré-candidatos ao governo

Eduardo Braga: com 183.016 curtidas é o pré-candidato com o maior número de seguidores.

José Melo : com 59.076 curtidas, o atual governador do Estado, é o segundo mais popular do Facebook. Além da fanpage também possui um perfil pessoal com 6.613 seguidores

Hissa Abrahão: com 51.937 o vice-prefeito de Manaus ocupa a primeira posição entre os candidatos mais jovens.

Rebecca Garcia: com 30.553 a única mulher pré-candidata é a quarta mais popular.

Henrique Oliveira:  com 30.196 curtidas o deputado é um dos que possuem o menor número de seguidores, mas é um dos mais comentados.

Chico Preto: possui 27.245 curtidas na fanpage. Além disso, possui um perfil com 6.767 seguidores.

Marcelo Ramos: possui 6.316 curtidas em uma fanpage e 5.822 na outra. Além disso, possui um perfil pessoal com mais de 5 mil seguidores. É o mais ativo nas redes sociais dos sete pré-candidatos, mas acaba dividindo os seguidores entre as muitas páginas que possui.

Propaganda irrregular

Com o uso das redes sociais, são comuns casos de políticos que acabam fazendo propaganda eleitoral fora de época. Até o momento no Amazonas, apenas uma denúncia sobre uso de mídias sociais para propaganda eleitoral foi recebida pelo MPE (Ministério Público Eleitoral). A denúncia foi sobre um candidato que utilizou sua página no Facebook para se autodeclarar candidato ao Senado.

Segundo o MPE há uma reunião marcada para ocorrer até o dia 25 deste mês com a participação dos juízes da propaganda e da Polícia Federal para tratar especificamente do procedimento de fiscalização da propaganda antecipada nas mídias sociais. “Por tratar-se de meios extremamente ágeis, a fiscalização requer modos de atuação específicos e adequados para obter resultados satisfatórios. Tudo isso deverá ser discutido e definido entre as instituições na reunião a ser realizada”.

A assessoria do MPE informou também que há fiscalização de sites e programas de TV relacionados a políticos possíveis candidatos às próximas eleições já está sendo feita pela equipe de procuradores eleitorais auxiliares do Ministério. “Uma lista contendo todos os sites mantidos por políticos e programas de TV apresentados ou vinculados a eles já está com os procuradores auxiliares, que estão acompanhando possíveis ocorrências de propaganda antecipada”.

O MPE destaca que é considerada propaganda eleitoral antecipada candidatos que fizerem referência a possível candidatura, exaltem suas próprias qualidades ou peçam votos. A irregularidade independe, também, de o beneficiário vir a se tornar candidato futuramente, mesmo porque, na maioria dos casos, não terá havido, ao menos, a abertura do prazo para o pedido de registro de candidatura.

No entanto essa questão ainda é objeto de estudo pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e o MPE. A minirreforma eleitoral, aprovada pelo Congresso no final do ano passado, trouxe alterações expressas sobre o entendimento hoje vigente a respeito de propaganda eleitoral antecipada nas mídias sociais. A lei 12.891/2013, em seu artigo 36-A inciso IV, diz que “Não serão consideradas propaganda antecipada e poderão ter cobertura dos meios de comunicação social, inclusive via internet: a manifestação e o posicionamento pessoal sobre questões políticas nas redes sociais.” As propagandas eleitorais antecipadas são liberadas no Twitter, por exemplo. Se forem consideradas conversas restritas entre usuários. A decisão foi tomada pelo TSE em setembro do ano passado.

Sem paulista na disputa, presidenciáveis cobiçam o maior eleitorado do Brasil

Aécio Neves já visitou o São Paulo 17 vezes, Eduardo Campos alugou um flat na capital e Dilma conta com o apoio de Lula

IG

São Paulo – Sem um candidato com raízes em São Paulo, os três principais pré-candidatos a presidência da República – a presidente Dilma Rousseff (PT), o senador Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) – querem transformar o Estado no centro gravitacional por onde orbitarão os movimentos mais importantes das eleições deste ano.

Principais pré-candidatos à presidência, Aécio Neves, Dilma Rousseff e Eduardo Campos preparam estratégias para conquistar São Paulo

Foto:  Montagem

E não é apenas a densidade eleitoral do Estado que, com seus cerca de 32 milhões de eleitores, representa mais de 22% dos votos do país: a capital paulista será o eixo principal também da disputa entre dois projetos. Um dos principais motes será a fadiga pelo tempo de governo dos dois principais oponentes, PT e PSDB, o primeiro há doze anos instalado no Palácio do Planalto, e o segundo, há duas décadas no comando do Estado mais rico da federação.

A campanha ainda nem começou e Aécio Neves já esteve 17 vezes em São Paulo desde que virou candidato. No final de maio, como sinal de prestígio ao colégio eleitoral mais denso do País, ele fará na capital a convenção em que se lançará oficialmente como candidato, provavelmente com um vice paulista.

Eduardo Campos, que tem os melhores índices no Nordeste e pouca penetração entre os paulistas, chegou a alugar um flat de três quartos em Moema, Zona Sul, próximo à sede de seu partido e do Aeroporto de Congonhas. Segue uma rigorosa pauta de seus marqueteiros para tornar-se conhecido entre os paulistas e apresentar-se como opção entre quem declarou que votará nulo ou ainda está indeciso.

A presidente Dilma manterá estrategicamente o escritório central em Brasília, mas contará com a estrutura mais sólida de seu partido no País e um cabo eleitoral de peso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O PT vai concentrar seus esforços em São Paulo para garantir boa votação a Dilma e tentar desbancar o PSDB. É a partir de São Paulo que os dois maiores pretendentes ao poder central desencadearão as batalhas País a fora.

A tarefa de bater no longo tempo de permanência dos tucanos em São Paulo caberá ao ex-ministro petista Alexandre Padilha, pré-candidato ao governo, que fará marcação cerrada em Geraldo Alckmin (PSDB) usando a crise no abastecimento de água, os problemas de segurança e a falência da política penitenciária, com a consolidação da liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC) nos presídios, para minar o projeto de continuidade tucana. Padilha encomendou um plano de segurança e deverá atacar as falhas do adversário começando por uma coincidência que deve usar com perversidade: os governos tucanos e a facção que domina o crime do interior das cadeias têm exatamente a mesma idade, 20 anos.

Vice-presidente do PSDB, Alberto Goldman diz que a recente crise envolvendo a Petrobras e a queda de popularidade da presidente, refletida pela falta de confiança nas ações do governo, são indicativos de que as bases estruturais do projeto petista estão comprometidas. Ele não acredita que os adversários vão usar a crise hídrica na campanha, mas admite que o tema é controverso.

“O desgaste político existe. É só abrir a torneira. Faltando água tem críticas. Mas qualquer pessoa que olhe os dados técnicos vai perceber que em 100 anos nunca a situação chegou a esse nível por falta de chuvas. Além disso, não se dimensiona uma política hídrica com base em depósitos para 100 anos”, afirma Goldman. Para ele, os dois projetos são diferentes: “A crise deles é maior. Eles têm um apodrecimento em toda a estrutura”, cutuca.

Os marqueteiros do PT acham, no entanto, que a possibilidade de agravamento da crise abre um flanco na propalada eficiência do projeto tucano. Ao empenhar-se num acordo com o governo do Rio para bombear água para São Paulo e anunciar a disposição de construir obras para usar o volume morto do Sistema Cantareira, o governador Geraldo Alckmin, segundo essa avaliação, teria deixado clara a constatação de que demorou a reagir.

“Não é culpa do governador. Ele tomou as medidas necessárias. Não acredito que a oposição usará isso na campanha”, diz o líder do PSDB na Assembleia paulista, Cauê Macris. Ele acha que qualquer cidadão medianamente informado saberá distinguir uma coisa da outra.

Os temas visando tornar São Paulo uma espécie de tambor nas disputas nacional e estadual já foram definidos: economia, mobilidade urbana, saúde, educação, Petrobrás, Simiens/Alstom, água, segurança e crise penitenciária.

Neste domingo, Padilha e Eduardo Campos se encontraram no Santuário de Aparecida, na tradicional missa de Páscoa. Apertado por jornalistas, Eduardo Campos acabou falando sobre aborto, tema espinhoso e recorrente nas campanhas eleitorais.

“Não conheço ninguém que seja a favor do aborto”, disse. “A legislação brasileira já é adequada. Ela prevê circunstâncias e casos e não vejo razão para alterá-la”, acrescentou. O pré-candidato estava ao lado da mulher e filhos, um deles o bebê Miguel (homenagem ao avô, Miguel Arraes), que nasceu com Síndrome de Down. “Minha vida como cidadão e pai de cinco filhos já responde a pergunta”, disse, dirigindo-se aos jornalistas.

Alexandre Padilha não quis falar sobre política, mas desembarcou em Aparecida no ônibus com o qual percorre o Estado. Neste domingo ele se encontrava em São José dos Campos, participando do Camping Digital do PT, para onde retornou depois da missa.

O presidente estadual do PSB, Márcio França se debruça em números para traçar um quadro favorável à oposição. Segundo ele, Eduardo Campos tem vantagem no Nordeste, Aécio no Rio e Minas Gerais, enquanto no resto do País pode haver um empate. A grande dúvida, segundo ele, é o eleitorado paulista cuja opção ainda é a incógnita que tem justificado a revoada de presidenciáveis na capital e no Estado. Quem ganhar em São Paulo lidera o Sudeste, o colégio mais denso do Brasil.

Com informações de Vasconcelos Quadros