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Franceses trabalham 186 horas a menos por ano que alemães, mostra estudo

Na França  a duração horaria do trabalho é menor que as dos alemãns.

Na França a duração horaria do trabalho é menor que as dos alemãns.

Segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira (25), os trabalhadores franceses e finlandeses são os que trabalham menos horas por semana na Europa. Em relação aos alemães, por exemplo, os franceses trabalham cinco semanas a menos durante um ano.

A pesquisa foi feita pelo instituto Coe-Rexecode, ligada ao patronato francês.

Os finlandeses foram os que contabilizaram menos horas no serviço: uma média de 1.648 horas em 2013. Já os franceses atingiram 1.661 horas no ano passado. Do outro lado da pesquisa, os romenos se mostram os mais empenhados: 2.099 horas. A Grécia, Hungria, Bulgária, Croácia e Malta também suaram a camisa, com mais de 1.944 horas de esforços.

Por semana, os franceses trabalham uma média de 39,2 horas, sem contar ausências eventuais (férias, cursos, folgas, feriados e doenças).

De acordo com o levantamento, a França é também o país onde a jornada de trabalho mais diminui nos últimos 15 anos. Entre 1998 e 2013, a queda foi de 14,8%, contra 9,8% na Espanha, 8,9% na Alemanha, 8,5% na Suécia, 7,6% na Itália e 3,1% na Itália.

Em relação aos assalariados em tempo parcial, a duração média foi de 993 horas em 2013 na França, contra 851 horas na Alemanha, 864 no Reino Unido e 1.643 horas na Espanha. 
 

 
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Na França a duração horaria do trabalho é menor que as dos alemãns.
Na França a duração horaria do trabalho é menor que as dos alemãns.
Segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira (25), os trabalhadores franceses e finlandeses são os que trabalham menos horas por semana na Europa. Em relação aos alemães, por exemplo, os franceses trabalham cinco semanas a menos durante um ano.
A pesquisa foi feita pelo instituto Coe-Rexecode, ligada ao patronato francês.

Os finlandeses foram os que contabilizaram menos horas no serviço: uma média de 1.648 horas em 2013. Já os franceses atingiram 1.661 horas no ano passado. Do outro lado da pesquisa, os romenos se mostram os mais empenhados: 2.099 horas. A Grécia, Hungria, Bulgária, Croácia e Malta também suaram a camisa, com mais de 1.944 horas de esforços.

Por semana, os franceses trabalham uma média de 39,2 horas, sem contar ausências eventuais (férias, cursos, folgas, feriados e doenças).

De acordo com o levantamento, a França é também o país onde a jornada de trabalho mais diminui nos últimos 15 anos. Entre 1998 e 2013, a queda foi de 14,8%, contra 9,8% na Espanha, 8,9% na Alemanha, 8,5% na Suécia, 7,6% na Itália e 3,1% na Itália.

Em relação aos assalariados em tempo parcial, a duração média foi de 993 horas em 2013 na França, contra 851 horas na Alemanha, 864 no Reino Unido e 1.643 horas na Espanha. 

Desemprego volta a se aproximar de recorde na Espanha

Desempregados esperam abertura de uma agência de emprego em Madri, 29 de abril de 2014.

Desempregados esperam abertura de uma agência de emprego em Madri, 29 de abril de 2014.

REUTERS/Andrea Comas
RFI

A taxa de desemprego na Espanha voltou a subir no primeiro trimestre de 2014, atingindo 25,93%, um número próximo do recorde histórico. As estatísticas são o reflexo da diminuição da população ativa, que deixa cada vez mais o país em busca de oportunidades no exterior.

 

No fim de março, a Espanha tinha 5.933.300 desempregados, 2.300 a menos que no fim de dezembro, o que poderia ser um sinal de mudança de tendência, segundo dados divulgados nesta terça-feira (29) pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE). O órgão informou que essa foi a primeira vez desde 2005 que o primeiro trimestre registrou uma redução do número de pessoas em busca de trabalho.

Mas em um país que registra queda do número de habitantes há dois anos, com a saída dos residentes estrangeiros, a diminuição da população economicamente ativa (187.000 pessoas a menos) provocou o aumento mecânico da taxa de desemprego, que passou de 25,73% no fim de 2013 a 25,93% no final de março.

A situação continua dramática para os jovens com menos de 25 anos, faixa com taxa de desemprego que vai a 55,5%. O INE observa, entretanto, que essa foi a primeira vez desde 2005 que o primeiro semestre do ano, tradicionalmente ruim para a abertura de vagas, registra uma queda no número de desempregados.

Discurso otimista

O governo conservador de Madri, que adotou um discurso otimista para estimular o fim da recessão, comemorou os números divulgados hoje. Para o ministro do Orçamento, Cristobal Montoro, os dados “trazem esperanças”.

“Sim, nós saímos da crise. Não podemos deixar de dizê-lo”, afirmou. “Nós vemos que o número de desempregados reduziu em relação há um ano [com 344.900 a menos]”, declarou.

Fim da procura

A pesquisadora da Fundação de Estudos de Economia Aplicada da Espanha Sara de la Rica destaca, entretanto, que “o número de desempregados baixou não porque eles encontraram um trabalho, mas porque pararam de procurar”. Ela destaca que a taxa de atividade, de 59%, está muito baixa, assim como a taxa de emprego, de 44%.

Segundo o INE, quase a mesma quantidade de desempregados deixou essa categoria para trabalhar (798.100) ou porque parou de procurar uma atividade remunerada (781.300).