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FIFA mantém EUA-Alemanha apesar da chuva torrencial

Diário de Notícias|Portugal|Octávio Lousada OliveiraHoje

 
FIFA mantém EUA-Alemanha apesar da chuva torrencial

Organismo que tutela o futebol mundial diz que a partida vai realizar-se na mesma, apesar de grande parte da cidade estar inundada.

Chegou a escrever-se que o EUA-Alemanha desta quinta-feira estaria em causa devido à chuva intensa que se tem feito sentir em Recife, mas a FIFA já garantiu que o encontro vai mesmo realizar-se, apesar de os acessos ao Arena de Pernambuco estarem, na sua maioria, inundados e de o relvado poder não estar nas melhores condições.

Segundo o organismo que tutela o futebol mundial, o adiamento do encontro entre norte-americanos e germânicos condicionaria também a realização do Portugal-Gana e levantaria diversos problemas “logísticos e administrativos”.

As duas partidas que decidem as equipas do grupo G que seguem para os oitavos de final estão marcadas para as 17.00 (hora de Lisboa).

Defesa Civil reconhece calamidade pública em municípios do Paraná

25/06/2014 

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Ministério da Integração Nacional, reconheceu estado de calamidade pública nos municípios de Bituruna e União da Vitória, no Paraná, devido à forte chuva em junho. Esse reconhecimento agiliza o repasse de recursos federais e o atendimento às vítimas da enchente. A portaria foi publicada na edição de hoje (25) do Diário Oficial da União.

A Defesa Civil Estadual registra mais de 822 mil pessoas afetadas pelos temporais. Onze morreram e 228 ficaram feridas. Mais de 26 mil pessoas permanecem desalojadas e quase 2 mil estão em abrigos.

O estado tem 156 municípios atingidos pela chuva, dos quais 149 estão em situação de emergência. Mais de 15 mil residências foram danificadas. 

No município mais atingido, União da Vitória, mais de 52 mil pessoas foram afetadas pelo transbordamento do Rio Iguaçu. Continuam desalojadas 11.250 pessoas e 90 estão em abrigos. Uma pessoa morreu e 65 ficaram feridas.

De acordo com o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), nesta quarta-feira o tempo segue instável no Sul do país. As chuvas atingem mais as áreas de divisa do Paraná com Santa Catarina e a fronteira com a Argentina.

Enchente afeta 36 cidades do Amazonas

Agência Brasil

No Amazonas, 36 cidades foram afetadas pelas enchentes. Do total, 34 estão em situação de emergência. Apesar de o nível das águas ter começado a baixar, Humaitá e Boca do Acre ainda estão em estado de calamidade pública, segundo a Defesa Civil Estadual.

O presidente da Associação Amazonense de Municípios, Iran Lima, disse que ainda não é possível avaliar os prejuízos dos municípios, mas as perdas na agricultura devem ser grandes. “O primeiro ano após a enchente fica complicado, porque em uma produção de farinha de mandioca, de banana dura um ano para começar a produzir. Este ano, com certeza, uma crise muito grande em relação a isso. Nos municípios que estão tendo problema, se perde a produção toda”, disse.

De acordo com a Defesa Civil, 59 mil famílias foram atingidas, o soma aproximadamente 298 mil pessoas. No início do mês, o governo do Amazonas assinou um convênio com dez prefeituras para o repasse de R$ 3,5 milhões. O recurso deverá ser aplicado para compra de combustível e medicamentos, remoção de famílias atingidas e outros serviços de auxílio à população.

Piores enchentes em um século matam ao menos 30 pessoas na Bósnia e na Sérvia

Pessoas são evacuadas em Obrenovac, na Sérvia.

Pessoas são evacuadas em Obrenovac, na Sérvia.

REUTERS|Marko Djurica|RFI

Pelo menos 30 pessoas já morreram nas piores enchentes em um século na Bósnia e na vizinha Sérvia. O balanço de mortes é provavelmente superior, já que as autoridades sérvias preferem não anunciar o número de vítimas enquanto as operações de resgate permanecem em curso. As tempestades se iniciaram na quarta-feira (14).

“Mais de 20 corpos foram levados ao necrotério de Doboj” declarou o prefeito da cidade bósnia, Obren Petrovic. O balanço anterior de vítimas na cidade, no norte da Bósnia, era de seis.

Na Sérvia, mais corpos foram localizados, mas as autoridades se recusam a informar quantos. O último registro oficial indica três vítimas das enchentes. “Nós encontramos um certo número de cadáveres em Obrenovac [perto da capital, Belgrado]. As pessoas estão com medo do que vamos encontrar quanto as águas baixarem”, argumentou o primeiro-ministro sérvio, Aleksandar Vucic.

Soldados usaram grandes veículos anfíbios pelas ruas de Obrenovac, onde as águas chegavam a mais de 2 metros de altura. O objetivo era resgatar mais de 700 pessoas ilhadas nos andares de cima da escola primária Jefimija.

Além de Obrenovac, cujos 20.000 habitantes precisarão ser retirados, a situação continua muito difícil na região de Bijeljina, no nordeste da Bósnia, onde as autoridades iniciaram neste sábado a evacuação de quatro povoados.

A Bósnia, assim como a Sérvia, não registrava chuvas tão intensas há 120 anos, que provocaram a inundação de várias cidades e de dezenas de povoados. Dezenas de milhares de pessoas ficaram presas em suas casas, enquanto algumas zonas precisaram ser evacuadas devido a deslizamentos de terra.

Desde quinta-feira, mais de 15.000 pessoas precisaram deixar suas casas em uma dezena de cidades da Sérvia. A intensidade das chuvas diminuiu neste sábado, mas a cheia dos rios continua a ameaçar as populações. Em Belgrado, 13 centros de emergência recebem os desabrigados e 400 pessoas se refugiam em um ginásio de esportes.

Apelo de Djokovic

O campeão de tênis sérvio Novak Djokovic lançou neste sábado um apelo à comunidade internacional para ajudar as vítimas. “É uma catástrofe completa que atinge proporções bíblicas, talvez as maiores enchentes já vistas na Europa”, declarou o número 2 mundial em uma coletiva de imprensa, logo depois de obter a classificação para a final do torneio Masters 1000 em Roma (Itália). 

Aulas em Porto Velho retornam parcialmente após enchente

Durante a enchente, 17 escolas serviram de abrigos.Destas, somente sete retornaram às atividades letivas

Retorno as aulas acontece de forma gradativa no Pós-Cheia em Porto Velho

PORTO VELHO – Durante a enchente histórica do rio Madeira, que atingiu maior nível no fim de março e ultrapassou os 19,70 metros, um total 17 escolas estaduais e municipais da zonas urbanas de Porto Velho serviram de abrigo para cerca de 300 famílias. Destas, somente sete retornaram às atividades letivas. Somadas as escolas da zona rural, cerca de 7 mil alunos tiveram o Ano Letivo comprometido. Em toda a cidade, o número de desabrigados é superior a 1,6 mil famílias.

Resistência

O trabalho de transferência das famílias abrigadas em escolas acontece desde o início de abril. Mas, segundo o coordenador das ações da Defesa Civil de Rondônia nos abrigos coronel Gilvander Gregório, devido à resistência dos moradores em irem para o abrigo único, o trabalho que era para ser concluído em 15 dias, acontece de forma lenta. ” A transferência está sendo bem devagar, a meta era fazer em 15 dias, mas o prazo já extrapolou. Famílias resistem em sair, mesmo com o trabalho de conscientização realizado pelos assistentes sociais”, afirma.

O abrigo-único está localizado no Parque dos Tanques, no bairro Nacional, onde funcionava a Exposição Agropecuária de Porto Velho(Expovel). No espaço, há barracas com capacidade inicial para 200 famílias, área para atividades recreativas, banheiros, refeitório e lavanderia. Mesmo assim, os desabrigados reclamam que essa “não é a condição que querem viver e criticam principalmente o calor que faz nas barracas durante o dia”. Problemas que já resultaram emmanifestação.

Retorno as aulas acontece de forma gradativa no Pós-Cheia em Porto Velho

Ensino

Com a vazante do rio, que registrou a marca de 17,96 metros na manhã de quarta-feira (23), a Semed tenta amenizar o impacto na educação. ”Conseguimos colocar cerca de 90 alunos que estão em abrigos para estudar nas escolas urbanas de Porto Velho onde havia vagas. Tem ônibus nos períodos da manhã e tarde que levam eles para as escolas”, afirma.

Com o impasse, das 12 escolas estaduais que serviam de abrigo na área urbana de Porto Velho, apenas metade estão desocupadas: Castelo Branco, Getúlio Vargas, Samaritana, Duque de Caxias, Estudo e Trabalho e São Sebastião. Nessas escolas, as aulas foram retomadas há cerca de uma semana, de acordo com coordenadora estadual da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) Irani Oliveira.

Irani explica como o Ano Letivo será reorganizado no Estado. ”Cada escola tem autonomia para reunir seu conselho escolas, pais, alunos, professores para definir a reorganização do Ano Letivo. A Seduc também divulgará um documento orientador, mas as escolas já trabalham com a reposição de aulas”, conta.

Na rede municipal de ensino, apenas uma das cinco escolas que serviram de abrigo foi desocupada. ”Apenas a Darci Ribeiros”, conta a titular da Secretaria Municipal da Educação (Semed) Francisca Chagas.  A secretária disse que alguns pais não permitiram que os alunos retomassem as aulas por uma questão social. “Eles pesam que com os filhos nas escolas, o Poder Público não vai mais preocupar com em resolver a questão deles”, afirma.

Zona rural

Na área rural, seis escolas municipais servem de abrigo, segundo informações da Operação Enchente coordenada pela Defesa Civil de Rondônia. Para o setor, o retorno é mais complicado, pois escolas do baixo e médio Madeira foram inundadas e além disso os alunos das localidades estão espalhados em abrigos na zona urbana da cidade e casa de parentes.

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