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“A Copa fora de campo não é assunto nosso”, diz Felipão

Estadão Conteúdo

Felipão agendou dois compromissos na sexta-feira, dois dias antes de embarcar para Teresópolis, no Rio – ele chegou domingo à Granja Comary: uma entrevista e uma passadinha no dentista. Feliz e aparentemente com a Seleção nas mãos, o treinador deu um panorama do que planejou para o time nesta Copa, e pelo que mostrou, apenas o futebol dentro  de campo poderá ser improvisado.

O treinador e sua equipe pensaram em todos os detalhes para colocar o Brasil no caminho do hexa. Até mesmo uma projeção de rivais indigestos, como Holanda, Itália, Alemanha e Argentina já foi desenhada.

Felipão enfatiza que os problemas ocorridos fora de campo na preparação do Brasil para o Mundial não podem atrapalhar e não são de responsabilidade da Seleção.

Preparativos do País
“Estádio tem. O estádio do Internacional (Beira-Rio) por dentro está espetacular. O entorno é uma situação que tem de saber o que o País prometeu. Entorno de estádio não é futebol. O que importa é o estádio estar inteiro. Vai entrar na Arena da Baixada… Vocês não viram o jogo do Corinthians (contra o Atlético-PR), um evento-teste? A bola corre bonito, o estádio está bom. É isso o que importa para mim. Por exemplo: há quantos anos não se fazia uma obra no aeroporto de Guarulhos? Há 20 anos que não se fazia uma obra lá. Então, vão dizer que a Copa é responsável por tudo no Brasil? Os caras estão cobrando coisas que não são da Copa. Agora, se o gramado é ruim ou se não tem trave ou se a água do chuveiro é fria, aí sim tem a ver com o futebol”.

Clima frio pré-Copa
“A ideia que foi vendida é que a Copa mudaria o País. O próprio Ronaldo falou isso… O Ronaldo se expressou de forma correta, só que não foi analisado dessa forma. Ele não quis dizer que o campo não permitia que se fizessem mais hospitais. Ele disse que para jogar a Copa tem de ter campo. Só isso. Vai da interpretação de cada um. O que foi vendido foi a ideia de que tudo seria solucionado. Não é verdade”.

Protestos
“Não respinga nada na Seleção. Nada mesmo. Os jogadores não estão nem aí para isso, embora tenham se manifestado pelas redes sociais na Copa das Confederações ano passado. Eles vão ali para jogar bola”. Não houve apreensão na Copa das Confederações e não há para a Copa do Mundo. Quem tem de fazer o serviço de nos carregar até o campo é a polícia. Nós estamos ali para jogar bola. Quem tem de cuidar de manifestações são a polícia e o governo. Quem tem de construir estradas não é o jogador de futebol nem a CBF. É o governo”.

Protestos chegam ao vestiário?
“Não chega. Os jogadores comentam, e têm liberdade para comentar. Eu deixo à vontade. Mas só estão liberadas algumas manifestações que queiram fazer por meio de seus Twitters, Instagrans, não sei o que mais… E cada um assume o que escreve. Agora, uma ideia da CBF parte de quê? De que ele é jogador de futebol brasileiro defendendo a seleção do País. Pode se manifestar, mas não é opinião da CBF. É opinião pessoal do jogador. E que ele assuma a responsabilidade disso. Eles sabem disso. Foi passado a eles dessa forma, desde a Copa das Confederações. Todo mundo tem liberdade. Só que quando pisar na CBF… ele está dando sua opinião particular, não do time.

Dentro e fora de campo
“A Copa dentro de campo está bem administrada. A Copa fora de campo não é assunto nosso, da seleção ou da CBF. Você vai me dizer: ‘Ah, Felipão! Você não é um cidadão?’ Sou um cidadão sim, só que tenho de pensar que se eu posso me manifestar, será depois da Copa. Quando eu sair da Copa, encerrar meus compromissos, eu posso dizer: gostei ou não gostei. E no dia 5 de outubro (dia das eleições) expressar isso nas urnas.

O Brasil, de Felipão, tem dois amistosos pela frente

Luiz Felipe Scolari acredita que os protestos pelo Brasil não devem ultrapassar os portões da Granja Comary

Tempo de treinamento
“É pior do que qualquer outra Copa do Mundo anterior. Nós temos do dia 26 ao dia 12 de junho (estreia contra a Croácia, na Arena Corinthians, em São Paulo). Não tem nem 21 dias de trabalho. Com no mínimo 21 dias, teríamos três ciclos de sete dias de trabalho, que fecha direitinho. Tu preparas teu time, mas são 16 dias bons, muito pouco. E eu não estou entendendo isso. Nós temos de nos apresentar dia 26, mas a seleção da Inglaterra já está treinando, a Holanda já está treinando, a Itália já está treinando”.

Convocados, Kaká, Robinho, Ganso…
“Dos 23 (jogadores), no mínimo 20 batem com a opinião popular. Antigamente, tinha 23 e possivelmente você ia discutir seis ou sete jogadores. Desta vez não. Tudo foi muito normal. Não tive dúvida na minha lista. Minha dúvida era o quarto zagueiro. Você tem de analisar o jogador por três, seis, oito meses numa temporada. Não havia muito mais o que fazer, não havia muita escolha.

Ansiedade
“Não posso mostrar para eles qualquer desconforto ou ansiedade. Eu sou o cara para quem eles olham na beira do gramado. Então, tenho de ter tranquilidade e firmeza”.

Seleção não está “nem aí” com protestos, diz Felipão

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo divulgada nesta segunda-feira, o técnico Luiz Felipe Scolari descartou qualquer efeito dos protestos populares no Brasil sobre os jogadores da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo. Segundo o treinador, uma eventual manifestação contrária ao torneio “não respinga nada” nos convocados.

“Os jogadores”, segundo Felipão, “não estão nem aí para isso”, embora o treinador tenha relembrado manifestações dos jogadores durante a Copa das Confederações, em 2013. O treinador ainda afirmou que não há apreensão a respeito de possíveis protestos durante o Mundial, assim como não houve com o evento-teste do ano anterior.

Felipão ainda isentou a Seleção Brasileira de responsabilidade em questões sociais, lembrando a função de policiais e governantes. “Quem tem de construir estradas não é o jogador de futebol, nem a CBF – é o governo”, argumentou. “Nós (Seleção) só temos de explicar a eles (população) que a função deles (jogadores) é jogar bola”, completou.

Ainda na entrevista, o treinador deu liberdade para que os jogadores comentem a respeito das manifestações, utilizando por exemplo as redes sociais. Mas pediu responsabilidade nos comentários. “Pode se manifestar, mas não é opinião da CBF. É opinião pessoal do jogador. E que ele assuma a responsabilidade disso”, completou.

Fonte: Terra 

Snowden se encontra com jornalista pela 1ª vez após denúncia

Praticamente um ano após um encontro ultrassecreto em Hong Kong, na China, quando teve acesso a documentos que revelaram, em larga escala, um programa de espionagem envolvendo a Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA), enfim, Gleen Greenwald e Edward Snowden voltaram a conversar olho no olho.

Neste período, o jornalista e escritor, em parceria com diversos veículos de comunicação pelo mundo, revelou uma série de denúncias de espionagem em altas escalas dos governos de países como Alemanha, Espanha, e até mesmo o Brasil – a presidente Dilma Rousseff foi comprovadamente espionada, e até cancelou uma visita que faria, no ano passado, a Washington. Tudo com as informações obtidas junto ao ex-agente da NSA. 

Neste espaço de tempo, Greenwald, principalmente pelo jornal britânico The Guardian, o primeiro a publicar as denúncias em conjunto com o The New York Times, revelou ao mundo como os EUA espionam e-mails, celulares e informações até mesmo de empresas americanas. 

O conjunto de reportagens rendeu ao escritor e jornalista o Pulitzer de 2004, principal prêmio mundial do jornalismo. Há dez dias, ele lançou o livro “Sem lugar para se esconder”, no qual conta os bastidores de como teve acesso as informações que impactariam o mundo todo. 

“Ele está bastante feliz com o desenvolvimento que as histórias tiveram”, explicou, com exclusividade ao Terra, David Miranda, companheiro de Greenwald e braço-direito do jornalista em todo este trabalho de divulgação das denúncias de espionagem dos EUA. 

Miranda participou do encontro ao lado de Greenwald e da documentarista norte-americana Laura Poitras, outra parceira de Gleen na reunião das informações (ela também esteve em Hong Kong, no ano passado) que deixariam o presidente Barack Obama num saia para lá de justa com premiês do mundo todo e tornaria Edward Snowden inimigo número um dos EUA. 

A foto da reportagem foi tirada nesta quinta-feira, em Moscou, na Rússia, onde Snowden continua sob asilo político concedido pelo presidente Vladimir Putin, cujo vencimento ocorre no segundo semestre deste ano. O futuro do ex-agente da NSA ainda é incerto. 

“Conversamos sobre a possibilidade de asilo político permanente no Brasil e também em outros países”, explicou Miranda, que não pôde dar mais detalhes de como esse encontro ocorreu, se com a liberação ou não do governo russo, por medidas de segurança. A conversa com o Terra ocorreu por meio de mensagens privadas no Facebook. 

“Ele não aparenta estar cansado”, disse ainda Miranda, ao ser questionado se Snowden está apreensivo sobre seu futuro. “Na verdade, ele está ótimo”, completou ainda ele, que lidera uma campanha na internet para que o governo brasileiro conceda o asilo ao ex-agente da NSA e já colheu milhares de assinaturas.

Fonte: Terra

“Adriano precisa de ajuda para que ainda tenha algum tempo de futebol”, diz Tite

DIÁRIO DA MANHÃ|DANIELLY SODRÉ

Tite, o ex-técnico do Corinthians disse em entrevista ao Programa “Bola da Vez” que tentou de tudo para recuperar o jogador Adriano antes de sua saída do clube, em 2012. “Enquanto ele não se ajudar e se conscientizar, vai acontecer o que aconteceu no Atlético Paranaense. Tomara que ele me ouça e saiba que quero o bem dele. Eu queria de alguma forma tê-lo conscientizado, mas algumas coisas fogem da minha área. Ele precisa de ajuda para que ainda tenha algum tempo de futebol”.

O Imperador fez quatro partidas pelo Corinthians entre 2011 e 2012, quando foi dispensado por se mostrar desinteressado com a própria carreira. Se lesionou durante o primeiro ano e só retornou no fim do Brasileirão, quando apareceu para ser decisivo na conquista para o Timão. 

Foto:Divulgação

Foto:Divulgação

 

Getúlio: da vida para o cinema

Filme sobre os últimos dias de Getúlio Vargas completa uma semana de exibição no Brasil

Trailer do filme, em exibição a partir de maio.  (Crédito: Divulgação)

Com estreia 01/05 entre as seis maiores bilheterias do país, o filmeGetúlio, do diretor João Jardim, segue a primeira semana de exibição com quase 160 mil espectadores. O thriller político que conta a história de um dos presidentes mais marcantes do panorama social tem o atorTony Ramos no papel principal de Getúlio VargasDrica Moraes,Alexandre Borges e Alexandre Nero também fazem parte do elenco que remonta os últimos dezenove dias do presidente.

O roteiro assinado por George Moura começa a partir do primeiro tiro que marcou o conhecido atentado da Rua Tonelero, contra Carlos Lacerda, e segue até o último disparo, o suicídio do presidente em 1954, passando pela morte do major Rubens Vaz. Para colocar nas telas, o diretor convocou um time de grandes e comemora o resultado. “Precisávamos encontrar atores com muitos recursos e que conseguissem levar personagens mais densos, já que os papéis são difíceis.” A fotografia é de Walter Carvalho

Confira a entrevista completa com João Jardim:

De onde surgiu a vontade de falar sobre Getúlio Vargas?

Não foi o Getúlio em si a minha motivação. Quis falar desse momento da história do Brasil que é muito rico. Digo não só em emoção, mas também em situações que revelam o que o país é. Acabei me deparando com essa história e logo em seguida, logicamente, com o personagem. Temos um protagonista que é emblemático e apresenta uma ambiguidade grande. O Brasil tem muita coisa ainda a contar.

Eu, antes, não tinha visão sobre Getúlio. Sabia seus pontos positivos e negativos, mas só agora pude perceber como ele era um político essencialmente brasileiro que sempre se adaptou muito às regras da política nacional e, nisso, foi bem sucedido.

A trama recorta um momento específico do governo Vargas, os dias mais polêmicos de seu último mandato. Como foi trabalhar essa história de importante carga política?

Tivemos um trabalho intenso de pesquisa. Não só sobre cada fato específico, mas sobre como colocar nas telas da maneira mais cinematográfica possível. É importante ressaltar que não é um livro, não é uma aula de história. É uma ficção e, por isso, não poderíamos tomar partido. O objetivo, no entanto, era fazer um filme baseado em fatos reais. Desta forma, precisamos expor os fatos para conseguir um entendimento. O sentimento que ficou, depois da estreia, é que fizemos a coisa certa. A satisfação maior é essa, sempre fiz coisas que eu acreditei.

Os documentários compõem a maior parte da sua carreira. Foi diretor de Pro Dia Nascer FelizJanela da Alma e codiretor emLixo Extaordinário, indicado ao Oscar de 2011. Como é fazer ficção com essa bagagem de filmar o real?

O fato de ter feito filmes documentais ajuda a ter uma visão mais analítica sobre a história. Desenvolvi, com prática, como interpretar fatos reais no cinema. Mas não existe uma fórmula, é um processo de trabalho, de leitura e análise.  Aos poucos uma opinião amadurece e se tranforma em filme. É um processo longo por ser, ao mesmo tempo, a construção de uma outra realidade a partir de uma realidade existente. O que vale é o entendimento.

Getúlio fala de política em meio ao boom de comédias no cinema brasileiro. Acredita que existe espaço para este gênero dentro do cenário atual?

É bom trazer diversidade para o cinema nacional. Não tenho nada contra as comédias e acho importante outros tipos de filme, mas existe também a questão de mercado que não é fácil combater.  Chegamos ao final da primeira semana com milhares de espectadores e isso nos deixa contentes. Dá para notar que o público acolheu o filme. É uma surpresa. Nem nos meus mais remotos sonhos eu esperava, fico mesmo muito contente.  

Como foi a escolha e a preparação dos atores?

Em primeiro lugar, fizemos questão da similaridade física. Depois, precisávamos encontrar atores com muitos recursos e que conseguissem levar personagens mais densos, já que os papéis são difíceis. O Tony Ramos é um grande ator e nele vejo características até mesmo pessoais que poderia utilizar, além de lembrar Getúlio fisicamente. Tivemos um mês de ensaio para conseguir explorar os personagens. Durante este tempo, o que buscamos nos ensaios, encontramos nos sets de filmagem e o resultado está nos cinemas.

Secretaria da Cultura do Rio de Janeiro|Colaboração de Yzadora Monteiro

 

Zico diz temer mais o Uruguai do que a Argentina na Copa

Estadão Conteúdo

Um dos grandes craques do futebol brasileiro dos anos 70 e 80, Zico tem larga experiência internacional como técnico e ex-atleta, e conhece bem as 32 seleções que vão disputar o Mundial. Nesta entrevista exclusiva ao jornal O Estado de S. Paulo, ele fala sobre a Copa, analisa o momento de Neymar e diz temer mais o Uruguai do que a Argentina, assim como aposta no Brasil como favorito ao título.

Estadão – Como analisa os altos e baixos do Neymar no Barcelona?

Zico – Eu não gostei da saída dele (para o Barcelona), mas entendi perfeitamente. Tem o período de adaptação, às vezes parece que contratam você e não veem os jogos em que você atuou. O cara é fera sempre pelo lado esquerdo, não vai colocá-lo no meio ou lá pela direita. Acha que porque o cara é bom tem de saber jogar em tudo que é posição do campo? Quem é do futebol sabe que se você atua por uma faixa de campo, que é melhor ali, não tem de modificar. A visão periférica da gente é uma quando está num lugar e é outra quando está em outro lugar. Você joga o ano inteiro assim e, de repente, querem que você jogue… Pode até jogar bem, porque você sabe jogar bem, mas vai ter mais dificuldade de movimentação, de condução de bola, de tudo.

Estadão – E como o vê na seleção?

Zico – Ano passado fui ver aquele primeiro jogo no Maracanã: Brasil x Inglaterra. Começa o jogo, Hulk na esquerda, Neymar no meio, Oscar lá na direita. Eu pensei: alguma coisa está errada. E foi aquela merda. Não é possível que os caras, que são pessoas tão gabaritadas… Tudo bem, quer fazer experiência, é um jogo que não vale nada, vamos então testar ali. Mas, se você está formando a seleção e o Neymar passou o ano inteiro jogando aqui, o Hulk passou o ano inteiro jogando aqui, e o Oscar passou o ano inteiro jogando aqui, por que na seleção você vai trocar os três? Aí testa, testa, não dá certo. Aí troca e dá certo. É uma coisa simples pra cacete. Aí os caras arrebentam, porque o cara está acostumado a fazer isso. Não adianta querer mudar. Isso aí é numa emergência que pode acontecer. Todo mundo fala que zagueiro tem de jogar no lado esquerdo e outro pelo lado direito porque é diferente você jogar por um lado ou por outro. Não é todo mundo que sabe, não. Tem uns que jogam nos dois lados tranquilamente, e tem outros que só jogam de um lado, porque o sistema de cobertura é diferente.

Estadão – Essa inconstância tática afeta então o rendimento do Neymar no Barcelona…

Zico – Eu acho que sim. Mas o Neymar tem uma vantagem para a seleção: vai jogar a primeira Copa do Mundo, e o que tem de bagagem para esta Copa do Mundo é uma coisa que ninguém teve. É um jogador que jogou Olimpíada, Copa América, Copa das Confederações, Liga dos Campeões, Libertadores, Mundial de Clubes… Ora, são seis das principais competições do planeta. Então o cara chega completamente maduro para jogar. Nem Copa América eu joguei quando fui jogar meu primeiro Mundial!

Estadão – Existe mesmo essa história de ter de passar pelo primeiro jogo?

Zico – Existe, existe. É o jogo em que ninguém arrisca nada, porque o cara sabe que tem mais dois pela frente para decidir. Você não precisa arriscar. O Brasil sempre teve dificuldade quando joga a primeira. Em 2010, venceu a Coreia do Norte por 2 a 1, por exemplo.

Estadão – A estreia vai ser contra a Croácia…

Zico – O Brasil deu uma sorte danada. Pegou dois adversários de repescagem e um africano caindo pelas tabelas, que já não representa muito as safras dos grandes jogadores africanos. Camarões já foi forte, mas acho que hoje está bem abaixo de Costa do Marfim, de Burkina Faso, de Zâmbia. A Croácia já não joga com seu artilheiro (Mandzukic, do Bayern, está suspenso). O Modric é um bom jogador, mas acho que não faz a diferença. O México, numa Copa do Mundo, não tem bagagem para enfrentar o Brasil – mas acho que pode passar, pelo que está jogando e por ser aqui na América do Sul. Então acho que o Brasil pegou um grupo para passar bem nessa fase, de mais valor emocional, e entrar bem na outra, contra Holanda ou Espanha.

Estadão – A Copa para o Brasil começa nas oitavas?

Zico – Pra valer, começa nas oitavas. No dia 28 (se for primeiro do Grupo A) ou no dia 29 (se for o segundo).

Estadão – O Brasil tem mais dois amistosos, contra seleções que a comissão técnica chama de “escolas parecidas” com as do grupo na Copa. Serve como preparação?

Zico – Serve. O Panamá quase complicou o México na Concacaf, e desse grupo da América Central talvez tenha sido quem mais incomodou. E Sérvia, sem dúvida. Eu, particularmente, gosto mais da Sérvia do que da Croácia. O problema é que eles estão se despedaçando lá, porque tinha tudo para ser uma seleção forte pra caramba. Imagina você juntar Sérvia, Bósnia, Croácia…

Estadão – Acha que a Bósnia vem bem?

Zico – Vem, vem. É uma seleção dura, muito forte. A Bósnia tem um dos melhores jogadores do mundo, que é o cara que joga no Manchester City (Dzeko). Eu tive um jogador da Bósnia que estava lá no CSKA, um volante (Elvir Rahimic), muito bom jogador. Os caras são muito altos, muito fortes, marcam muito bem. Não deve apresentar um grande futebol, mas é uma seleção complicada.

Estadão – Como você avalia a Espanha de 2012 e a de hoje?

Zico – A Espanha tinha artilheiro, agora não tem. Tinha os caras que preparavam e os que guardavam. Pra mim, o melhor atacante ainda é o Villa.

Estadão – Então você considera que houve uma queda?

Zico – Houve uma queda nesse sentido. E perdeu um jogador que vestia a camisa mesmo e que acho que dava muito vigor ao espírito de equipe, que é o Puyol. Pra achar um cara com o espírito dele no Barcelona e na Espanha é difícil. Ele está fazendo muita falta hoje. E falta aquele cara na frente. O Torres estava muito bem, tinha o Villa que também estava muito bem. Hoje o Villa está voltando, tem o Diego Costa… É uma pena que ele ainda não jogou muito ali (na seleção).

Estadão – O Piqué também não está muito bem no Barcelona…

Zico – É, mas você vê a falta que ele faz naquela defesa. O Mascherano nunca foi zagueiro. Aquilo lá está uma avenida!

Estadão – Como você vê a Argentina?

Zico – Como a grande rival do Brasil para esta Copa porque hoje a Argentina entendeu que precisa jogar para o Messi para o time se dar bem, mesmo tendo bons jogadores. Quando você faz o jogo girar em cima do grande jogador, a possibilidade de sucesso é maior. A Argentina não se preocupava em fazer o jogo para o Messi por ter essa grande quantidade de bons jogadores. O que eu vi nas Eliminatórias foi isso, o time todo fazendo como o Barcelona fez, jogando em função dele. Não que o time dependesse só dele, mas jogando mais em função dele do que jogava antes.

Estadão – O Brasil poderia fazer isso em relação ao Neymar?

Zico – Acho que não, porque a Argentina depende mais. O Brasil tem um sistema de jogo mais compacto. A defesa da Argentina se abre muito, pelas características dos jogadores que ela tem do meio para frente ela é obrigada a se abrir.

Estadão – Você falou que a Argentina é a grande rival. A tendência é no final afunilar para isso aí…

Zico – Eu, particularmente, preferia enfrentar a Argentina na final. Não o Uruguai.

Estadão – Por quê?

Zico – Porque eu acho que o Uruguai pode ser a única seleção que pode abalar psicologicamente a seleção brasileira. Aí fica aquela coisa “agora é obrigação ganhar”, e isso pode desestabilizar, porque vai ter muita gente falando de 1950.

Estadão – Mas como isso desestabiliza? Jogador erra passe bobo?

Zico – Isso, isso aí. Insegurança, o cara fica inseguro de realizar alguma coisa, ou então quer realizar de qualquer maneira. Igual quando você pega um time fraco e pensa que uma hora vai sair o gol, e o gol não sai, você começa a se desesperar, aí você faz com rapidez, erra, erra, fica com medo de errar de novo, já não faz com confiança. E acho que o Uruguai além de ser um grande time, com jogadores todos atuando fora e com um grande ataque, com Suárez, Cavani, o próprio Forlán, acho que pode usufruir disso.

Estadão – Você torceria para o Brasil não enfrentar o Uruguai, então?

Zico – Torceria para o Uruguai sair logo na primeira fase. Sinceramente. Na Copa das Confederações falei que o nosso pior adversário ia ser o Uruguai. Foi o único time que não deixou o Brasil marcar em cima.

Estadão – Quais seriam os favoritos?

Zico – Não acredito em time europeu aqui. Os caras não se sentem soltos… Pode até um ir pra final, mas… Se o Falcao Garcia (contundido) estivesse na Colômbia bem como estava, eu acho que a Colômbia ia dar muito trabalho. O Chile pode dar trabalho aqui. É o tal negócio, assim como os europeus jogam mais à vontade lá, os sul-americanos jogam aqui.

Estadão – Mas é por causa do clima, da atmosfera?

Zico – É todo um ambiente. Dos europeus eu ainda acredito mais na Itália. O jogador italiano se transforma numa competição oficial. Gostei muito de vê-la na Copa das Confederações, e olha que ela estava um bagaço, eles estavam mortos. Na Copa do Mundo não vai ser assim, vão chegar aqui fresquinhos. A Alemanha tem uma ótima seleção também, tem uma experiência boa da última Copa aquela base. Quem estava jogando muito bem era a Bélgica. E é uma seleção que pode cair no gosto do brasileiro.

Estadão – E a Holanda?

Zico – A Holanda está jogando um futebol que eu não gosto, que não me lembra um futebol agradável de se ver.

Estadão – Prefere nas oitavas Espanha ou Holanda?

Zico – A Holanda. Não está uma seleção que imponha respeito. Eu vi um jogo com o Japão, e o Japão deu um passeio (2 a 2, após a Holanda abrir 2 a 0, em novembro). Mesmo sendo amistoso, não era para ser o que foi. Nos jogos eliminatórios ela deu sorte que caiu num grupo fácil, ganhou de todo mundo. Mas os jogadores holandeses não estão bem, o Van Persie não está legal, o Sneijder no Galatasaray não está legal… Não estou vendo a Holanda para fazer uma Copa como fez em 2010.

Estadão – E Portugal?

Zico – Tem o Cristiano Ronaldo passando por uma grande fase, e esse sim pode fazer a diferença. É o momento dele, e isso faz crescer os outros. O cara está numa fase de ouro? Bola nele!

Estadão – Quem pode ir mais longe do que o esperado?

Zico – O Japão, porque caiu numa chave (Grupo C, com Colômbia, Costa do Marfim e Grécia) que tem quatro seleções que nunca fizeram nada em Copa do Mundo. A Colômbia está sem o Falcao, a Grécia é um futebol horroroso, Costa do Marfim jogando um futebol que não convence…

Estadão – De fato, o futebol africano, que era promissor há 20 anos, não tem vingado.

Zico – O que aconteceu: numa Copa apareceu Camarões, na outra apareceu Nigéria, depois apareceu Senegal, depois Gana… Não tem uma que repete, que tem se mantido. Não dá para apostar. Por isso que eu acredito no Japão.

Estadão – E tem a questão que o brasileiro gosta do japonês.

Zico – Ah, claro. Você viu aqui contra a Itália, na Copa das Confederações (vitória italiana por 4 a 3). Foi uma febre! O que o Japão jogou naquele jogo! Mas o Japão ainda peca no lado psicológico. Ainda é um time que se está ganhando por 3 a 0 e toma um gol, pode acabar perdendo por 4 a 3. Dá um branco em dez minutos que você não tem ideia…

Estadão – Deixando o Felipão de fora: qual o melhor treinador desses que vêm pra Copa?

Zico – O do Japão (o italiano Alberto Zaccheroni), gosto muito do trabalho dele. O Capello, da Rússia. O Joachim Löw, da Alemanha. Gosto do Óscar Tábarez, do Uruguai. E do Del Bosque (Espanha).

Ticiana Villas Boas “ostenta” em entrevista Jornalista disse que é ótimo não ter contas a pagar

DIÁRIO DA MANHÃ|LUDMILLA MOREIRA

Jornalista disse que é ótimo não ter contas a pagar

A jornalista Ticiana Villas Boas recentemente deu uma entrevista à revista “Veja” e a repercussão não foi nada boa. Na entrevista, que foi feita em suaa casa, ela falou sobre seu estilo de vida de forma despreocupada e exibicionista :” É bom ter dinheiro, não fazer conta, sair para jantar a hora que quiser no restaurante que quiser, poder reformar sempre a casa, ter funcionário na casa. Eu chego em casa, meu carro já está abastecido, meu motorista faz isso. Outro dia me perguntei quanto era o litro da gasolina. Não sabia. Eu poderia comprar uma bolsa toda hora, toda semana, mas eu não faço, eu me coloco limite sobre isso. Eu nunca conversei com o Joesley sobre coisas de casa, qual o limite de gastar aqui”. 

Foto:Reprodução

Foto:Reprodução

O marido de Ticiana é Joesley Batista, o dono Friboy. Ele não teria gostado de ver publicado na revista uma lista de seus bens, entre eles uma casa em Nova York, uma em Angra dos Reis e um jatinho avaliado em 25 milhões de dólares. Quem também não teria gostado da “ostentação” foi o colega de bancada no “Jornal da Band”, Ricardo Boechat, que teria pedido a saída de Ticiana do jornal e a volta de Ana Paula Padrão. 

Porém, a saída de Ticiana poderia acarretar a perda de patrocinadores, pois além da Friboi, Joesley é dono da Neutrox, da Seara e dos sabonetes Francis.

Com informações do Yahoo

 

Jornalista demite-se de TV que censurou Vargas Llosa

Texto da Lusa, publicado por Lina SantosHoje

A jornalista venezuelana, Shirley Varnagy, disse hoje que se demitiu do canal de televisão privado de notícias Globovisión porque a estação censurou parte de uma entrevista ao escritor peruano, Mário Vargas Llosa, prémio Nobel da Literatura 2012.

“Não transmitiram a entrevista completa que fiz a Vargas Llosa. Não farei silêncio no meu espaço. Até hoje trabalhei em Globovisión”, escreveu na sua conta no Twitter.

Em declarações à imprensa explicou que a parte não transmitida incluía opiniões sobre a política venezuelana e que o último bloco do programa “Shirley” foi submetido a cortes permanentes.

“A liberdade é a minha forma de paz (…) devo agradecer às minhas produtoras que lutaram pela pluralidade e a liberdade de vozes”, frisou.

Férreo crítico das políticas do falecido Presidente Hugo Chávez, o escritor Mário Vargas Llosa visitou recentemente a Venezuela para participar num encontro promovido pelo Centro de Divulgação do Conhecimento Económico para a Liberdade (Cedice) e apoiar os protestos que há quase três meses se registam diariamente no país contra o Governo de Nicolás Maduro.

Na Venezuela são cada vez mais frequentes as queixas de jornalistas de censura na imprensa que, por sua vez, é frequentemente criticada pelo Governo venezuelano.

A Globovisión é um canal privado de notícias da Venezuela fundado em 1994, e transmitindo via satélite para várias operadoras e países da América Latina, Estados Unidos, Caraíbas e Europa, incluindo Portugal.

Crítico do chavismo, o canal passou por uma mudança na linha editorial, em maio de 2013, posicionando-se “mais ao centro” depois de ter sido comprado por três empresários tidos como próximos do chavismo.

A venda abrangeu 80% das ações da empresa, porque os outros 20% tinham sido confiscados pelo Governo, estando em curso ações em tribunais para a sua recuperação.

Pela sua linha editorial crítica do regime, o canal acumulou vários processos administrativos abertos pelo Governo venezuelano que, em várias ocasiões, ameaçou encerrá-lo, além de impor multas através da Comissão Nacional de Telecomunicações.

Uma situação parecida acontece com o consórcio Cadena Capriles, proprietário de vários jornais e revistas, entre eles o diário de maior tiragem do país, Últimas Notícias, que em junho de 2013 foi comprado por um grupo bancário com ligações ao Governo venezuelano.

A oposição acusa o governo de comprar órgãos de comunicação social para implementar uma linha de pensamento único no país.

Dilma bate recorde de engajamento no Face

ImagemA entrevista da presidente Dilma Rousseff a internautas, realizada ontem em sua página no Facebook, foi um marco na história da rede social criada por Mark Zuckerberg no País. Com um público de 700 mil pessoas que participaram simultaneamente do evento, foi o maior “Face to Face” já transmitido no Brasil. Leia, abaixo, informação do Radar Online a respeito: 

O Face to Face que Dilma Rousseff promoveu ontem com os internautas brasileiros pela página do Palácio do Planalto no Facebook foi visto por mais de 700 000 pessoas. O número representa dez vezes o número de fãs da página de Dilma e é um dos maiores em engajamento já vistos na rede social no Brasil.

Fonte: Brasil247

Dilma bate recorde de engajamento no Face

ImagemA entrevista da presidente Dilma Rousseff a internautas, realizada ontem em sua página no Facebook, foi um marco na história da rede social criada por Mark Zuckerberg no País. Com um público de 700 mil pessoas que participaram simultaneamente do evento, foi o maior “Face to Face” já transmitido no Brasil. Leia, abaixo, informação do Radar Online a respeito: 

O Face to Face que Dilma Rousseff promoveu ontem com os internautas brasileiros pela página do Palácio do Planalto no Facebook foi visto por mais de 700 000 pessoas. O número representa dez vezes o número de fãs da página de Dilma e é um dos maiores em engajamento já vistos na rede social no Brasil.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio