Arquivo da tag: ESTADOS UNIDOS

PROFESSORA DA QUEBRADA FAZ VAQUINHA PRA APRESENTAR TESE DE FUNK NOS EUA

Para exibir seu trabalho sobre o funk e a juventude brasileira, em viagem internacional, a professora da periferia de São Paulo, Jaqueline Conceição criou a “Vaquinha Online”.

Com ajuda dos amigos a pedagoga Jaqueline Conceição que  mora no Campo Limpo na periferia de São Paulo,  criou uma “Vaquinha online”, com intuito de levantar fundos para arcar suas despesas em uma viagem internacional e exibir seu artigo aceito em um congresso que acontece em setembro deste ano.

A funkeira Valesca Popozuda, também irá contribuir pagando metade das despesas da professora que a citou em seu trabalho acadêmico. O artigo aceito para participar do congresso faz parte da dissertação de mestrado defendida por Jaqueline.

Jaqueline é professora de literatura em uma escola na comunidade de Paraisópolis, a pedagoga tem mestrado em educação pela PUC (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), ela foi convidada pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, para apresentar seu trabalho sobre o funk e a juventude brasileira, “Só Mina Cruel – Algumas Reflexões Sobre Gênero e Cultura Afirmativa no Universo Juvenil do Funk”.

Internautas de todo o Brasil podem contribuir com uma doação para ajudar nas despesas da viagem.

Para ajudar clique “Vaquinha online”.

EUA ficam “profundamente decepcionados” com libertação de ex-general venezuelano

O presidente Nicolás Maduro e o general Hugo Carvajal, no domingo, em Caracas.

O presidente Nicolás Maduro e o general Hugo Carvajal, no domingo, em Caracas.

REUTERS/Miraflores Palace/Handout via Reuters

Hugo Carvajal, ex-chefe da inteligência militar da Venezuela no governo de Hugo Chávez, tinha sido preso na quarta-feira passada na ilha holandesa de Aruba, a pedido dos Estados Unidos, por tráfico de drogas. Atendendo a um recurso judicial, o governo holandês ordenou a libertação de Carvajal e seu retorno à Venezuela com base no princípio da imunidade diplomática.

 

O general aposentado estava em Aruba aguardando que sua nomeação como cônsul da Venezuela, decidida em janeiro passado, fosse ratificada pela ilha caribenha.

A justiça americana estava no encalço de Carvajal desde 2008, acusando o ex-colaborador de Chávez do porte de 5 quilos de maconha e coisas mais graves, como armar e financiar as Farc, a guerrilha marxista colombiana. Desde 2008, Carvajal fazia parte da “lista Clinton”, elaborada pelo departamento do Tesouro, por suposto financiamento de grupos guerrilheiros.

Ao saber da prisão de Carvajal em Aruba, o presidente Nicolás Maduro denunciou “um ato ilegal, que viola o direito internacional”. Ele até ameaçou “responder com a força”, se a dignidade da Venezuela fosse prejudicada. Ao tomar conhecimento da libertação, Maduro elogiou a coragem do governo holandês, que não extraditou Carvajal para os Estados Unidos.

O ex-chefe da inteligência militar venezuelana retornou a Caracas neste domingo. Ele foi recebido com festa por Maduro e os colegas socialistas que participavam do congresso do partido governista.

Carvajal foi declarado “persona non grata” na Holanda e em seus territórios ultramarinos.

França, Inglaterra, Alemanha e EUA vão discutir cessar-fogo em Gaza

Fumaça se eleva acima da cidade de Gaza após ataque aéreo israelense neste sábado (12).

Fumaça se eleva acima da cidade de Gaza após ataque aéreo israelense neste sábado (12).

REUTERS/Ahmed Zakot
RFI

O ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, anunciou neste sábado (12) que discutirá a possibilidade de um cessar-fogo na Faixa de Gaza com os chanceleres norte-americano, francês e alemão, durante a reunião sobre o programa nuclear iraniano neste domingo em Viena. A ofensiva militar israelense contra o território palestino já deixou em cinco dias ao menos 127 mortos.

 

“Precisamos de uma ação internacional urgente e conjunta a fim de estabelecer um cessar-fogo, como em 2012. Vou falar sobre isso com John Kerry, Laurent Fabius e Frank-Walter Steinmeier amanhã em Viena”, declarou o chefe da diplomacia britânica em um comunicado.

William Hague acrescentou que insistiu na necessidade de uma redução imediata da violência e do restabelecimento do cessar-fogo instaurado em novembro de 2012 durante suas conversas telefônicas deste sábado com o chanceler israelense, Avigdor Lieberman, e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas.

“Também expressei nossa profunda preocupação com o número de vítimas civis e o imperativo, para os dois lados, de evitar novas perdas de vidas inocentes”, acrescentou o ministro.

De manhã, William Hague já havia se declarado “extremamente preocupado” em sua conta no Twitter. Essa foi a primeira reação oficial de Londres desde o apoio firme oferecido a Israel pelo primeiro-ministro, David Cameron, na quarta-feira, um dia depois do início da ofensiva contra Gaza que visa acabar com os tiros de foguetes realizados por combantentes palestinos.

Vítimas civis

Desde então, o exército israelense multiplicou os ataques aéreos contra a Faixa de Gaza, deixando ao menos 127 mortos e 940 feridos, em sua maioria civis, segundo os serviços de saúde palestinos.

Ao mesmo tempo, o exército israelense identificou 564 foguetes lançados contra Israel. Cerca de 140 deles foram destruídos em pleno voo pelo sistema de defesa “Domo de Ferro”. Esses tiros deixaram cerca de dez feridos, mas nenhum morto.

Em novembro de 2012, uma operação militar israelense que também tinha como objetivo acabar com os lançamentos de foguetes a partir de Gaza deixou 177 mortos palestinos e 6 israelenses.

Na sexta-feira à noite, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que resistirá a toda intervenção internacional com vistas a proclamar um cessar-fogo.

Desemprego nos EUA cai a menor nível desde setembro de 2008

Diminuição do desemprego nos Estados Unidos atingiu o nível mais baixo em seis anos. Na foto fábrica de montagem de televisores em Winnsboro, na Carolina do Sul.

Diminuição do desemprego nos Estados Unidos atingiu o nível mais baixo em seis anos. Na foto fábrica de montagem de televisores em Winnsboro, na Carolina do Sul.

REUTERS/Chris Keane
RFI

O aumento das vagas de empregos nos Estados Unidos saltou em junho e a taxa de desemprego caiu para 6,1%, o menor nível em quase seis anos. Os números divulgados nesta quinta-feira (3) dissipam os temores sobre a retomada da economia americana, após um início de ano difícil.

O Departamento do Trabalho informou que foram criados 288 mil empregos fora do setor agrícola no mês passado. Os dados para abril e maio foram revisados e indicam um aumento de 29 mil vagas, em relação ao que estava previsto.

Essa foi a primeira vez desde o boom de tecnologia, no final da década de 1990, que a abertura de postos cresceu a um ritmo acima de 200 mil vagas durante cinco meses consecutivos. Nesse contexto, o índice de desemprego recuou 0,2% em relação a maio, ficando em 6,1%. No auge da crise, o pico de desemprego foi de 10%, em outubro de 2009.

Maré positiva

O relatório sobre o trabalho se soma a dados robustos de vendas de automóveis em junho e a números que mostram uma expansão firme das manufaturas, sugerindo que uma queda na produção econômica no primeiro trimestre foi uma anomalia.

O Produto Interno Bruto (PIB) contraiu a uma taxa anual de 2,9% no período de janeiro a março, causando uma forte redução de estimativas do crescimento dos EUA para este ano. O crescimento na segunda metade do ano está estimado em torno de 3,5%.

Conforme os dados divulgados hoje, a taxa de participação na força de trabalho – a parcela de norte-americanos em idade de trabalhar que estão empregados ou buscando um emprego – ficou estável em 62,8%. O índice de norte-americanos com emprego subiu para 59%, nível mais alto desde agosto de 2009.

Euforia nas bolsas

Os dados positivos levaram a bolsa de Nova York a abrir em forte alta nesta quinta. O índice Dow Jones chegou a 17.043 pontos, ultrapassando o limite de 17 mil pontos pela primeira vez na história. 

Risco de atentados leva Reino Unido a reforçar a segurança nos voos para os EUA

Zona de controle de passaportes em Londres.

Zona de controle de passaportes em Londres.

REUTERS/Neil Hall

O Reino Unido anunciou nesta quinta-feira (3) ter reforçado a segurança nos aeroportos britânicos, atendendo a uma solicitação feita ontem pelo governo americano. Os serviços de inteligência dos Estados Unidos temem novos atentados.

Diante das novas estratégias utilizadas pelos extremistas para enganar os controles de segurança na hora do embarque, o governo americano recomendou a aeroportos da Europa, África e Oriente Médio que reforcem as medidas de precaução para os voos com destino aos Estados Unidos.

O governo britânico garantiu que o aumento do dispositivo não deve afetar os viajantes, em plena temporada de férias de verão na Europa. Mas especialistas acreditam que as medidas preconizadas podem provocar atrasos, já que haverá mais revistas e, para alguns voos, todos os passageiros terão que tirar os sapatos.

Os serviços de inteligência americanos suspeitam que jihadistas da Frente Al Nosra, atuante na Síria, e o braço armado da Al Qaeda na Península Arábica (Aqpa), grupo baseado no Iêmen, trabalhem juntos para produzir explosivos capazes de passar desapercebidos nos controles de embarque.

“Europeus temerários”

No domingo, o presidente Barack Obama advertiu que “europeus temerários”, envolvidos na guerra santa islâmica (Jihad) na Síria e no Iraque, constituem uma nova ameaça aos Estados Unidos, porque o país não exige visto para portadores de passaportes da União Europeia. Essa situação torna a identificação de potenciais terroristas mais difícil. Muitos extremistas islâmicos possuem passaportes europeus e americanos, o que dificulta o trabalho de prevenção dos serviços de inteligência.

Neste momento, os Estados Unidos enfrentam um aumento do risco de atentados, com o retorno de alguns soldados ao Iraque, para ajudar o governo iraquiano a combater a ofensiva jihadista. Além disso, o julgamento, em Washington, do principal suspeito do ataque ao consulado americano de Benghazi, na Líbia, ocorrido em 11 de setembro de 2012, também eleva a tensão. O suspeito Ahmed Abou Khattala clama sua inocência diante da justiça americana. O atentado matou o embaixador americano na Líbia, Christopher Stevens, e três agentes de segurança.

Cabine inunda e obriga Airbus a voltar para aeroporto

Um avião da companhia aérea australiana Qantas foi obrigado a retornar por causa de um vazamento. Na foto, uma outra aeronave da empresa.

Um avião da companhia aérea australiana Qantas foi obrigado a retornar por causa de um vazamento. Na foto, uma outra aeronave da empresa.

qantas.com.au
RFI

Um Airbus A380 da companhia australiana Qantas teve de retornar para o aeroporto de Los Angeles (EUA) meia hora depois da decolagem, rumo a Melbourne (Austrália), devido a uma infiltração de água que inundou parcialmente a cabine. O incidente aconteceu na noite de quarta-feira e foi relatado hoje pela empresa e os passageiros.

 

Um comunicado divulgado pela Qantas explica que o problema não comprometeu a segurança do voo, mas o piloto decidiu voltar “para o maior conforto dos passageiros”. O avião se dirigia para Melbourne.

“A tripulação fez de tudo para ajudar os clientes, inclusive levando-os para áreas não afetadas e fornecendo cobertores para que não se molhassem”, explicou a companhia, que diz estar em contato com a Airbus para compreender as razões do problema. De volta a Los Angeles, os passageiros foram levados para hotéis da cidade enquanto os engenheiros da companhia resolvem o defeito.

“Nós vimos a água vazando dos compartimentos do teto. Jorrava água da escada para o andar superior”, contou Ken Pricen, um passageiro australiano, entrevistado pela Fairfax Media.

“Foi a coisa mais assustadora que eu já vi”, comentou à emissora CNN a atriz americana Yvette Brown, que também estava a bordo da aeronave, o maior aparelho comercial do mundo. ”No início, parecia apenas um vazamento e eu pensei que alguém tivesse deixado cair um refrigerante. Mas depois aumentou e encheu os dois corredores. Ficou literalmente como se fosse um rio correndo no avião”, afirmouLIA

Operação para destruir armas químicas sírias começa na Itália

As armas químicas da Síria estam a bordo do cargueiro Ark Futura, da Dinamarca (foto) e serão transferidas para o navio Cape Ray, dos Estados Unidos, na próxima quarta-feira(3).

As armas químicas da Síria estam a bordo do cargueiro Ark Futura, da Dinamarca (foto) e serão transferidas para o navio Cape Ray, dos Estados Unidos, na próxima quarta-feira(3)|REUTERS/Ciro De Luca
RFI

A destruição das armas químicas do regime sírio começou nesta quarta-feira (2) pela manhã no porto italiano de Gioia Tauro, na Calábria. Os 78 contêineres que chegaram transportados pelo navio dinamarquês Ark Futura estão sendo transferidos para o navio americano Cape Ray, que destruirá o arsenal químico em alto mar.

Uma fragata da marinha italiana e um helicóptero das Forças Armadas estão supervisionando a operação. Os inspetores da Organização para a Proibição de Armas Químicas montaram a bordo do navio americano para controlar a quantidade, o tipo e as embalagens das armas.

O navio dinamarquês deixou o porto de Latáquia, na Síria, no dia 23 de junho. A operação de transferência do material químico para o navio americano deverá durar cerca de 20 horas. O Cape Ray dispõe de equipamentos necessários para destruir o arsenal sem risco para o meio ambiente.

Vias de acesso são bloqueadas

As vias de acesso ao porto calabrês foram bloqueadas e bombeiros estão de plantão para agir em caso de incidente. “Não se trata de uma operação de rotina, é uma operação militar e a preocupação é grande”, explicou um dos sindicalistas do porto, Domenico Macri.

Os bombeiros foram encarregados de verificar eventuais vazamentos tóxicos e a agência de aviação italiana proibiu os voos até amanhã em um raio de 1,1 quilômetros em torno do porto Gioia Tauro.

A destruição das armas químicas sírias foi decidida em setembro do ano passado, em um acordo assinado entre os Estados Unidos e a Rússia, aliada do regime de Damasco. O acordo evitou uma intervenção militar no país, palco de uma guerra civil desde março de 2011 que já deixou mais de 150 mil mortos.

As potências ocidentais ameaçaram invadir a Síria depois do ataque químico em Ghouta, na periferia de Damasco, no dia 21 de agosto, que deixou dezenas de vítimas. Esse atentado foi considerado a “gota d’água” para muitos países, até então reticentes a uma ação militar contra o governo sírio.

Bélgica desencanta na prorrogação, vence os EUA e vai às quartas de final

Europeus terão pela frente os Argentinos na próxima fase da Copa do Mundo

O DIA

Salvador – Foi difícil, suado e complicado. Esses são os adjetivos que podem definir a classificação da Bélgica diante os Estados Unidos, na Fonte Nova. Após terem mais de 30 chances oportunidades de gol no tempo normal e pararem na boa atuação do goleiro Howard, os belgas conseguiram marcar apenas na prorrogação, com gols de De Bruyne e Lukaku, com Green descontando para os EUA, e conquistaram a vaga para as quaras de final da Copa do Mundo com uma vitória por 2 a 1 sobre os americanos.

Com o triunfo, os europeus terão pela frente a toda poderosa Argentina de Messi & cia na próxima fase da competição. O confronto será no Estádio Nacional Mané Garrichha, no próximo sábado, as 13h. Já os americanos se despedem de forma honrosa da Copa do Mundo, pois eles conquistaram a vaga nas oitavas após cair em um grupo com Alemanha, Portugal e Gana.

De Bruyne abriu o placar para a Bélgica

Foto:  Reuters

O JOGO

Diferente dos seus últimos jogos na Copa do Mundo, a Bélgica começou o jogo dominando as ações no meio campo e partindo para o ataque. Logo com um minuto de partida, De Bruyne roubou a bola no meio-campo, partiu em velocidade e deu grande passe para Origi, que passou pelo defensor e chutou cruzado, mas Howard estava lá para defender com os pés. Essa chance de perigo assustou os americanos, que tentaram ficar mais com a bola nos primeiros momentos da partida, mas somente após aos 10 minutos do primeiro tempo eles começaram tocam com paciência em seu campo defensivo. Os belgas adiantaram a marcação, e a alternativa para o time de Klinsmann se tornou o lançamento longo para Johnson pela direita, que não teve muito sucesso durante o primeiro tempo. Com 16 minutos, um torcedor invadiu o campo e a partida foi paralisada, os Stewards, apelido para os voluntários que tomam conta do estádio, entraram no gramado para retirar o engraçadinho e em seguida o jogo foi reiniciado.

Com o bloqueio defensivo belga, a saída pela esquerda com Beasley e Jones se tornou a melhor saída para o time de Klinsmann. Enquanto os americanos tentavam avançar pela esquerda, os belgas marcam bem pelo setor e mostravam força no contra-ataque com Mertens e De Bruyne. O jogo fluiu mais por esse setor e as chances de perigo dos europeus saíam por esse lado do gramado. Aos 22, Vertonghen roubou bola no meio-campo, acionou De Bruyne pela esquerda, o meia puxou para o meio e chutou, mas errou o alvo fazendo a Bélgica perder grande chance. Com 28, Dempsey foi lançado com perigo na frente, mas Alderweireld realizou ótima cobertura e lançou para Hazard, que tentou o arremate no contra-ataque, mas Howard fez a defesa.

Estados Unidos tentou se utilizar das bolas aéreas

Foto:  Carlos Moraes

Após serem sufocados por quase todo o primeiro tempo, os Estados Unidos finalmente conseguiram ameaçar o goleiro Courtois. Bradley fez ótimo lançamento para Yolin na direita, que tocou rasteiro para Zusi na meia-lua, mas atacante não conseguiu finalizar de forma correta e a bola saiu pela linha de fundo. No final do primeiro tempo, a Bélgica quase marcou o gol que abriria o placar. Com 45, Zusi cobrou o escanteio e defesa afastou. No contragolpe, Origi partiu pela direita, rolou para De Bruyne, que emendou o chute de primeira, mas goleiro americano fez a defesa de forma segura.

O segundo tempo começou da mesma forma do primeiro tempo: A Bélgica tentava abrir o placar e os Estados Unidos se seguravam na boa atuação do goleiro Howard, que era um verdadeiro paredão embaixo das traves. Aos 2 minutos, De Bruyne cruzou da direita, Mertens testou para o gol, e o goleiro americano jogou para escanteio. O mapa da minha belga era as jogadas de De Bruyne pela esquerda em tabelas com Hazard, foi assim que os europeus quase abriram o placar. Aos 9, o meia do Chelsea cruzou rasteiro para a boca do gol, De Bruyne não alcançou e Origi, cara a cara com o gol aberto, furou na hora de chutar.

Com 14, quase a Bélica quase abriu o placar em grande estilo. Após intensa troca de passes pela esquerda, Origi fez ótima jogada, cruzou, e Mertens tentou de letra e foi travado no momento do chute. Os Estados Unidos tentavam amenizar a pressão belga no início, mas a marcação dos Diabos Vermelhos funcionou bem. Com isso, os americanos se viam acuados em seu campo defensivo. Aos 21, Yedlin partiu pela direita, cruzou na área, mas goleirão ficou com a bola. Em seguida, A Bélgica pressiona e girou a bola ao redor da área americana. Witsel recebeu pelo lado direito, clareou e chutou rasteiro, mas a bola passa perto da trave direita de Howard.

O fim do jogo ia se aproximando, e o goleirão Howard ganhava status de herói americano, pois se não fosse ele, os americanos seriam goleados pela Bélgica. Aos 26, mais uma intervenção do paredão. Mirallas fez ótima jogada, a bola sobrou para Origi, que chutou na saída de Howard, mas o goleiro americano fez mais uma ótima defesa. Com 34, após cruzamento da direita, Fellaini ajeitou para Hazard, que chutou de primeira, e goleiro americano realizou mais uma defesa milagrosa.

Nos minutos finais da partida, uma verdadeira “Blitz” belga foi imposta diante da seleção dos Estados Unidos. Aos 42, De Bruyne arrancou pela esquerda, rolou para Hazard, que chutou de perna esquerda, mas a bola bateu na rede pelo lado de fora. Dois minutos depois, De Bruyne cruzou da esquerda, Kompany finalizou sem jeito, e o goleiro manda para escanteio. No final da partida, os Estados Unidos quase deram um duro castigo aos belgas por conta da falta de capricho nas finalizações. Após cruzamento na área, Jones desviou com a cabeça e Wondolowski, no pé da trave, perde au melhor chance do jogo no tempo regulamentar.

Logo no começo da prorrogação, o paredão americano chamado Howard finalmente foi perfudado! Aos 2 minutos do primeiro tempo, Lukaku dividiu com Besler, ganhou na força, partiu em velocidade pela direita, entrou na área, cruzou para De Bruyne, que se livrou da marcação até ter espaço para chutar no canto direito de Howard. Na comemoração do gol os jogadores belgas se mostravam aliviados em finalmente ter aberto o placar. no contra-ataque a Bélgica praticamente decidiu a partida. Aos 14 minutos, Hazard acionou mais uma vez De Bruyne, que esperou e tocou para Lukaku, que chutou cruzado de perna esquerda, no fundo do gol.

No segundo tempo, os Estados Unidos se inspiraram nos super-heróis das histórias em quadrinhos para tirar forças de um time praticamente batido pelo cansaço físico. Aos 2 minutos, Bradley fez um ótimo passe pelo alto, e Green, em seu primeiro toque na bola, mandou no canto esquerdo de Courtois. Com isso os americanos tentaram a todo custo o gol de empate. Com 3 minutos, Yedlin partiu pela direita, cruzou na área, Wondolowski desvia com a cabeça, e Jones finalizou para fora!

 

FICHA TÉCNICA

Bélgica 2×1 Estados Unidos

Estádio: Fonte Nova (Salvador) 
Árbitro: Djamel Haimoudi(Argélia) 
Gols:  De Bruyne (2′ 1T da prorrogação), Lukaku (15′ 1T da prorrogação) (Bélgica), Green (2′ 1T da prorrogação) (Estados Unidos) 
Cartão Amarelo: Cameron (17’1T) (Estados unidos), Kompany (41’1T) (Bélgica) 
Cartão Vermelho: – 
Público: 
 51.227 presentes

Bélgica: Courtois, Alderweireld, Kompany, Van Buyten e Vertonghen; Witsel, Fellaini e De Bruyne; Mertens(Mirallas 15’2T), Hazard e Origi (Lukaku início da prorrogação).

Técnico: Marc Wilmots

Estados Unidos: Howard, Johnson (Yeolin 31′ 1T), Gonzalez, Besler, Beasley, Cameron, Jones, Bradley, Zusi, Bedoya, Dempsey.

Técnico: Juergen Klinsmann

Novas sanções podem ter graves consequências para economia russa

O presidente Vladimir Putin se prepara para enfrentar as consequências que as sanções ocidentais podem ter para a economia russa.

O presidente Vladimir Putin se prepara para enfrentar as consequências que as sanções ocidentais podem ter para a economia russa|REUTERS/Alexei Druzhinin/RIA Novosti/Kremlin|RFI

Novas sanções ocidentais contra Moscou podem agravar o crescimento econômico da Rússia, disse neste sábado (28) o ministro russo da Economia, Alexei Ulyukayev. O país se prepara para enfrentar as conseqüências das medidas prometidas pelos Estados Unidos e União Europeia devido à continuação dos combates da rebelião separatista russa no leste da Ucrânia.

Ulyukayev anunciou que o país preparou três cenários, caso as sanções ocidentais contra Moscou endureçam. O mais otimista deles prevê o bloqueio das exportações de produtos de luxo, como caviar e peles, e o pior cenário englobaria o setor da metalurgia, petroleiro, e o gás, disse o ministro russo da Economia à televisão do país.

Se o quadro mais pessimista se confirmar, avaliou Ulyukayev, o crescimento econômico da Rússia seria gravemente afetado. “Os investimentos chegariam ao negativo, os juros baixariam, a inflação aumentaria e as reservas do Estado diminuiriam”, analisou. Para o ministro, no entanto, a economia russa tem capacidade de “suportar” essa perspectiva.

Cessar-fogo prolongado

Ontem (27), ao assinar um acordo histórico de associação com Kiev, os dirigentes da União Europeia estipularam que Moscou tem até segunda-feira (30) para tomar medidas contra a rebelião separatista russa no leste da Ucrânia. Esperando obter ações concretas por parte do vizinho, Kiev prolongou ontem o cessar-fogo com insurgentes durante mais 72 horas, na esperança da abertura de um diálogo de paz.

Tanto a União Europeia como os Estados Unidos aplicam uma série de sanções contra autoridades russas ou ucranianas pró-russas há quatro meses. O presidente Vladimir Putin, que no começo desdenhou as medidas, começa a ter os primeiros resultados concretos das mesmas. Na semana passada, o banco central russo admitiu que o crescimento da economia do país teria um recuo de 0,4% este ano.

Ontem a agência americana Moody’s rebaixou a avaliação de crédito da Rússia de “estável” para “negativa”, argumentando que a economia de Moscou está ameaçada pelo conflito na Ucrânia. A instituição também avaliou que a rebelião elevou o perigo de um “evento geopolítico arriscado” na Rússia.

Combates continuam

Apesar da extensão do cessar-fogo, os combates continuam no leste da Ucrânia. De acordo com o porta-voz das operações militares pró-russas na região industrial de Donbass, a madrugada foi “mais ou menos calma”. Ele anunciou a morte de três soldados ucranianos hoje nos arredores de Slaviansk, reduto dos insurgentes.

Guardas russos da fronteira com a Ucrânia afirmaram que a localidade de Rostov-na-Donu e outras cidades russas da região foram atingidas hoje por três mísseis do exército ucraniano. Ontem à noite, os rebeldes tomaram o controle de uma base do ministério do Interior na periferia de Donetsk.

EUA se comprometem a parar fabricação de minas terrestres antipessoais

Minas antipessoais encontrada na Bósnia.

Minas antipessoais encontrada na Bósnia|Wikipedia/ creative commons
RFI

Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (27) que não fabricarão mais minas terrestres antipessoais e deverão aderir ao tratado internacional que proíbe o uso desses dispositivos. Em 2009, Washington assegurou que reconsideraria sua posição sobre o tema, mas não assinou a Convenção de Ottawa que proíbe o uso dessas armas, assim como a Rússia e a China.

“Hoje, em uma conferência em Maputo, em Moçambique, os Estados Unidos assumiram o desafio de declarar que não produzirão mais minas antipessoais no futuro nem substituirão as reservas existentes, quando acabarem”, indicou a Casa Branca em um comunicado.

“Nossa delegação em Maputo esclareceu que estamos buscando soluções que (…) permitam aos Estados Unidos ter acesso à Convenção de Ottawa, que nos permitirão aderi-lo”, afirmou, também por comunicado, a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Caitlin Hayden. O tratado proíbe o uso, o estoque, a produção e a transferência de minas antipessoais.

Hayden lembrou que, desde 1993, os americanos desembolsaram US$ 2,3 bilhões em ajudas a mais de 90 países para a destruição de armas convencionais, entre elas as minas antipessoais.

Convenção

Além de americanos, russos e chineses, as potências nucleares Índia e Paquistão também se abstiveram de assinar o documento. Os Estados Unidos, entretanto, são os únicos membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) a não terem se comprometido com a convenção, que entrou em vigor em março de 1999. Desde então, o número de mortos ou feridos pelas minas antipessoais se dividiu por cinco, conforme a ONG Handicap International, e 70 milhões de minas foram destruídas nos 161 países que ratificaram o acordo.

Os americanos, que não produzem mais esse tipo de mina terrestre, as usaram pela última vez durante a Guerra do Golfo, em 1991. Um dos países que mais sofreram com o problema foi Moçambique, onde mais de 2 milhões de minas foram dispersas em 1992, ao final da guerra civil de 16 anos. Até hoje, algumas regiões do país permanecem muito perigosas.

 

 
TAGS

EUA se comprometem a parar fabricação de minas terrestres antipessoais

Minas antipessoais encontrada na Bósnia.

Minas antipessoais encontrada na Bósnia.

Wikipedia/ creative commons
RFI

Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (27) que não fabricarão mais minas terrestres antipessoais e deverão aderir ao tratado internacional que proíbe o uso desses dispositivos. Em 2009, Washington assegurou que reconsideraria sua posição sobre o tema, mas não assinou a Convenção de Ottawa que proíbe o uso dessas armas, assim como a Rússia e a China.

 

“Hoje, em uma conferência em Maputo, em Moçambique, os Estados Unidos assumiram o desafio de declarar que não produzirão mais minas antipessoais no futuro nem substituirão as reservas existentes, quando acabarem”, indicou a Casa Branca em um comunicado.

“Nossa delegação em Maputo esclareceu que estamos buscando soluções que (…) permitam aos Estados Unidos ter acesso à Convenção de Ottawa, que nos permitirão aderi-lo”, afirmou, também por comunicado, a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Caitlin Hayden. O tratado proíbe o uso, o estoque, a produção e a transferência de minas antipessoais.

Hayden lembrou que, desde 1993, os americanos desembolsaram US$ 2,3 bilhões em ajudas a mais de 90 países para a destruição de armas convencionais, entre elas as minas antipessoais.

Convenção

Além de americanos, russos e chineses, as potências nucleares Índia e Paquistão também se abstiveram de assinar o documento. Os Estados Unidos, entretanto, são os únicos membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) a não terem se comprometido com a convenção, que entrou em vigor em março de 1999. Desde então, o número de mortos ou feridos pelas minas antipessoais se dividiu por cinco, conforme a ONG Handicap International, e 70 milhões de minas foram destruídas nos 161 países que ratificaram o acordo.

Os americanos, que não produzem mais esse tipo de mina terrestre, as usaram pela última vez durante a Guerra do Golfo, em 1991. Um dos países que mais sofreram com o problema foi Moçambique, onde mais de 2 milhões de minas foram dispersas em 1992, ao final da guerra civil de 16 anos. Até hoje, algumas regiões do país permanecem muito perigosas.