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Gregos temem destruição de armas químicas sírias no Mediterrâneo

Manifestação ocorreu na ilha grega de Creta contra a destruição de armas químicas sírias.

Manifestação ocorreu na ilha grega de Creta contra a destruição de armas químicas sírias|Flirck’/ Creative Commons|RFI

Os moradores da ilha de grega de Creta, no sudeste do mar Mediterrâneo, temem os efeitos da destruição das armas químicas da Síria, prevista para acontecer em breve na região, a bordo de um navio americano. Nesta quinta-feira (26), os habitantes protestaram contra a escolha do local para a operação.

O navio americano MV Cape Ray deve chegar nos próximos dias ao porto de Gioia Tauro, no sul da Itália, onde vai ser carregado com as armas e produtos químicos sírios. Em uma segunda etapa, o material será destruído no leste do Mediterrâneo, perto de Creta.

“Vai ser a primeira vez que uma destruição tão importante acontecerá em um navio. O risco de acidentes é evidente”, afirmou Dimitris Petrakis, membro da associação Heraklion, contrária à operação.

Na quarta-feira, os militantes já tinham organizado um show na cidade para protestar contra a destruição das armas na região. Cerca de 1.000 pessoas participaram do ato.

Ontem, Washington indicou que o navio deixou o porto espanhol de Rota em direção a Gioia Tauro, onde deve chegar no início de julho. A embarcação havia sido enviada pelos Estados Unidos em 27 de janeiro.

A população de Creta manifesta há vários meses contra o procedimento de destruição das armas químicas sírias no Mediterrâneo. “No sul da Itália também houve protestos, mas poucos, afinal um mínimo de informações sobre o assunto foi divulgado”, lamentou Vaguelis Pissias, membro da associação grega. Os governos grego e italiano garantiram que a operação não tem riscos ambientais.

Armas químicas

A Síria entregou um total de 1.300 toneladas de agentes químicos à comunidade internacional. Os elementos mais perigosos, chamados de “prioridade Un” e que são usados para a composição de gás mostarda e sarin, serão destruídos a bordo do navio americano, num total de 700 toneladas, conforme o sub-secretário americano da defesa, Franck Kendall.

As operações devem durar entre 45 e 90 dias, segundo o Pentágono. O Cape Ray leva dois sistemas de hidrólise desenvolvidos pelas forças armadas americanas, capaz de neutralizar os mais perigosos agentes químicos. Os resíduos serão em seguida jogados no mar.

Essa será a primeira vez que uma operação dessa amplitude acontecerá no mar. A tecnologia, entretanto, é conhecida há muitos anos, conforme Adam Baker, químico do Centro Americano para a Eliminação de Armas Químicas. 

Ucrânia e EUA reclamam da falta de apoio russo a plano de paz

O presidente ucraniano, Petro Porochenko.

O presidente ucraniano, Petro Porochenko.

Reurters/ Gleb Garanich|RFI

Na véspera do fim do cessar-fogo nos confrontos no leste ucraniano, o presidente do país, Petro Porochenko, lamentou nesta quinta-feira (26) o apoio insuficiente de Moscou ao plano de paz lançado por ele na semana passada. O secretário de Estado americano, John Kerry, pressionou a Rússia a dar, “nas próximas horas, sinais concretos de boa vontade na crise ucraniana”.

Conforme Porochenko, o plano de paz, composto por 14 pontos, “não poderá funcionar se a Rússia não participar”. O presidente deseja aplicar “um cessar-fogo duradouro”. “Até o momento, infelizmente, o apoio de Moscou não é suficiente”, afirmou, na Assembléia Parlamentar do Conselho Europeu.

“A guerra não-declarada continua, neste momento. É preciso trazer de volta os mercenários que atravessam a fronteira russa”, disse Porochenko, referindo-se aos milicianos russos que vão à Ucrânia para combater ao lado dos separatistas.

Kerry em Paris

Em visita a Paris nesta quinta-feira, o secretário de Estado americano, John Kerry, aumentou a pressão sobre a Rússia na véspera do fim da trégua entre governo e separatistas na Ucrânia. Kerry pediu que Moscou dê, “nas próximas horas, sinais concretos de boa vontade na crise ucraniana”. “A Rússia precisa encorajar os separatistas a entregar as armas e convencê-los a participar do processo político”, declarou o secretário de Estado.

Ontem, o presidente Barack Obama voltou a ameaçar a Rússia com novas sanções, se Moscou não tomar medidas rápidas para diminuir a tensão na Ucrânia. O alerta americano acontece enquanto França e Alemanha tentam negociar uma saída pacífica para o conflito.

François Hollande e Angela Merkel tiveram, na quarta-feira, uma primeira teleconferência com os presidentes ucraniano, Petro Porochenko, e russo, Vladimir Putin. Hoje, os quatro líderes voltam a conversar pelo telefone. Segundo Paris, Putin ja teria pedido um prolongamento do cessar-fogo.

Desde abril, mais de 400 pessoas morreram nos enfrentamentos entre o exército e os separatistas pró-russos. 

Portugal mantém esperança e descarta “acordo” entre Alemanha e Estados Unidos

Cristiano Ronaldo (à frente) e Nani participam de treino noMané Garrincha, em Brasília.

Cristiano Ronaldo (à frente) e Nani participam de treino noMané Garrincha, em Brasília.

Em situação “extremamente difícil” no grupo F, a seleção portuguesa treinou no início da tarde desta quarta-feira (25) no estádio Mané Garrincha onde irá enfrentar Gana pela última rodada da fase de grupos. Além de vencer por uma grande diferença de gols a equipe africana, a seleção comandada por Paulo Bento depende de uma vitória da Alemanha contra os Estados Unidos. Os portugueses não acreditam haver qualquer tipo de acordo entre as duas líderes da chave para se classificarem.

Elcio Ramalho, enviado especial à Brasília,

Na mesma situação, com um ponto cada uma, as seleções de Portugal e Gana alimentam esperanças remotas de passar à próxima fase da competição. “Para a gente é possível. É difícil, mas temos que lutar. É nosso lema, lutar, e isso vamos fazer até o final, com as dificuldades que temos, mas vamos tentar”, afirmou o zagueiro Pepe durante a entrevista coletiva antes da equipe entrar no gramado para o treino.

Suspendido por um jogo pela Fifa, após a expulsão contra a Alemanha no jogo de abertura quando Portugal foi goleado por 4 a 0, o zagueiro poderá voltar à equipe contra Gana, mas sua escalação ainda é incerta. “Não sou eu que me escalo, é o ‘mister’ que decide”, disse Pepe ao lado do treinador Paulo Bento.

Questionado sobre um eventual “acordo” entre Alemanha e Estados Unidos, já que um empate classifica as duas seleções e elimina automaticamente Portugal e Gana, o zagueiro respondeu: “Acho que nós somos todos profissionais de futebol.Temos que respeitar essa magia que é o futebol. E nem sequer passa pela nossa cabeça que isso possa acontecer”.

O treinador Paulo Bento também refutou qualquer possibilidade de que alemães e americanos tenham feito qualquer tipo de compromisso. “Não acredito. No futebol não deve haver. O que deve haver haver é respeito, dignidade, trabalho”, afirmou.

“A Alemanha e os Estados Unidos têm outro jogo a fazer. E nós temos que jogar e vencer o nosso. É isso que vamos tentar”, disse. E acrescentou: “O que me habituei a fazer ao longo de 25 anos de futebol e nos 45 anos que tenho de vida, foi respeitar os outros para que os outros me respeitassem. Oxalá todos pensassem assim e o mundo e o futebol seriam muito melhor”.

Técnico descarta demissão

Sem dar indicações da equipe que pretende colocar em campo contra Gana, o treinador português apenas garantiu que estuda a melhor estratégica para enfrentar uma equipe que também vem motivada para vencer. Paulo Bento recusou-se a comentar os problemas envolvendo os jogadores ganeses que chegaram a ameaçar fazer greve e não treinaram ontem para exigir receber os prêmios previstos pela participação deles no Mundial.

“A equipe também tem o objetivo de classificar-se e essa é sua maior motivação”, acredita o treinador. “Nós devemos acreditar nas poucas possibilidades que temos e ter um pensamento: escolher a melhor estratégia para ganhar o jogo de amanhã contra uma equipe que é tecnicamente evoluída”, disse Paulo Bento. Ele ainda elogiou a condição física e a agressividade “extremamente elevadas” de Gana e considera a equipe perigosa principalmente nos contra-ataques.

 

 
O treinador de Portugal, Paulo Bento.

Foto: Reuters

Apesar da tarefa “complicada” como ele mesmo definiu, Paulo Bento chegou a bater boca e se irritou com jornalistas portugueses que questionaram seu futuro à frente da seleção.”A confiança que tenho da pessoas, do staff da Federação e de seu presidente não é de agora, vem de muito tempo”, explicou.

Ele lembrou ter feito em abril um acordo com a federação portuguesa de futebol para um trabalho de longo prazo, com vistas também à Eurocopa de 2016, a ser disputada na França. “Aconteça o que acontecer no jogo de amanhã, eu não me demito do cargo de treinador da seleção nacional”, garantiu.

Paulo Bento também chamou para si a responsabilidade pelo desempenho de Portugal na Copa. “O único responsável sobre o que está a passar na seleção nacional e os resultados, sou eu”, afirmou.

Pepe está preparado para fim de carreia

O zagueiro Pepe, brasileiro naturalizado português, evitou falar de seu futuro com a seleção de Portugal após a Copa do Mundo. Aos 31 anos, ele foi questionado se estaria disputando seu último Mundial. “Sobre a minha decisão de deixar a seleção, não vou mandar cartas como alguns já o fizeram. Quando o presidente decidir que não tenho mais condições de dar um contributo para a seleção, quando isso acontecer, vou estar preparado para deixar a seleção e a carreira”, avisou.

Nascido em Alagoas, Pepe se esquivou da pergunta se vai torcer pelo Brasil caso a seleção portuguesa for eliminada. E voltou a falar de seu orgulho em defender sua segunda pátria.

“Tem um grupo que me apoia, muitos portugueses me apoiam e isso me faz ter força para superar as dificuldades que encontro no meu caminho. Vou tentar jogar com meu coração para ajudar o meu país. Eu me sinto um português, é bem claro na minha cabeça”, insistiu. “Para mim cada jogo com a seleção portuguesa é especial. Foi isso que me fez chegar à seleção. Vou ser grato pelo resto da vida. Sinto-me feliz por estar em Portugal, devo muito a esse país”, resumiu.

Copa no Brasil aumenta popularidade do futebol nos EUA

Torcedores amercianos em Los Angeles, California, durante jogo contra o Portugal em 22 de junho de 2014.

Torcedores amercianos em Los Angeles, California, durante jogo contra o Portugal em 22 de junho de 2014|REUTERS/Lucy Nicholson|RFI

As transmissões dos jogos da Copa do Mundo 2014 vêm batendo recordes de audiência nos Estados Unidos. Segundo dados de cadeias de TV que transmitem o evento, quase 26 milhões de telespectadores sintonizaram a partida da equipe americana contra os portugueses. E ao vivo, no Brasil, os americanos são a maior torcida estrangeira, com quase 200 mil ingressos comprados. 
 

A cifra supera os números registrados em finais de campeonatos de esportes mais populares no país, como basquete ou beisebol. Uma audiência maior ainda é esperada para a quinta-feira (26), quando Estados Unidos enfrentam a Alemanha, partida que define uma vaga para as oitavas de final.

O canal aberto ESPN contabilizou 18,2 milhões de espectadores no último domingo, quando os Estados Unidos empataram com Portugal em 2 a 2. O canal Univisión, em espanhol, registrou 6,5 milhões. Já o canal a cabo ESPN3 teve audiência de 3 milhões de pessoas.

Em comunicado, a ESPN declarou que o jogo EUA-Portugal foi o jogo de futebol mais visto no país até o momento, superando o recorde anterior de quase 18 milhões de torcedores da final do Mundial feminino de 1999, entre Estados Unidos e China, pela cadeia ABC.

A popularidade do futebol vem aumentando desde a Copa de 1994 no país, que levou à criação de uma liga profissional do esporte. “Os torcedores sabem quem são os jogadores, estão por dentro do que se passa, se emocionam e torcem”, diz o meia Michael Bradley, um dos principais jogadores da equipe dirigida pelo alemão Jurgen Klinsmann.

Direto dos Estados Unidos, amazonense e estadunidense torcem pela seleção brasileira

Do estado de Utah (EUA), Caroline e marido acompanham os jogos da seleção. Casal se conheceu durante ‘missão’

Portal Amazônia

RIO BRANCO – Apesar de morarem nos Estados Unidos, no estado de Utah, o jovem casal Caroline e Colby Pearson torcem para a seleção brasileira durante a Copa do Mundo de 2014. Natural do Amazonas, Caroline conta que está orgulhosa ao ver Manaus ser uma das cidades sedes dos jogos do Mundial. “Fiquei empolgada com o primeiro jogo na Arena da Amazônia, gostei da receptividade que vi”, conta Pearson.

Manauara diz que irá acompanhar todos os jogos da seleção. Foto: Arquivo pessoal

De acordo com a jovem, o clima de Copa do Mundo no País em que reside está ameno e só as pessoas que conhecem a seleção brasileira estão realmente animados com o campeonato. “Aqui eles preferem o futebol americano”, explica.  Mas a jovem garante que a empolgação do marido é diferente. “O Colby está super empolgado com a Copa e os jogos. Está assistindo todos sempre que possível”, revela.

Caroline e Colby prontos para enviar boas energias para a seleção brasileira. Foto: Arquivo pessoal

Apostas

A torcedora diz carregar consigo o gosto pelo futebol e que não abre mão de torcer com a camisa da seleção. Sobre sua aposta, caso o Brasil não ganhe a taça do mundo, Caroline não pensa duas vezes, “minha aposta será a Argentina”, garante. Caroline ainda explica que alguns amigos se reúnem para ver o jogo, mas que é quase impossível encontrar com eles por conta do trabalho e da distância. “Conheço alguns amigos que estão se reunindo, mas nós dois trabalhamos e fica meio inviável  ir ao encontro deles”, esclarece.

Amazonas e Utah

Carol e Colby estão casados há 9 meses. O casal se conheceu em 2012 em uma das missões que a Igreja Mórmon, congregação que frequentam, realiza. Nesse encontro eles trocarem contato de e-mail e endereços (únicos meios de comunicação permitidos na missão). Após o término da viagem, que durou um ano, Carol voltou para o Amazonas e Colby para Utah. Depois de longas conversas, o sentimento brotou. “Nós começamos a conversar por skype todos os dias e mandar cartas um para o outro, até que ele decidiu ir para Manaus, por 20 dias, para me visitar. Depois noivamos”, relembra Carol. Após uma longa burocracia para conseguir o visto de noiva ser aprovado, Carol mudou-se para os Estados Unidos e em agosto de 2013 eles se casaram. O casal vive junto desde então.

Casal se conheceu em 'missão' e está junto há 9 meses. Foto: Arquivo pessoal

 

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RIO BRANCO – Apesar de morarem nos Estados Unidos, no estado de Utah, o jovem casal Caroline e Colby Pearson torcem para a seleção brasileira durante a Copa do Mundo de 2014. Natural do Amazonas, Caroline conta que está orgulhosa ao ver Manaus ser uma das cidades sedes dos jogos do Mundial. “Fiquei empolgada com o primeiro jogo na Arena da Amazônia, gostei da receptividade que vi”, conta Pearson.

Manauara diz que irá acompanhar todos os jogos da seleção. Foto: Arquivo pessoal

De acordo com a jovem, o clima de Copa do Mundo no País em que reside está ameno e só as pessoas que conhecem a seleção brasileira estão realmente animados com o campeonato. “Aqui eles preferem o futebol americano”, explica.  Mas a jovem garante que a empolgação do marido é diferente. “O Colby está super empolgado com a Copa e os jogos. Está assistindo todos sempre que possível”, revela.

Caroline e Colby prontos para enviar boas energias para a seleção brasileira. Foto: Arquivo pessoal

Apostas

A torcedora diz carregar consigo o gosto pelo futebol e que não abre mão de torcer com a camisa da seleção. Sobre sua aposta, caso o Brasil não ganhe a taça do mundo, Caroline não pensa duas vezes, “minha aposta será a Argentina”, garante. Caroline ainda explica que alguns amigos se reúnem para ver o jogo, mas que é quase impossível encontrar com eles por conta do trabalho e da distância. “Conheço alguns amigos que estão se reunindo, mas nós dois trabalhamos e fica meio inviável  ir ao encontro deles”, esclarece.

Amazonas e Utah

Carol e Colby estão casados há 9 meses. O casal se conheceu em 2012 em uma das missões que a Igreja Mórmon, congregação que frequentam, realiza. Nesse encontro eles trocarem contato de e-mail e endereços (únicos meios de comunicação permitidos na missão). Após o término da viagem, que durou um ano, Carol voltou para o Amazonas e Colby para Utah. Depois de longas conversas, o sentimento brotou. “Nós começamos a conversar por skype todos os dias e mandar cartas um para o outro, até que ele decidiu ir para Manaus, por 20 dias, para me visitar. Depois noivamos”, relembra Carol. Após uma longa burocracia para conseguir o visto de noiva ser aprovado, Carol mudou-se para os Estados Unidos e em agosto de 2013 eles se casaram. O casal vive junto desde então.

Casal se conheceu em 'missão' e está junto há 9 meses. Foto: Arquivo pessoal

 

Portugal precisa de vitória contra EUA hoje para continuar no Mundial

O atacante português Cristiano Ronaldo treina na Arena da Amazônia.

O atacante português Cristiano Ronaldo treina na Arena da Amazônia.

REUTERS/Siphiwe Sibeko

A Bélgica pode chegar às oitavas de final da Copa do Mundo, se a equipe vencer a Rússia neste domingo (22), no Maracanã, pelo grupo H. No mesmo grupo, Coreia do Sul e Argélia se enfrentam em Porto Alegre. No grupo G, o dia é decisivo para Portugal, que precisa vencer os Estados Unidos, em Manaus, caso queira preservar as chances de passar à próxima fase.

O técnico de Portugal, Paulo Bento, ilustrou a importância da partida contra os Estados Unidos. “A situação é muito simples: ou ganhamos ou voltamos para casa, e no caso de um empate dá no mesmo”, disse Bento, durante entrevista coletiva em Manaus. O técnico acredita, porém, que a seleção portuguesa será capaz de reagir bem à pressão do resultado, mesmo estando com quatro jogadores contundidos e Bruno Alves sendo dúvida para a partida contra os americanos.

Goleado por 4 a 0 pela Alemanha, Portugal é último no grupo G com zero pontos. O treinador português também procurou minimizar a pressão sobre Cristiano Ronaldo, dizendo que o camisa 7 não é responsável por todos os problemas da equipe. “Temos um dos melhores jogadores do mundo, mas temos outros para apoiá-lo”, argumentou Bento. O técnico português descartou fazer uma mudança radical na equipe após a derrota para a Alemanha.

Iraque pede que EUA lancem ataques aéreos contra jihadistas

Captura de imagem de um vídeo amador, 18 de junho de 2014, da refinaria de Baiji.

Captura de imagem de um vídeo amador, 18 de junho de 2014, da refinaria de Baiji|REUTERS/Social Media Website/Reuters TV

Nesta quarta-feira (19), o governo do Iraque pediu oficialmente aos Estados Unidos que façam bombardeios aéreos contra as posições tomadas pelos combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Por enquanto, os Estados Unidos mantêm uma posição de neutralidade e alegam que estão estudando a situação.

Em nove dias, os combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante conquistaram diversas cidades importantes do norte do país e ontem (18) atacaram e tomaram o controle da maior refinaria de petróleo do território, em Baiji.

Xiitas, eles pretendem derrubar o governo sunita de Nouri al-Maliki e fundar um Estado islâmico no norte, na fronteira com a Síria.

O presidente norte-americano Barack Obama vem mantendo uma posição de observação em relação ao avanço dos jihadistas no Iraque. Ele já declarou que não pretende entrar numa nova guerra e está realizando consultas junto ao seu gabinete para analisar quais seriam as melhores iniciativas para apoiar os iraquianos.

Parlamentares entre sim e não

Na quarta-feira (18), Obama reuniu na Casa Branca os principais líderes do Congresso para uma consulta sobre as posições em relação à crise.

Os parlamentares têm visões opostas sobre o assunto: os republicanos defendem que os Estados Unidos atendam imediatamente ao pedido do Iraque e bombardeie com caças e drones as bases jihadistas. Já os democratas são mais prudentes e preferem esperar o andamento dos fatos. Um tempo necessário para planejar uma ofensiva aérea.

EUA apoiam estratégia de presidente colombiano sobre as Farc

Joe Biden (d) reafirmou o apoio dos Estados Unidos ao presidente reeleito da Colômbia, Juan Manuel Santos.

Joe Biden (d) reafirmou o apoio dos Estados Unidos ao presidente reeleito da Colômbia, Juan Manuel Santos|REUTERS/Jose Miguel Gomez
RFI

De passagem por Bogotá, Joe Biden declarou que os Estados Unidos apoiam totalmente o processo de negociações lançado pelo presidente colombiano Juan Manuel Santos com os guerrilheiros das Forças Revolucionárias da Colômbia (Farc). A visita do vice-presidente norte-americano ao país faz parte de um giro do representante de Washington pela América Latina, que começou esta semana no Brasil.

Durante uma entrevista coletiva ao lado do chefe de Estado colombiano, Biden confirmou seu apoio à política de pacificação de Santos. “Da mesma maneira que os Estados Unidos apoiaram durante anos os dirigentes colombianos nos campos de batalha, nós os apoiamos totalmente na mesa de negociações”, declarou o vice norte-americano. “Nada me fará mais feliz do que voltar à Colômbia para a assinatura de um acordo de paz”, completou o representante da Casa Branca.

Reeleito no domingo passado para um segundo mandato, Santos está em plena negociação com as Farc e o Exército de Liberação Nacional (ELN), as últimas guerrilhas de extrema-esquerda no país, que contam, respectivamente, com 8 mil e 2,5 mil combatentes. “Ainda há muito a ser feito, mas eu tenho confiança absoluta em sua determinação. Qualquer que seja o resultado, ele será benéfico para o povo colombiano”, afirmou Biden.

O presidente colombiano disse que o apoio dos Estados Unidos é de uma “grande importância” para o processo de paz. Santos ressaltou que os norte-americanos também vão colaborar com as políticas a serem implementadas após o final dos conflitos.

Os colombianos são os principais aliados dos Estados Unidos na América Latina. Bogotá recebeu de Washington desde o ano 2000 uma ajuda de mais de US$ 8 bilhões para lutar contra a guerrilha e o tráfico de drogas.L

Acordo sobre programa nuclear do Irã pode demorar além do previsto

Mohammad Javad Zarif (e) garante que o prazo de 20 de julho ainda é plausível

Mohammad Javad Zarif (e) garante que o prazo de 20 de julho ainda é plausível|REUTERS/Heinz-Peter Bader|RFI

Os representantes do 5+1 (Estados Unidos, China, Rússia, França, Reino Unido e Alemanha) e do Irã se reúnem nesta segunda-feira (16) em Viena para uma nova rodada de discussões sobre o polêmico programa nuclear da República Islâmica. A data limite para a obtenção de um acordo é o dia 20 de julho e, embora Washington garanta que sua redação já está em curso, a última cúpula, em maio, terminou com menos avanços do que o esperado.

A representante da diplomacia europeia Catherine Ashton, que comanda as negociações, se encontra com o chefe da diplomacia iraniana, Mohammad Javad Zarif durante o dia. De acordo com o próprio Zarif, também participa da reunião a delegação americana que, desta vez, conta com a participação de Bill Burns, chefe adjunto da diplomacia.

Mais uma vez, o objetivo das conversas é que Teerã aceite limitar o enriquecimento de urânio afim de garantir o fim pacífico de seu programa nuclear, além de apresentar seus dados com máxima transparência. Em troca, seriam suspensas as sanções sobre o país impostas pelas potências ocidentais, que desconfiam que a República Islâmica esconda um projeto para obter a bomba atômica.

Sem respostas

Durante vários meses, as duas partes deram sinais de avanços e Zarif garantiu hoje que 20 de julho permanece um objetivo realista. Uma fonte diplomática ocidental garantiu, no entanto, “ainda há muito trabalho pela frente”: “Sobre os pontos mais importantes, não há nem sinal de uma solução”.

O principal deles – o enriquecimento de urânio nas centrífugas que, a partir de determinado grau permite fabricar combustível para a bomba atômica – continua sem resposta. Ao contrário do que deseja o ocidente, o Irã pretende ampliar o número de reatores para, de acordo com Teerã, produzir mais energia para fins civis. Um argumento que, evidentemente, não convence os negociadores.

Risco político

O acordo provisório que determina o prazo prevê uma prorrogação de até seis meses para as conversas. Mas essa é uma opção politicamente arriscada. Para Barack Obama, significa negociar a sequência do diálogo com o Congresso que será renovado em novembro e, ao que tudo indica, terá menos boa vontade do que o atual com relação ao Irã.

Do lado de Teerã, o tempo também joga contra o presidente Hassan Rohani, que está sob pressão da ala conservadora de seu regime, preocupada com o futuro do programa nuclear.

Para piorar, os dois países têm de lidar com o risco de desintegração do aliado iraquiano, ameaçado pelo rápido avanço de radicais islâmicos em direção a Bagdá. Este assunto também deve estar na ordem do dia das conversas em Viena, informam fontes dos dois países.

Gana x Estados Unidos: duelo de coadjuvantes no Grupo F

Seleções tentam aparecer em chave com Alemanha e Portugal

O DIA

Rio Grande do Norte – No grupo que tem a Alemanha como forte candidata ao título mundial e Portugal do melhor jogador do planeta, Cristiano Ronaldo, Gana e Estados Unidos pisarão no gramado da Arena das Dunas, em Natal, nesta segunda-feira, às 19h, como coadjuvantes em busca de reconhecimento na estrelada e concorrida Copa do Mundo de 2014.

Klinsmann tem a missão de comandar os Estados Unidos

Foto:  Efe

Campeão mundial em 1990, Jürgen Klinsmann se consagrou como um dos maiores atacantes da história da Alemanha. Como técnico, assumiu a missão de renovar e elevar o chamado “soccer” a outro nível no cenário internacional. Se a missão de brilhar no país do futebol promete não ser fácil, ao menos o sol reapareceu na capital potiguar após dois dias de chuva intensa.

“Pela primeira vez em Natal estamos vendo o sol brilhar”, postou Klinsmann, neste domingo, em seu Twitter.

Se os Estados Unidos apostam as fichas em Dempsey, artilheiro da equipe nas Eliminatórias, com oito gols, Gana chega ao Brasil com rostos mais conhecidos para o público que lotará a Arena das Dunas. É na experiência e qualidade de Essien, Muntari, Boateng e Asamoah Gyan que o técnico Kwesi Appiah monta a base de seu planejamento para superar a campanha do sétimo lugar em 2010.

Boateng é uma das armas de Gana no duelo com os EUA

Foto:  Reuters

A escalação da equipe que iniciará a partida, porém, ainda é um mistério. A delegação deixou Maceió com dúvidas, pelo menos para a imprensa. A estratégia foi compartilhada por Klinsmann. Na preparação, realizada em São Paulo, nada de pistas. O primeiro treino em Natal foi fechado para a imprensa.

LEIA MAIS: Confira a tabela e a classificação da Copa do Mundo

Apesar da discrição, as seleções de Gana e Estados Unidos serão obrigadas a revelar o que têm de melhor nesta segunda-feira à noite se realmente quiserem um lugar de destaque nessa Copa do Mundo.