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Google apresenta serviço que apaga dados pessoais de buscas online na Europa

Correio do Brasil, com BBC de Londres

Novo serviço foi criado após decisão do Tribunal Europeu de Justiça

Google apresentou nesta sexta-feira um serviço para permitir que europeus solicitem que seus dados pessoais sejam removidos dos resultados de buscas online. A ferramenta foi criada após o Tribunal Europeu de Justiça, sediado em Bruxelas, na Bélgica, decidir no início deste mês que as pessoas têm o “direito de serem esquecidas”.

Links para dados “irrelevantes” e ultrapassados devem ser apagados a pedido, diz a decisão.

Google informou que vai avaliar cada pedido e equilibrar “os direitos à privacidade do indivíduo com o direito do público de conhecer e distribuir informações.”

– Ao avaliar o seu pedido, iremos analisar se os resultados incluem informações desatualizadas sobre você, bem como se há um interesse público na informação – diz o Google no formulário que os requisitantes devem preencher.

Google disse que iria analisar informação sobre “fraudes financeiras, negligência profissional, condenações penais ou conduta pública dos funcionários do governo” ao decidir sobre o pedido.

No início deste mês, a BBC apurou que parte de pedidos feitos àquela época ao Google de pessoas do Reino Unido envolvia criminosos condenados e que cumpriram pena.

Um deles, por exemplo, era um homem condenado por posse de imagens de abuso infantil que queria que links para páginas sobre sua condenação fossem apagados.

Pedidos fraudulentos

O caso original foi levado ao tribunal por um homem espanhol. Ele reclamou que os resultados de buscas do Google que mostravam um aviso de leilão de sua casa por falta de pagamento – uma dívida que depois foi quitada por ele – infringiam seu direito a privacidade.

A decisão do tribunal europeu causou surpresa uma vez que contradiz uma declaração do advogado-geral da União Europeia. No ano passado, ele afirmou que buscadores de internet não eram obrigados a acatar tais solicitações.

Nesta sexta-feira, o Google disse que os cidadãos da União Europeia que solicitarem a remoção de dados privados da ferramenta de busca terão que fornecer os links para o material que desejam remover, seu país de origem e uma razão para seu pedido, ao preencher um formulário online.

Os indivíduos também terão que anexar uma identidade válida com foto.

– O Google recebe frequentemente pedidos de remoção fraudulentos de pessoas se passando por outros, tentando prejudicar concorrentes, ou indevidamente buscando suprimir informação legal – disse a empresa. “Para evitar esse tipo de abuso, é preciso verificar a identidade.”

Menos inovação?

Em uma entrevista concedida ao Financial Times, o chefe executivo do Google, Larry Page, disse que a empresa vai cumprir a decisão, mas ressaltou que isso poderia danificar a inovação.

Ele também afirmou que o regulamento daria ânimo a regimes repressivos.

Page disse ainda que se arrependia de não ter “se envolvido mais em um debate real” sobre a privacidade na Europa, e que a empresa agora vai tentar “ser mais europeia”.

Mas, advertiu, “ao regular a internet, acho que não vamos ver o tipo de inovação que temos visto”.

O diretor acrescentou que a decisão iria encorajar “outros governos que não são tão para progressivos como a Europa a fazer coisas ruins”.

Embora a decisão do Tribunal de Justiça da Europa envolva especificamente sites de busca e indique que apenas links e não a informação em si – possam ser retirados da rede, a imprensa vem relatando um aumento considerável no número de pedidos de remoção após a deliberação da corte.

Jovens franceses protestam contra ascensão da extrema-direita

Manifestação contra a Frente Nacional, partido de extrema-direita, tomou conta da Praça da Bastilha, em Paris, nesta quinta-feira, 29 de maio de 2014.

Manifestação contra a Frente Nacional, partido de extrema-direita, tomou conta da Praça da Bastilha, em Paris, nesta quinta-feira, 29 de maio de 2014|Lucia Müzell|Lúcia Müzell

A quinta-feira foi feriado de Ascensão na França, mas ao invés de se divertir, milhares de jovens preferiram ir às ruas em várias cidades para protestar contra o partido de extrema-direita Frente Nacional. No domingo, nas eleições legislativas europeias, a legenda da líder Marine Le Pen saiu vitoriosa no país, com 25% dos votos.

A bancada da Frente Nacional passou de três para 24 deputados no Parlamento europeu – um resultado inaceitável, na opinião de 3 mil jovens que manifestaram em Paris, como Sarah, de 16 anos. “Na escola, nós estudamos muito o que aconteceu no passado. Não consigo compreender que isso esteja se repetindo e as pessoas votem nesse partido”, disse. “O principal é que somos contra o Frente Nacional. Eu não sou exatamente de esquerda, mas nenhum de nós quer que o Frente Nacional chegue ao poder”, afirmou Corentin, de 17. “Está começando pelas eleições municipais, agora as europeias, e pode acabar na presidência. Os eleitores que não foram votar são os que não votam FN. Se mais gente tivesse ido votar, é óbvio que o partido não teria tido essa vitória”, avalia o estudante.

Os jovens reunidos na praça da Bastilha, mas também em metrópoles como Lyon, Bordeaux, Marselha, Estrasburgo e Nantes, estavam indignados com o fato de que a Frente Nacional foi o partido mais votado pelos menores de 35 anos – 30% votaram por um candidato frentista, contra 15% para cada um dos principais partidos da França (Partido Socialista e União por um Movimento Democrático).

David, 18 anos, acha que essa escolha ocorreu pela falta de informação sobre a importância da União Europeia. “O resultado das eleições é inadmissível e não podemos aceitar isso, principalmente nós, os jovens. A França é o país dos direitos humanos e a extrema-direita não nos representa”, protestou. “A Frente Nacional é um partido fascista. É algo que nós lamentamos muito e nos dói muito, e é por isso que estamos aqui hoje.”

A estudante Brune, 17 anos, também não suporta o fato de o país ser associado a uma população xenófoba no exterior. “Eu acho que apesar dos 25% do Frente Nacional, não somos todos racistas e xenófobos. Me incomoda que estejam pensando isso da gente”, destaca.

Mudança de discurso

A defesa dos interesses franceses a qualquer custo é a principal arma do partido Frente Nacional para conseguir cada vez mais adeptos, na opinião do pesquisador Riccardo Marchi, especialista na história da extrema-direita. O professor da Universidade de Lisboa avalia que o discurso dos líderes tradicionais durante a crise – que não hesitavam em colocar a culpa dos problemas econômicos no bloco europeu – teve o efeito colateral de levar os eleitores para os extremos. O Frente Nacional ou o Ukip, na Inglaterra, são abertamente contrários à União Europeia.

Para Marchi, a conquista do eleitorado pela extrema-direita ainda vai aumentar. “Quando a Marine Le Pen faz um discurso contrário ao islã, ela o faz através da defesa dos valores do republicanismo francês. É por isso que ela consegue ter mais incidência no eleitorado francês e conquistar eleitores da direita tradicional francesa”, observa. “Ao defender os valores da França republicana e laica, ela defende a mulher contra o integralismo islâmico, por exemplo. Ou defende a democracia contra eventuais tendências autoritárias que supostamente haveriam no islamismo.”

Dificuldades para se unir

Apesar do aumento visível da força da extrema-direita na Europa – em países como o Reino Unido, a Dinamarca, Holanda ou Áustria -, Marchi acha que os novos deputados eurocéticos não conseguirão formar um grupo parlamentar em Estrasburgo. O Ukip britânico não cogita se unir à Frente Nacional, que descarta se aproximar com os neonazistas gregos e húngaros.

“Há tremendas divisões entre esses partidos. Possivelmente, teremos três posições: um grupo formado por alguns partidos em torno do Ukip, um segundo em volta de Marine Le Pen, e uma série de deputados que não se inscreverão a nenhum grupo”, explica.

No total, 129 deputados eurocéticos, a maioria de partidos de extrema-direita, conquistaram uma cadeira no Parlamento, que tem 751 membros. 

Morre quarta vítima de ataque contra Museu Judaico de Bruxelas

Um casal de turistas israelenses e uma francesa também foram mortos no ataque cometido por um homem ainda não identificado

AFP – Agence France-Presse

25/05/2014 

O jovem belga ferido no sábado no ataque contra o Museu Judaico da Bélgica, em Bruxelas, morreu neste domingo, aumentando para quatro o número de mortos no atentado, indicou à AFP o presidente da Liga Belga Contra o Antissemitismo.
O jovem, que tinha cerca de 20 anos, trabalhava como recepcionista no museu. Ele morreu no início da tarde no hospital para onde tinha sido levado, indicou Joel Rubinfeld. Um casal de turistas israelenses e uma francesa também foram mortos no ataque cometido por um homem ainda não identificado.

O atentado chocou a Europa e Israel, e deixou as autoridades belgas em alerta para possíveis novos ataques a locais ligados à comunidade judaica do país.

 

Três mortos em tiroteio perto de museu judaico em Bruxelas

AFP – Agence France-Presse

24/05/2014 

Três pessoas morreram e uma ficou gravemente ferida em um tiroteio ocorrido neste sábado perto do Museu Judaico da Bélgica, no centro de Bruxelas, indicou o Corpo de Bombeiros, citado pela agência de notícias Belga.

“Chocado com os assassinatos cometidos no museu judaico, penso nas vítimas que vi no local e em suas famílias”, reagiu em sua conta no Twitter o ministro belga das Relações Exteriores, Didier Reynders, que estava no bairro de Sablon, onde fica o museu.

Raio atinge o maior prédio da Europa Ocidental

Imagens gravadas por um cinegrafista amador mostram o momento em que o maior prédio da Europa Ocidental é atingido por um raio na tarde de quinta-feira. O Shard fica no centro de Londres e tem 310 metros de altura e tem um sistema de proteção contra raios e ninguém ficou ferido. A tempestade de granizo que caiu sobre a cidade causou vários pontos de alagamento.

Fonte: Terra

Bruxelas acusa três bancos de manipular de taxas de juro de derivados no Euribor

Por Redação de A Bola|Portugal
 
Crédit Agricole, HSBC e JPMorgan foram hoje acusados pela Comissão Europeia (CE) de poderem ter manipulado taxas de juro interbancárias Euribor para os produtos financeiros derivados, violando as regras da concorrência, numa conclusão preliminar realizada pela CE

Bruxelas desconfia que os três bancos se combinaram entre si fixar taxas de juro, distorcendo o mercado.

Crédit Agricole, HSBC e JPMorgan vão agora defender-se das acusações da Comissão Europeia, após o que será tomada uma decisão final.

O Google Maps da marijuana já chegou à Europa

por Ana Rita GuerraHoje

 
O Google Maps da marijuana já chegou à Europa

Em meia hora de caminhada pelo paredão de Venice Beach encontra-se pelo menos meia dúzia de lojas que vendem marijuana e ensinam a consumir. Nestes Green Doctors é possível encontrar crianças. Sim, é tudo legal. A Califórnia é um dos Estados norte-americanos que legalizaram a utilização de variantes da planta canábis para fins medicinais, mediante um cartão de autorização do médico. E há uma tecnológica a lucrar milhões com isto: a Weedmaps, um Google Maps que abrange 95% dos dispensários de marijuana do mundo.

Europa precisa de gastar mais com defesa, diz Otan

15/05/2014 

Bratislava, 15 – O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) está pedindo que os países europeus invistam mais na defesa para lidar de forma mais adequada com as crises, como o conflito na Ucrânia, mas alguns governos permanecem resistentes.

Anders Fogh Rasmussen disse aos participantes de uma conferência de segurança na Eslováquia nesta quinta-feira que os membros da Otan que não gastam o suficiente em defesa correm o risco de serem “aproveitadores”.

Mais tarde, ele disse a repórteres que “é esperado que todo aliado desempenhe o seu papel na direção da contribuição para a nossa segurança comum”. Rasmussen disse ainda que a situação da Ucrânia mostra “que nós temos de investir mais na defesa”. Fonte: Associated Press.

 

China lida ‘calmamente’ com economia e Europa ensaia recuperação

2/5/2014 
Correio do Brasil, com agências internacionais – de Bruxelas e Pequim

As indústrias na zona do euro tiveram em janeiro o melhor mês em quase um ano sustentadas pela produção na Alemanha

China não vai ceder e afrouxar a política para sustentar sua economia ou acalmar o mercado monetário volátil, mesmo que tenha entrado em uma fase “dolorosa” de reestruturação, escreveu o primeiro-ministro Li Keqiang em declarações publicadas na quinta-feira. Em um artigo publicado no influente jornal do Partido Comunista Qiushi (Buscando a Verdade), Li repetiu que seu governo está confortável com a desaceleração da economia desde que o crescimento permaneça dentro de uma “faixa razoável”. A expansão da China, segunda maior economia do mundo, desacelerou nos três primeiros meses do ano em meio aos esforços de reforma do governo e demanda fraca por exportações.

Isso levou alguns especialistas a especularem que a China pode afrouxar a política monetária de maneira mais vigorosa –como reduzindo o volume de dinheiro que os bancos mantém no banco central– para sustentar a economia. Mas Li afirmou que a China precisa de firmeza ao lidar com sua economia.

“Vamos nos ater a nossas convicções, e não dançar de acordo com as frequentes flutuações nos mercados, não mudar a política por causa de vozes divergentes, e vamos persistir em não expandir o déficit orçamentário. Mesmo que haja flutuações de curto prazo no mercado monetário, vamos enfrentá-las calmamente”, escreveu ele.

Entre as reformas deste ano, Li afirmou que serão priorizadas a permissão para que investidores privados abram instituições financeiras, a liberalização do mercado de taxas de juros e a determinação de um sistema para assegurar depósitos.

Alemanha lidera

Na Europa, a recuperação do setor industrial da zona do euro acelerou no início do segundo trimestre mas as fábricas reduziram os preços dos produtos pelo segundo mês seguido, mostrou nesta sexta-feira a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês). O crescimento foi mais uma vez liderado pela Alemanha, maior economia da Europa, e embora empresas que anteriormente tinham dificuldades na Espanha e na Itália tenham reportado expansão, a indústria na França permaneceu fraca.

O índice PMI final de indústria do Markit para a zona do euro subiu para 53,4 no mês passado ante 53,0 em março. O resultado foi ligeiramente melhor do que a preliminar de 53,3 e marcou o 10º mês que o índice está acima da marca de 50, que separa crescimento de contração. O índice de produção, que faz parte do PMI Composto a ser divulgado na terça-feira, saltou para 56,5 ante 55,6, em linha com a preliminar.

– O PMI da zona do euro desenha um cenário promissor para a indústria da região no início do segundo trimestre. A recuperação está se tornando mais generalizada e portanto esperançosamente mais sustentável, à medida que a demanda crescente de cada membro começa a alimentar o crescimento em outros países – disse Chris Williamson, economista-chefe do Markit.

Mas um fator de preocupação para o Banco Central Europeu (BCE), que se reúne na próxima semana para determinar a política monetária, é que as indústria cortaram preços pelo segundo mês seguido. O índice de preços de produção caiu para 49,2 ante 49,3 após dados preliminares na quarta-feira mostrarem que a inflação na zona do euro acelerou para apenas 0,7% no mês passado ante 0,5% no mês anterior, ainda bem abaixo do teto da meta do BCE de 2%.

Fotos em apoio a Daniel Alves, vítima de racismo, tomam conta das redes sociais

A foto publicada no Twitter pelo jogador Neymar, que inspirou os internautas brasileiros

A foto publicada no Twitter pelo jogador Neymar, que inspirou os internautas brasileiros

(Foto: @neymarjr/Twitter)
RFI

As mensagens de apoio ao lateral direito Daniel Alves, vítima de um insulto racista durante o jogo entre o Barcelona e Villareal, pelo campeonato espanhol, neste domingo (27), se tornaram um fenômeno nas redes sociais.

 

Daniel Alves se preparava para cobrar um escanteio, quando uma banana foi atirada no gramado. O jogador reagiu ao insulto comendo a banana tranquilamente, antes da cobrança. Em sua conta no Twitter, Dani Alves ironizou escrevendo dizendo que seu pai o aconselhava a comer bananas para evitar cãibras e até mesmo postou um vídeo com a cena no Vine.

O site do jornal Le Monde deu destaque ao assunto e elogiou a reação de Daniel Alves, lembrando que o jogador foi vítima “de atos idiotas que infelizmente ainda acontecem nos estádios de futebol.”

O jornal francês também citou uma declaração do craque depois do jogo, onde ele explica que vive há 11 anos na Espanha e durante todo esse tempo sempre foi vítima de insultos do tipo.

O craque Neymar reagiu em apoio a Daniel Alves e publicou em suas contas no Twitter e no Instagram uma foto ao lado do filho, segurando uma banana.

A imagem viralizou e foi curtida por mais de 420 mil pessoas, dando origem ao hashtag #somostodosmacacos. Centenas de internautas publicaram imagens segurando uma banana, em solidariedade a Dani Alves.

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