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Líder do PCC é executado a tiros na porta de casa em São Vicente

A Tribuna|Eduardo Velozo Fuccia

Apontado pela Polícia Civil como liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Vila São Jorge, em São Vicente, onde reside, o ex-presidiário Carlos Roberto Macedo Garcia, o Carlinhos, de 34 anos, foi executado a tiros, na frente de sua casa, por dois homens que ocupavam um carro vermelho.

O homicídio aconteceu por volta das 23 horas de segunda-feira, cerca de meia após Carlinhos ser abordado para averiguação por um sargento da Polícia Militar. Segundo o policial, o averiguado e outro homem estavam em “atitude suspeita”, mas ambos foram liberados porque não portavam nada de irregular e não possuem contra si mandado de prisão.

De acordo com a mulher de Carlinhos, ele estava na frente da residência do casal, na Rua Leonor Mendes de Barros, quando chegou no local o automóvel vermelho e dele desembarcam dois homens. A dupla estava encapuzada, anunciou assalto e começou a disparar, sem que nada roubasse.

Assustada, a mulher do ex-detento ingressou no imóvel correndo junto uma filha menor de idade do casal. No caminho, elas escutaram mais disparos, que provocaram a morte de Carlinhos no próprio local, conforme constatou uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Histórico

No dia 24 de agosto do ano passado, um desconhecido passou de moto na frente da casa de Carlinhos e baleou no abdômen a mulher do ex-presidiário. Naquela ocasião, o suposto integrante do PCC disse que estava dentro da residência no momento dos disparos e alegou ignorar a autoria do atentado por não ter inimigos.

Conhecido nos meios policiais por causa de sua ligação com o tráfico de drogas, Carlinhos teve a moradia revistada no último dia 19 de março por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Os agentes checavam denúncia anônima segundo a qual o ex-detento estaria envolvido em ataques a caixas eletrônicos.

Carlinhos não estava na casa, mas nela a equipe da DIG apreendeu quatro celulares, a quantia de R$ 3,8 mil e folha com anotações de nomes e valores supostamente relacionadas a alguma atividade ilícita.

Doze imãs executados por jihadistas no Iraque

por LusaHoje

 
Xiitas iraquianos gritam o seu apoio ao grande ayatollah Ali al-Sistani, maior autoridade xiita do Iraque
Xiitas iraquianos gritam o seu apoio ao grande ayatollah Ali al-Sistani, maior autoridade xiita do IraqueFotografia © Reuters

Doze imãs foram executados hoje pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) frente à mesquita de Al Israe, na cidade de Mossul, capital da província de Ninive (norte), disse fonte do Ministério do Interior.

Os religiosos foram abatidos por se terem recusado a jurar lealdade a este grupo jihadista que comanda a insurreição sunita que alastra no Iraque, explicou a mesma fonte, citada pela agência Efe.

No sábado, pelo menos 33 pessoas morreram, a maioria das quais membros do exército, na sequência de bombardeamentos aéreos contra duas mesquitas na província de Saladino, a norte da capital iraquiana, onde o EIIL os mantinha retidos para que mostrassem arrependimento por pertencerem às forças governamentais.

Mossul foi a primeira cidade que o EIIL, juntamente com combatentes tribais e grupos afins, pôde controlar na terça-feira depois da retirada das forças armadas, dando início a uma ofensiva contra diferentes províncias iraquianas.

Desde então, os rebeldes sunitas alargaram os ataques às províncias de Saladino, Kirkuk e Diyala, onde são travados combates em direção a Bagdade e aos santuários xiitas de Kerbala e Nayaf.

A Organização das Nações Unidas (ONU) assegurou, na sexta-feira, que os combates dos últimos dias já fizeram “centenas de mortos” e mil feridos.

MPT pedirá execução de multas dos metroviários

Estadão Conteúdo

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Paralisação começou na última quinta-feira

O Ministério Público do Trabalho (MPT) vai pedir nesta segunda-feira a execução das multas diárias fixadas pela Justiça do Trabalho no dissídio entre o Metrô e seus funcionários. O valor da penalização pode chegar a R$ 1,3 milhão desde a última quinta-feira, dia 5, quando houve uma primeira decisão – que determinava o funcionamento de 100% dos trens nos horários de pico, sob pena de multa de R$ 100 mil. Esse valor diário passou para R$ 500 mil no domingo, segundo o MPT. A procuradora Egle Resek vai encaminhar o pedido.

Hoje, o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, anunciou a demissão de 60 metroviários e afirmou que podem ocorrer novas demissões: “Cerca de 25% dos funcionários já voltaram a trabalhar. Os outros 75% estão sendo elencados, e se não se manifestarem, serão enquadrados como estando participando de greve ilegal e receberão a demissão por justa causa”, informou Fernandes.
 
Segundo o secretário, os funcionários que não compareceram ao trabalho também serão mandados embora também por justa causa nesta segunda-feira, à tarde. Nesse caso, eles cometeram um falta gravíssima, segundo ele. Então, está sendo preparada uma lista com o nome desse funcionários. O secretário revelou, porém, que alguns já se conscientizaram e já retornam às suas funções.

“Alguns mais prevenidos e vendo essa barbaridade contra a população começam a voltar ao trabalho… De 1.500 funcionarios, 295 já voltaram a trabalhar.  (…) Nós vamos retomando a situação” disse.

Questionado sobre a greve no metrô afetar a mobilidade nesta quinta-feira (12), dia do jogo do jogo de abertura da Copa do Mundo, em Itaquera, o secretário falou que, sim, existe um plano de contingência, mas não acredita que este será colocado em prática.

Assembleia

A assembleia dos metroviários de São Paulo, que definiria se a categoria continua ou não em greve, foi adiada nesta segunda-feira, 09. A reunião estava marcada para as 13h, mas, de acordo com o presidente da Federação Nacional dos Metroviários, Paulo Pasin, a categoria vai aguardar uma negociação que deverá ocorrer às 15h entre o presidente do sindicato, centrais sindicais e o governo do Estado.

O encontro ocorrerá na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/SP), na região central da capital paulista. Estarão presentes representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da União Geral dos Trabalhadores (UGT). Nova assembleia deverá ocorrer após o resultado dessa negociação. “Vamos aguardar o que vem da negociação, que pode inclusive mudar o quadro do que está acontecendo”, declarou Pasin.

Pasin sinalizou ainda que o ponto central para a categoria retornar ao trabalho pode ser a revogação das demissões anunciadas pelo governo estadual. “Evidentemente a nossa pauta de reivindicação é muito importante. Mas hoje, o sentimento da categoria é a reintegração imediata desses funcionários do metrô que o governo anunciou que estaria demitindo”, afirmou.

O sindicalista ainda não tem dados de quantos foram demitidos ou quem são. “Nós pedimos uma lista (dos demitidos), se é que tem. Até agora estamos nos baseando no número falado à imprensa”, disse Pasin. “Eles foram demitidos de maneira abusiva, ilegal, no nosso exercício de direito de greve. A penalidade da greve por abusividade é a multa, mas em hipótese alguma a demissão por qualquer forma”, argumentou.

Questionado se deixaria os 12% de aumento reivindicados, Pasin recuou. “Ninguém vai ficar para trás. Nós vamos continuar as lutas, nossas reivindicações, ao longo do tempo. Mas a reintegração é chave”. O Metrô anunciou nesta manhã que demitiu 61 metroviários que mantiveram a greve pelo quinto dia consecutivo.

Condenado à morte nos EUA pede que sua execução seja gravada

No pedido de 15 páginas, Bucklew pede a gravação com o objetivo de “preservar uma prova crucial” de que o procedimento da injeção letal viola a Constituição

France Presse

17/05/2014 

Washington – Um condenado à morte no Missouri, no oeste dos Estados Unidos, pediu à justiça que sua execução, na próxima quarta-feira, seja filmada para provar o sofrimento causado pela injeção letal.

A execução de Russell Bucklew, prevista para 21 de maio na cidade de Bonne Terre, será a primeira nos Estados Unidos desde a polêmica morte de um condenado em Oklahoma que agonizou durante 43 minutos, no dia 29 de abril.

Bucklew, condenado à pena capital por violentar a ex-namorada e matar a parceira da mulher, afirma no pedido, apresentado nesta sexta, que sofre de tumores vasculares na cabeça e no pescoço, assim como problemas de circulação.

No pedido de 15 páginas, Bucklew pede a gravação com o objetivo de “preservar uma prova crucial” de que o procedimento da injeção letal viola a Constituição, que proíbe penas cruéis.

No dia 8 de maio passado, a Corte Penal de Apelações de Oklahoma decretou a suspensão das execuções – por um período de seis meses – após a agonia de Clayton Lockett, que após receber a injeção letal sobreviveu por 43 minutos.

EUA vão rever políticas de execução de prisioneiros

03/05/2014 

Washington, 03, 03 – O Departamento de Justiça dos Estados Unidos lançou uma revisão das políticas de execução de prisioneiros condenados à morte, após o presidente Barack Obama expressar receios com um caso ocorrido esta semana em Oklahoma. Penas de morte proferidas pela Justiça federal norte-americana são raras e existe uma moratória em vigor desde 2011, apesar de em alguns Estados do país a condenação ser bem mais comum.

“O Departamento de Justiça está atualmente realizando uma revisão do protocolo federal usado pelo Escritório de Prisões e tem uma moratória em vigor sobre as execuções federais enquanto isso”, disse o porta-voz Brian Fallon. “Sob ordem do presidente, o Departamento vai expandir essa revisão para incluir uma pesquisa sobre os protocolos estaduais e políticas relacionadas”, acrescentou.

Durante uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira, Obama disse que os problemas na execução de um prisioneiro em Oklahoma esta semana são “profundamente perturbadores” e que vai discutir com o advogado-geral Eric Holder sobre o caso, além de promover uma análise mais ampla em relação às práticas de pena de morte no país.

Obama defende a pensa de morte e lembrou o crime “hediondo” cometido pelo prisioneiro executado em Oklahoma, mas tem levantado algumas questões sobre o tema, incluindo o viés racial no sistema judiciário, já que muitos condenados são negros.

As autoridades de Oklahoma interromperam o que seria uma dupla execução na última terça-feira, após problemas com o coquetel de remédios injetado em um dos condenados. Segundo o governo estadual, hoje um “problema venoso” e o prisioneiro agonizou por quase 40 minutos até morrer de ataque cardíaco. Normalmente, as execuções com injeção letal são muito mais rápidas e o condenado perde a consciência assim que as drogas são injetadas.
 
Fonte: Dow Jones Newswires.

Condenado à morte agoniza 43 minutos durante execução nos EUA

Clayton Lockett, de 38 anos, condenado à pena capital, morreu de ataque cardíaco mais de 40 minutos depois de receber a injeção

Clayton Lockett, de 38 anos, condenado à pena capital, morreu de ataque cardíaco mais de 40 minutos depois de receber a injeção

REUTERS/Oklahoma Department of Corrections/Handout
RFI

Um preso condenado à morte que recebeu uma injeção letal numa prisão em Oklahoma nesta terça-feira (30) agonizou durante 43 minutos e acabou morrendo de infarto. O motivo seria um problema na administração do medicamento, relançando o debate sobre os métodos utilizados para aplicar a pena capital.

 

Clayton Lockett, condenado pelo estupro e a morte de uma adolescente, sucumbiu a um infarto alguns minutos depois de o médico interromper sua execução por conta de efeitos colaterais. Treze minutos depois depois de receber a injeção letal na prisão de McAlester, ele levantou a cabeça e começou a balbuciar.

Uma testemunha relata que ele se torcia de dor logo depois de receber a injeção. O condenado acabou morrendo mais de 40 minutos depois, de um ataque cardíaco. Segundo um porta-voz da prisão, uma das veias do detento estourou e os medicamentos não surtiram efeito.

Há alguns anos, os laboratórios farmacêuticos europeus decidiram interromper o envio de drogas utilizadas nas execuções. Diante dessa dificuldade, o estado de Oklahoma tem buscado produtos alternativos para aplicar as penas de morte.

Os novos medicamentos estão sendo contestados pelos advogados dos condenados. A suspeita é que eles causem dor e desrespeitem as leis constitucionais contra tratamentos cruéis.

A execução de Clayton Lockett estava suspensa há várias semanas. Seus advogados impetraram um recurso pedindo que os produtos utilizados na injeção letal fossem identificados. A execução de Charles Warner, um outro detento, prevista antes de Clayton Lockett, também foi adiada para daqui a duas semanas. 

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