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Museu da Imagem e do Som apresenta mostra com filmes da Nouvelle Vague

IncompreendidosO Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR) apresenta de 9 a 11 de junho (segunda a quarta-feira), às 19h30, no Auditório Brasílio Itiberê (anexo à Secretaria de Estado da Cultura), a mostra “Obras Primas da Nouvelle Vague”. Serão exibidos três filmes que assinalam a estreia de seus consagrados diretores e a deflagração do movimento cinematográfico conhecido como Nouvelle Vague. O auditório fica na Rua Cruz Machado, 138, no Centro de Curitiba. A entrada é gratuita e a classificação indicativa é de 12 anos.

Além de revolucionar a linguagem cinematográfica, a Nouvelle Vague se notabilizou pelas inovações formais e ousadias estéticas e de conteúdo que tornaram o movimento um dos mais influentes do cinema, dos seus primórdios, no final dos anos 1950, até os dias atuais.

Um dos destaques da mostra é a exibição em Blu-ray da cópia restaurada de “Acossado”, filme de Jean-Luc Godard que impactou o mundo do cinema em sua estreia. François Truffaut iniciou com “Os Incompreendidos”, uma série de filmes autobiográficos, todos protagonizados pelo ator Jean-Pierre Léaud em uma parceria que se estendeu por vinte anos. Em “Hiroshima Mon Amour”, Alain Resnais, que faleceu em março de 2014 em plena atividade, aos 91 anos, introduziu novos conceitos narrativos e um uso inovador da linguagem poética.

Confira a programação completa: 

09/06 – segunda-feira
Hiroshima Mon Amour, de Alain Resnais

10/06 – terça-feira
Os Incompreendidos, de François Truffaut

11/06 – quarta-feira
Acossado, de Jean-Luc Godard

Serviço
Mostra “Obras Primas da Nouvelle Vague”
Data: de 09 a 11/06 de 2014 – às 19h30
Local: Auditório Brasílio Itiberê (anexo à Secretaria de Estado da Cultura)
Rua Cruz Machado, 138 – Centro – Curitiba – PR
Classificação indicativa: 12 anos
Entrada Franca

Hiroshima, mon amour, film complete en français

Fonte: SEEC

Jean-Luc Godard volta à competição oficial em Cannes com filme em 3D

Cena do filma de Jean-Luc Godard- "Adieu aux Langage".

Cena do filma de Jean-Luc Godard- “Adieu aux Langage”.

festival de cannes.fr

Muita expectativa nesta quarta-feira (21), em Cannes. Os participantes do festival mais badalado do mundo vão descobrir o novo filme de Jean-Luc Godard, “Adieu au Langage” que disputa a Palma de Ouro. O outro filme do dia na competição oficial é “The Search”, de Michel Hazanavicius. “O Sal da Terra”, documentário sobre o fotógrafo Sebastião Salgado, exibido ontem, foi ovacionado pelo público e recebeu excelentes críticas. 

Fiel a suas convicções, o franco-suíço Godard, de 83 anos, avisou, como em anos anteriores, que não tem a menor intenção de ir ao Festival defender “Adieu au Langage”, filmado em 3D. Lenda viva do cinema mundial, Godard continua nesse último filme a inovar a linguagem cinematográfica. A sinopse do longa, enviada em forma de poesia por Godard, é uma bela indicação dessa busca:

“O propósito é simples
Uma mulher casada e um homem livre se conhecem 
Amam-se, brigam, batem um ao outro
Um cão erra entre a cidade e o campo
As estações passam
O homem e a mulher voltam a encontrar-se
O cão encontra-se entre eles
O outro está num
E um está no outro
E são três pessoas
O antigo marido manda tudo às urtigas
Começa um segundo filme
O mesmo que o primeiro
E no entanto não o é
Da espécie humana passamos para a metáfora
Acabará com latidos
E gritos de bebê”

Traumas de guerra

O outro filme em competição, “The Search” (“A Busca”, em tradução livre) nesta quarta-feira é do cineasta francês, Michel Hazanavicius, que ficou mundialmente famoso com a comédia muda “O Artista”, que venceu o Oscar. “The Search” mergulha no horror da guerra da Chechênia, no final dos anos 90, e conta o destino de quatro personagens, cujas vidas são transformadas pelo conflito. “The Search” é um remake do filme americano de Fred Zinnermann, de 1948, sobre o traumatismo da guerra.

Sebastião Salgado

O único filme brasileiro que participa de Cannes este ano foi exibido ontem à noite na mostra paralela Um Certo Olhar. O documentário “O Sal da Terra”, de Juliano Salgado e Wim Wenders, que conta os 40 anos de carreira do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, foi ovacionado pelo público e muito bem recebido pela crítica.

“É um filme modesto para valorizar o grande trabalho do fotógrafo”, explicou Wender, 68 anos, antes da projeção.