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EUA autorizam exportação de petróleo condensando após refino leve

WASHINGTON (Reuters) – Autoridades norte-americanas disseram às companhias de energia que elas podem exportar uma variedade de petróleo ultraleve se ele tiver sido minimamente refinado, em um aparente pequeno relaxamento de uma proibição de décadas de exportações de petróleo bruto.

O Escritório de Indústria e Segurança do Departamento de Comércio dos EUA disse à Pioneer Natural Resources, que fazer o petróleo leve, também conhecido como condensado, passar por um estabilizador é processamento suficiente para qualificar o produto como refinado, elegível para exportações sem uma licença.

“O processo de estabilização da planta da Pioneer em Eagle Ford Shale envolve uma unidade de destilação que reduz a pressão do vapor e remove hidrocarbonetos mais leves e voláteis”, disse a Pioneer em um comunicado. Este processo qualifica o petróleo para ser exportado, disse a empresa.

O Wall Street Journal disse anteriormente que o Departamento de Comércio, que tem estado sob crescente pressão para reduzir as restrições em meio à uma retomada da produção doméstica de petróleo, havia dado aprovação à Pioneer e à Enterprise Product Partners por meio de uma regra exclusiva, para exportar o chamado condensado.

Brasil exporta soja para concorrente

10 de maio de 2014| Gazeta do Povo, com agências|José Rocher

Gigantes no cultivo de soja, Brasil e Estados Unidos dominam 80% das exportações globais do grão, mas a relação entre os dois players vai além da concorrência. A demanda aquecida fez com que a produção verde-amarela chegasse ao centro de produção norte-americano. Num momento de entressafra e estoques apertados, os EUA importaram em abril 246 mil toneladas do Brasil, cerca de cinco navios, mostram dados da Secretaria de Comércio Exterior divulgados ontem.

Parte desse volume chega a Indiana, um dos estados que integram o cinturão de produção conhecido como Corn Belt. Uma situação inusitada que explica também as tendências apontadas no relatório do Departamento de Agricultura do país, o Usda, também publicado nesta sexta-feira.

Uma processadora da CGB Enterprises, em Mount Vernon, Indiana, aproveitou um momento de preços equivalentes e comprou cerca de 14 mil toneladas de soja do Brasil, conforme fontes locais. Os grãos foram comprados do Gavilon Group, que pertence à trading japonesa Marubeni. Originalmente seguiriam para a China, mas foram ofertados com desconto para os EUA após um cancelamento chinês.

No relatório de ontem, o primeiro com dados detalhados sobre oferta e demanda global para a temporada 2014/15, o Usda elevou a previsão de importação dos EUA da temporada atual de 1,77 milhão para 2,45 milhões de toneladas.

O Brasil deve ampliar a próxima safra, de 87,5 milhões (2013/14) para 91 milhões de toneladas (2014/15), conforme o documento. Se esse quadro se confirmar, o país terá em 2015 a liderança nas vendas externas pelo terceiro ano consecutivo, enquanto os EUA se sustentarão como maior produtor, com vantagem aberta pela redução no plantio de milho.

Exportação de soja cresce 82% em Mato Grosso do Sul

Campo Grande News|Bruno Chaves

ImagemA exportação de soja em Mato Grosso do Sul cresceu nos três primeiros meses de 2014. De janeiro a março desse ano, o Estado enviou 748,5 mil toneladas do produto para o exterior. A quantidade é 82% maior que a embarcada no mesmo período do ano passado, que foi de 378,4 mil toneladas.

Conforme a gerente econômica da Famasul (Federação de Agricultura e Agropecuária de Mato Grosso do Sul), Adriana Mascarenhas, os valores da exportação do produto também aumentaram.

“Até março desse ano, o envio de soja em grãos somou US$ 313,9 milhões, contra US$ 206 milhões no mesmo período do ano passado”, disse. O aumento é de 98%.

Os números totais da exportação de soja no Brasil também são comemorados. No mesmo período, de janeiro a março, a alta registrada foi de 87,5% em valor e de 101% em volume na comparação 2014/2013.

Previsão pessimista – Mesmo com registro positivo, a Abiove (Associação Brasileira de Óleo Vegetal) aponta que a exportação de soja brasileira, em 2014, deve registrar queda de um milhão de toneladas.

Para a associação, conforme publicou a Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), a redução da comercialização de soja está diretamente ligada ao mercado chinês.

No país asiático, os estoques do produto estão altos. Esse fato, aliado à falta de crédito liberado às empresas e à gripe aviária em algumas províncias da China, tem feito os importadores reduzirem os pedidos do Brasil.

No entanto, essa condição não significa que o Brasil venderá menos soja em grãos em 2014. A redução estimada pela associação é comparada as projeções feitas no início do ano e, ainda sim, tem grandes chances de ser maior que em 2013.

Para Adriana, o mercado externo está aquecido, assim como o interno, que possui alta demanda na transformação de soja em farelo e óleo.

‘ProCastanha’ capacitar agroextrativistas para o manejo sustentável na cadeia produtiva do fruto

‘ProCastanha’ capacitar agroextrativistas para o manejo sustentável na cadeia produtiva do fruto

Foto: Agência de Notícias do Acre

MACAPÁ – O Amapá quer recuperar o “tempo perdido” na produção de castanha-do-brasil na Amazônia. Projeto executado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), o ‘Procastanha’ fomenta desde 2013 a criação de um sistema completo de produção do fruto. O trabalho começa nas técnicas de manejo, inclui o acesso ao crédito de produtores no Estado e segue até o mercado de exportação com uso da “bandeira da sustentabilidade”.

De acordo com a diretora do IEF, Ana Euler, o Amapá está há pelo menos 10 anos “parado” na produção de castanha-do-brasil, sem contar no histórico de exploração que a fruta sofreu na região.“Por mais de um século, a castanha-do-brasil foi fortemente explorada na Amazônia e colhemos consequências até hoje disso. Não conseguimos, por exemplo, fazer um sistema produtivo completo da fruta. Atualmente, quem dita o preço da fruta é o mercado internacional”, afirmou.

Mas onde há verde há esperança. Segundo Ana, o Amapá possui, ao todo, 2 milhões de hectares reservados para a realização do sistema de produção da castanha. Os problemas eram a falta de incentivo e a preocupação com o licenciamento. Para a segunda etapa, o Instituto desenvolve ações de consciência ambiental junto aos castanheiros. A ação ajuda a conseguir licenciamento ambiental e receber o apoio de diversos segmentos de tecnologia e pesquisa a exemplo da Petrobras e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) do Amapá, entre outros.

Foto: Agência de Notícias do Acre

O ‘Procastanha’ já beneficia 320 famílias das comunidades de Água Branca, no município de Laranjal do Jari e da Vila do Maracá, no município de Mazagão. O programa orienta os produtores com técnicas de manejo que vai desde a prevenção às contaminações, coleta e venda para aumentar a renda familiar, além de preservar o meio ambiente. As associações receberão cerca de R$ 260 mil reais em recursos que são oriundos do Fundo de Desenvolvimento Rural (Frap).

Proextrativismo

O Procastanha faz parte do Programa de Desenvolvimento da Produção Extrativista do Amapá (Proextrativismo)  o qual visa tornar as principais cadeias produtivas do Estado, como a castanha, o açaí, a madeira e o cipó-titica. Produtores de madeira terão um incentivo de R$ 3,5 mil. Os que trabalham com açaí e com a castanha-do-brasil serão beneficiados com R$ 1,5 mil. E extrativistas do cipó-titica receberão R$ 1 mil. Os recursos são do Fundo de Desenvolvimento Rural do Amapá.

Exportações de manufaturados à Argentina caem US$ 408 mi

24/04/2014 

São Paulo, 24 – A Argentina foi responsável por 26% da queda das exportações brasileiras de produtos manufaturados no primeiro trimestre. Ao todo, o País exportou US$ 18,2 bilhões no período, US$ 1,56 bilhão a menos que em igual intervalo do ano passado. Dessa diferença, US$ 408 milhões deixaram de ser vendidos para os argentinos.

As exportações de manufaturados para a Argentina nos primeiros três meses de 2014 somaram US$ 3,28 bilhões, ante US$ 3,69 bilhões do ano passado. “Automóveis, autopeças e motores foram responsáveis por 60% da queda”, afirma o diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Abijaodi. Só em automóveis, os embarques caíram 31,5% no período e em autopeças, 19,8%.

Na tentativa de destravar o comércio de carros e peças, representantes dos governos e das montadoras do Brasil e da Argentina se reúnem na próxima semana, em São Paulo, para acertar um mecanismo de financiamento para as importações da Argentina.

Na sexta-feira, 25, o presidente da Associação Nacional dos fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, se reúne com o ministro do Desenvolvimento, Mauro Borges, em Brasília, para detalhar a proposta brasileira a ser apresentada na semana que vem.

Na terça-feira, 22, o encontro de representantes dos dois governos em Buenos Aires para avaliar o tema não foi conclusivo. Pelos cálculos da CNI, a Argentina só tem reservas para cobrir pouco mais de quatro meses de suas importações. As reservas do país são as mais baixas desde o início de 2006.

Restrições

Se for levado em conta o período de 2011 a 2013, o Brasil deixou de exportar US$ 2,2 bilhões em diversos produtos aos argentinos, tendo como base o nível de comércio entre os dois países verificado em 2011, ano em que as exportações brasileiras foram recorde.

Abijaodi ressalta que boa parcela da queda é resultado das medidas de restrição do governo argentino ao produto de origem brasileira. A crise argentina também tem sua parcela de responsabilidade, mas, o que se nota, segundo a CNI, é que a Argentina também está substituindo parte dos produtos brasileiros por mercadorias de outras regiões, especialmente da China.

De 2005 até agora, a participação dos produtos do Brasil nas importações da Argentina caiu 11,6 pontos porcentuais (de 36,4% para 24,8%). Já as compras da China foram ampliadas em 13,1 pontos (de 5,3% para 18,4%). “Por coincidência, o aumento da participação chinesa é quase o que desceu a participação brasileira”, destaca Abijaodi.

A CNI reconhece que os produtos brasileiros têm perdido “dinamismo e competitividade global, se concentrando cada vez mais na Argentina, especialmente nos setores de veículos e autopeças”. Por isso, a entidade defende a intensificação de medidas de apoio ao aumento da competitividade e acordos comerciais com outras regiões.

Venezuela quer ampliar exportação de petróleo à China

Danilo Macedo* – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger

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Em missão pela América Latina, o ministro dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China, Wang Yi, firmou com o governo de Nicolás Maduro o compromisso de aumentar os investimentos no setor de petróleo da Venezuela – um dos maiores produtores mundiais, e caminhar no sentido de se tornar o maior comprador de óleo daquele país. Segundo Maduro, a intenção é vender à China mais de 1 milhão de barris por dia.

No ano passado, os chineses importaram 626 mil barris de petróleo venezuelano por dia, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, que compraram 800 mil barris. Ao contrário das relações diplomáticas tensas entre Caracas e Washington, o governo venezuelano considera a China como um parceiro. Em setembro do ano passado, quando Maduro visitou Pequim pela primeira vez, o governo chinês prometeu investir mais de US$ 20 bilhões em petróleo e cooperação social.

“Vamos juntos numa grande aliança estratégica, civilizacional, humana e além disso procuramos dois objetivos: a multipolaridade e a integração econômica”, disse Maduro ao fim do encontro com Wang Yi, na noite de segunda-feira. Segundo ele, o modelo de cooperação entre os dois países  “demonstrou o sucesso de um novo tipo de relação que se baseie não no saque econômico dos países e na subordinação a condições leoninas”.

Antes da Venezuela, Wang Yi esteve em Cuba, onde começou a missão latino-americana. Hoje, o ministro chinês está na Argentina e à noite se encontra com a presidenta Cristina Kirchner. Na sexta-feira (25), terá encontros de trabalho em Brasília, durante 1ª Sessão do Diálogo Estratégico Global, em nível de chanceleres. Desde 2009, a China é o principal parceiro comercial do Brasil.

*Com informações da Agência Lusa