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Exposição artevida reúne artistas de 25 países

Grande mostra trará cerca de 300 obras a quatro espaços no Rio a partir de 27 de junho

Secretaria da Cultura do Rio de Janeiro

Obra de Anna Bella Geiger, “História do Brasil – Little boys and girls”, em exposição na Casa França-Brasil  (Crédito: Divulgação)

Nest, do austríaco Birgit Jürgenssen, em exposição na Casa França-Brasil
RenaisSense, do alemão Ulay Solingen, estará na Casa França-Brasil
"Habito - Habitantes", obra de Martha Araú;jo que compõem a seção Parque da mostra

 

As 300 obras de artistas nacionais e de outros 25 países que compõem a exposição artevida, que será aberta nesta sexta-feira, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Jardim Botânico, na Casa França-Brasil e na Biblioteca Parque Estadual, no Centro, foram selecionadas pelos curadores Rodrigo Moura e Adriano Pedrosa especialmente para a cidade. Obras de Lygia Clark, Cildo Meireles, Anna Bella Geiger, da cubana Ana Mendieta e da alemã Annegret Soltau compõem a exposição.

“As interpretações da história da arte do hemisfério norte vêm se apropriando da identidade do que é produzido no Brasil, na América Latina e em outras periferias de maneira geral. Na artevida propomos o inverso disso. A exposição examina as relações entre vida e arte do final dos anos 1950 ao início dos anos 1980. A referência é a arte brasileira, e principalmente, a arte a produzida no Rio durante esse período”, explica Moura.

Este viés curatorial dá forma à mostra que, além destes espaços, também estará no Museu de Arte Moderna (MAM). A inauguração no museu, no entanto, acontecerá somente no dia 19 de julho, e complementa a narrativa não linear construída a partir das performances, fotografias e vídeos que representam os temas Corpo, Política, Arquivo e Parque.

A série arquetípica Bichos, escultura em alumínio articulada produzida pela artista Lygia Clark nos anos 1960, é uma das obras que compõem a seção Corpo, na Casa França-Brasil. No espaço, obras de outros 60 artistas, como a Tecelares, de Lygia Pape; e fotografias de Yoko Ono e Ana Mendieta exploram a utilização do autorretrato e expõem a dinâmica da transformação do corpo.

A Biblioteca Parque Estadual (BPE) recebe 400 itens do arquivo de 70 mil documentos do artista e poeta Paulo Bruscky, selecionados com a cocuradoria de Cristiana Tejo. O acervo conta com livros de artista, arte postal, convites de exposições, cartas, carimbos, adesivos, revistas, recortes de jornal, dentre outros objetos. Também faz parte desta seção o Arquivo Graciela Carnevale, membro do Grupo de Arte de Vanguardia de Rosário, na Argentina.

Além do arquivo de Paulo Bruscky, aberto ao público na BPE a partir das 13h, e da seção temática Corpo, que a Casa França-Brasil exibe a partir das 11h, o Parque Lage recebe, a partir das 15h, a individual de Martha Araújo e uma instalação de Tsuruko Yamazaki. Nos jardins da Escola de Artes Visuais do Parque Lage estará a instalação do japonês Tsuruko Yamazaki. Já o palacete abriga a individual de Martha Araújo na seção parque da mostra.

Seção Política terá obra de Hélio Oiticica

A exposição que propõe a inserção da produção das artes plásticas de vanguardas e neovanguardas dos anos 1960 e 1970 brasileiras como ponto de convergência com obras de artistas internacionais se completa no MAM, em 19 julho, com a abertura da seção Política. Uma das obras em destaque é Parangolés, de Hélio Oiticica e também esculturas de Carlos Vergara.

Na ocasião também será lançado um guia ilustrado de 140 páginas, com uma obra e minibiografia de todos os artistas participantes. 

Colaboração de Mariana Moreira

Ex-presidente Lula é homenageado com estátua nos EUA

Busto faz parta exposição do artista chinês Yuan Xikun, em Washington; trata-se do primeiro presidente do Brasil com um busto exposto no país norte-americano

O DIA

Rio – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece entre os 12 líderes das Américas escolhidos para a exposição “A América nos olhos de Yuan Xikun”, do artista chinês Yuan Xikun nos Estados Unidos, com apoio do governo da China. Desde o dia 9 de maio, Lula aparece junto às estátuas de Abraham Lincoln, Simón Bolívar e Gabriel García Márquez, entre outros, no Museu de Arte das Américas, em Washington. A exposição se encerra no dia 1º de agosto.

Estátua de bronze do ex-presidente do Brasil faz parte da exposição “A América nos olhos de Yuan Xikun”, nos EUA;

Foto:  Reprodução

 

As estátuas estão localizadas no jardim do museu, que fica no National Mall, uma área verde próxima à Casa Branca. A exposição foi feita para marcar o 10º aniversário da participação da China na Organização dos Estados Americanos (OEA), que também banca a iniciativa.

Segundo o PT, trata-se do primeiro presidente do Brasil com um busto exposto em Washington. Já o texto de divulgação da exposição afirma é a primeira vez que um artista chinês expõe obras de arte com figuras das Américas. Na abertura, o embaixador chinês disse acreditar que as obras iriam “aprofundar o intercâmbio cultural e artístico entre China e as Américas”.

Maior artista plástico do mundo expõe na Basileia

Davos (1981), óleo. Em 1981 e 1982, Richter fez uma série de paisagens enevoadas de montanhas e icebergs, acompanhamento de uma já iniciada em 1975 que lembra a romântica alemã de Caspar David Friedrich, a quem ele admirava.

Davos (1981), óleo. Em 1981 e 1982, Richter fez uma série de paisagens enevoadas de montanhas e icebergs, acompanhamento de uma já iniciada em 1975 que lembra a romântica alemã de Caspar David Friedrich, a quem ele admirava. (Fondation Beyeler/Stefan T. Edlis Collection)

Por Michèle Laird, swissinfo.ch 
27. Maio 2014 

Mais uma exposição de Gerhard Richter vê o dia, mas essa, proposta pela Fundação Beyeler, é diferente. O curador Hans Ulrich Obrist realça a esquizofrenia artística que pode ter sido a chave do sucesso de um artista reverenciado no mundo inteiro.

Poucos artistas contemporâneos conseguem alcançar a fama, e os preços, do artista alemão de 82 anos. Richter quebra constantemente o recorde de preços para um artista vivo nos leilões e acumula o maior número de exposições ao longo da vida.
 
Richter passeava pela exposição Beyeler com um olhar distanciado. Quando o diretor da fundação, Sam Keller, anunciou: “Gerhard Richter é o artista mais influente do nosso tempo”, o artista permaneceu educadamente distante.
 
Hans Ulrich Obrist conhece Richter há 27 anos. O curador da exposição explicou como conseguiu convencer o artista a vir à Basiléia, propondo mostrar temas que ainda não haviam sido explorados.
 
Obrist disse para swissinfo.ch que curadoria é sempre uma questão de diálogo. Depois de “longas, longas horas de discussão”, Richter e ele chegaram à ideia de ilustrar como os ciclos, as séries e uma consciência dos espaços atravessam a obra do artista.

Um artista desconfortável com a fama: Gênio tímido

 
 
27 Maio, 2014

(SRF 10 vor 10, swissinfo.ch)

O paradoxo Richter

Quando um artista explora tantas técnicas e expressões, como Richter fez durante mais de 50 anos, ele acaba se confundindo. Ele pode até parecer inconsequente. Afinal, é um artista que construiu sua reputação com foto-pinturas, monocromos e borrões, o que não seria exatamente o que se poderia considerar a grande arte.
 
A reconstrução das séries que caracterizaram a obra de Richter e sua apresentação em conjunto nas paredes arejadas do prédio projetado por Renzo Piano formam uma exposição extraordinária.
 
Sam Keller explica porque considera a exposição na Beyeler a mais bela já apresentada pela fundação: “A exposição é tocada pela mão do artista. É uma das maiores obras de arte que Richter já fez”.

4900 Colors

4900 Colors
(Michèle Laird)

 

Uma exposição obra de arte

Cada sala da exposição conta uma história diferente.
 
A galeria principal desafia a gravidade com uma escultura maciça de vidro intitulada 12 Panes (Row) 2013 sobreposta entre seis gaiolas monumentais chamadas Cage (2006). Diante delas, seis quadros abstratos vermelhos, Rhombus(1998), feitos para uma capela de Renzo Piano que nunca foi construída. A impressão é que a peça inteira está flutuando para o jardim. A preocupação de Richter com a relação da arte com o espaço não poderia ser melhor ilustrada.
 
Mas o verdadeiro toque de magia que se destaca na exposição são as pequenas pinturas figurativas que quebram a série, pelas quais Richter seja talvez mais conhecido. Obrist as chama contrapontos, emprestando o termo da música, que desempenha um grande papel na inspiração de Richter.

FUNDAÇÃO BEYELER

O maior artista ainda vivo

A obra de Gerhard Richter é diversa em temas e estilos. A exposição na Fundação Beyeler é a maior já vista na Suíça dedicada ao artista alemão.  […]

 

Dissolução

“Todas as coisas de qualidade tem uma atemporalidade”, disse Richter, em uma entrevista por ocasião de sua exposição de 2011 na Tate. “Pinturas mostram o que não está lá”.
 
As manchas marcantes e os contornos fora de foco indicam um sentido de urgência, como se Richter tentasse dissolver o tempo.
 
Sua mais recente incursão na arte digital impressa (Strip, 2013) trata o mesmo princípio de dissolução. Obrist explica como as cores Pantone dos anteriores1024 Colors (1973) foram digitalmente esticadas.
 
Junto com as esplêndidas 4900 Colors (2007), que enchem a sala inteira, estes trabalhos colocam a questão do estado da arte quando não é fabricada inteiramente pelo artista. “E, no entanto, ele não tem uma fábrica como Warhol e só é ajudado por dois assistentes e um gerente de estúdio”, garante Obrist.

Lixo

Para um artista no auge da fama, Richter é excepcionalmente incisivo com a arte contemporânea. “A arte é um processo de transformação”, disse na conferência de imprensa, acrescentando mais tarde: “70% do que é feito é lixo”.
 
Já não há critérios para julgar obras-primas, explicou. Os cânones do passado, o que permitia julgar a qualidade de uma obra de arte, como no caso da Mona Lisa, desapareceram.
 
A crítica que faz também pode ser aplicada a sua obra, já que seria difícil identificar qualquer uma das pinturas na exposição como obras-primas, além das obras figurativas emblemáticas pelais quais ficou famoso, e adorado, como Betty (1988), Reader (1994) eElla (2007).
 
A obra também não parece ter uma mensagem subjacente, porque mesmo o seu período “Exército Vermelho” veio 11 anos após que os comunistas aterrorizaram a Alemanha e nunca foi seguido por outras manifestações políticas.
 
Em vez disso, seus ensaios, alguns diriam mesmo sua esquizofrenia, garantiram seu lugar no panteão dos heróis de arte. Talvez isso seja o que os novos cânones se tornaram, a capacidade de um artista de ser um espelho do seu tempo, abraçando infinitamente o potencial das novas técnicas.

Adaptação: Fernando Hirschy

Correio aéreo francês está em exposição no Museu do Café

Da Redação de A Triibuna

Museu do Café

Uma viagem pela história da aviação mundial. Este é o tema da exposição Memória da Aéropostale que está no Museu do Café, em Santos.

Realizada pela Associação Memória da Aéropostale no Brasil (Amab) e o Raide Latécoère, com o apoio da Prefeitura de Santos e do museu, a mostra permite descobrir e revisitar a história de um dos mais belos capítulos da aviação mundial: a da companhia francesa de correio aéreo, conhecida tanto como Latécoère quanto como Aéropostale. Por fotos, textos e documentos locais, o visitante terá a oportunidade de conhecer mais detalhes dessa história que une a França e o Brasil.

Criada por Pierre-Georges Latécoère em 1918, na cidade de Toulouse, na França, a empresa de correio aéreo desafiava todas as condições da época e fazia com que os pilotos atravessassem as montanhas da França, o Deserto do Saara e as florestas da América do Sul para entregar correspondências. Uma aventura era a travessia do Oceano Atlântico, em 1930.

Também em Santos

Somente no Brasil, a companhia tinha 11 escalas, de norte a sul: Santos, Natal (RN), Recife (PE), Maceió (AL), Caravelas (BA), Vitória (ES), Rio de Janeiro, Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS) e Pelotas (RS), além da base de hidroaviões em Fernando de Noronha (PE).

A empresa transportava amostras de café em Santos. O terreno para aviação se situava em Praia Grande, onde ainda há vestígios do antigo campo de pouso.
A mostra pode ser visitada até o dia 7 de junho. O Museu do Café fica na Rua XV de Novembro, 95, no Centro de Santos.

O olhar visionário de Peter Ludwig no CCBB

Exposição traz uma das mais importantes coleções particulares de arte do mundo ao Rio

Secretartia da Cultura do Rio de Janeiro

Grande punho de ferro, de Anselm Kiefer

Não há consenso sobre o tamanho do acervo reunido por Peter Ludwig(1925-1996), colecionador alemão: estima-se que são 20 mil peças, mas há quem diga que chegam a 50 mil. Ludwig começou a se dedicar à sua coleção de arte nos anos 1950 e passou por épocas em que adquiria ao menos uma obra por dia, formando um dos mais importantes acervos particulares do mundo. Parte de sua coleção chega ao Rio de Janeiro nesta quarta, dia 7, na exposição Visões de Ludwig, que integra a programação de 25 anos do Centro Cultural Banco do Brasil.

Considerado um dos maiores mecenas de seu país, Ludwig reuniu de peças pré-colombianas a arte contemporânea, passando pelo expressionismo. Sua coleção está distribuída em 12 Museus Ludwig e em instituições do mundo inteiro.

O colecionador se destaca por ter reconhecido pioneiramente a pop art norteamericana, adquirindo obras de ícones da pop art como Andy Warhol (Retrato de Peter Ludwig, 1980), Roy Lichtenstein (Ruinas, 1965), Tom Wesselmann (Desenho em aço com frutas, flores e Monica, 1986), Claes Oldenburg (Banana-splits e sorvetes em degustação, 1964), Jeff Koons (Querubins, 1991), etc., que integram a exposição.

A mostra reúne 64 obras. Além dos expoentes da pop art, podem ser conferidos trabalhos hiperrealistas de Robert Bechtle, Ralph Goings e Gerhard Richter, o neoexpressionismo de Georg Baselitz, Markus Lüpertz e Anselm Kiefer, nomes contemporâneos como o russo Vladimir Yankilevsky e o grego Pavlos, e a tela Cabeças Grandes, uma das centenas de Picassos que Ludwig adquiriu.

“Ao centrar na Coleção Ludwig, a exposição joga luz na figura do colecionador como um agente que intervém na produção cultural, ressaltando assim a sua importância. Pioneiro e com um olhar sempre atento à produção contemporânea, Peter Ludwig foi o primeiro colecionador alemão a visualizar o potencial da pop art e ficou famoso por comprar trabalhos de Roy Lichtenstein e Jasper Johns, que atualmente alcançam valores expressivos por conta da sua relevância artística”, explica Joseph Kiblitsky, que divide a curadoria com Evgenia Petrova. Ambos são representantes do Museu Ludwig no Museu Estatal Russo de São Petersburgo, fonte da exposição brasileira.

A também curadora Ania Rodríguez destaca que a exposição permite um passeio pela “maioria dos movimentos estéticos que marcaram o século 20”. “Por meio dos trabalhos expostos, os visitantes poderão mapear as coordenadas geográficas das viagens que o colecionador fazia por várias partes do mundo em busca de obras de arte, bem como refletir sobre os contextos estéticos que em muitas ocasiões marcaram suas épocas dentro da história da arte”, acrescenta.

A exposição abre as comemorações dos 25 anos do CCBB: “Para comemorar esse aniversário, preparamos uma programação especial, com grandes exposições, entre elas esse importante recorte da mundialmente conhecida Coleção Ludwig. A mostra reúne obras preciosas de diversas escolas e estilos, proporcionando uma experiência sensorial única. Não é sempre que podemos direcionar nosso olhar para uma obra de Picasso e logo ao lado deparar-se com um Basquiat e em seguida apreciar o neoexpressionismo alemão de Kiefer e mestres da Pop Art como Warhol e Lichtenstein”, diz Sueli Voltarelli, gerente de comunicação do CCBB.

Confira detalhes e a lista completa das obras expostas em Programação Cultural.

Colaboração de Renata Saavedra

Açougue vende “carne humana” em Londres

DIÁRIO DA MANHÃ|DANIELLY SODRÉ

O que você faria se encontrasse um açougue que vendesse carne humana? Seria algo repugnante não é mesmo? Esse açougue existe e fica em Londres. Calma! Por mais que seja muito assustador, a carne exposta era suína e bovina, sendo apenas sua forma desenhada de carne humana. E ficou perfeita! A “bizarrice” se deu para o lançamento do game Resident Evil 6 para Xbox 360 e PlayStation 3, de acordo com o site “Picky Gluton”, especializado em restaurante de Londres.

Foto:Divulgação

Foto:Divulgação

Os membros, torsos e outras miudezas (incluindo pênis) foram criados pela artista Sharon Baker. Durante 2 dias, as pessoas pessoas que passavam em frente ao Smithfield Meat Market de Londres poderiam experimentar um sanduíche de “língua de homem”.

Os recursos adquiridos com as vendas dos produtos serão revertidos para uma associação de mutilados.

Foto:Divulgação

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noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio