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Vídeo: Atlético de Madrid arrasa Chelsea e está na final da Champions

por João Ruela, Diáriod e Notícias

 
Tiago esteve na origem da reviravolta do Atlético em Londres
Tiago esteve na origem da reviravolta do Atlético em LondresFotografia © Reuters

Pela primeira vez, a final da Liga dos Campeões será disputada entre equipas da mesma cidade. Atlético junta-se ao Real Madrid após um categórico triunfo (3-1) em Londres, afastando Mourinho de Lisboa.

O troféu da Liga dos Campeões 2013/14 vai para Madrid. Só falta saber para que clube, após o Atlético de Madrid ter eliminado o Chelsea, nesta quarta-feira, com um triunfo por 3-1, em Stamford Bridge, juntando-se ao Real Madrid na final de 24 de maio, que será disputada em Lisboa, no Estádio da Luz, com a garantia de que haverá pelo menos um português a erguer o troféu.

Após o Real Madrid ter derrotado o Bayern Munique com um agregado de 5-0, levando Cristiano Ronaldo, Pepe e Coentrão à final, Mourinho não se conseguiu juntar aos seus ex-pupilos. À imagem de Ronaldo, o técnico procurava a terceira final da carreira, após ter sido campeão europeu por FC Porto (2004) e Inter de Milão (2010), mas o Chelsea foi incapaz de se superiorizar à armada de Diego Simeone, capitaneada por Tiago.

O médio português, na semana em que completa 33 anos, esteve em mais um capítulo na época de sonho do Atlético de Madrid, que vai à final da Liga dos Campeões 40 anos depois (perdeu a final da então denominada Taça dos Campeões Europeus, em 1974, frente ao Bayern) e está a duas vitórias de se sagrar campeão espanhol, 18 anos depois.

Pela primeira vez, a final da Champions terá como cartaz um dérbi. O Chelsea até chegou a estar na rota de Lisboa, quando Fernando Torres inaugurou o marcador (36′), mas em cima do intervalo Adrián López, após uma jogada iniciada por Tiago, repôs a igualdade no ativo e deu vantagem ao Atlético na eliminatória. José Mourinho arriscou no início da segunda parte, mas aposta em Eto’o não poderia ter corrido pior.

O camaronês cometeu o penálti que Diego Costa, aos 61 minutos, se encarregou de converter em golo, chegando aos 36 remates certeiros na época 2013/14. Só Prude, em 1940-41 (40 golos), e Baltazar, em 1989-89 (42), fizeram mais golos numa só época pelos colchoneros. O “golpe final” saiu dos pés de Arda Turan, aos 72 minutos, para desalento de José Mourinho, que perdeu nas meias-finais da Liga dos Campeões pela quarta época consecutiva.

Assista aos melhores momentos:

Real goleia Bayern e vai à final da Liga dos Campeões

Estadão Conteúdo

O Real Madrid não tomou conhecimento do Bayern de Munique nesta terça-feira e despachou o atual campeão com o expressivo placar de 4 a 0, na Allianz Arena. Mesmo jogando na casa do rival, do técnico Josep Guardiola, o time espanhol fez valer seu mortal contra-ataque, em detrimento ao toque de bola dos alemães, e garantiu seu lugar na grande final da Liga dos Campeões. No placar geral, fechou o confronto por 5 a 0.

Agora o time espanhol aguarda pelo confronto entre Chelsea e Atlético de Madrid, nesta quarta-feira, no estádio do time londrino, em Stamford Bridge. O jogo de ida terminou sem gols. A grande decisão da Liga dos Campeões está marcada para o dia 24 de maio, em Lisboa.

Com três gols em apenas 18 minutos, o Real encerrou nesta terça um jejum de 12 anos sem jogar uma final do torneio europeu, após cair nas três semifinais anteriores. De quebra, encerrou o domínio recente do Bayern, que sonhava com a terceira decisão consecutiva – a quarta das últimas cinco edições.

A grande vitória ainda devolveu a eliminação na semifinal de 2012, quando o Bayern levara a melhor pela quarta vez sobre o Real nesta fase da competição. Até então, os espanhóis só haviam batido o rival alemão na semifinal em 2000. O Real também reduziu a desvantagem no retrospecto geral na competição, contando agora com nove vitórias, contra 11, em 22 partidas disputadas contra o Bayern desde 1976.

Não bastassem esses números, o Real comemorou o feito individual de Cristiano Ronaldo. O atacante marcou seu 15º e o 16º gol, novo recorde em uma edição da Liga dos Campeões. Ele deixou para trás o rival Lionel Messi e o brasileiro Mazzola, ambos com 14 gols.
 

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O time espanhol despachou o atual campeão com o expressivo placar de 4 a 0, na Allianz Arena

O JOGO

Apesar da pressão da torcida alemã e do grande aproveitamento do Bayern em casa, o Real Madrid não se abalou no início da partida e adiantou sua marcação para dificultar a principal arma dos anfitriões: a intensa troca de passes.

Em desvantagem depois de perder a ida por 1 a 0, o Bayern se mostrou mais preocupado com o ataque, e a posse de bola, do que com a defesa. Imprudente, quase levou o primeiro gol aos 8 minutos, em finalização de Gareth Bale.

Melhor em campo, o Real fez valer a superioridade no placar aos 15 minutos. Após cobrança de escanteio, Sérgio Ramos cabeceou sem dificuldade para as redes e silenciou a Allianz Arena. Foram necessários apenas quatro minutos para o visitante repetir a dose em jogada quase idêntica.

Modric cobrou falta na área e o mesmo Sérgio Ramos, sem qualquer marcação, mandou de cabeça para o gol: 2 a 0. Depois dos gols em bola parada, foi a vez do Real lembrar seu incrível poder ofensivo em contra-ataque. E, aos 33, Bale disparou pela intermediária e deu passe para Cristiano Ronaldo, também sem marcação, bater por baixo das pernas do goleiro Neuer.

Os gols abalaram os jogadores do Bayern, o que deixou a partida ainda mais tensa. Pequenos desentendimentos aumentaram dentro de campo e o árbitro precisava intervir com frequência. O clima só esfriou no intervalo.

Sem esconder o desânimo diante da inesperada desvantagem, o Bayern foi para o ataque no segundo tempo. Finalizou mais, permaneceu a maior parte do tempo cercando a área do Real. Mas não conseguia diminuir o placar por causa da eficiente defesa espanhola.

Nem as entradas de Götze, Javi Martínez e Pizarro, nas vagas de Ribéry, Mandzukic e Thomaz Müller, na metade da etapa, mudou o jogo para o Bayern. O time da casa seguia limitado no ataque. Valorizava demais a posse e finalizava pouco.

Mais cauteloso, o Real fechava os espaços na intermediária para minimizar o efeito da posse de bola do rival e fazia intervenções eficientes na defesa. Na parte final, o técnico Carlo Ancelotti deu chances ao jovem Isco e ao brasileiro Casemiro, que entrou em campo aos 38 minutos, na vaga de Di María, mas não teve pouco tempo para mostrar serviço.

Mas o volante pôde assistir ao quarto gol dos espanhóis em Munique. Em cobrança de falta despretensiosa, Cristiano Ronaldo bateu rasteiro e viu a barreira abrir e sabotar Neuer. A bola morreu no canto direito do goleiro, selando a goleada dos visitantes, aos 44 minutos.

Com a eliminação, o Bayern perdeu a chance de repetir a tão almejada tríplice coroa, obtida na temporada passada. Dono do título alemão, o time ainda pode faturar o troféu da Copa da Alemanha em maio.

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