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BCs terão de focar mais em estabilidade, diz Lagarde

Estadão Conteúdo

Os bancos centrais podem ter que considerar com mais ênfase a estabilidade financeira, além de seus deveres usuais com a inflação, afirmou hoje a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde.

“Precisamos continuar a buscar bases prudenciais melhores para o setor financeiro, para não sobrecarregar a política monetária”, afirmou, em conferência em Portugal. “Mas, quando as políticas macroprudenciais não são suficientes, a política monetária terá um papel maior do que no passado para manter a estabilidade financeira.”

Lagarde reconheceu que um foco maior na estabilidade financeira pode representar um desafio para a independência dos bancos centrais, dada a natureza ambígua sobre como definir essas questões. Uma resposta seria manter o foco na inflação baixa e ao mesmo tempo considerar medidas como separar instituições de política monetária e de garantia da estabilidade financeira.

A dirigente também pressionou bancos centrais ao redor do mundo para manterem a cooperação, mesmo após o fim da crise. “Conforme a crise nos ensinou, em tempos difíceis, os ganhos potenciais com a cooperação podem ser enormes”, afirmou.

O discurso de Lagarde abriu uma conferência de dois dias patrocinada pelo Banco Central Europeu (BCE). O FMI tem pressionado o BCE nas últimas semanas para avaliar medidas mais agressivas de política monetária para combater os riscos da inflação muito baixa.

Após três anos de austeridade, Portugal entra em nova fase

Após três anos de uma política de austeridade que levou os portugueses às ruas, o governo agora promete trabalhar pela recuperação econômica do país.

Após três anos de uma política de austeridade que levou os portugueses às ruas, o governo agora promete trabalhar pela recuperação econômica do país. (AFP PHOTO/ PATRICIA DE MELO MOREIRA|RFI)

Os portugueses encerram neste sábado (17) uma contagem regressiva que já dura três anos: Portugal vai se tornar o segundo país, depois da Irlanda, a deixar oficialmente o programa de assistência financeira internacional. Mas este sábado marca também o início de uma fase de retorno aos mercados financeiros, onde o crescimento econômico será decisivo.

 

Adriana Niemeyer, correspondente da RFI em Lisboa

Após estes três anos de recessão, desemprego, cortes salariais e aumentos de impostos, quase todos os principais indicadores macroeconômicos melhoraram, mas não tanto como a troika (grupo que reúne o FMI, o Banco Central Europeu e a União Europeia) previa inicialmente. A grande exceção é a dívida pública, que não parou de subir.

Em 2010, antes da troika entrar em Portugal, ela representava 94% do PIB. Hoje o seu peso é superior a 130%, mais do dobro dos 60% fixados no Tratado de Maastricht para os países da zona do euro. A esperança é que ela comece a cair no próximo ano.

Nesta sexta-feira (16) foi divulgado que a economia portuguesa cresceu somente 0,7% no primeiro trimestre deste ano, ficando também bem abaixo das previsões.

Recuperação é a nova palavra de ordem

O vice-primeiro ministro da coalizão do governo, Paulo Porta, afirmou que se antes do dia 17 de maio a palavra mais falada era “corte”, no pós-troika ela passará a ser “recuperação” – um discurso de claro tom eleitoral pouco antes das eleições europeias do próximo dia 25.

Maior força da oposição, os socialistas defendem que este não deve ser um momento de celebração, mas sim de reflexão profunda e séria sobre o estado em que o país se encontra, com uma classe média empobrecida, jovens obrigados a emigrar, desemprego e fim dos serviços essenciais para a população no interior do país.

Em uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros neste sábado, autorizada pela Comissão Nacional de Eleições, o primeiro-ministro Passos Coelho quer aproveitar o momento em que os holofotes estarão voltados para o país a fim de anunciar “um plano estratégico de crescimento a médio prazo”. O objetivo é passar uma mensagem positiva aos mercados internacionais, que a partir de agora substituem a troika para pressionar e fiscalizar o andamento da economia portuguesa.

Crise na Ucrânia gera recessão na Rússia, segundo FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta quarta-feira que a Rússia entrou em recessão.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta quarta-feira que a Rússia entrou em recessão.

Reuters
RFI

O FMI (Fundo Monetário Internacional) anunciou nesta quarta-feira (30) que a economia russa entrou em recessão, afetada pelas sanções internacionais impostas pelos EUA e a União Europeia, em represália à sua intervenção na Ucrânia.

 

As medidas contra o país tiveram um impacto negativo e desencorajaram os investidores, segundo o representante do Fundo, Antonio Spilimbergo. O FMI considera que um país entra em recessão depois de dois trimestres de crescimento econômico negativo. A economia da Rússia registrou uma contração no primeiro trimestre de 2014 e sofrerá no segundo trimestre, de acordo com o Fundo.

O PIB do país contraiu 1,1% no primeiro trimestre, segundo estatísticas oficiais publicadas na quarta-feira. A previsão dos economistas é uma contração de 3% da economia do país durante todo o ano. Antes da anexação da Crimeia pela Rússa em março, o Banco Mundial já havia sinalizado uma ameaça de recessão, com uma queda no crescimento do país estimada em 1,8%.

A estimativa do FMI é que o PIB (Produto Interno Bruto) da Rússia apresente um crescimento de apenas 0,2%, bem menor do que a previsão anterior, de 1,3%. De acordo com o representante do Fundo, “a situação difícil e incerta, com a possibilidade de novas sanções, influenciam negativamente nos investimentos”.

A fuga de capitais, estimada neste ano em 100 bilhões de dólares também prejudica a Rússia, avalia Spilimbergo. A economia ucraniana ainda está sofrendo os efeitos da crise política entre pró-russos e nacionalistas que toma conta do país desde o final de 2013.

Moeda sul-coreana está até 8% subvalorizada, diz FMI

18/04/2014 

São Paulo, 18/04/2014 – O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou nesta sexta-feira seu relatório anual sobre a Coreia do Sul, no qual afirma que a moeda local, o won, pode estar até 8% subvalorizado e que as autoridades locais não devem intervir nos mercados de câmbio. Segundo o FMI, uma prova de que o won está subvalorizado é o grande superávit em conta corrente sul-coreano.

Em resposta ao Fundo, a Coreia do Sul disse que só intervém nos mercados de câmbio para suavizar a volatilidade e negou que o won esteja em um nível inferior ao que seria seu verdadeiro valor de mercado. O país afirma que a avaliação do FMI é “subjetiva”. Segundo as autoridades sul-coreanas, o grande superávit em conta corrente é explicado parcialmente pelo custo menor das importações de petróleo e a demanda doméstica fraca, e não por um salto nas exportações, que seriam favorecidas pelo câmbio desvalorizado.

O won já subiu quase 2% ante o dólar este ano e está próximo das máximas em seis anos. Mesmo assim, o FMI afirma que as reservas internacionais da Coreia do Sul já são grandes e que não é preciso ampliá-las.

No relatório anual o FMI também afirma que a economia da Coreia do Sul deve continuar se fortalecendo este ano, embora os riscos para essa previsão sejam de baixa. Os principais fatores que podem atrapalhar essa recuperação seriam uma forte desaceleração nos maiores parceiros comerciais do país e níveis severos de estresse nos mercados financeiros globais.

O FMI estima que a economia sul-coreana deve crescer 3,7% este ano e 3,8% em 2015, após a expansão de 2,8% em 2013. A inflação deve ficar em 2,5% em 2014 e 3,0% no próximo ano. O superávit em conta corrente deve atingir US$ 65,3 bilhões este ano e US$ 65,5 bilhões no próximo. (Álvaro Campos – alvaro.campos@estadao.com, com informações da Dow Jones)

 

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