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Senado dos EUA aprova US$ 225 milhões para escudo antimísseis israelense

Ópera Mundi (*) | São Paulo – 01/08/2014 

Pedido agora será discutido na Câmara, onde também deve ser facilmente aprovado

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (01/08) por unanimidade que o Pentágono repasse recursos suplementares no valor de US$ 225 milhões para o financiamento do escudo antimísseis de Israel conhecido como “Domo de Ferro”.

Israel e Hamas começaram há quase um mês uma nova troca de ataques entre a Faixa de Gaza e Tel Aviv, que já levaram à morte de 1.500 palestinos e cerca de cem israelenses.

“Estamos com os israelenses, porque se não têm o ‘Domo de Ferro’ não podem se defender”, argumentou o senador republicano e ex-candidato à presidência do país, John McCain.

Agência Efe

Israel receberá nova leva de investimentos norte-americanos para compra de armamentos

Os conservadores exigiam o financiamento “limpo”, sem nenhum outro fundo suplementar.

“(Israel) está ficando sem mísseis para o ‘Domo de Ferro’ para se proteger. Estamos com eles. Aqui estão os mísseis”, disse, após a votação, o republicano pela Carolina do Sul, Lindsey Graham.

Agora o texto passará para a Câmara dos Representantes onde também deve ser aprovada facilmente.

Os Estados Unidos permaneceram do lado israelense durante o conflito, cuja mais recente tentativa de cessar-fogo fracassou apenas duas horas depois de ser pactuada. A comunidade internacional, com o Brasil incluído, por sua vez, tem repudiado cada vez mais as ações de Tel Aviv, que atacou inclusive escolas sob controle das Nações Unidas, que cuidavam de refugiados palestinos.

O Pentágono já anunciou na quarta-feira que tinha recebido um pedido de Israel através de um sistema de emergência para a compra de mais munição, e que ele tinha sido aceito. 

Intelectuais e movimentos protestam contra ataques de Israel à Palestina

Reprodução

Manifesto e abaixo assinado pedem que governos rompam as relações comerciais com Israel

01/08/2014

Da redação de Brasil de Fato

Um grupo de escritores, professores e artistas do mundo todo lançaram no último dia 31 um abaixo assinado exigindo de Israel o fim do que eles chamam de “massacre em Gaza”.

O comunicado diz que “o mundo não pode assistir em silêncio ao extermínio do povo palestino” e defende que os governantes rompam relações comerciais com Israel, “tal como foi feito com a África do Sul” do apartheid.

Você pode assinar o pedido aqui

No último dia 28, mais de 80 organizações elaboraram um manifesto solicitando que o Brasil rompa as relações comerciais com Israel, inclusive com o fim do acordo de livre comércio do país com o Mercosul, como forma de sanção pelos ataques à Faixa de Gaza, que já deixou mais de mil e quatrocentos mortos.

Os signatários do documento reforçam que apesar da condenação do ataque por autoridades brasileiras, o país ainda permanece como quarto maior importador de tecnologia militar de Israel, em um mercado que já ultrapassa as cifras de US$ 1 bilhão.

EUA chamam de barbárie violação do cessar-fogo pelo Hamas

Trégua de 72 horas não durou nem duas horas

Trégua de 72 horas não durou nem duas horas<br /><b>Crédito: </b> Hazem Bader / AFP / CP
Trégua de 72 horas não durou nem duas horas
Crédito: Hazem Bader / AFP / CP

Os Estados Unidos acusaram nesta sexta o Hamas de cometer uma barbárie ao romper a trégua na Faixa de Gaza. “Os israelenses indicaram esta manhã que o cessar-fogo foi violado e que os militantes do Hamas utilizaram a trégua humanitária para atacar soldados israelenses e tomar um refém. Isso é uma violação bárbara do acordo de cessar-fogo”, declarou o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, à cadeia CNN.

“Trata-se de uma ação escandalosa e olhamos para o resto do mundo para que se unam a nós para condená-la”, afirmou, por sua parte, o assessor adjunto de segurança nacional da Casa Branca, Tony Blinken, à televisão MSNBC.

Acordo de cessar-fogo de 72 horas

A trégua de 72 horas acertada por Israel e o grupo Hamas na Faixa de Gaza durante a madrugada desta sexta-feira entrou em vigor já condenada ao fracasso, depois da morte de 27 palestinos, de dois soldados israelenses e a retomada dos combates. Além disso, mais de 150 pessoas ficaram feridas pelos disparos de Israel perto da cidade de Rafah, sul do território, onde os serviços médicos não conseguem entrar para tratar das vítimas.A trégua de três dias acertada entre Israel e o Hamas teoricamente entrou em vigor às 8h da manhã local (2h de Brasília).

O governo israelense não tardou em acusar o movimento islamita palestino e seus aliados de violação flagrante do cessar-fogo. O Hamas também atribuiu a ruptura da trégua ao Estado hebreu. “A ocupação (Israel) violou o cessar-fogo. A Resistência palestina agiu em nome de seu direito a se defender (e) para colocar fim ao massacre de nosso povo”, declarou em um comunicado o porta-voz do Hamas, Fawzi Barhum.

Trégua natimorta

Duas horas depois da entrada em vigor do cessar-fogo, as sirenes voltaram a soar em Israel para avisar de um disparo de míssil perto de Rafah, e a artilharia israelense respondeu prontamente, evidenciando a crescente volatilidade da situação. Ao anunciar a trégua, o secretário de Estado americano John Kerry advertiu que o exército israelense continuaria realizando suas operações de retaguarda. O Hamas assegurou, por sua parte, que responderia a qualquer ataque israelense.

Segundo Kerry, o cessar-fogo era “fundamental para permitir aos civis inocentes um alívio muito necessário em meio à violência”. “Durante este período, os civis na Faixa de Gaza receberão ajuda humanitária de emergência e terão a oportunidade de realizar funções vitais, como enterrar os mortos, cuidar dos feridos e se reabastecer de alimentos”, explicou. “Os reparos necessários nas infraestruturas de abastecimento de água e energia também poderão ser realizados neste período de trégua”.

O secretário de Estado destacou que realizava o anúncio do cessar-fogo conjuntamente com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também envolvido na busca de uma solução para o conflito. “Não há qualquer garantia de que alcançarão um acordo duradouro”, admitiu Kerry, no entanto.

População de Gaza sem ilusões

A trégua foi precedida de duas horas de intensos bombardeios israelense e disparos de foguetes palestinos. O exército israelense anunciou a morte de cinco soldados durante a noite. Na zona de Khan Yunes (sul), 14 palestinos morreram, segundo serviços de emergência. “Desde o início da guerra, os israelenses disparam mísseis contra nosso bairro”, queixa-se Abdelgadir, de 43 anos. “Vejam o que aconteceu com nossas casas. Não resta nada! Não temos água, nem luz, nem paz. Apesar de tudo, vamos continuar aqui”, assegurou.

A trégua foi acertada depois que o Conselho de Segurança das Nações Unidas pediu um “cessar-fogo imediato e sem condições que leve a uma paralisação duradoura do conflito, com base na proposta egípcia” de mediação. Durante a reunião do Conselho, o chefe da Agência da ONU para a Ajuda aos Refugiados Palestinos (UNRWA), Pierre Kr¤henbühl, disse que a população na Faixa de Gaza está no limite. Segundo Kr¤henbühl, que não conseguiu segurar as lágrimas durante sua declaração, as condições de vida nos abrigos superpopulosos da ONU, que reúnem cerca de 220 mil pessoas, “são cada vez mais precárias”, em uma situação sanitária deplorável e de riscos de epidemias.

A diretora de Operações Humanitárias da ONU, Valerie Amos, lembrou “a obrigação absoluta” dos beligerantes de proteger ao máximo os civis e os trabalhadores humanitários. “A realidade em Gaza hoje é que nenhum lugar é seguro”, lamentou, lembrando que 103 instalações da ONU haviam sido alvo de ataques desde o início do conflito.

O bombardeio, na quarta-feira, de uma escola da UNRWA no campo de refugiados de Jabaliya (norte da Faixa de Gaza), uma das 83 escolas da ONU usadas para abrigar os civis que fogem dos combates, foi energicamente condenado pelas Nações Unidas e por diversas capitais, incluindo Washington. A Casa Branca disse ter poucas dúvidas de que o Exército israelense tenha sido o autor do ataque e voltou a pedir ao Estado hebreu que “faça mais” para proteger os civis.

Apesar da pressão internacional, Netanyahu alertou na quinta que o Exército “vai terminar o trabalho” visando à destruição da capacidade militar do Hamas na Faixa de Gaza. “Estamos determinados em concluir” a destruição dos túneis do Hamas “com ou sem cessar-fogo”, afirmou Netanyahu no 24º dia de uma nova guerra devastadora, após o anúncio da mobilização de 16.000 reservistas adicionais – elevando o total para 86.000 mobilizados – e do fornecimento de munições americanas.
Fonte: AFP

América Latina endurece posição contra operação de Israel em Gaza

Durante a 46ª cúpula do Mercosul, os presidentes dos países do bloco expressaram sua posição contra os ataques de Israel à população palestina e exigiram um cessar-fogo na Faixa de Gaza.

Durante a 46ª cúpula do Mercosul, os presidentes dos países do bloco expressaram sua posição contra os ataques de Israel à população palestina e exigiram um cessar-fogo na Faixa de Gaza.

Roberto Stuckert Filho/PR
RFI

Enquanto os Estados Unidos continuam vendendo munições ao exército israelense e autoridades europeias tentam relativizar a sangrenta operação Limite Protetor com inócuos pedidos de cessar-fogo em Gaza, países da América Latina figuram como os maiores críticos do governo de Israel até o momento. Hoje (31), a Bolívia foi além dos protestos e incluiu Israel na lista de “estados terroristas”.

 

A Bolívia, que rompeu suas relações diplomáticas com Israel em 2009, após a violenta operação “Chumbo Fundido”, já havia feito um pedido à ONU para que abrisse um processo contra Tel Aviv de crime contra humanidade, logo nos primeiros dias da atual ofensiva. Ontem, o presidente boliviano, Evo Morales, declarou que incluiu Israel na lista de “países terroristas”.

“Israel não é um Estado que garante os princípios de respeito à vida e os direitos básicos para a coexistência pacífica e harmoniosa na comunidade internacional”, afirmou Morales. “Nós declaramos Israel como um Estado terrorista”, ratificou.

Outros países reagiram à continuidade das violências contra os civis em Gaza nos últimos dias. O Chile classificou as operações militares israelenses como uma “agressão coletiva contra a população” da região. Já o Peru diz estar profundamente decepcionado com a violação dos vários cessar-fogos dos últimos dias e a continuidade da operação militar de Israel em Gaza.

Na terça-feira (29), durante uma reunião privada da 46ª cúpula do Mercosul, na Venezuela, os integrantes do bloco divulgaram um comunicado contra os ataques à população palestina e exigiram um cessar-fogo. Além do presidente venezuelano Nicolás Maduro, assinaram a declaração os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, do Brasil, Dilma Rousseff, do Uruguai, José Mujica, do Paraguai, Horacio Cartes, e da Bolívia, Evo Morales.

Brasil critica Israel

Na semana passada, o governo brasileiro condenou  “energicamente” o uso desproporcional da força de Israel na Faixa de Gaza, “do qual resultou elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças”. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil também reiterou seu chamado a um imediato a uma trégua. Além disso, Brasília convocou seu embaixador em Tel Aviv para consultas.

O porta-voz do governo de Israel, Yigal Palmor, ironizou a posição brasileira. “Desproporcional é perder uma partida de futebol por 7 a 1”, disse, em entrevista ao Jornal Nacional. Já em declaração ao The Jerusalem Post, Palmor, afirmou que a convocação do embaixador brasileiro em Israel “era uma demonstração lamentável de como o Brasil, um gigante econômico e cultural, continua a ser um anão diplomático”.

As declarações do governo israelense contra o Brasil não intimidaram outros países da América Latina, como Equador, Chile, Peru e El Salvador que convocaram igualmente seus embaixadores em Tel Aviv para consultas.

Desde o início da operação

A reação dos países latinos não é tardia. Desde o começo da ofensiva israelense contra o movimento islâmico Hamas em Gaza, vários países do continente americano já haviam se posicionado contra o governo de Israel. Uma semana após o início dos ataques, o ministério mexicano das Relações Exteriores pediu a proteção dos palestinos e condenou o uso da força e a operação militar.

Há três semanas, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, classificou a ofensiva de “guerra de exterminação” contra o povo palestino. Já em Cuba as autoridades pediram que “a comunidade internacional exija que Israel cesse a escalada de violência”. Ambos os países também romperam as relações com Tel Aviv em 2009.

Logo nos primeiros dias da operação Limite Protetor, o ministério das Relações Exteriores do Uruguai condenou a “resposta desproporcional” dos israelenses aos tiros lançados pelos palestinos. Em meados de julho, o Equador “condenou com energia todos os atos de violência” na região e pediu “o fim imediato das hostilidades”.

Bombardeio mata oito crianças palestinas que brincavam num parquinho em Gaza

Criança palestina, vítima do ataque israelense contra uma escola da ONU em Gaza, espera por atendimento no hospital.

Criança palestina, vítima do ataque israelense contra uma escola da ONU em Gaza, espera por atendimento no hospital.

REUTERS/Finbarr O’Reilly/Files

Dez palestinos, incluindo oito crianças, morreram nesta segunda-feira (28) em um bombardeio ao campo de refugiados de Al Chati, na cidade de Gaza. As crianças teriam sido atingidas quando brincavam no parquinho do campo, na beira da praia. Quatro civis israelenses morreram, por sua vez, devido à explosão de um morteiro lançado de Gaza. O artefato caiu perto da fronteira, na região de Eshkol, no sul de Israel.

 

O bombardeio ao campo de refufiados de Al Chati deixou 40 feridos. Os corpos das crianças e de dois adultos foram levados para o hospital de Chifa, o maior do enclave palestino, que também foi alvo de uma explosão. Apenas um muro do estabelecimento foi danificado. O Exército de Israel acusa o Hamas pelos dois incidentes. Um comunicado militar afirma que eles foram provocados por “foguetes mal direcionados pelos terroristas de Gaza”.

Durante a madrugada e o período da manhã, os bombardeios diminuíram de ambos os lados, dando a impressão que havia uma trégua não-declarada entre os beligerantes. Porém, à tarde, os disparos recomeçaram.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que a declaração do Conselho de Segurança da ONU exigindo um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza “não atende às exigências de segurança de Israel, principalmente no que diz respeito à desmilitarização” do território palestino.

Netanyahu conversou por telefone com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, e lamentou que o texto do Conselho não faça alusão “aos ataques contra a população civil israelense nem ao uso dos palestinos como escudos humanos pelo Hamas”.

Ban Ki-Moon pede “humanidade” aos dirigentes

Ban Ki-Moon reiterou o apelo para que Israel e o Hamas ponham um fim ao conflito em Gaza, insistindo na necessidade de ambas as partes “honrarem” os pedidos de cessar-fogo da comunidade internacional. “Em nome da humanidade, a violência tem de parar”, disse o secretário-geral da ONU.

Ontem, reunidos emergencialmente em Nova York, os 15 países do Conselho de Segurança da ONU pediram que Israel e o Hamas aplicassem uma trégua humanitária durante e depois da festa muçulmana do Eid al-Fitr, que marca, nesta segunda-feira, o fim do jejum do Ramadã. O Conselho pediu assistência humanitária à população de Gaza, com o aumento das contribuições ao escritório da ONU para os refugiados palestinos.

Palestinos de Jerusalém pedem fim da ofensiva

Cerca de 45 mil palestinos se reuniram na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel, para manifestar neste último dia do Ramadã um fervoroso apoio aos moradores de Gaza.

Muitos participantes usavam camisetas com frases de solidariedade aos vizinhos, como “estamos com vocês nesta festa do Eid al-Fitr” e “daremos nosso sangue por Gaza”. Outros vestiam camisetas de apoio ao braço armado do Hamas, as Brigadas Ezzedine al-Qassam, com dizeres do tipo “sequestrem mais soldados israelenses”.

A polícia israelense se manteve à distância dos manifestantes.

Israel admite ter bombardeado escola em Gaza

Exército disse que apenas respondeu a um ataque, mas que um se tiro se perdeu a atingiu local

Região de Beit Hanoum sofreu um grande ataque israelense / Marco Longari / AFPRegião de Beit Hanoum sofreu um grande ataque israelenseMarco Longari / AFP

O Exército de Israel admitiu neste domingo ter disparado um morteiro contra uma escola da ONU na Faixa de Gaza, onde 15 refugiados morreram na quinta-feira, mas afirmou que não havia pessoas no local no momento do impacto.

Segundo o porta-voz do Exército Peter Lerner, que apresentou as conclusões de uma investigação interna, militantes palestinos dispararam tiros de morteiro e foguetes antitanque contra as tropas israelenses a partir dos arredores da escola da ONU em Beit Hanoun, no norte da Faixa de Gaza.

O Exército hebreu respondeu ao ataque palestino com disparos de morteiro, e “apenas um perdido atingiu o pátio da escola”, que naquele momento estava “completamente vazia”.

“Rejeitamos as afirmações de vários responsáveis, realizadas logo após o incidente, de que a morte de pessoas no perímetro da escola foi causada por uma atividade operacional do Exército israelense”.

Um fotógrafo da AFP esteve na escola em questão, onde observou poças de sangue. Os serviços de emergência palestinos informaram que 15 pessoas morreram e 200 ficaram feridas no local.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, confirmou na ocasião a morte de várias pessoas, incluindo “mulheres e crianças”.

Segundo Lerner, uma possibilidade é que a escola tenha sido utilizada como local de primeiros socorros para pessoas feridas durante os combates.

Ao menos 76 corpos retirados de escombros em Gaza

Trégua permitiu envio de água, alimentos e medicamentos à população

Trégua permitiu envio de água, alimentos e medicamentos à população<br /><b>Crédito: </b> Gil Cohen-Magen / AFP / CP
Trégua permitiu envio de água, alimentos e medicamentos à população 
Crédito: Gil Cohen-Magen / AFP / CP

Ao menos 76 corpos foram encontrados neste sábado entre os escombros na Faixa de Gaza, segundo um balanço divulgado por equipes de resgate palestinas cinco horas após a entrada em vigor de uma curta trégua humanitária. Os restos mortais foram transferidos a diferentes necrotérios e hospitais, acrescentou a fonte.

Um funcionário israelense citado pelo jornal Haaretz revelou que o cessar-fogo deve permitir o envio de água, alimentos e medicamentos à população na Faixa de Gaza, onde as organizações internacionais poderão entregar ajuda humanitária.

Trégua

O secretário americano de Estado, John Kerry, obteve um cessar-fogo humanitário de doze horas neste sábado na Faixa
de Gaza, após o fracasso em estabelecer uma trégua estável nos combates entre Israel e o movimento radical islâmico Hamas. O Exército israelense e o Hamas confirmaram um cessar-fogo humanitário a partir das 8h local (2h Brasília) na Faixa de Gaza, por um período de 12 horas.

“Israel concordou com um cessar-fogo a partir das 7h de sábado” (01h Horário de Brasília), declarou uma autoridade americana, que acompanha o secretário de Estado John Kerry. O chefe da diplomacia americana deixou nesta sexta o Cairo sem ter conseguido um acordo para um cessar-fogo mais longo entre Israel e o Hamas. 

Um dirigente do movimento islâmico palestino Hamas disse nesta sexta-feira à agência de notícias AFP que seu grupo observará um cessar-fogo de 12 horas a partir da manhã deste sábado na Faixa de Gaza. A fonte pediu para não ser identificada.

Balanço

Desde o início do conflito, no dia 8 de julho, a ofensiva israelense causou a morte de quase 850 palestinos, incluindo cerca de 200 crianças, enquanto Israel perdeu 36 soldados. Três civis também morreram em Israel atingidos por foguetes disparados a partir da Faixa de Gaza.

Fonte: AFP

Israel rejeita plano de trégua em Gaza, diz mídia local

Secretário de Estado norte-americano John Kerry pedia uma trégua temporária, paran realização de conversações indiretas sobre o alívio do bloqueio a Faixa de Gaza

Meios de comunicação israelenses disseram que o gabinete de segurança do país rejeitou por unanimidade uma proposta dos Estados Unidos para uma pausa temporária nos combates entre Israel e Hamas. 

A proposta apresentada pelo secretário de Estado norte-americano John Kerry pedia uma trégua temporária, durante a qual Israel e o Hamas realizariam conversações indiretas sobre o alívio do bloqueio a Faixa de Gaza. O Hamas exige que as passagens de fronteira com o território costeiro sejam abertos. 

A televisão israelense informou que na noite desta sexta-feira o gabinete de segurança de Israel, que agrupa os principais Ministérios relacionados a questões de segurança, rejeitou a proposta principalmente porque ela significaria que Israel teria de interromper seus atuais esforços para destruir os túneis do Hamas, que ligam Gaza ao território israelense. 

O governo de Israel não havia se pronunciado oficialmente sobre o assunto. Fonte: Associated Press.

Fonte: Agência Estado

Brasil rebate críticas de Israel

São Paulo (AE) – O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, rebateu ontem as declarações do porta-voz da Chancelaria de Israel, que teria chamado o Brasil de “anão diplomático” ao criticar a decisão do País de chamar para consultas seu embaixador em Tel-Aviv por causa da ofensiva militar israelense contra a Faixa de Gaza. Em evento em São Paulo, o ministro também rebateu nota da Chancelaria israelense que afirmou que a decisão brasileira ignorava o direito de Israel de se defender.

Figueiredo contesta reação de Israel à posição brasileira

Figueiredo contesta reação de Israel à posição brasileira

“Somos um dos 11 países do mundo que têm relações diplomáticas com todos os membros da ONU e temos um histórico de cooperação pela paz e de ação pela paz internacional. Se há algum anão diplomático, o Brasil não é um deles”, disse o ministro, citado pela agência Reuters. “Não contestamos o direito de Israel de se defender, jamais contestamos isso. O que contestamos é a desproporcionalidade das coisas”, acrescentou.

De acordo com a agência de notícias palestina Ma’an News, 116 palestinos foram mortos por ataques israelenses em Gaza ontem, elevando a 797 o número de mortos desde o início da ofensiva militar; no mesmo período, 31 soldados israelenses foram mortos por foguetes disparados desde Gaza.

Mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores israelense havia reagido às críticas feitas pelo Brasil à postura de Israel no conflito com os palestinos na Faixa de Gaza. As autoridades israelenses chamaram o País de “anão diplomático”. “Essa é uma demonstração lamentável de por que o Brasil, um gigante econômico e cultural, continua sendo um anão diplomático”, disse o porta-voz Yigal Palmor nesta quinta-feira, 24, de acordo com o jornal The Jerusalem Post.

Na quarta-feira, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou uma nota afirmando que o País considera “inaceitável” o conflito e chamou para consultas o embaixador brasileiro em Tel-Aviv, Henrique Sardinha. “Condenamos energicamente o uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza, do qual resultou elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças”, dizia a nota da chancelaria brasileira.

Disparos israelenses contra escola da ONU em Gaza deixa nove mortos

Corpos foram levados ao necrotério do hospital de Jabaliya, perto de Beit Hanoun

Duas crianças seguram cartazes perto do escritório das Nações Unidas em Beirute<br /><b>Crédito: </b> Joseph Eid / AFP / CP
Duas crianças seguram cartazes perto do escritório das Nações Unidas em Beirute 
Crédito: Joseph Eid / AFP / CP

Nove palestinos, sendo uma criança de um ano, morreram nesta quinta-feira em uma escola da ONU em Beit Hanoun, norte da Faixa de Gaza, onde vários palestinos estavam refugiados, segundo contagem de um fotógrafo da AFP.

Os corpos foram levados ao necrotério do hospital de Jabaliya, perto de Beit Hanoun. O porta-voz da agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA), Chris Gunness, confirmou em seu Twitter que há “um certo número de mortos e feridos” no local.

Fonte: AFP