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Em convenção nacional, PTB declara apoio a Aécio Neves

Agência Brasil

O PTB confirmou nesta sexta-feira, durante a Convenção Nacional da legenda em Salvador, o apoio a candidatura do tucano Aécio Neves (MG) à Presidência da República. Depois de integrar a base do governo da presidenta Dilma Rousseff nos últimos três anos, a Executiva Nacional do partido informou no último sábado (21), por meio de nota, que a “decisão atende ao clamor da maioria da bancada federal e de estados, onde os conflitos locais entre PTB e PT ficaram insustentáveis, como, por exemplo, Distrito Federal, Roraima, Piauí e Rio de Janeiro”.

“Temos convicção de que Aécio reúne as condições para a retomada do crescimento econômico, seja na garantia da manutenção das conquistas sociais hoje incorporadas à vida nacional”, diz a nota.

A decisão, no entanto, não teve consenso. Diferentemente do posicionamento nacional, o senador pernambucano Armando Monteiro, que é candidato ao governo do estado, defendeu o apoio à candidatura de Dilma. Durante o encontro, apoiadores da aliança  Pernambuco vai Mais Longe, que vai reunir no estado PTB, PT, PDT, PSC, PRB e PTdoB, protestaram. Liderados por Armando Monteiro, o diretório do partido em Pernambuco aprovou uma moção defendendo o nome de Dilma Rousseff.

Em Alagoas, o senador Fernando Collor lidera a defesa pelo apoio à Dilma. Collor tem destacado os investimentos feitos no estado como justificativa para sua posição. Para o senador, por ter baixos indicadores sociais, Alagoas não pode se isolar do governo federal.

Na entrada do encontro na capital baiana, várias pessoas fizeram fila para tirar fotos ao lado de um grande cartaz com a imagem do presidente licenciado do PTB Roberto Jefferson (RJ). A foto trazia a seguinte frase: “Estou com vocês de coração”. Jefferson é um dos condenados na Ação Penal 470, o mensalão,  e cumpre prisão no Rio de Janeiro. Segundo o presidente nacional do partido, Benito Gama, Jefferson é uma personalidade “muito querida” no partido.

Por que o partido de Roberto Jefferson defeccionou?

Corrio do Brasil|Antonio Lassance|Brasília

Dirigentes do PTB atribuem a reviravolta de sua posição na disputa presidencial ao lado obscuro da política, ou seja, o financiamento privado de campanha

De todos os partidos aliados à reeleição de Dilma, até agora, a única defecção foi o PTB.

Ao declarar apoio a Aécio Neves, o PTB provocou uma reviravolta surpreendente em sua posição, considerando-se que compõe o governo desde a presidência Lula.

A decisão, já antecipada pelo presidente do Partido, Benito Gama, será referendada no próximo dia 27, na convenção nacional que o partidorealizará em Salvador-BA.

Alguns dirigentes do próprio partido atribuíram a guinada ao “lado obscuro” da política, o que significa dizer acordos em torno de algumas candidaturas nos estados e que envolveriam, claro, generosos acertos para o financiamento privado de campanha – aquele assunto que o ministro do STF, Gilmar Mendes, teima em dizer que pode ficar para depois.

O PTB tem várias disputas regionais com outros partidos aliados e, também, algumas rusgas profundas em relação a questões firmadas pelos governos de Lula e Dilma.

Em Roraima, o senador Mozarildo Cavalcanti nunca perdoou a decisão do Governo Lula favorável à demarcação da reserva indígena de Raposa Serra do Sol. Dilma, por sua vez, vetou o projeto de Mozarildo que regulamentava a criação novos de municípios.

No DF, as desavenças maiores foram com o Senador Gim Argelo, que recentemente teve sua indicação ao TCU frustrada por denúncias de lavagem de dinheiro.

Gim, que está com Aécio e não abre, articula-se aos opositores do governador petista do DF, Agnelo Queiroz. Depois de ter sido defenestrado na indicação ao TCU, o plano de Gim é concorrer à reeleição ao Senado com o apoio dos ex-governadores Joaquim Roriz e José Roberto Arruda (pivô do mensalão do DEM).

Há suposições de que o próprio ex-presidente do partido, Roberto Jeferson, embora preso, tenha sido consultado e mandado seu recado ao PTB, em meio a visitas feitas por sua filha.

O PT considerava que a relação com o PTB estava acertada principalmente pelo apoio à candidatura do senador petebista Armando Monteiro ao governo do Estado de Pernambuco. Enganou-se.

A decisão do PTB nacional deve rachar o partido ao meio, nos estados. Não será o único. Em várias unidades da federação, a briga entre Dilma e Aécio provocará estragos difíceis de serem depois plenamente remendados.

Os velhos partidos tendem a chegar em 2015 em frangalhos, tomados pela autofagia e com mais uma penca de denúncias relacionadas ao financiamento privado de campanha.

Enquanto isso, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, anuncia que entrará com uma representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o juiz Marlon Reis, autor do livro “O Nobre Deputado”.

Reis, que encabeça o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, criou um personagem “fictício”, um deputado, que revela a prática costumeira de compra de votos e de financiamentos espúrios em campanhas eleitorais para o Congresso.

Esqueceu-se de reproduzir a famosa frase: “esta é uma obra de ficção”.  Possivelmente, porque não seja mesmo.

Antonio Lassance, é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e professor de Ciência Política.

PTB rompe aliança com Dilma e anuncia apoio ao adversário Aécio Neves

A decisão pegou as lideranças petistas de surpresa. Há o temor de que decisão estimule outros partidos insatisfeitos

Grasielle Casta|João Valadaresro e Paulo de Tarso Lyra| Correio Braziliense

21/06/2014 

No dia em que oficializa a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição, o PT enfrenta a fragilização de suas alianças com o anúncio de ruptura do PTB. O partido que daria 1 minuto e 15 segundos de tempo nas campanhas de rádio e TV já informou aos dirigentes do PT que deixará a legenda e apoiará o senador Aécio Neves (PSDB-MG). A decisão pegou as lideranças petistas de surpresa. O governador da Bahia, Jaques Wagner, disse que conversou há 15 dias com o presidente do PTB, Benito Gama, e ele havia confirmado que a parceria estava firme.

O temor dos petistas é que a decisão do PTB estimule outros insatisfeitos como o PP, PR e PSD a desistir da aliança. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse hoje que espera que o partido ratifique o apoio a Dilma. “Mas a convenção é soberana. Espero que a aliança se mantenha, mas não sou eu quem decide”, afirmou. Na avaliação do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, a composição da chapa da presidente não corre risco. “As alianças estão sólidas. Vamos esperar a convenção para a consolidação. O jogo só começa com o horário eleitoral”, disse.

O PTB reclama da dificuldade de montar os palanques regionais e do tratamento que é dado aos parlamentares do partido. O senador Gim Argello (DF) que seria indicado ao Tribunal de Contas da União acabou escanteado pelo governo. Com o fim da parceria, a legenda ficou com uma situação delicada para tratar em Pernambuco, onde o senador Armando Monteiro concorre ao governo na chapa do PT.

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