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Professores em greve continuam na Câmara Municipal de Goiânia

Professores em greve continuam na Câmara Municipal de Goiânia

13/06/2014 

Servidores municipais da Educação continuam ocupando a Câmara Municipal de Goiânia (GO), contrariando decisão judicial da 2ª Vara da Fazenda Pública Municipal e de Registros Públicos da capital goiana. Nessa quinta-feira (12), o juiz Fabiano Abel de Aragão Fernandes acatou o pedido de reintegração de posse ajuizado pela Câmara, determinando que os ocupantes deixem o prédio público imediatamente. O magistrado autorizou o uso da força policial, se necessário.

O prédio, por determinação do presidente da Câmara, Clécio Alves (PMDB), está sem energia e sem água desde quinta-feira. Para contornar a falta de condições de trabalho, o ponto facultativo dessa quinta-feira – decretado em função da abertura da Copa do Mundo de Futebol – foi estendido para esta sexta-feira (13). A guarda municipal reforçou a segurança no local.

Ligados ao Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia (Simsed), os servidores ocuparam o plenário da Câmara na última terça-feira (10). Na quinta-feira, o grupo assumiu o controle do acesso ao prédio, mas, na parte externa, a guarda municipal está autorizada a impedir a entrada de mais manifestantes.

Em greve desde o último dia 26, a categoria cobra que a prefeitura cumpra o acordo firmado em 2013, também para terminar com a uma greve. Entre as principais reivindicações da categoria estão: pagamento dos retroativos do piso salarial e das titularidades, melhorias na infraestrutura das escolas públicas de Goiânia, reelaboração do plano de carreira, efetivação do auxílio locomoção e gratificação de 30% (retroativa a janeiro deste ano) para os auxiliares.

Em nota, os ocupantes da Câmara informam que só deixarão o prédio após o prefeito Paulo Garcia aceitar recebê-los e reabrir os canais de negociação. Uma assembleia dos trabalhadores está agendada para as 8h da próxima segunda-feira (16). A prefeitura de Goiânia disse que comentará o caso na tarde de hoje.

Agência Brasil

Publicação: 13/06/2014 13:14 Atualização:

Servidores municipais da Educação continuam ocupando a Câmara Municipal de Goiânia (GO), contrariando decisão judicial da 2ª Vara da Fazenda Pública Municipal e de Registros Públicos da capital goiana. Nessa quinta-feira (12), o juiz Fabiano Abel de Aragão Fernandes acatou o pedido de reintegração de posse ajuizado pela Câmara, determinando que os ocupantes deixem o prédio público imediatamente. O magistrado autorizou o uso da força policial, se necessário.

O prédio, por determinação do presidente da Câmara, Clécio Alves (PMDB), está sem energia e sem água desde quinta-feira. Para contornar a falta de condições de trabalho, o ponto facultativo dessa quinta-feira – decretado em função da abertura da Copa do Mundo de Futebol – foi estendido para esta sexta-feira (13). A guarda municipal reforçou a segurança no local.

Ligados ao Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia (Simsed), os servidores ocuparam o plenário da Câmara na última terça-feira (10). Na quinta-feira, o grupo assumiu o controle do acesso ao prédio, mas, na parte externa, a guarda municipal está autorizada a impedir a entrada de mais manifestantes.

Em greve desde o último dia 26, a categoria cobra que a prefeitura cumpra o acordo firmado em 2013, também para terminar com a uma greve. Entre as principais reivindicações da categoria estão: pagamento dos retroativos do piso salarial e das titularidades, melhorias na infraestrutura das escolas públicas de Goiânia, reelaboração do plano de carreira, efetivação do auxílio locomoção e gratificação de 30% (retroativa a janeiro deste ano) para os auxiliares.

Em nota, os ocupantes da Câmara informam que só deixarão o prédio após o prefeito Paulo Garcia aceitar recebê-los e reabrir os canais de negociação. Uma assembleia dos trabalhadores está agendada para as 8h da próxima segunda-feira (16). A prefeitura de Goiânia disse que comentará o caso na tarde de hoje.

Apoio aos professores divide opinião de pais de alunos

Responsáveis entendem luta de docentes por direitos, mas temem que greve prejudique conteúdo

O DIA|FELIPE FREIRE

Rio – Até as 12h45 desta segunda-feira, a rotina do pequeno Renan, de 9 anos, parecia normal. Após brincar pela manhã, o menino almoçou, tomou banho e vestiu o uniforme do colégio. Mas ao chegar à Escola Municipal Senador Corrêa, em Laranjeiras, um cartaz colado ao portão informava sobre o primeiro dia de greve unificada no estado. A cena se repetiu em várias outras unidades municipais e estaduais.

Em meio ao início da nova paralisação, pais de alunos estão entre o apoio ao movimento e o temor pela perda de conteúdo, já que o tempo útil para reposição é considerado pequeno diante dos recessos escolares previstos na Copa do Mundo.

Escola Municipal Senador Corrêa, em Laranjeiras, colocou lista no portão principal com nomes dos professores que aderiram à greve. Pais e alunos consultam para saber se entram na unidade ou se voltam para casa

Foto:  Alessandro Costa / Agência O Dia

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) garante que a adesão, apesar de preliminar, girou em torno de 30% e 60% nas redes. No entanto, a Secretaria Municipal de Educação contabilizou apenas 157 faltosos num universo de 42.570 professores. Já a estadual disse que dos 75 mil educadores, somente 269 não trabalharam.

Nas escolas que O DIA percorreu, alunos relataram a falta de vários educadores. Na Senador Corrêa, por exemplo, pelo menos seis professores dos turnos da manhã e da tarde não compareceram à unidade. A relação foi exposta no portão para consulta dos pais.

“Já teremos o recesso da Copa, e agora essa paralisação. O governo deveria olhar com mais carinho para os professores, pois a causa é justa e eles merecem. Quem não pode ficar nessa situação são os alunos”, alegou a pedagoga Sueli Eurides, 43.

A auxiliar de dentista Nathane Ribeiro, 24, não teve a mesma sorte. “Minha filha terá de ficar no meu trabalho até que a avó possa buscá-la”. 

Para não ser pega de surpresa, a cabeleireira Viviane Lima, 32, preferiu ir mais cedo à escola para se certificar da presença da professora. “Já sabia que teria greve. Ainda bem que vai ter aula. Só assim posso trabalhar em paz”, disse. 

O Sepe só divulgará um balanço oficial após o conselho deliberativo de amanhã, quando um cálculo geral será feito. Os sindicalistas garantem que o movimento tende a crescer. “Fomos de escola em escola para conversar com professores da base não sindicalizados para explicar o movimento. A greve não é do Sepe, mas da categoria”, informou o coordenador geral da Regional I, Haroldo Teixeira.

Só um aluno na aula de Educação Física no Estácio

O professor Clóvis Gomes, que não aderiu à greve, arranjou um jeito de dar sua aula de Educação Física, na Escola Municipal Reverendo Martin Luther King, no Estácio, da qual só um aluno apareceu no horário. Ele juntou estudantes de diferentes séries.

“Eu vim, mas os alunos não vieram, achando que todos os professores faltariam. Greve é sempre furada. Em 42 anos de magistério, perdi a confiança na categoria”, explicou Gomes o motivo por que foi um dos poucos que não faltaram na unidade.

A mãe do estudante Gabriel da Silva, 12 anos, que está sem dois professores na classe do 6º ano, criticou o movimento.

“Eles têm o direito de reivindicar, tem muita coisa errada, mas não podem prejudicar os alunos. Tenho sorte que minha mãe está em casa e pode cuidar dele, mas fico imaginando as mães que não têm essa ajuda”, disse a empregada doméstica Rosângela da Silva, 41.

Rosângela da Silva e o filho Gabriel: apoio mas sem prejuízo a aluno

Foto:  Severino Silva / Agência O Dia

Ela também afirmou que as aulas dos dois meses perdidos na greve do ano passado não foram compensadas. A aluna Jeane Pereira, de 15 anos, afirmou que três professores anunciaram na semana passada que não iriam mais dar aula no 8º ano, até que fosse firmado acordo com a prefeitura. “Nosso dia é cortado, a gente assiste a um tempo e depois não tem mais aula. Muitos preferem nem vir mais”, disse Jeane.

Sindicato alega que acordos não foram cumpridos

A decisão para a greve unificada foi tomada durante assembleia quarta-feira. De acordo com o Sepe, a paralisação ocorre em razão “da intransigência do Executivo em não receber o sindicato para negociar os pontos da campanha salarial e de valorização da categoria.” Os ofícios foram encaminhados ao governador, Luiz Fernando Pezão, e ao prefeito, Eduardo Paes.

A alegação dos grevistas é que os governos do estado e do município, até agora, não atenderam às reivindicações da categoria e nem cumpriram os compromissos firmados, que determinaram o fim das greves nas redes, no ano passado.

Entre as principais reivindicações estão o plano de carreira unificado; reajuste linear de 20% com paridade para os aposentados; fim da terceirização; eleição direta para diretores; e convocação imediata dos aprovados no concurso para professor de 40 horas da rede municipal do Rio. 

Ontem à noite, o Sepe foi notificado pelo Supremo Tribunal Federal para comparecer às reuniões de hoje com representantes do estado e município. No entanto, por nota, o sindicato reafirmou o não comparecimento. 

Secretarias: movimento inoportuno

Por nota, a Secretaria de Estado de Educação lamentou a decisão do Sepe. Para a Seeduc, a greve é inoportuna, já que os sindicatos estão em negociação com a secretaria. Ainda segundo as explicações, neste ano, o secretário Wilson Risolia recebeu representantes da União dos Professores Públicos do Estado (Uppes) e do Sepe que compõem o Grupo de Trabalho, formado a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF), para dar continuidade aos debates das principais reivindicações.

Sobre o aumento salarial, a secretaria justificou que o estado paga R$ 16,90 pela hora-aula. Valor maior do que a hora-aula em São Paulo (R$ 15,80); Espírito Santo (R$ 9,80); e Minas Gerais (R$ 11,80). 

A secretaria municipal informou, por nota, que a audiência de hoje com o STF é para esclarecer que os cronogramas e compromissos assinados após o acordo com o sindicato, dia 22 de outubro, vêm sendo seguidos. Em cumprimento aos acordos, a prefeitura alega que enviou à Câmara dos Vereadores o Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações, que foi aprovado de imediato e garantiu um reajuste de 15,3% para os professores – implementado em 1º de outubro.

 

Além do Rio, São Gonçalo está em greve desde o dia 25 de março e Duque de Caxias parou na semana passada. A paralisação de Niterói foi por 48 horas quarta e quinta-feiras passadas. Mas os professores do município não descartam aderir ao novo movimento.