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Massa polar avança, e temperatura cai em São Paulo

A frente fria que está avançando pela costa do Sudeste está acompanhada por uma massa polar de moderada a forte intensidades. Os ventos frios e úmidos deste sistema já começam a chegar ao leste paulista nesta quinta-feira. Segundo a Climatempo, a temperatura cai bastante ao longo do dia e a sensação já será de frio durante a noite. Há previsão de chuva fraca a moderada ao longo do dia. Confira a previsão do tempo para todo País:

Sudeste

Frente fria avança pelo Sudeste. Muitas nuvens e chuva a qualquer hora em SP, no RJ e no centro-sul de MG e do ES. No RJ pode chover forte. No leste e sul de SP a temperatura cai e chove fraco a moderado. Tempo aberto no norte de MG.

Sul

O vento que sopra do mar ainda mantém muitas nuvens em grande parte da Região. Chove fraco no centro-leste e norte do PR e leste de SC. No centro-oeste do RS o sol brilha forte e não há previsão de chuva.

Centro-Oeste

Massas de ar seco deixa o tempo firme, com sol o dia todo, no centro-sul de MS. Nas outras áreas da Região também faz sol, mas o calor provoca pancadas de chuva a partir da tarde, com forte intensidade.

Nordeste

Dia de sol e calor no Nordeste. Há previsão de pancadas de chuva em todo o litoral leste, no RN, no oeste de PR, no MA, no PI e no CE. No norte entre CE e MA, chove também pela manhã. As demais regiões têm tempo firme.

Norte

Áreas de instabilidade ainda provocam muitas pancadas de chuva no AC, no sul do AM, em RR, no norte do PA e no AP. Nas outras áreas faz sol forte e calor, e chove a partir da tarde. Todas as áreas ficam sujeitas a temporais.

Fonte: Climatempo

Sudão do Sul: ataque deixa ao menos 58 mortos

Mais de 100 ficaram feridas em ação de 350 jovens contra base da Onu na cidade de Bor

 
Pelo menos 58 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas na quinta-feira no ataque a uma base da ONU no Sudão do Sul, onde se refugiaram milhares de civis, anunciaram as Nações Unidas nesta sexta-feira.

“Quarenta e oito corpos, incluindo crianças, mulheres e homens, foram encontrados na base. Os corpos de 10 criminosos foram encontrados do lado de fora da base”, anunciou o chefe das operações humanitárias da ONU no Sudão do Sul, Toby Lanzer, à AFP.

“O número total de mortos é 58, mas pode aumentar, porque mais 100 pessoas ficaram feridas, algumas delas com gravidade”, completou.

O ataque aconteceu na cidade de Bor, leste do país, controlada pelo governo do Sudão do Sul. De acordo com Lanzer, um grupo de 350 jovens armados e vestidos com roupas civis “atuou com extrema violência para abrir um buraco” na área da base das Nações Unidas, que abriga quase 5 mil civis.

Posteriormente, os criminosos abriram fogo contra os civis, refugiados na base para fugir da violência étnica da guerra que explodiu há quatro meses. O objetivo, segundo Lanzer, era matar o maior número de pessoas possível.

“Quando percebemos que estávamos sendo atacados, respondemos. A reação rápida dos capacetes azuis da ONU permitiu salvar vidas”, disse Lanzer.

A resposta dos soldados dos batalhões de paz da Índia, Nepal e Coreia do Sul foi decisiva para responder ao ataque, repetiu Lanzer, antes de recordar que o mandato das Nações Unidas permite o uso de “força letal” para proteger civis.

“Faremos o possível para proteger a vida das pessoas que estão sob nossa proteção, inclusive o uso de arma letal da força”, advertiu o funcionário da ONU.

A ONU adotou medidas para melhorar a segurança de suas outras bases no país, que abrigam quase 60.000 pessoas de diversas etnias.

Conflito desde dezembro

A guerra no Sudão do Sul deixou milhares ou dezenas de milhares de mortos e quase 900 mil refugiados. O conflito começou em 15 de dezembro em Juba e depois atingiu todo o país, em particular os estados do Alto Nilo (nordeste), Unidade (norte) e Jonglei (leste).

O conflito envolve as forças governamentais do presidente sul-sudanês Salva Kiir e os partidários de seu ex-vice-presidente Riek Machar, destituído em 2013.

Desde então virou uma batalha étnica, entre os dinka de Kiir e os nuer de Machar, que entrou em um “ciclo de represálias”, segundo Lanzer.

O Sudão do Sul conquistou a independência há menos de três anos, após uma violenta guerra civil.