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Barés pelo mundo: saiba onde estão os amazonenses que moram no exterior

Europa é o destino preferido dos amazonenses; mais da metade dos emigrantes são mulheres

Portal Amazônia

Vista aérea da cidade de Zurique, na Suíça. Foto: Shutterstock

MANAUS – Em busca de vida nova, diversão ou simplesmente para mudar de ares é que 3.582 amazonenses emigraram para 30 países nos 7 continentes. A informação é do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Em geral [a escolha de deixar o país], tem a ver com a baixa escolaridade associada a sub-remuneração e ao subemprego no Brasil”, explica o cientista social Breno Leite. O continente que abriga o maior número de barés fora do Brasil é a Europa. Estados Unidos, Japão, Suíça, Espanha e Itália, nesta ordem, são os países onde se encontra um grande número de amazonenses.

As mulheres correspondem a 65,1% do contingente de emigrantes. “A principal motivação para que mulheres emigrem mais que homens são as oportunidades de emprego como trabalhadoras domésticas ou babysitters”, aponta Breno. “As mulheres também são muito mais aceitas porque criam menos conflitos”, completa.

A Suíça, país com o 3oº melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e renda per capta de US$ 53.792, abriga o maior número de mulheres amazonenses, 299. Em seguida, vem Estados Unidos (292), Espanha (223), Japão (189) e Itália (183).

Breno teve a oportunidade de acompanhar de perto uma experiência de emigração. “Uma moça que trabalhava na minha casa, vinda de Carauari, no interior do Amazonas, recebeu uma proposta para trabalhar na casa de uma empresária russa que morava na Suíça. Lá, ela passou a receber um salário quase 10 vezes maior que sua renda no Brasil”, recorda. “E um ano depois, casou-se com um português”, revela.

Os homens amazonenses são maioria na África e em países como Bolívia, Suriname, Canadá e China. De acordo com o IBGE, eles também são maioria na América Central, mas o órgão não discriminou os países e o número de amazonenses por gênero.

Pequim, na China. Foto: Shutterstock.

O chefe de disseminação de informações do IBGE no Amazonas, Adjalma Jacques, explica que a ascendência europeia também facilita a ida de amazonenses para a Europa. “Muitos amazonenses vão morar na Europa em função das suas origens. Alguns são descendentes de portugueses, espanhóis, ingleses, franceses e etc. Essa descendência proporciona a dupla nacionalidade e a consequente retirada do passaporte, agora Europeu, por conta da União Europeia. Assim, com um passaporte continental, fica fácil se fixar em qualquer país do Bloco”, destaca.

Adjalma ressalta que a facilidade em estabelecer-se no Velho Continente, em comparação aos Estados Unidos por exemplo, é maior. Além disso, o domínio de línguas europeias (espanhol e português), o acesso a transporte aéreo e aumento de renda também são facilitadores. Breno também avalia que outra motivação forte e polêmica diz respeito a prostituição. “Mulheres e muitos travestis emigram para exercerem a prostituição nesses países. Os programas, em geral, são muito bem pagos o que estimula todo o mercado da prostituição de mulheres brasileiras no mundo”, justifica.

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Ministério do Planejamento manda cortar ponto de grevistas do IBGE

Estadão Conteúdo

O Ministério do Planejamento ordenou o corte do ponto dos servidores grevistas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo a presidente do instituto, Wasmália Bivar. Nesta segunda-feira, novas unidades confirmaram adesão à paralisação por tempo indeterminado. Metade das 32 unidades do órgão já aprovou a greve. No Rio de Janeiro, que concentra cerca de 50% dos funcionários do IBGE distribuídos entre cinco unidades, quatro já aderiram ao movimento.

“O Ministério do Planejamento já mandou assinalar ‘falta greve’ no ponto dos grevistas e cortar salário na próxima folha de pagamento”, afirmou Wasmália a jornalistas. De acordo com o Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Fundações Públicas Federais de Geografia e Estatística (ASSIBGE), os servidores pedem a saída imediata de Wasmália da presidência do órgão, assim como dos membros do Conselho Diretor e de chefes de unidade com mais de quatro anos no cargo. Diante dessa reivindicação, a direção se diz de mãos atadas para mediar a negociação entre os funcionários e o Ministério do Planejamento, ao qual o IBGE é subordinado.

“O ‘Fora Wasmália’ nos inviabilizou como instância de negociação. Essa pauta inviabiliza qualquer negociação. Nós só fomos comunicados dessa pauta na sexta-feira”, disse Wasmália, para quem a pauta de reivindicações do sindicato tem motivação política e não atende a interesses emergenciais dos servidores, como melhora dos benefícios e de gratificações de funcionários de nível superior.

A presidente do órgão diz que não há diálogo em andamento entre o sindicato e a Secretaria de Relações do Trabalho do Ministério porque a categoria teria assinado um acordo em 2012 que fechava as negociações salariais até o ano que vem. Portanto, não há previsão de solução para o impasse.

A direção do IBGE defendeu que a greve é um instrumento legítimo para defender os direitos dos trabalhadores, mas que é preciso ter clareza nos objetivos que se pretende alcançar. Segundo Wasmália, a descontinuidade de indicadores como o IPCA seria um desastre, assim como deixar de divulgar o PIB prejudicaria a política econômica e não apurar a produção agrícola mexeria com preços dos mercados internacionais.

“Que decisões os agentes públicos e privados vão tomar no curtíssimo prazo? Tirou a bússola deles, que decisões eles vão tomar?”, exemplificou. “Nós estamos trabalhando para que não tenha nenhuma descontinuidade das pesquisas conjunturais do IBGE”, garantiu ela.

Segundo o IBGE, só será possível mensurar a adesão à greve a partir de amanhã, através do controle do ponto eletrônico dos servidores. Mas a direção garante que a paralisação corre de forma parcial e que, se for necessário, o instituto deslocará servidores a Estados mais afetados para garantir a coleta das informações.

Grupo gastava muito acima da média

Em um ano, investigados do IBGE-MT consumiram do cartão corporativo mais que todos os servidores do instituto em GO e MS juntos 

Diário de Cuiabá|Gustavo Nascimento

Os servidores do IBGE presos esta semana por fraudes no cartão corporativo do governo faziam gastos muito acima da média de outras unidades do órgão. Para se ter uma ideia, cada um dos servidores investigados chegou a gastar, em um ano, mais do que todos os servidores do IBGE de Goiás e Mato Grosso do Sul juntos. Somente nos primeiros meses de 2014, o grupo já havia se apropriado de aproximadamente R$ 100 mil. A suspeita é que eles atuavam desde 2007. Os prejuízos aos cofres públicos ultrapassariam R$ 2 milhões.

De acordo com o delegado Guilherme Torres, chefe da Inteligência da PF, seis dos sete suspeitos já prestaram depoimento, sendo que três ainda estão presos. Um servidor está foragido.

O grupo era formado por diretores das unidades do IBGE de Cáceres (218 km da Capital), Rondonópolis (218 km da Capital), Pontes e Lacerda (444 km da Capital) e Várzea Grande.

A discrepância dos números pagos aos servidores fica evidente através do site da Transparência do Cartão de Pagamento do Governo Federal do IBGE.

De acordo com a análise da PF, em três anos, cada servidor desviou por volta de R$ 150 mil utilizando o cartão corporativo. Neste período, o grupo utilizou, indevidamente, ao menos R$ 908 mil. Para fins de comparação, servidores dos mesmos cargos, nos estados de Mato Grosso do Sul e Goiás, utilizaram aproximadamente R$ 20 mil no mesmo período, 84% menos que a média do grupo.

Entre 2011 e 2013 o gerente do IBGE de Pontes e Lacerda, Ivan da Silva Maia, gastou R$ 186.090 com o cartão. Por ano o servidor chegava a gastar R$ 65 mil. Já Carlos Antonio Neto Santos, da unidade de Rondonópolis, utilizou R$ 160,29 mil, no mesmo período.

Domingos da Costa e Silva, chefe da unidade de Várzea Grande, gastou R$ 153,17 mil com o cartão corporativo. Enquanto, Juber Alexandrino Leite, lotado na Capital, utilizou por volta de R$ 145,42 mil.

Os servidores Manoel Nilson Ribeiro e Pedro Jose de Arruda, que atualmente se encontravam sem unidade, gastaram aproximadamente R$ 263,67 mil.

Segundo a PF, os sete envolvidos operação apresentavam notas fiscais preenchidas manualmente, todas com a mesma letra. Por conta disso a PF nomeou a operação de Dr. Lao, em alusão ao filme As Sete Faces do Dr. Lao, no qual o protagonista se fantasiava de vários personagens.

Conforme a assessoria de imprensa do IBGE, logo após receber denúncias de uso irregular de recursos públicos, o órgão encaminhou um ofício a Controladoria-Geral da União (CGU) solicitando atenção especial para identificação de possíveis irregularidades no âmbito da instituição. A investigação resultou na ação conjunta da Controladoria-Geral da União (CGU), do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal. A assessoria afirmou que as investigações contam com a total colaboração do IBGE, que acompanhará os desdobramentos e adotará os procedimentos que se fizerem necessários.

Desvio passa de R$ 2 mi

Polícia Federal deflagra ação para desarticular organização criminosa composta por grupo de servidores do IBGE em Mato Grosso

DIÁRIO DE CUIABÁ|ADILSON ROSA

ImagemA Polícia Federal deflagrou a Operação Dr. Lao, com o intuito de desarticular uma organização criminosa, composta por servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em Mato Grosso, especializada em desviar recursos públicos por meio do uso irregular do cartão corporativo do governo federal. Em sete anos, os acusados movimentaram mais de R$ 2 milhões. 

Foram seis alvos de prisão, além de 15 de busca e apreensão cumpridos em Cuiabá, Santo Antônio do Leverger, Cáceres, Pontes e Lacerda, Rondonópolis e Várzea Grande. Além disso, foi decretado o sequestro de bens móveis e imóveis dos acusados. 

Até o fechamento dessa edição, cinco pessoas haviam sido presas. E uma delas estava foragida. Não houve ordem de prisão contra o chefe do IBGE em Mato Grosso, Deovaldo Benedito de Souza. Ele foi espontaneamente à sede da PF, prestou depoimento e acabou liberado. Apesar disso, foi indiciado por peculato. Dos cinco presos, três são chefes de unidades do órgão no interior. 

Os agentes federais acrescentaram que duas pessoas foram conduzidas até a sede da PF para prestar esclarecimento. A operação, deflagrada na quarta-feira de manhã, teve ainda a participação da Controladoria-Geral da União (CGU), em parceria com o Ministério Público Federal (MPF). São cerca de 70 policiais federais e 10 auditores da CGU participam da operação. 

Até o momento, a investigação já identificou que sete servidores das unidades do IBGE em Cuiabá, Rondonópolis, Cáceres e Pontes e Lacerda concentraram 64,32% de todo o gasto do cartão de pagamento do Governo Federal do IBGE em Mato Grosso, de 2011 a 2013. As investigações apontam que, nesses três anos, o IBGE gastou pouco mais de R$ 1,4 milhão no cartão. Desse total, os sete servidores foram os responsáveis pelo gasto de R$ 903 mil, que corresponde a 64,32% do total gasto pelas quatro unidades do IBGE. A maioria do dinheiro gasto foi sacado. 

De acordo com agentes federais, os valores movimentados por meio de saque podem ser ainda maiores, pois de 2007 a 2013 esses sete servidores movimentaram mais de R$ 2 milhões. Contudo, não foi possível analisar os gastos por meio de saque anteriores a 2011, pois o Portal de Transparência do IBGE só fornece os dados a partir de 2011 e o Portal da Transparência da Controladoria Geral da União não traz o detalhamento dos saques. 

“O governo federal determina que o cartão deve ser usado preferencialmente na função crédito. E que os saques só devem ocorrer em situações excepcionais”, afirmou o delegado Guilherme Torres, responsável pelo caso. 

Na tentativa de forjar a legalidade do gasto, eram apresentadas notas fiscais “frias” de empresas que não estavam mais em funcionamento; recibos falsos emitidos, inclusive, por pessoa já falecida; e pagamento por serviços que sequer foram prestados. 

Revisão do IBGE deve elevar o PIB de 2013, diz jornal

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fará uma segunda revisão no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas), o que deve aumentar o crescimento da economia de 2013 e de 2014, publicou nesta terça-feira o jornal Folha de S.Paulo. De acordo com o jornal, a mudança irá incorporar os novos dados de produção industrial, que serão divulgados em 15 dias – economistas preveem resultados positivos do setor.

A inclusão dos dados ocorre seis meses após o PIB absorver dados sobre o setor de serviços. Em 2013, o PIB brasileiro variou 2,3% – economistas esperam a divulgação dos resultados de produção industrial para refazer as estimativas. A novidade também deve contribuir para o resultado de 2014, cuja previsão dos analistas é de alta de 1,7%. O instituto ainda não concluiu a pesquisa industrial e informou ao mercado que as informações técnicas só serão detalhadas no dia da divulgação, 7 de maio.

Fonte: Terra 

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