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Tropas no Iêmen frustram ataque a hospital

28/06/2014 

Saná – Tropas do Iêmen conseguiram impedir um ataque de militantes a um hospital militar este sábado no sul no país. A ação culminou em um confronto no qual quatro militantes e dois soldados foram mortos, de acordo com o informado pelo Ministério da Defesa.

De acordo com comunicado do Ministério, o ataque ocorreu durante amanhã no hospital da província de Hadramaute e deu origem a um enfrentamento que durou uma hora. De açodo com as Forças Armadas, os militantes foram vistos transportando feridos para fora do local. Reforços militares chegaram para perseguir o grupo, mas ninguém foi preso.

No Iêmen está um dos braços mais ativos da Al-Qaeda. O governo tem travado ofensivas para afastar os militantes do sul. O grupo retaliou com uma série de ataques contra tropas e forças de segurança. Na quinta-feira, um grupo atacou um aeroporto, postos militares e um posto dos correios, deixando 15 mortos.

 
Fonte: Associated Press.

 

Nova ofensiva no Iêmen mata cinco integrantes da Al Qeda

Militares iemenitas em Chabwa, durante a ofensiva contra a Al Qaeda.

Militares iemenitas em Chabwa, durante a ofensiva contra a Al Qaeda.

REUTERS/Yemen’s Defence Ministry/Handout via Reuters
RFI

Cinco membros da Al Qaeda morreram nesta sexta-feira (2) em um ataque das forças armadas iemenitas no sul do Iêmen, segundo a agência oficial Saba. O ataque também teria deixado dezenas de feridos e acontece três dias depois da operação que teria matado supostos extremistas de nacionalidade brasileira que integrariam a rede.
 

 

Apesar das suspeitas, o Itamaraty negou ter enviado um diplomata ao país para confirmar a existência de brasileiros na Al Qaeda no Iemên. A embaixada brasileira em Riade, na Árabia Saudita, ainda está em contato com as autoridades iemenitas para verificar a informação. Segundo o governo brasileiro, existe a possibilidade dos combatentes terem usado passaportes falsos.

O ataque desta sexta-feira na região de Maifaa aconteceu por terra e teve o apoio de aviões de combate. Três veículos da rede terrorista, um deles equipado com lança-foguetes, foram destruídos. O bombardeio integra a ofensiva organizada pelo governo para expulsar os combatentes da Al Qaeda em Chabwa e na província vizinha de Abyane.

Até agora, 51 pessoas já morreram na operação militar lançada nesta terça-feira, entre eles 24 soldados e 27 integrantes da rede. Diversos bombardeios aéreos também destruíram bases de treinamento dos extremistas.

Chefe da Al Qaeda no Iêmen ameaça autoridades iemenitas

O chefe militar da Al Qaeda na Península Arábica, Qassem al-Rimi, ameaçou nesta sexta-feira as autoridades do país de represálias depois dos ataques dos drones americanos contra os islamitas. Em um vídeo publicado no site da rede, o comandante da Aqpa declarou que o grupo atacaria todos os “estabelecimentos, ministérios, bases, quartéis e veículos que tivessem ajudado os americanos”.

O chefe da rede extremista também diz ter uma lista de “todos aqueles que participaram das operações’’, que ‘’deverão pagar o preço’’ pelo envolvimento na ofensiva do governo iemenita.

Os Estados Unidos são o único país que possui drones na região. Os aparelhos foram usados de maneira intensa no ano passado para dar apoio à luta das autoridades iemenitas contra a Aqpa e mataram dezenas de pessoas suspeitas de pertencer à rede terrorista.

A Aqpa é considerada a filial mais perigosa da Al Qaeda, que aproveitou o enfraquecimento do governo iemenita em 2011 para reforçar sua presença no sul e no leste do país. 

Brasileiros estariam entre vítimas do ataque contra Al Qaeda no Iêmen

O Exército do Iêmen lançou nesta terça-feira, 29, vasta ofensiva contra Al-Qaida.

O Exército do Iêmen lançou nesta terça-feira, 29, vasta ofensiva contra Al-Qaida.

REUTERS/Yemen’s Defence Ministry/Handout via Reuters
RFI

O Exército do Iêmen mantém a ofensiva contra extremistas da Al Qaeda no sul do país. O Itamaraty diz não ter informações sobre os supostos combatentes brasileiros da Al Qaeda mortos na operação nesta terça-feira (30).  Três soldados foram feito prisioneiros pelos extremistas, segundo um responsável dos serviços de segurança.

 

O Itamaraty informou que está em contato com as autoridades iemenitas para confirmar a identidade dos brasileiros que estariam entre os 12 supostos membros da Al-Qaeda que morreram no ataque. Além deles, 18 soldados perderam a vida.

Entre os mortos, haveria ainda franceses, holandeses, alemães e árabes, de acordo com o governo iemenita. Os corpos estão em poder das autoridades locais e, de acordo com o presidente Abd Rabbo Mansur Hadi, nenhum governo quis recuperá-los. Hadi disse ainda que cerca de 70% dos militantes da Al-Qaeda no país são estrangeiros.

Além dos soldados iemenitas e de aviões não-tripulados norte-americanos, milícias privadas participaram da ação de ontem nas províncias de Chabwa e Abyane, no sul do Iêmen.

De acordo com um responsável militar do país, mais de 30 militantes morreram, vários deles sauditas. Nos dias 19 e 20 de abril, drones americanos e a Força Aérea iemenita atacaram uma série de campos de treinamento da Aqpa, a Al-Qaeda na Península Arábica, matando 60 terroristas. Apesar das constantes ofensivas, este é o braço mais perigoso da rede terrorista, segundo os Estados Unidos.

Al Qaeda mantém três soldados presos

Três soldados iemenitas foram presos pela Al-Qaeda no sul do Iêmen, durante a ofensiva contra a rede extremista, segundo o chefe da província de Chabwa. Os corpos, com marcas de tortura, foram encontrados pelos habitantes perto de um cruzamento em Ataq.

De acordo com ele, os três soldados fazem parte dos 15 militares sequestrados nesta terça-feira pela Al-Qaeda, no primeiro dia da ofensiva. Dois deles foram liberados depois de terem sido espancados. Não há notícias sobre os outros 10 soldados.

Depois da descoberta, as forças iemenitas recuaram cinco quilômetros a leste de Ataq. Um comandante do exército do país também afirmou que três combatentes da Al Qaeda morreram e dez ficaram feridos por tiros de artilharia nos vilarejos de Sanaj e Moajallah, na província de Abyane. Com esse balanço, sobe para 36 o número de mortos na operação lançada nesta terça-feira.