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EUA: Obama pedirá US$ 2 bi para conter imigrantes

29/06/2014

Washington, 29 – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pedirá ao Congresso mais de US$ 2 bilhões para conter a entrada de crianças imigrantes da América Central, informou a Casa Branca.

O pedido representa uma tentativa da administração Obama para responder ao recente aumento de imigrantes ilegais, que entram pela fronteira Sul do País.

Barack Obama foi criticado recentemente por congressistas republicanos, que dizem que ele não toma medidas suficientes para conter a imigração e que sua política, inclusive, incentiva a prática.

Segundo informações da Casa Branca, a administração também avalia, junto com advogados da imigração, o bem-estar das crianças, que escapam da violência da América Central.

Desde outubro do ano passado, mais de 52 mil crianças da Guatemala, Honduras e El Salvador atravessaram a fronteira dos Estados Unidos pelo Rio Grande Valley, no Texas.

Além dos recursos financeiros, a Casa Branca informou que irá tomar medidas que acelerem a deportação das crianças. Fonte: Dow Jones Newswires.

São Paulo terá centro de acolhimento para imigrantes e refugiados

Agência Brasil

O governo de São Paulo e a prefeitura da capital anunciaram na noite desta sexta, a criação de um centro para atendimento a imigrantes e refugiados. A divulgação foi feita na abertura da 1ª Conferência Nacional sobre Migração e Refúgio (Comigrar), que reúne 650 representantes de todo o país e pretende discutir políticas públicas para o acolhimento de quem necessitar.
 
O  Centro de Integração e da Cidadania do Imigrante vai oferecer serviços como documentação, intermediacão de trabalho, formação (profissional e em idiomas) e orientação jurídica, além de atendimento de saúde e apoio psicológico aos recém-chegados.
 
Segundo o secretário municipal de Direitos Humanos, Rogério Sotili, o centro dará abrigo para até 200 pessoas com atendimento em quatro línguas: inglês, francês, espanhol e árabe. O governo federal prestará apoio por meio dos ministérios da Justiça e do Desenvolvimento Social, além da Polícia Federal.
 
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que o Brasil está se adequando para lidar com o aumento do fluxo migratório, ligado aos avanços econômicos e sociais dos últimos anos. “Isso deu nascimento a um problema novo. Nossa estrutura administrativa não estava preparada para isso. Agora, diante dessa realidade, o Brasil cresce, se desenvolve socialmente, nós temos que nos aparelhar para essa nova realidade; e estamos nos aparelhando para isso”, ressaltou.
 
No início do mês, a prefeitura paulistana já havia aberto um abrigo emergencial e provisório para receber os haitianos que começaram a chegar em grande número à cidade. O fluxo começou depois do fechamento da estrutura que recebia essas pessoas, no Acre. O aumento inesperado superlotou o abrigo mantido em São Paulo, pela Igreja Católica, para receber imigrantes.
 
Para evitar esses problemas, o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, anunciou que será elaborado um plano de “saída organizada” para os haitianos que chegarem por terra à Região Norte. De acordo com ele, o governo federal assinará em breve um convênio para criação de um centro de acolhimento em Rio Branco (AC).
 
Abrão destacou que as embaixadas do Brasil no Peru e no Equador foram orientadas a elevar o número de concessão de vistos para haitianos. “É necessário estimular que esse ingresso ocorra pela via regular, pois, ela representa maior segurança no trânsito dos migrantes”, salientou.
 
Para a secretária estadual de Justiça e Defesa da Cidadania, Eloísa Arruda, as medidas são importantes para que os governos atendam as pessoas antes que elas sejam vítimas do crime organizado. “[É preciso] entender que o imigrante é um elo frágil que ingressa no território nacional. Ele se torna vulnerável ao tráfico de pessoas, ao trabalho escravo e ao tráfico de drogas. Nós queremos acolher essas pessoas, não ter de socorrê-las”.
 
Eduardo Cardozo destacou ainda que o Ministério da Justiça está preparando uma mudança na lei que trata da situação dos estrangeiros. A atual foi criada durante a ditadura militar, sendo, em alguns pontos, restritiva aos direitos dessas pessoas. “Não é fácil fazer uma nova lei para estrangeiros. Nós temos uma comissão de especialistas debatendo, e agora nós queremos abrir uma ampla discussão sobre ela para que o Brasil possa estar preparado, ao longo do próximo período, para ter, evidentemente, o tratamento aos imigrantes que reconheça os princípios culturais vigentes desde a Constituição de 1988”.
 

Imigrantes serão transferidos para novo abrigo em Rio Branco

Novo espaço acolherá cerca de 500 pessoas. Atualmente, Parque de Exposição tem 424 imigrantes

Imigrantes em abrigo de Rio Branco.   Foto: Fany Dimytria/Portal Amazônia

RIO BRANCO – A mudança dos imigrantes acolhidos no Parque de Exposições de Rio Branco está prevista para acontecer no próximo sábado (31). O novo abrigo funcionará na Chácara Aliança, na Estrada Irineu Serra, km 1, bairro Tancredo Neves. O novo espaço terá capacidade para acolher cerca de 500 imigrantes.

Atualmente, o Parque de Exposição tem 424 imigrantes, entre haitianos, senegaleses, dominicanos e nigerianos. Todos os dias, cerca de 50 pessoas chegam ao abrigo.

Os serviços de apoio humanitário continuarão sendo desenvolvidos pelo governo do Estado, por meio das secretarias de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), de Desenvolvimento Social (Seds) e de Saúde, e Defesa Civil, em parceria com o Ministério do Trabalho, Polícia Federal e Receita Federal.

Assistência

Quando os haitianos começaram a chegar pelas fronteiras do Acre com o Peru e a Bolívia, o governador do Estado, Tião Viana, ordenou de imediato que fosse oferecido apoio humanitário aos imigrantes, por se tratar de pessoas que deixaram seu país após o terremoto que devastara o Haiti. Desde então, o governo segue oferecendo abrigo, três refeições diárias, assistência à saúde com vacinas e medicamentos e auxílio em toda a documentação para a legalização no país.

A Sejudh também auxilia no encaminhamento aos postos de trabalho, para ter um controle dos locais de destino dos imigrantes. A secretaria realiza um cadastro das empresas que vêm ao Acre para contratá-los. O cadastro será encaminhado ao Ministério do Trabalho, para possíveis fiscalizações das condições de trabalho.

 

Além dos haitianos, Cuiabá também começa a receber imigrantes do Senegal, que se deslocam da África em busca de um futuro melhor. O idioma (falam francês) tem sido a grande dificuldade dos senegaleses 

Diário de Cuiabá| Joanice de Deus

Não são apenas os haitianos que estão em Cuiabá à procura de uma vida melhor do que a que tinham em seus países de origem. Nos últimos meses, um novo grupo de imigrantes tem sido visto com frequência nas ruas da capital. São os senegaleses, que encontraram no comércio informal a oportunidade de obter uma renda e ajudar a família, que ficou no Senegal, país situado na costa oeste da África. 

Quem passa por vias como a rua 13 de Junho e a avenida Isaac Póvoas, na região central, provavelmente já avistou os senegaleses trabalhando como vendedores ambulantes e comercializando basicamente óculos e relógios. 

Assim tem sido os últimos dois meses dos amigos Saliou Toure, de 30 anos, e Mayoro Thiouen, de 24, que diariamente circulam pelas ruas centrais da cidade e tentam convencer quem passa a comprar seus produtos. “No Senegal já vendíamos relógios. Aqui vendemos mais”, comentou Mayoro. 

Saliou e Mayoro contam que vieram para a capital mato-grossense junto com outros 13 imigrantes senegaleses. “Um amigo está aqui (há) três anos. Foi ele quem (nos) trouxe”, comentou Mayoro. “A gente veio em busca de trabalho, de oportunidade”, acrescentou Saliou. 

Apesar da dificuldade de comunicação, ambos afirmam que têm superado esse obstáculo, o que permite com que façam bons negócios. “O povo aqui é bom. Vende bem”, dizem. No Senegal, o idioma oficial é o francês. Os produtos são vendidos no varejo e atacado. Um relógio, por exemplo, custa R$ 13,00. 

Solteiros, eles dizem que deixaram pais e irmãos no país de origem. “A minha família ficou. Não pode vir. Tenho saudade. Pretendo voltar assim que puder”, comentou Mayoro. 

Apesar de atenciosos, ambos evitam maiores exposições e recusam-se a posar para fotografias. Chegam a perguntar se não terão problemas com a Polícia Federal (PF). Indagados sobre o visto, eles limitam-se a dizer que não pretendem ficar muito tempo na capital. “Vamos ficar aqui três anos”, disseram. 

No Brasil, conseguir regularizar a documentação para morar e trabalhar tem sido uma das principais dificuldades dos senegaleses. A maioria é solicitante de refúgio, cabendo ao Comitê Nacional de Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça, fornecer autorização para permanecerem no país e trabalharem por seis meses (o visto é renovável até a decisão final do órgão nacional). 

Senegal – Com 500 quilômetros de costa litorânea voltada para o Atlântico, o Senegal tem como capital, Dakar, situada à beira-mar e seu aeroporto costuma ser utilizado como escala para quem sai de países europeus e asiáticos com destino ao países americanos. Tem cerca de 14 milhões de habitantes, 90% deles mulçumanos. E ficou independente da França em 4 de abril de 1960. 

Motorista que retorna à Capital encontra lentidão na Imigrantes

De A Tribuna On-line

A Rodovia dos Imigrantes, sentido São Paulo, tem tráfego lento, na noite deste domingo, do km 70 ao km 65, devido ao excesso de veículos. Demais rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) têm fluxo normal. A Operação Subida (2×8), implantada para facilitar o retorno dos motoristas à Capital, segue em vigor. 
 
A descida da Serra é realizada pela Pista Sul da Anchieta e a subida, pelas Pistas Norte da Rodovia dos Imigrantes e Via Anchieta e pela Pista Sul da Imigrantes.
 
Desde as 0h do dia 30 de abril, quando se iniciou a contagem de feriado, mais de 230 mil veículos desceram a serra em direção à Baixada Santista. No sentido Capital, a concessionária registrou a passagem de mais de 203 mil veículos. Na última hora, desceram 1,9 mil veículos e subiram 6,2 mil veículos.

Mais de 200 haitianos conseguem emprego no Sul e Sudeste do País

Mais de 200 haitianos, que estão chegando a São Paulo desde o início de abril em razão do fechamento do abrigo para imigrantes em Brasileia, no Acre, já conseguiram colocação no mercado de trabalho. A informação é da Missão Paz, centro mantido pela Igreja Nossa Senhora da Paz, na região central, que está acolhendo e orientando a maioria dos estrangeiros.

Segundo o padre Paolo Parise, diretor do Centro de Estudos Migratórios (CEM) da paróquia, as vagas ocupadas, em sua maioria, são para construção civil, serviços gerais e restaurantes. Empresas de estados da região Sul e do Rio de Janeiro são as que mais procuram a igreja para recrutar haitianos.

Parise destacou que muitos já estão com a Carteira de Trabalho em mãos, o que tem feito diminuir o fluxo de haitianos no pátio da igreja.

— Com o mutirão feito pelo Ministério do Trabalho, mais de 300 documentos foram entregues. Isso fez diminuir o movimento aqui porque muitos foram encaminhados para trabalho.

Além disso, 58 haitianos foram deslocados para outra paróquia, no Tucuruvi, e 16 foram para um espaço cedido por um sindicato, também na zona norte. No Glicério, estão 100 pessoas abrigadas no salão de festas e 115 na Casa do Migrante, dos quais 30 são haitianos. Desses, apenas nove são mulheres.

Também foi menor nos últimos dias, segundo Parise, o fluxo de haitianos que chegam de ônibus do Acre.

— Ontem [1º] chegou só um ônibus na [terminal rodoviário] Barra Funda e vieram para cá três pessoas somente. Eles disseram que as outras pessoas já tinha parentes, amigos e já tinham onde ficar, explica.

O padre destacou, no entanto, que as informações de quantos ônibus estão a caminho são repassadas pelos próprios estrangeiros que se comunicam com os amigos pelo celular.

— Disseram que um dos carros quebrou na estrada, por exemplo, e por isso não chegou ainda, apontou.

Dia do Trabalho

Na última quinta-feira (1º), durante as comemorações do Dia do Trabalhado, Parise esteve na festa da central Força Sindical, realizada em São Paulo, para agradecer ao ministro do Trabalho Manoel Dias o esforço para acelerar emissão das carteiras profissionais dos haitianos.

Na oportunidade, no entanto, cobrou também ao ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, uma força-tarefa similar na Polícia Federal para solicitação do Registro Nacional de Estrangeiro.

/Fonte: R7.com

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