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Por dia, 80 portugueses deixam de conseguir pagar a casa

No final de março, 149 800 famílias não conseguiam pagar os empréstimos à habitação. Só este ano, já foram penhorados e vendidos mais 31 mil imóveis, o que representa um crescimento de 12,48% face ao mesmo período de 2013. Por dia, caem nas mãos do fisco, em média, 189 casas.

Foto de Paulete Matos.

Entre janeiro e março de 2014, mais 4083 famílias deixaram vencer o crédito da casa. Por dia, uma média de 80 portugueses deixou de ter capacidade para suportar as despesas inerentes à compra da sua habitação.

6,4 famílias em cada 100 estão em situação de incumprimento no que respeita ao crédito à habitação contratualizado

Segundo apontam os números divulgados pela Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal, 6,4 famílias em cada 100 estão em situação de incumprimento no que respeita ao crédito à habitação contratualizado.

“Em termos numéricos, estamos a sentir que as famílias estão numa situação muito mais difícil do que no ano passado e do que no início da crise”, frisou a responsável pelo gabinete do sobreendividado da Deco, em declarações ao Dinheiro Vivo.

Segundo Natália Nunes, “no início da crise as dificuldades foram diluídas porque havia almofadas das famílias, amigos e dos próprios e hoje essa rede de proteção é inexistente”.

Só este ano, já foram penhorados e vendidos mais 31 mil imóveis, o que representa um crescimento de 12,48% face ao mesmo período de 2013. Por dia caem nas mãos do fisco, em média, 189 casas.

A par do crescente número de famílias a quem são retiradas as suas casas, as consequências da nova lei do arrendamento, que se tem traduzido em aumentos abruptos no valor das rendas das casas, e a manifesta insuficiência de habitações sociais, deixam adivinhar o intensificar da crise na habitação, promovida pelo executivo do PSD e CDS-PP.

Entre janeiro e março, mais 14 071 famílias deixaram de pagar créditos bancários

Por dia, 153 portugueses deixaram de poder cumprir os contratos firmados com o setor bancário.

Se for tido em conta o total dos empréstimos bancários concedidos às famílias – créditos à habitação, consumo ou outros fins – entre janeiro e março, mais 14 071 famílias deixaram de pagar as prestações em dívida. Por dia, 153 portugueses deixaram de poder cumprir os contratos firmados com o setor bancário.

Do total de crédito concedido às famílias, 4,13% era considerado, em abril, de cobrança duvidosa, o que representa um novo máximo histórico, conforme assinala o Dinheiro Vivo. A cobrança duvidosa no consumo aumentou para 11,93%.

Nos últimos três meses de 2013, o peso das insolvências mais do que triplicou, representando 67,8% de todos os processos registados pelo Ministério da Justiça.

Os efeitos da vaga austeritária imposta pelo governo também se reflete no aumento do número de insolvências de particulares. Em 2007, estas representavam apenas 18,1% do total. Nos últimos três meses de 2013, o peso das insolvências mais do que triplicou, representando 67,8% de todos os processos registados pelo Ministério da Justiça.

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Suzane von Richthofen poderá não sair do regime fechado de acordo com laudo

DIÁRIO DA MANHÃ|DIVANIA RODRIGUES

Um laudo diz que Suzane von Richthofen não pode sair do regime fechado e passar para o semiaberto. Ela foi condenada, por mandar matar os pais em 2002, a 39 anos de prisão. O caso aconteceu em São Paulo. As informações são do site G1 desta quarta-feira, 23.

Reprodução/ Camaçari Destaques

Reprodução/ Camaçari Destaques

O novo exame criminológico, segundo a publicação, comunica que a detenta não está apta para a progressão de pena.  O exame foi encomendado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) em abril e foi confirmado hoje. Agora depende da decisão da juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, com base nos laudos, se Suzane pode ou não ficar em regime semiaberto.

O laudo foi feito pelo psiquiatra forense Guido Palomba que analisou a detenta de forma indireta, já que Suzane se negou a falar com ele na penitenciária. De acordo com a reportagem do G1, o laudo teria se embasado em documentos relacionados a Suzane.

Para o psiquiatra ela não teria mostrado total arrependimento pelo seu crime, não teria planos para o futuro, assim como também não teria realizado cursos profissionalizantes no tempo que passou presa. Para Palomba somente o bom comportamento não seria suficiente para a progressão no regime de prisão dela.