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Gérard Depardieu declara renda na Rússia para pagar menos imposto

O ator pagará 6% de imposto, esta taxa é aplicada aos empresários cuja renda anual não supera 60 milhões de rublos (1,3 milhão de euros)

France Presse

30/05/2014

O ator ganhou a nacionalidade russa no ano passado, quando decidiu morar no Bélgica por razões fiscais  (Valery Hache/ AFP Photo)  
O ator ganhou a nacionalidade russa no ano passado, quando decidiu morar no Bélgica por razões fiscais


O ator francês Gérard Depardieu, cidadão russo há um ano e meio, fez a primeira declaração de imposto de renda na Rússia, onde pagará 6%, já que está registrado como autônomo, informa o jornal Izvestia.

O presidente russo, Vladimir Putin, concedeu a nacionalidade russa ao ator em 2013 após uma polêmica na França pela decisão de Depardieu de morar na Bélgica por razões fiscais e para protestar contra um projeto do presidente François Hollande de taxar em 75% as grandes fortunas.

O ator enviou a declaração de renda correspondente ao ano de 2013 dentro do prazo estabelecido pelo fisco russo, informou Serguei Chaliaev, vice-diretor do Tesouro da região de Mordovia, que fica 650 km ao leste de Moscou, donde Depardieu está registrado oficialmente como residente e como autônomo.
Como autônomo, Depardieu tem que pagar apenas o equivalente a 6% de seus rendimentos, contra 13% da maioria dos residentes na Rússia, informou Arnaud Frilley, produtor francês em Moscou e amigo do ator.

Segundo o jornal Izvestia, que cita uma especialista em tributos, a taxa de 6% é aplicada aos empresários cuja renda anual não supera 60 milhões de rublos (1,3 milhão de euros).

Gérard Depardieu se registrou ano passado em Saransk, capital da Mordovia. Ele disse na ocasião que pretendia abrir um restaurante e um centro artístico na cidade.

Mas até o momento nenhum dos projetos foi concretizado. Além disso, o ator não volta a Saransk desde maio de 2013, de acordo com o secretário de Informação da região, Valeri Maresiev.

O ator, de 65 anos, trabalhou em uma série russa e fez publicidade para um banco. Também atua em um filme com a atriz britânica Elizabeth Hurley rodado parcialmente na Chechênia.

Após resultados da extrema-direita, premiê francês destaca queda de impostos

O premiê francês, Manuel Valls, deixa o Palácio do Eliseu após reunião com o presidente François Hollande, nesta segunda-feira, 26 de maio.

O premiê francês, Manuel Valls, deixa o Palácio do Eliseu após reunião com o presidente François Hollande, nesta segunda-feira, 26 de maio.

REUTERS/Philippe Wojazer|RFI

No dia seguinte à vitória histórica na França do partido de extrema direita Frente Nacional nas eleições europeias, o governo socialista reafirmou nesta segunda-feira (26) a disposição de baixar os impostos, principalmente para as famílias de baixa renda. A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu o aumento da competitividade na Europa como uma resposta ao recado das urnas.

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, excluiu a possibilidade de demissão do governo ou dissolução da Assembleia, após o Frente Nacional ter chegado em primeiro lugar nas eleições para o Parlamento europeu, com 24,9% dos votos no país. O premiê pediu “mais tempo” para o governo implementar reformas para aquecer a economia. Analistas indicam que os efeitos sociais da crise e as medidas de austeridade adotadas para ajustar as contas públicas foram uma das principais razões para explicar o aumento do eleitorado de extrema-direita.

Valls defendeu “novas reduções dos impostos” em 2015, em referência aos anúncios feitos no início do mês para diminuir o peso da austeridade econômica sobre as famílias de baixa renda. “A alta tributação pesa demais nas camadas populares e nas classes médias”, afirmou.

O principal partido de oposição, o UMP, obteve 20,8% dos votos e o Partido Socialista, do presidente François Hollande, teve apenas 13,98%, o pior resultado em uma eleição europeia. “Não vamos baixar a guarda, negar as nossas responsabilidades e abrir espaço para a extrema-direita”, afirmou o primeiro-ministro, em uma entrevista à rádio RTL.

Valls também julgou “preocupantes” os índices de abstenção na eleição, “principalmente dos socialistas”. Ele admitiu que a Europa deve se “reorientar” depois da votação de domingo, que tornou os conservadores do Partido Popular Europeu (PPE) a maioria no Parlamento, em Estrasburgo. “Estou convencido de que o lugar da França é na Europa, e que a Europa pode ser reorientada para apoiar ainda mais o crescimento e o emprego, algo que ela não faz há anos”, declarou.

Merkel pede competitividade

Em apoio ao governo francês, a chanceler alemã, Angela Merkel, parabenizou Paris por ter iniciado reformas e disse que “uma política de mais competitividade, crescimento e emprego é a melhor resposta” à subida dos partidos extremistas. “Isso também vale para a França”, destacou a chanceler. Para Merkel, o aumento do apoio a partidos eurocéticos e nacionalistas “é lamentável”.

Na Alemanha, os conservadores do CDU/CSU foram os vencedores do pleito, oito pontos à frente dos social-democratas do SPD. Merkel participou ativamente da campanha eleitoral em favor do ex-presidente do Banco Central Europeu Jean-Claude Juncker, representante do PPE, para a presidência da Comissão Europeia.