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Boa Vista: índice de recuperação de crédito cai em maio

Estadão Conteúdo

O indicador de recuperação de crédito apurado pela Boa Vista SCPC, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito, caiu 5,8% em maio ante abril, descontados os efeitos sazonais. Para a realização do indicador, a instituição considera a quantidade de exclusões dos registros de inadimplentes. Na comparação de maio com igual mês do ano passado, foi apurada queda de 6,5%. No acumulado de janeiro a maio, ante mesmo período de 2013, o indicador caiu 1,1%.
 
Em 12 meses, o indicador registrou alta de 1,0%, em tendência de desaceleração. O período considerado nesta leitura vai de junho de 2013 a maio de 2014, na comparação de junho de 2012 a maio de 2013. Em abril, a alta na leitura dos 12 meses foi de 1,9%. 
 
“Desde o ano passado, o indicador de recuperação de crédito segue em desaceleração”, dizem economistas da Boa Vista, em nota. Eles apontam que o indicador é condizente com a conjuntura econômica de desaquecimento do mercado de trabalho, queda recente da taxa de inadimplência e menor concessão de crédito. 
 
Todas as regiões registraram variação negativa no indicador de recuperação de crédito em maio ante abril. Sudeste registrou queda de 6,6%, seguido de Nordeste (-5,0%), Sul (-4,8%), Centro-Oeste e Norte (ambas com -4,3%).
 
Varejo
 
Considerando apenas a recuperação de crédito no varejo, o indicador registrou queda de 6,2% em maio contra abril. Nos 12 meses, a queda foi de 9,1% em maio. Já no acumulado do ano, o indicador de recuperação de crédito no varejo caiu 16,9% e, em maio contra o mesmo mês de 2013, foi apurada queda de 21,6%.

Autorizado corte de energia no município de Uirapuru

CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO TJGO

O juiz substituto em 2º Grau Maurício Porfírio Rosa deferiu, em parte, pedido da Celg Distribuição S/A e autorizou que seja cortado o fornecimento de energia elétrica das unidades consumidoras do município de Uirapuru, menos daquelas essenciais, como as instituições públicas de saúde, educação e segurança pública, inclusive a energia das ruas. 

De acordo com a Celg, o próprio município admitiu a existência da dívida e por isso o fornecimento de energia deve ser interrompido. Conforme a Companhia Elétrica, impedir o corte da energia vai estimular que o município continue inadimplente, além de interferir no equilíbrio econômico-financeiro dos contratos de concessão, impossibilitando o sistema de distribuição de energia elétrica. A Celg ainda afirmou que, caso a decisão seja mantida, sofrerá prejuízos.  

Segundo o magistrado, o não pagamento do débito referente à energia elétrica autoriza que a Celg interrompa o fornecimento se, após o aviso prévio, o município continuar inadimplente junto à fornecedora do serviço público. No entanto, o juiz ressaltou que o corte de energia não pode prejudicar a sociedade e colocar em risco o interesse público, portanto, deve preservar as unidades essenciais.

Maurício acatou os argumentos da distribuidora de que a inadimplência do município causa prejuízos a ela, de difícil ou incerta reparação, pois, na medida em que as contas forem acumulando, haverá risco do não recebimento da energia. Além disso, ressaltou, os cofres da companhia elétrica poderão sofrer prejuízos. O juiz ainda ponderou sobre os agravos que a população vai ter, visto que a qualidade do serviço será diminuída e a tarifa vai aumentar para restaurar o equilíbrio econômico-financeiro, “ fatos que autorizam o recebimento do presente agravo em sua forma instrumental”.

Foto: Reprodução

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Brasileiro está mais preocupado com inadimplência

Estadão Conteúdo

A preocupação dos brasileiros em relação à capacidade de honrar compromissos financeiros subiu 19 pontos percentuais neste ano ante 2013, conforme a pesquisa Unisys Security Index . Segundo o estudo global, do total de consumidores entrevistados, 72% responderam afirmativamente a essa questão, enquanto em 2013 essa fatia de preocupados era de 53%.
 
O levantamento deste ano, feito com 11 mil pessoas em 12 países, mostrou que o posicionamento do Brasil no ranking geral sobre segurança aumentou 22 pontos em relação ao ano passado, passando de 175 pontos paras 197 pontos, em uma escala de 0 a 300, onde 300 é o ponto máximo de preocupação. Com isso, o Brasil ficou em segundo lugar no ranking, liderado por México e França.
 
Além de temerem pela inadimplência, a pesquisa revela ainda que os consumidores brasileiros também se preocupam com o uso indevido de dados de cartões de bancos por terceiros. Nesse quesito, o grupo de respondentes preocupados passou de 75% do total no ano passado para 81% neste ano. Já a preocupação com segurança nas operações por internet, como transações e-commerce ou sobre o risco de roubo de dados na rede, que atingia um grupo de 48% do total de consultados em 2013, passou para 55% neste ano.
 
Os quesitos avaliados no estudo sobre comportamento de consumidores em questões de segurança são segurança nacional, financeira, pessoal e na internet. O levantamento é realizado desde 2007 no Brasil, com mais de mil entrevistados. Também participaram do estudo Alemanha, Austrália, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Malásia, México, Nova Zelândia e Reino Unido.
 

Divisão tende a levar Ucrânia a não pagar mais a dívida internacional

Correio do Brasil, com agências internacionais – de Londres, Moscou e Kiev

A Gazprom, maior produtora de gás do mundo

Ucrânia provavelmente vai dar calote na dívida internacional se perder mais território, alertou neste sábado a agência de classificação de risco Standard & Poor’s, ressaltando que o atual rating “CCC” já indica o perigo claro e presente de default.

– Se a Ucrânia perder parte de sua integridade territorial, provavelmente não será capaz de quitar seus empréstimos – disse à agência inglesa de notícias Reuters o chairman do comitê de ratings soberanos da S&P, John Chambers, em Astana, capital do Cazaquistão.

A Rússia já anexou a região ucraniana da Crimeia e as tensões estão crescendo em outras partes do país. Pelo menos 42 pessoas foram mortas nas últimas horas em combates entre manifestantes pró e contra a Rússia na cidade portuária de Odessa, no Mar Negro. A S&P cortou em fevereiro a classificação de risco da Ucrânia para “CCC” em fevereiro com perspectiva negativa e até mesmo destacou que a situação política havia se deteriorado significativamente e que vê risco de calote.

A crise ucraniana tem a ver não apenas com política, mas também com gás. A Rússia fornece um terço do gás consumido na Europa, e grande parte tem que passar pela Ucrânia antes de chegar ao destino final. Na Alemanha, 40% do gás consumido vem da Rússia. Uma situação menos preocupante que nos países bálticos, por exemplo, que importam dos russos quase 100% de sua demanda. A dependência ucraniana de Moscou também é alta. Um agravamento da crise pode influenciar toda a distribuição de energia na Europa.

A Gazprom anunciou, semana passada, a suspensão do desconto de 30% que havia prometido a Kiev e cobrou o pagamento da dívida dos ucranianos com a companhia energética – um duro revés para um país que enfrenta séria turbulência econômica.

Ainda na semana passada, o presidente russo, Vladimir Putin, informou a vários líderes europeus sobre a “situação crítica” das dívidas ucranianas pela aquisição de gás natural, alertando para um possível impacto sobre o fluxo de gás da Rússia para a Europa, disseram agências russas de notícias na quinta-feira. Putin manifestou “extrema preocupação com a situação que cerca as dívidas ucranianas pelo gás… e o suprimento de gás para a União Europeia”, disse a agência russa de notícias RIA, citando o porta-voz presidencial Dmitry Peskov.

Cerca de 40% da população de Rio Branco está endividada

Facilidade em adquirir crédito é um dos motivos para endividamento, revela economista

 

Ainda de acordo com a pesquisa 41% dos entrevistados dizem pagar as dívidas em dia, mas ficam sem dinheiro para as demais necessidades. Foto: Reprodução/Shutterstock

RIO BRANCO – Facilidades no crediário auxiliam a população em adquirir produtos e serviços de maneira descontrolada. Um estudo realizado pelo Instituto Fecomercio de Pesquisa Empresarial do Acre (Ifepac), aponta que 39% dos consumidores na capital estão inadimplentes. Órgão entrevistou 259 pessoas no período de 17 a 21 de março, em Rio Branco.

Para o economista Carlos Franco, a inadimplência é consequência do estímulo ao consumo. “O crédito é uma questão relativamente nova para o brasileiro, não só para o acreano. É um processo relativamente normal do ponto de vista econômico porque o Brasil sempre viveu com altos índices de inflação. Estamos agora na primeira geração de brasileiros que sabe viver com estabilidade econômica”, explica Franco.

Ainda de acordo com a pesquisa 41% dos entrevistados dizem pagar as dívidas em dia, mas ficam sem dinheiro para as demais necessidades. E 37% dos entrevistados afirmaram que realizam planejamento e assim economizam na hora de pagar as contas.

Consumismo

Com o crédito fácil – disponibilizado facilmente nas lojas de confecções que geralmente só pedem Cadastro de Pessoa Física (CPF), Registro Geral (RG) e comprovante de endereço para aprovação – o estímulo para o consumo é ainda maior. “As pessoas ainda estão começando a lidar com as opções de crédito a longo prazo”, ressalta o economista.  Sobre a inadimplência excessiva, Franco explica que há sim uma solução. “O aconselhável para que o endividamento não ocorra é que o crédito usado fique em torno de 30% em relação a renda líquida”, alerta.

Para a professora Eliete Lopes, o controle para segurar o freio na hora de utilizar o cartão de crédito é difícil. “Eu não coloco no papel o que eu gasto com o cartão de crédito, então é complicado ter o controlo. O cartão dá muita facilidade, mas eu geralmente só gasto com besteira, admito”. Eliete ainda diz que paga as dívidas ‘mês sim, mês não’ e sobre os cartões de lojas ela diz “é difícil controlar a vontade de comprar. O banco realmente facilita, mas os juros são muito altos, as vezes aperta, mas sempre dou um jeito”, conta Eliete.

Controle financeiro

A pesquisa ainda constatou que 9% não se preocupam com controle financeiro e recorrem a algum tipo de financiamento, e outros 9% também são despreocupados, mas preferem não optar pela regularização da inadimplência. 4% dos entrevistados ainda disseram que recorrem a financiamentos mas não conseguem sanar todas as dívidas.  “O credito não é um benefício ruim, mas é preciso ser bem pensado. Até porque a inadimplência é ruim para os dois lados” conclui Carlos Franco.

 

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