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Haddad quer inaugurar um trecho de ciclovia por semana

01/07/2014 

São Paulo, 01 – Empenhada em criar 400 km de ciclovias na capital paulista até o fim do ano que vem, a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) pretende entregar ao menos um trecho de rotas cicloviárias por semana. Segundo o secretário dos Transportes, Jilmar Tatto, as canaletas para bikes serão em 2014 o que as faixas exclusivas para ônibus foram no ano passado, quando a Prefeitura instalou centenas de quilômetros pela cidade. O prefeito está confiante de que a medida terá respaldo e apoio da maior parte da população. “Agora, nosso foco é ciclovia. Nós implementamos quase 400 km de faixas exclusivas de ônibus. Tivemos 84% de aprovação da população. Acho que as ciclovias vão ter 100% de aprovação. De novo, São Paulo (estava) muito atrasada, só com 60 km (de ciclovias). Qualquer cidade desenvolvida tem 400 ou 500 km de ciclovias. De novo, vamos colocar São Paulo na modernidade”, disse Haddad.

Durante a manhã, ele e Tatto pedalaram pelo trecho de 2 km que passou a funcionar, na região central, entre a Estação Julio Prestes, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), onde também fica a Sala São Paulo, e a Praça da República. Esse trecho, entregue na primeira semana de junho, se liga à primeira ciclovia entregue pela atual gestão, entre o Largo do Paiçandu e a Sala São Paulo, de 1,4 km. O novo mecanismo, pintado de vermelho (esse é a cor internacional das ciclovias e vigora, por exemplo, nas ruas de Barcelona, na Espanha), passa pela faixa de rolamento à direita de vias como as Avenidas Duque de Caxias e São João e o entorno do Largo do Arouche. Na semana retrasada, a CET entregou 1,7 km de ciclovia no canteiro central da Avenida Escola Politécnica, na zona oeste. Alguns dias antes, outra via da região, a Avenida Eliseu de Almeida, ganhou 2,1 km de mecanismo cicloviário.

“As pessoas precisam de alternativas ao que está aí, e estamos construindo as alternativas. O que não podemos é ficar com a situação como São Paulo estava atrasada em tudo. Atrasada no metrô, atrasada em ônibus, atrasada em ciclovia. A cidade está investindo em metrô, em faixa de ônibus e em ciclovias. Tudo o que deveria ter sido feito nos últimos 30 anos e não foi”, disse Haddad. O prefeito citou exemplos de outras metrópoles a respeito do uso de bicicletas. “Em Tóquio, 25% dos trajetos são feitos de bicicleta. Em Londres, 7%. Sabe quanto é em São Paulo? Menos de 1%.” Questionado sobre a possibilidade de a ciclovia tirar espaço dos carros e diminuir a sua fluidez, ele disse que isso não ocorrerá, já que o que estão sendo suprimidas são vagas de estacionamento, e não faixas de rolamento.

Site e mapas.

De acordo com o secretário municipal dos Transportes, o corredor da Avenida Liberdade e da Rua Vergueiro, na região central, e o formado pela Avenida Paulista, a Rua Domingos de Morais e a Avenida Jabaquara, na zona sul, ganharão ciclovias permanentes. Esses projetos saem do papel, segundo ele, “ainda este ano”. Na Paulista, especificamente, o poder público estuda criar uma ciclovia no canteiro central da via. A Alameda Nothmann e as Ruas Prates e Guaianazes, no centro, são algumas das que devem receber ciclovias já nas próximas semanas. “A previsão é toda semana (inaugurar) uma ou mais (ciclovias). São várias gerências de operação da CET. Os projetos estão sendo descentralizados para cada gerência, criando uma dinâmica própria”, contou Tatto.

Com as recentes inaugurações, São Paulo passa a ter cerca de 70 km de ciclovias, bem abaixo de outras cidades de grande porte, como Bogotá (359 km), Nova York (675 km) e Berlim (750 km). A atual malha cicloviária paulistana corresponde a apenas 0,4% dos 17 mil km de ruas da cidade inteira. Tatto esclareceu ainda que a Prefeitura lançará em breve um site na internet onde será possível encontrar o mapa da rede de ciclovias da cidade.

Haddad quer inaugurar um trecho de ciclovia por semana

01/07/2014 

São Paulo, 01 – Empenhada em criar 400 km de ciclovias na capital paulista até o fim do ano que vem, a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) pretende entregar ao menos um trecho de rotas cicloviárias por semana. Segundo o secretário dos Transportes, Jilmar Tatto, as canaletas para bikes serão em 2014 o que as faixas exclusivas para ônibus foram no ano passado, quando a Prefeitura instalou centenas de quilômetros pela cidade. O prefeito está confiante de que a medida terá respaldo e apoio da maior parte da população. “Agora, nosso foco é ciclovia. Nós implementamos quase 400 km de faixas exclusivas de ônibus. Tivemos 84% de aprovação da população. Acho que as ciclovias vão ter 100% de aprovação. De novo, São Paulo (estava) muito atrasada, só com 60 km (de ciclovias). Qualquer cidade desenvolvida tem 400 ou 500 km de ciclovias. De novo, vamos colocar São Paulo na modernidade”, disse Haddad.

Durante a manhã, ele e Tatto pedalaram pelo trecho de 2 km que passou a funcionar, na região central, entre a Estação Julio Prestes, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), onde também fica a Sala São Paulo, e a Praça da República. Esse trecho, entregue na primeira semana de junho, se liga à primeira ciclovia entregue pela atual gestão, entre o Largo do Paiçandu e a Sala São Paulo, de 1,4 km. O novo mecanismo, pintado de vermelho (esse é a cor internacional das ciclovias e vigora, por exemplo, nas ruas de Barcelona, na Espanha), passa pela faixa de rolamento à direita de vias como as Avenidas Duque de Caxias e São João e o entorno do Largo do Arouche. Na semana retrasada, a CET entregou 1,7 km de ciclovia no canteiro central da Avenida Escola Politécnica, na zona oeste. Alguns dias antes, outra via da região, a Avenida Eliseu de Almeida, ganhou 2,1 km de mecanismo cicloviário.

“As pessoas precisam de alternativas ao que está aí, e estamos construindo as alternativas. O que não podemos é ficar com a situação como São Paulo estava atrasada em tudo. Atrasada no metrô, atrasada em ônibus, atrasada em ciclovia. A cidade está investindo em metrô, em faixa de ônibus e em ciclovias. Tudo o que deveria ter sido feito nos últimos 30 anos e não foi”, disse Haddad. O prefeito citou exemplos de outras metrópoles a respeito do uso de bicicletas. “Em Tóquio, 25% dos trajetos são feitos de bicicleta. Em Londres, 7%. Sabe quanto é em São Paulo? Menos de 1%.” Questionado sobre a possibilidade de a ciclovia tirar espaço dos carros e diminuir a sua fluidez, ele disse que isso não ocorrerá, já que o que estão sendo suprimidas são vagas de estacionamento, e não faixas de rolamento.

Site e mapas.

De acordo com o secretário municipal dos Transportes, o corredor da Avenida Liberdade e da Rua Vergueiro, na região central, e o formado pela Avenida Paulista, a Rua Domingos de Morais e a Avenida Jabaquara, na zona sul, ganharão ciclovias permanentes. Esses projetos saem do papel, segundo ele, “ainda este ano”. Na Paulista, especificamente, o poder público estuda criar uma ciclovia no canteiro central da via. A Alameda Nothmann e as Ruas Prates e Guaianazes, no centro, são algumas das que devem receber ciclovias já nas próximas semanas. “A previsão é toda semana (inaugurar) uma ou mais (ciclovias). São várias gerências de operação da CET. Os projetos estão sendo descentralizados para cada gerência, criando uma dinâmica própria”, contou Tatto.

Com as recentes inaugurações, São Paulo passa a ter cerca de 70 km de ciclovias, bem abaixo de outras cidades de grande porte, como Bogotá (359 km), Nova York (675 km) e Berlim (750 km). A atual malha cicloviária paulistana corresponde a apenas 0,4% dos 17 mil km de ruas da cidade inteira. Tatto esclareceu ainda que a Prefeitura lançará em breve um site na internet onde será possível encontrar o mapa da rede de ciclovias da cidade.

Brasília inaugura Centro de Cooperação Policial Internacional

Correio do Brasil

O Centro de Cooperação Policial Internacional com 220 policiais do mundo inteiro que vão atuar na segurança do Copa do Mundo

Representantes das 31 seleções estrangeiras que virão ao Brasil para a Copa do Mundo,  já começaram a trabalhar no país, são agentes de segurança que auxiliarão policiais federais brasileiros no acompanhamento de torcedores e na identificação de eventuais criminosos que possam aproveitar o maior evento esportivo para entrar no Brasil.

Eles atuarão de forma conjunta e colaborativa no Centro de Cooperação Policial Internacional, inaugurado nesta segunda-feira, em Brasília. No local, construído na sede da Polícia Federal, 205 policiais estrangeiros e 75 brasileiros trabalharão no monitorando dos torcedores nos estádios e nos arredores das arenas. Eles terão acesso a imagens de câmeras instaladas nas 12 cidades-sede e informações do cadastro da Interpol (Polícia Internacional).

– O centro foi construído em Brasília, nas instalações da Polícia Federal, e depois ficará como legado para a Polícia Federal para as áreas de inteligência e tecnologia da informação. A Polícia Federal fez um investimento de R$ 20 milhões, que será aproveitado nas operações usuais da polícia depois da Copa – disse o gerente para a Área de Logística do centro, o delegado Valdecy Urquiza Junior.

Além dos policiais das 31 seleções classificados para Copa, também estarão no centro representantes da Organização das Nações Unidas (ONU), Interpol, Ameripol e da Venezuela, Moçambique, Angola, Tanzânia, Peru e Catar. Esses países foram considerados estratégicos devido ao números de turistas que enviarão ao Brasil.

Com esse trabalho de colaboração internacional, a Argentina informou às autoridades brasileiras os nomes dos torcedores que se envolveram em episódios de violências nos estádios argentinos, como os chamados barras brabas.

– Solicitamos as litas de torcedores potencialmente violentos que poderiam causar problemas nos nossos estádios, e a Argentina respondeu encaminhando uma lista com 2,1 mil nomes de torcedores banidos de entrar em qualquer estádio naquele país. Esses nomes foram incluídos em nossos sistemas e os torcedores serão impedidos de entrar no Brasil – disse o chefe do escritório da Interpol no Brasil, Luiz Eduardo Navajas.

O Centro de Cooperação Policial Internacional com 220 policiais do mundo inteiro que vão atuar na segurança do Copa do Mundo, foi inaugurado nesta segunda. Segundo ele, países europeus, como Inglaterra, Bélgica e Alemanha, não fornecem os nomes de torcedores violentos, mas impedem que eles deixem seus países. “Eles cassam o passaporte, e os torcedores não têm como chegar ao Brasil”, acrescentou Navajas.

– Estamos realizando um trabalho preventivo, e a PF tem um banco de dados de migração e podemos restringir a entrada de torcedores inconvenientes. Já fizemos isso – acrescentou o coordenador-geral de Cooperação Internacional da Polícia Federal, delegado Luiz Cravo Dórea.

Ele explicou que os agentes estrangeiros não terão poder de polícia nem poderão andar armados. Eles serão acompanhados por policias brasileiros e, havendo necessidade, ajudarão na identificação dos torcedores. Como eles estarão trajados com o uniforme dos país, as autoridades brasileiras acreditam que isso poderá inibir excesso por parte dos torcedores estrangeiros.

– Esse modelo já foi aplicado na Copa da África do Sul. Pensamos que é uma boa prática para contribuirmos todos para um esforço conjunto. Normalmente, (a Copa) é uma condição mais familiar, com menos adeptos de risco”, frisou o chefe da delegação policial portuguesa e diretor de departamento da Polícia de Segurança Pública, Pedro Manuel Gouveia.

Casado com uma brasileira, o chefe da delegação italiana, o policial Giuseppe Petronzi, ponderou que os torcedores estrangeiros devem aproveitar, com tranquilidade, a passagem pelo Brasil. “É muito gostoso viajar para o Brasil. Acho que estamos muito longe da Europa e é muito difícil que a pessoa queira ficar com problema aqui.”

Dilma inaugura Transcarioca com samba da Portela e em clima de festa

Durante o evento, presidenta anunciou a liberação de R$ 3 bilhões para obras dos BRTs Transolímpica e Transbrasil

O DIA|FELIPE FREIRE

Rio – Ao som das baterias da Portela e do Império Serrano, a presidenta Dilma Rousseff inaugurou o BRT Transcarioca, no terminal Silas de Oliveira, em Madureira, ao lado do prefeito Eduardo Paes, do governador Luiz Fernando Pezão e do ex-governador Sérgio Cabral. Durante o evento – que teve manifestação de professores -, Dilma anunciou a liberação de mais de R$ 3 bilhões a serem investidos em obras de infraestrutura para as Olimpíadas de 2016.

No seu discurso, Dilma enfatizou que as obras são para a população: “Nenhum legado é da Copa do Mundo, todos os legados são do povo brasileiro. Não estamos fazendo aeroportos para a Copa. São para todos os brasileiros. Não estamos fazendo uma obra desse porte para Copa do Mundo, nós temos o compromisso de fazê-la para todos os cariocas”, declarou a presidenta, que esteve mais cedo na inauguração da ampliação do Terminal 2 do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Galeão.

A presidenta Dilma Rousseff ‘caiu’ no samba com o prefeito Eduardo Paes e o governador Luiz Fernando Pezão durante a inauguração do BRT Transcarioca

Foto:  João Laet / Agência O Dia

Paes garantiu que o corredor Transcarioca vai facilitar a vida dos moradores das zonas Norte e Oeste e ainda brincou com a presença das escolas de Madureira: “Se o Rio fosse um corpo humano, Madureira seria o coração”, disse Paes.

“O BRT Transcarioca dá samba. Porque só as coisas grandes deste país deram samba”, afirmou Dilma, que completou: “O coração do Rio está aqui, no subúrbio, e isso nós queremos que esse coração se pinte, se colora e se mostre na sua grande força. Durante muitos anos, toda essa região não foi visível, agora ela será visível e agora ela será também transformada”, declarou Dilma. 

Durante a apresentação, houve manifestação de cerca de 60 profissionais da Educação do Rio e representantes do Sepe, sindicato que representa a categoria.

Verbas para mobilidade nas Olimpíadas

O contrato de liberação de mais de R$ 3 bilhões – por meio do BNDES – foi assinado no local pela presidenta, garantindo a conclusão das obras de infraestrutura para a cidade, especialmente na área de mobilidade.

Os recursos serão investidos nos BRTs Transolímpica e Transbrasil; na duplicação do elevado do Joá – incluindo a construção da ciclovia -, ciclovia da Avenida Niemeyer, entre outras obras.

Ao lado do ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, e do governador Luiz Fernando Pezão, a presidenta Dilma Rousseff inaugurou as reformas do Terminal 2 do Galeão

Foto:  Divulgação

Presidenta inaugura reformas no Aeroporto do Galeão

Mais cedo, Dilma havia participado da inauguração das reformas do Terminal 2 do Aeroporto Internacional do Rio. Segundo a presidenta, as obras praticamente dobram a capacidade de passageiros do aeroporto.

“Aeroporto era um transporte de elite, porque nós passamos de 33 milhões de passageiros ao ano para 113 milhões no Brasil. Hoje, todos aqueles que querem viajar, podem. Muitas vezes são pessoas que jamais tiveram acesso a um aeroporto. Acusam a gente de ter transformado o aeroporto em uma grande rodoviária. Nós transformamos o aeroporto em uma grande rodoviária porque não tem mal nenhum em rodoviária. Agora, o aeroporto que estamos transformando é de qualidade, porque o povo brasileiro merece”, disse.

Com inauguração marcada para o sábado, aeroporto JK ainda apresenta falhas

Problemas ainda não foram sanadas para a inauguração, que acontece no próximo sábado

Correio Braziliense

20/05/2014 

Pacotes de cimento se acumulam no saguão de embarque (Oswaldo Reis/Esp. CB/D.A Press)  
Pacotes de cimento se acumulam no saguão de embarque

A menos de um mês para a abertura da Copa do Mundo e contrariando usuários e observadores, a presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que os aeroportos brasileiros estão “preparados” para o Mundial da Fifa. “Garanto que os nossos aeroportos estão preparados para a Copa do Mundo. Vamos receber todos muito bem. E os brasileiros poderão ficar orgulhosos do Brasil que estamos construindo”, ressaltou, durante o programa Café com a Presidenta, veiculado na Rádio Nacional.

A afirmação e o otimismo, no entanto, estão longe da realidade vivida no Aeroporto Juscelino Kubitschek — que terá mais uma etapa entregue no próximo sábado. Em fevereiro, a entidade de defesa do consumidor Proteste visitou 14 aeroportos, 12, de cidades sedes do Mundial de futebol. Na época da vistoria, diversas falhas de segurança foram identificadas, inclusive em Brasília.


A realidade de fevereiro, agora em maio, não é muito diferente. De acordo com o relatório da Proteste, o JK não dispunha de equipamentos de combate a incêndio suficientes no térreo. Dos extintores de incêndio que existiam — dois a cerca de 50 metros da sala de embarque —, um estava obstruído pelas mesas de um restaurante. Outra observação da Proteste dizia respeito à falta de sinalização de saídas de emergência e aos espaços de circulação ocupados por mesas e cadeiras. Durante a verificação, há três meses, mais uma questão levantada pelo órgão de defesa do consumidor era sobre a existência de equipamentos e material de construção, como tijolos e cimento, próximos aos banheiros, ao alcance de quem passasse.

 

Após 27 anos, trecho da Norte-Sul será inaugurado

Ritmo das obras da ferrovia ainda corre riscos e ministro dos Transportes vai à China cobrar fornecedor de trilhos por atraso

18 de maio de 2014

LU AIKO OTTA / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

Na reta final das inaugurações antes de se iniciar o período de proibição por causa da lei eleitoral, a presidente Dilma Rousseff abriu espaço na agenda para entregar trechos de pelo menos duas obras emblemáticas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Depois de visitar a transposição do Rio São Francisco, na semana passada, ela pretende inaugurar na quinta-feira 855 km da Ferrovia Norte-Sul, ligando Palmas (TO) a Anápolis (GO).

 

 

A linha será entregue 27 anos após a emissão da primeira licença ambiental para sua construção. Só no governo de Dilma, podem-se contabilizar três anos de atraso na inauguração.

Na correria antes da festa, operários se revezam 24 horas por dia para deixar tudo pronto. E, embora a linha já esteja instalada, ainda ficará faltando um complemento: mais 800 metros que farão a ligação, em Anápolis, da Norte-Sul com a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA).

O governo ainda enfrenta outro problema na construção de ferrovias: a falta de trilhos. Na sexta-feira, o ministro dos Transportes, César Borges, embarcou para a China. Vai, ao lado do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, “vender” as ferrovias brasileiras a investidores. Mas reservou um tempo na agenda para cobrar do fornecedor, a Pangang, a entrega da mercadoria. No melhor cenário, o material começará a chegar daqui a três meses. Era esperado para o final de 2013.

Exigências. A Pangang foi contratada por ser a única concorrente no terceiro leilão da Valec para comprar trilhos. As duas tentativas anteriores, suspensas por indícios de irregularidade e dúvidas quanto à qualidade do material, foram vencidas pela mesma Pangang. Na terceira tentativa, o governo exigiu melhoria no produto e garantias financeiras adicionais, mas mesmo assim enfrenta dificuldades.

Esse problema não afeta o trecho a ser inaugurado por Dilma, mas prejudica a continuação da Norte-Sul, que vai de Goiás ao oeste paulista, chamada de extensão sul da linha. Os planos do governo são inaugurar esse trecho, entre Ouro Verde (GO) e Estrela d’Oeste (SP), no final de 2015. Segundo o balanço da Valec de dezembro de 2013, 50% da obra estão concluídos.

Empréstimo. Por falta de material, a Valec cogitou pegar trilhos emprestados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) – que administra as rodovias federais, mas também tem alguns trechos de linha férrea sob sua responsabilidade. Mas, por ora, está trabalhando com o material que sobrou do trecho Palmas-Anápolis.

Quando a linha estiver funcionando, os portos de Santos (SP) e Itaqui (MA) estarão ligados um ao outro por uma ferrovia de bitola larga, mais veloz e com maior capacidade, apropriada a cargas. “Não que a mercadoria vá viajar de um porto para outro, mas haverá opção no Norte e no Sul para o produtor escolher a melhor saída”, explicou o ministro dos Transportes, César Borges.

Ao longo da ferrovia, há produção de grãos, farelo e minérios. A falta de obras complementares, como pátios para transferir carga de caminhões aos trens, ainda impedirá um uso mais intensivo das linhas no ano que vem, segundo assinalou o presidente da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça. Mas, acredita ele, a quantidade de grãos e farelos em vagões vai quase dobrar em seis anos, passando dos atuais 14% da produção para 32%.