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PM ameaça greve geral durante a Copa

Negociações entre policiais militares e Governo não avançam e Mato Grosso poderá conviver com um problema sério em pleno Mundial

Diário de Cuiabá|Joanice de Deus

Sem avanços nas negociações, Mato Grosso pode enfrentar uma greve geral dos policiais militares em plena Copa do Mundo, que começa na próxima quinta-feira (12.06). Dos 1.700 homens que a Segurança Pública do Estado irá disponibilizar para o Mundial, 1.200 são PMs, que serão responsáveis pelo policiamento ostensivo e distúrbios civis, como no caso de uma manifestação. 

“Não se tem avançado muito nas conversações e esse cancelamento [da reunião com o governo anteontem] deixou a tropa muito decepcionada. Todos estão desesperançosos e dado aos últimos acontecimentos não sabemos como o pessoal vai reagir”, disse o presidente da Associação da Associação dos Oficiais (Assof/MT), major Wanderson Nunes de Siqueira. Segundo ele, não foi dada nenhuma explicação para o adiamento do encontro. 

O descontentamento dos militares aumentou ainda mais depois que o Governo do Estado adiou para segunda (09) a reunião com representantes da categoria, que deveria ter acontecido anteontem. “As negociações até o momento têm sido travadas e morosas. Se na segunda-feira, o governador (Silval Barbosa) não resolver e atender as reivindicações poderá haver uma radicalização”, frisou. 

No dia seguinte, às 10 horas, os 6.500 militares e os 900 homens do Corpo de Bombeiros reúnem-se em assembleia geral. “Apesar do impedimento legal, houve greve em seis Estados brasileiros e essa possibilidade de greve aqui em Mato Grosso é real”, alertou. Recentemente, PMs paralisaram as atividades na Bahia, Pará e no Amazonas, entre outros. 

Os 6.500 policiais militares e 900 homens do Corpo de Bombeiros reivindicam equiparação salarial com a Polícia Civil. “Em alguns casos, essa equiparação chega a 40% a 60%”, informou. Segundo o major, o descontentamento atinge todas as carreiras: de praças a oficiais. 

Eles também buscam a reestruturação da carreira. “Não diferença, por exemplo, entre um sargento com um ano e outro com 30 anos de carreira, nem por tempo de serviço e nem por qualificação. Apresentamos uma proposta e o governo disse que seria difícil atender. Fizemos adequação, mas o governo não apresenta uma solução”, criticou. 

Entretanto, mesmo com a possível paralisação, o secretário de Segurança Pública (Sesp), Alexandre Bustamente, garante que o Estado está ou estará preparado para garantir a tranquilidade à população mato-grossense e aos visitantes que virão assistir os jogos do campeonato mundial. 

Porém, Bustamante afirmou desconhecer a possibilidade de greve. “As negociações encerram-se na segunda-feira”, ponderou. 

 

Comandante da PM envia nota aos policiais rejeitando nova paralisação

Tribuna da Bahia

O comandante da Polícia Militar nImagema Bahia, coronel Alfredo Castro, divulgou nota nas redes sociais, neste sábado (19/4), ratificando o cumprimento do acordo firmado entre o Governo do Estado, o Comando da Corporação e as entidades representativas de policiais e bombeiros militares, e esclarecendo que nenhuma instância estadual esteve envolvida com a prisão do soldado e vereador Marco Prisco (PSDB).

“Prova disso é que o deputado estadual Capitão Tadeu consultou a jurista, ministra do Superior Tribunal de Justiça e ex-corregedora do Conselho Nacional de Justiça Eliana Calmon. Em uma correspondência encaminhada ao Capitão Tadeu na madrugada deste sábado, à qual este comandante teve acesso, a ministra reafirmou o que já havíamos divulgado, que nada há de novo no fato ensejador da prisão preventiva senão a determinação de custódia de um réu em processo antecedente, sem qualquer envolvimento político ou intervenção do Governo ou outra autoridade qualquer da Bahia”.

A ministra Eliana Calmon afirma ainda que “a situação de Marco Prisco só pode ser solucionada no âmbito da Justiça Federal, mediante Habeas Corpus examinado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Solidariedade ou parceria no sentido de haver um reposicionamento da Justiça inexiste e a retomada de greve por parte da Polícia Militar é absolutamente impertinente neste momento porque esse acontecimento impedirá o exame de um possível Habeas Corpus, podendo ocasionar a prisão de líderes do movimento, agravando a solução do problema.”

Para ela, “a melhor solução para o problema não está no aquartelamento das forças policiais, porque não decorreu a prisão do descumprimento pelo Governador do acordo anteriormente assinado. Aliás, não poderia ele acordar sobre os processos em andamento na Justiça”.

O comandante da PM encerra a nota considerando “imperativo que o serviço policial-militar seja prestado com a normalidade costumeira, garantindo a paz pública do povo baiano”. 

Tribunal apura insubordinação de funcionário público flagrado usando Facebook

DIÁRIO DA MANHÃ|DIVANAI RODRIGUES

Uma portaria do Tribunal de Justiça de Rondônia instaurou um processo administrativo disciplinar contra um servidor que foi flagrado em horário de trabalho fazendo uso do Facebook. O caso teria acontecido na cidade de São Francisco  do Guaporé, em Rondônia. As informações são do site local Tudo Rondônia, publicada na última quinta-feira, 17.

Ilustração

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De acordo com a publicação, o servidor público é técnico judiciário no Cartório Cível da cidade, do quadro de pessoal permanente do Poder Judiciário. A reportagem ainda publica na íntegra a portaria na qual os motivos expressos para a instauração do processo são insubordinação perante superior e uso da rede social durante horário de trabalho.

Leia o trecho da portaria que explica os motivos para o processo:

“Ter praticado atos de insubordinação, demonstrando revolta e recusando-se a fazer certas tarefas que lhe foram passadas, além de praticar outros atos incompatíveis com o cargo que ocupa no cartório. Consoante comunicação interna do Diretor de Cartório, por diversas vezes, juntamente com o Chefe do Serviço de Cartório tentaram dialogar com o servidor em comento, no intuito de conscientizá-lo da postura a ser mantida no local de trabalho. Contudo, o funcionário causa tumulto no Cartório e foi ainda flagrado acessando site de relacionamento Facebook no computador de trabalho, durante o horário de expediente e que, ao ser advertido verbalmente pelo Diretor do Cartório para que cessasse a prática de tal ato, o mesmo exaltou-se e disse para o Diretor de Cartório “ir procurar o que fazer, pois ele iria acessar o que quisesse, e que o Diretor não estivesse contente com seu trabalho que o colocasse à disposição”.

A portaria ainda dá conta que o servidor, munido da comunicação sobre o processo, teria entregado ao Diretor do Cartório cópia de outra portaria que homologou o seu estágio probatório. De acordo com o Tribunal, a intenção do servidor com essa atitude era sugerir que os “atos praticados por ele não poderiam mais ensejar sua dispensa do quadro funcional do TJRO”.

A reportagem do DM.com.br tentou entrar no site do Tribunal de Justiça de Rondônia nesta manhã de sábado, 19, para consultar a portaria, porém o site se encontrava indisponível.