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DIÁRIO DA MANHÃ|DIVANIA RODRIGUES

Um vídeo mostrando um policial conversando com moradores envolvidos em uma ocorrência é citado na internet como lição de moral. As imagens duram 2min36 e foram postadas em um canal do YouTube no último dia 20 de abril.

 

Pelas imagens é possível entender que a polícia foi chamada para conter uma briga em família. O policial começa conversando com a mãe do jovem que aparentemente é o causador dos problemas, por não trabalhar.

Primeiramente, o policial conversa com a mãe que está com um bebê no colo. Ele sugere que a mulher poderia ter educado o rapaz de forma diferente para que ele não tivesse crescido sem fazer nada, apenas bebendo. 

Depois, o agente conversa com o jovem de 24 anos e lhe pergunta o que quer da vida. O policial também dá conselhos para o rapaz procurar emprego e respeitar o pai. 

Fotos em apoio a Daniel Alves, vítima de racismo, tomam conta das redes sociais

A foto publicada no Twitter pelo jogador Neymar, que inspirou os internautas brasileiros

A foto publicada no Twitter pelo jogador Neymar, que inspirou os internautas brasileiros

(Foto: @neymarjr/Twitter)
RFI

As mensagens de apoio ao lateral direito Daniel Alves, vítima de um insulto racista durante o jogo entre o Barcelona e Villareal, pelo campeonato espanhol, neste domingo (27), se tornaram um fenômeno nas redes sociais.

 

Daniel Alves se preparava para cobrar um escanteio, quando uma banana foi atirada no gramado. O jogador reagiu ao insulto comendo a banana tranquilamente, antes da cobrança. Em sua conta no Twitter, Dani Alves ironizou escrevendo dizendo que seu pai o aconselhava a comer bananas para evitar cãibras e até mesmo postou um vídeo com a cena no Vine.

O site do jornal Le Monde deu destaque ao assunto e elogiou a reação de Daniel Alves, lembrando que o jogador foi vítima “de atos idiotas que infelizmente ainda acontecem nos estádios de futebol.”

O jornal francês também citou uma declaração do craque depois do jogo, onde ele explica que vive há 11 anos na Espanha e durante todo esse tempo sempre foi vítima de insultos do tipo.

O craque Neymar reagiu em apoio a Daniel Alves e publicou em suas contas no Twitter e no Instagram uma foto ao lado do filho, segurando uma banana.

A imagem viralizou e foi curtida por mais de 420 mil pessoas, dando origem ao hashtag #somostodosmacacos. Centenas de internautas publicaram imagens segurando uma banana, em solidariedade a Dani Alves.

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Falha permite que hackers tenham controle total do computador através do Internet Explorer

DIÁRIO DA MANHÃ|LUDMILLA MOREIRA

Microsoft anunciou na última sexta (25), que uma falha está permitindo que hackers tenham controle total do computador através do Internet Explorer. O acesso permite que sejam feitas instalações de programas, exclusão de dados, entre outros. 

O problema é ainda mais sério para quem utiliza o Windows XP, que não recebe mais suporte da Microsoft. A vulnerabilidade atinge as versões do navegador de 6 a 11. Há evidências de que o Adobe Flash também esteja sofrendo ataques. 

Por enquanto, a forma mais simples de ficar protegido contra esta falha é utilizar outro navegador, como o Chrome e o Firefox, que ainda oferecem suporte ao Windows XP. 

Foto:Reprodução

Foto:Reprodução

 

Como não há regras claras sobre o uso da internet para realização de campanha política, caberá a cada partido fiscalizar os opositores e denunciar abusos.

Com a permissão de usar as mídias digitais para fazer propaganda eleitoral, desde que de forma gratuita, os candidatos se preparam para usar a internet como ferramenta de mobilização de militantes e solicitação de votos.

De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a partir do dia 6 de julho está liberada a campanha eleitoral, inclusive na internet por meio de sites, blogs e redes sociais como o Twitter e o Facebook.

A legislação eleitoral deixa claro que “é livre a manifestação do pensamento” na internet, desde que não seja feita de forma anônima. Mas a lei também assegura o direito de resposta em casos de ofensas.

O advogado especialista em Direito Eleitoral e integrante do MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral) Luciano dos Santos diz que não há uma definição concreta do que é permitido ou proibido nas redes sociais. Segundo ele, a ideia é manter a internet como um espaço livre, desde que não seja usada para abusos.

foto: Reprodução

foto: Reprodução

Campanha antecipada

Dois pré-candidatos à Presidência da República já foram penalizados pelo TSE, acusados de fazer propaganda antecipada na internet. Em meados de março, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), tiveram páginas do Facebook retiradas do ar por determinação judicial.

A justiça eleitoral entendeu que o conteúdo divulgado na rede social enaltecia a imagem dos pré-candidatos, o que caracteriza campanha eleitoral.

Usando os mesmos argumentos, há quem questione o perfil de Dilma Bolada. Criada e mantida pelo estudante Jeferson Monteiro, a página no Facebook e o perfil no Twitter faz uma sátira da presidente Dilma Rousseff, comentando decisões e eventos da presidência da República.

Esse tipo de conteúdo não se configura, contudo, como propaganda eleitoral. Segundo o advogado Luciano dos Santos, qualquer cidadão é livre para se manifestar na internet.

 

 

A minirreforma eleitoral, sancionada pela presidente Dilma em dezembro do ano passado, deixa claro que o debate por meio das redes sociais e até a divulgação do trabalho dos parlamentares não se enquadram como propaganda política.

 

 

Poder econômico

 

 

Todas as manifestações nas redes sociais são permitidas desde que sejam feitas de forma gratuita, mesmo durante o período de campanha eleitoral. A legislação veta qualquer tipo de propaganda eleitoral paga.

 

 

Por isso, os partidos podem formar cadastros de contatos para enviar e-mails divulgando as propostas de governo, por exemplo. No entanto, essa lista de endereços eletrônicos não poder ser comercializada. A lei proíbe a venda de cadastros de e-mails.

 

 

Segundo o especialistas em Direito Eleitoral, o objetivo da proibição e impedir que o poder econômico dos partidos mais ricos desequilibre a disputa eleitoral. (Com informações R7)

 

Disputa eleitoral entre partidos na internet já está acirrada

Estadão Conteúdo

PT, de Dilma, usa estratégias nas redes

A campanha eleitoral ainda não começou oficialmente, mas na internet a disputa entre os concorrentes à Presidência da República mais bem pontuados nas pesquisas de intenção de voto – Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) – já está bastante acirrada.

Com uma estratégia mais agressiva, o PT vem colocando os correligionários em campo para garimpar tudo o que pode ser usado contra os adversários, sobretudo os tucanos. Recentemente, utilizaram uma declaração dada pelo ex-BC Armínio Fraga, cotado para ser um dos homens-fortes da economia num eventual governo tucano de Aécio, em uma entrevista exclusiva concedida ao Estadão, para dizer que os tucanos têm preconceito com os ganhos das classes mais baixas. Uma das críticas partiu da página da deputada petista Margarida Salomão (MG), no Facebook. Até esta quinta-feira (24), o post sobre o tema já tinha mais de 23 mil compartilhamentos.

Um dos coordenadores da área digital do tucano Aécio Neves, Maurício Brusadin, disse em entrevista ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que o PT está com um exército em campo. Contudo, assegura que o PSDB não teme esse contingente porque eles ainda estão falando entre si, “como numa conversa de boteco”. Brusadin, que tem em seu currículo a estratégia digital da bem-sucedida campanha da ex-senadora Marina Silva à Presidência da República nas eleições passadas, diz que apesar “do barulho” que o PT faz nas redes sociais, as menções negativas contra o partido e seus dirigentes também são bastante disseminadas. “Por essa razão, não estamos nos pautando por esses ataques, pretendemos fazer uma campanha do bem nas redes sociais”, destaca.

Brusadin rebate as críticas de que os tucanos estão num ritmo ainda lento na internet, em comparação ao PT. Segundo ele, a estratégia do PSDB nessa seara é justamente atrair os que reivindicam mudanças, mas não estão ainda inseridos no universo político, um contingente estimado entre 30 a 40 milhões de pessoas. “Nossa ideia é estabelecer, neste momento, um diálogo com o pessoal que está fora do universo da política, sair dessa disputa ‘Corinthians x Palmeiras’ que (o PT) tenta impor e construir propostas com base nessas conversas, mostrando que o jovem tem espaço na construção de um novo Brasil.”

Para o especialista em pesquisa eleitoral e marketing político Sidney Kuntz, o grande desafio das campanhas na internet é transferir os votos potenciais dos simpatizantes para as urnas, para o mundo real. Brusadin concorda com a avaliação, dizendo que o PSDB tem trabalhado no sentido de levar as discussões das redes sociais para o mundo real. “O PT está trabalhando para transformar a web em um campo de guerra, mas usaremos a internet para a construção de propostas que possam modificar o Brasil, não vamos embarcar na provocação dos petistas”, avisa.

Ao falar da presença do PT nas redes sociais, Brusadin cita, por exemplo, que apesar do chamado ‘exército petista nas redes sociais’, os tucanos e simpatizantes da sigla conseguiram emplacar, recentemente no trend topics do Twitter a hashtag #DilmaTemMedoDaCPI. E ironiza: “O PT não tem o potencial de rede que imagina ter, para dentro (da própria rede) eles podem até ter, mas para fora não. A web é um meio e não um fim, não adianta usá-la sem boas propostas, é o mesmo que dar um megafone para um mudo.”

Além de PT e PSDB, o PSB de Eduardo Campos também tem investido nas redes sociais. A vice em sua chapa, Marina Silva, tem experiência neste campo, quando disputou a Presidência da República em 2010 e conseguiu uma votação expressiva, de cerca de 20 milhões de votos, graças às redes sociais, em que um dos coordenadores dessa área, na época, era Brusadin. No lançamento oficial da chapa Campos/Marina, os dois participaram de um bate-papo com internautas.

A conversa com internautas tem sido um recurso utilizado também pela presidente Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição. Na quinta-feira, 24, ela participou de um bate-papo com internautas por meio da página oficial do Palácio do Planalto no Facebook.

Dilma bate recorde de engajamento no Face

ImagemA entrevista da presidente Dilma Rousseff a internautas, realizada ontem em sua página no Facebook, foi um marco na história da rede social criada por Mark Zuckerberg no País. Com um público de 700 mil pessoas que participaram simultaneamente do evento, foi o maior “Face to Face” já transmitido no Brasil. Leia, abaixo, informação do Radar Online a respeito: 

O Face to Face que Dilma Rousseff promoveu ontem com os internautas brasileiros pela página do Palácio do Planalto no Facebook foi visto por mais de 700 000 pessoas. O número representa dez vezes o número de fãs da página de Dilma e é um dos maiores em engajamento já vistos na rede social no Brasil.

Fonte: Brasil247

Método para desamassar carro em casa faz sucesso na internet

CORREIO DA MANHÃ|DIVANIA RODRIGUES

Um vídeo publicado na internet está fazendo sucesso ao ensinar as pessoas a desamassarem um para-choque de veículos. As imagens foram publicadas no YouTube e em pouco mais de um mês já tem mais de 2 milhões de visualizações. O vídeo está em inglês, mas a receita é simples.

Em cerca de meia hora o problema estaria resolvido.

O primeiro passo seria limpar o local do amassado com polidor ou cera para retirar todo a sujeira e impossibilitar que durante o processo surjam possíveis arranhões. Depois é só usar o secador diretamente no local amassado por 10 minutos.

O próximo passo é tentar empurrar lentamente o amassado pela parte interna do para-choque. O vídeo chama atenção para que os movimentos realizados nesse momento sejam suaves.

Por último, é recomendado que o secador fique ligado mais 20 minutos na parte que estava com defeito, mantendo-a empurrada pelo lado de dentro, para solidificar a alteração. 

NETmundial: “silêncio” sobre espionagem causa polêmica

Participantes da conferência NETMundial em São Paulo causaram polêmica ao pressionar para que o documento final do encontro contenha uma referência ao escândalo de espionagem em larga escala praticada pelos Estados Unidos – cuja repercussão acabou sendo um dos principais motivos da convocação do evento.

A intenção do encontro é dar o pontapé inicial para a formulação de um sistema de governança internacional da rede, que seja posto em prática a partir de setembro de 2015, quando os Estados Unidos deixarão a coordenação do ICANN (Organização da Internet para Atribuição de Nomes e Números), o órgão baseado em território americano que atribui, administra e gerencia os nomes e domínios usados na internet.

Representantes de governos, universidades, setor privado e sociedade civil reunidos no Grand Hyatt Hotel tentam fechar um documento final que lance pelo menos os princípios da atuação que se espera do novo corpo que governará o uso da internet no mundo.

Participantes dos debates no primeiro dia do encontro pediram que o documento fizesse referência ao caso de espionagem americana, que veio à tona graças as denúncias de Edward Snowden, ex-técnico da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês).

“Nós não conseguimos achar nada sobre Edward Snowden no texto”, disse um representante da sociedade civil durante a sessão de perguntas sobre o chamado “Mapa para a Evolução Futura da Internet”, documento que lista os passos a serem adotados no processo de governança da rede.

A fala foi aplaudida e a ela se seguiram várias críticas sobre a falta de menção do escândalo no documento. Publicado há uma semana na internet, o texto vem desde então recebendo comentários de representantes de governo, do setor privado, de universidades e da sociedade civil. A ausência do termo é alvo de críticas frequentes.

Uma das integrantes da primeira mesa a discutir o “mapa”, Jeanette Hofmann, disse estar aberta a mudanças. “Se vocês acharem contradições e inconsistências, falem com a gente”, disse. O coordenador da conferência, o brasileiro Virgílio Almeida, secretário de Política de Informática do Ministério de Ciência e Tecnologia, já havia sido questionado sobre a ausência do tema durante encontro com a imprensa na semana passada. Na ocasião, Almeida disse que o documento não é para “resolver todos os problemas” e falou da necessidade de abordar “questões de governança”.

Dilma

O encontro da NetMundial em São Paulo foi convocado logo após o discurso da presidente Dilma Rousseff na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas ano passado condenando com veemência a espionagem da NSA. O tema, inclusive, foi citado no início do discurso de Dilma na abertura da NetMundial.

“As revelações sobre mecanismos abrangentes de espionagem coletiva provocaram repúdio na opinião pública brasileira e do mundo”, disse a presidente. “Isso atenta contra a natureza da internet, aberta, plural e livre.” Logo após a convocação do encontro em São Paulo, os Estados Unidos confirmaram participação e enviaram representantes. O texto também recebe sugestões de delegados americanos.

Fonte: BBC BRASIL.com 

Pesquisa aponta fraco desempenho do serviço de internet oferecido no Brasil

A internet brasileira não só é uma das mais caras do mundo, como também é uma das que evoluem mais lentamente. Pelo menos é o que aponta um levantamento divulgado pela empresa norte-americana Akami nesta quarta-feira (23).

De acordo com o documento, o Brasil teve um aumento de 0,2% na velocidade média da conexão, que passou a ser de 2,7 Mbit/s. Com o número o país passou a ocupar a 78° posição em um total de 140 países analisados. No ranking mundial, o Brasil ocupa a posição de número 83, levando-se em conta que a taxa média de transmissão de dados na rede é de 3,8 Mbit/s.

O número não de todo animador, pois o país ainda se encontra atrás de países como Angola e Panamá. A situação, no entanto, é explicada pela Akami, que atribui o tímido avanço do Brasil por causa do crescente número de novas conexões. “A maioria dos novos acessos está na classe C, público que, em geral, contrata serviços com velocidades mais baixas”, explicou Matthew Swartz, executivo da empresa. O estudo revela ainda que 77% das conexões brasileiras têm velocidade média inferior a 4 Mbit/s.

Distante da nossa realidade, países que ocupam a outra ponta da tabela, como é o caso da Coreia do Sul (líder do ranking com velocidade média oito vezes superior a do Brasil), oferecem um serviço de alto desempenho e preço bem mais acessível aos seus usuários. “A Coreia do Sul é um exemplo a ser seguido”, disse Swartz. “O país investiu de modo agressivo na infraestrutura de redes e rapidamente se tornou referência no setor.”

Na análise referente ao desempenho da banda larga móvel no Brasil, os números são ainda mais desanimadores. Segundo o relatório, que considera os acessos por meio de redes 3G e 4G, a velocidade média da taxa de navegação dos brasileiros foi de 1,4 Mbit/s no último trimestre de 2013. O número representa uma queda de 18% em relação ao período de julho a setembro daquele mesmo ano.

O estudo foi elaborado com base nos acessos da plataforma da Akamai que representa cerca de 30% do tráfego na internet em todo o mundo.

Evento em São Paulo debate o futuro da internet

24/04/2014 

São Paulo, 24 – O primeiro dia do NETmundial foi marcado por defesas da liberdade e da privacidade na internet, ao lado dos esperados pedidos por uma governança onde participam diversos setores e governos. A bandeira do modelo multissetorial se refletiu nos nomes que estiveram presentes na abertura do evento, além da presidente Dilma Rousseff.


A sequência de discursos reuniu o vice-presidente do Google Vint Cerf, criador do protocolo de número IP, a ativista nigeriana Nnenna Nwakanma, o criador da World Wide Web, o cientista da computação britânico Tim Berners-Lee e Fadi Chehadé, presidente do ICANN, órgão responsável pela gestão da internet mundial e ligado ao Departamento do Comércio dos Estados Unidos.

Cerf alertou sobre o mau uso da internet, falando em “vandalismo digital” e na censura de regimes que não respeitam os direitos humanos e a liberdade de expressão. Berners-Lee pediu “uma governança da internet que faça com que a comunidade sente à mesa de decisões”.

No início do segundo painel do NETmundial representantes de diversos países, academia e da sociedade civil aproveitaram a sessão para apoiar o modelo multissetorial e fazer suas considerações sobre a governança da web. “A internet é mais disruptiva do que a eletricidade, a industrialização… é a maior revolução do mundo. E só podemos criar mudanças positivas se entrarmos em acordo”, afirmou Neelie Kroes, vice-presidente da Comissão Europeia e membro do Comitê de Alto Nível da NETmundial.

O principal destaque do painel foi a participação dos Estados Unidos, principal motivador para realização do evento, após as revelações do ex-técnico da NSA Edward Snowden.

Michael Daniel, assistente especial do presidente Barack Obama e coordenador de cibersegurança da Casa Branca, declarou que os EUA apoiam o modelo multissetorial.

Daniel também comentou sobre a espionagem. “Sobre as dúvidas em relação à vigilância não autorizada, reafirmamos o que o presidente Obama disse em janeiro e continuamos comprometidos com a reforma da nossa inteligência”, disse.

Alguns países, como Rússia e Argentina, defenderam uma maior participação dos governos nas decisões. “O modelo atual de governança passa por crise séria. Nós acreditamos que o modelo multissetorial deve incluir governos, que têm papel importante na segurança e estabilidade da internet”, afirmou Nikolai Nikiforov, ministro da Rússia.

Evento paralelo

No fim da tarde de quarta-feira, 23, um grupo de peso se reuniu no ArenaNETmundial, evento coligado e aberto ao público, antes de um painel sobre os 25 anos da internet. Em coletiva de imprensa, o ministro-chefe da secretaria geral da presidência da república Gilberto Carvalho, Berners-Lee, o ex-ministro da cultura, músico e ativista Gilberto Gil, o relator especial da ONU para o direito à liberdade de expressão e opinião e advogado de direitos humanos Frank La Rue, o vice-presidente da Thought Works Neville Roy Singham,o sociólogo Sérgio Amadeu e o conselheiro do CGI Demi Getschko comemoraram a aprovação do Marco Civil e discutiram o futuro da rede a partir do NETmundial.

Lee destacou o Brasil como um líder importante para os próximos 25 anos da internet. “Qualquer um pode se envolver no desenvolvimento da web. Para isso todos precisam aprender a programar e que não apenas imaginem o que se passa no computador”, afirmou.