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Advogado é preso por extorsão e crimes sexuais pela internet

DIÁRIO DA MANHÃ|OLÍVIA PROENÇA

O advogado Ricardo Lopes Hage foi preso em Salvador, acusado de extorsão e crimes sexuais pela internet. Ele é casado com uma juíza do Trabalho e parente do ministro-chefe da CGU (Controladoria Geral da União), Jorge Hage.

A prisão temporária de 30 dias, realizada na última sexta-feira (18), foi solicitada pela Justiça após denúncias de mulheres e adolescentes que acusaram o advogado de chantagem. O sigilo telefônico do jurista foi quebrado e mandados de busca e apreensão para captura de fotos, papéis, celular, aparelhos eletrônicos e qualquer mídia que armazene dados que estejam em poder do investigado e na sua residência, localizada em um condomínio de luxo, foi expedido.

Fake

Segundo investigações do setor de inteligência da Secretaria de Segurança Pública, o acusado tinha um perfil feminino falso no Facebook (fake), conquistava a amizade das mulheres e pedia fotos íntimas. O advogado conseguia número de telefone, revelava que era homem, fazia propostas indecentes e enviava imagens obscenas. Ele ameaçava divulgar na internet o teor do contato, caso não obtivesse sexo. O processo já está em segunda instância e corre na Segunda Turma da Segunda Câmara Criminal do TJ-Ba (Tribunal de Justiça da Bahia).

Foto:Advogado tinha um perfil feminino falso nas redes sociais Reprodução/Record Bahia

Foto:Advogado tinha um perfil feminino falso nas redes sociais Reprodução/Record Bahia

 

Uma alucinante viagem ao passado português

WORLD OF DICOVERIES

por Dinheiro VivoHoje

 
Uma alucinante viagem ao passado português
Fotografia © D.R.

O World of Discoveries, um museu interativo e parque temático em Miragaia, vai ser inaugurado na quinta-feira e o prevê-se que atraia 300 mil turistas por ano mas o espaço tem capacidade para acolher até 600 mil visitantes.

A nova aposta do grupo Douro Azul promete uma alucinante viagem ao passado e reconstroi grandes momentos da época dos Descobrimentos Portugueses e significou um investimento de 8 milhões de euros.

Dilma sanciona Marco Civil da Internet

A presidenta Dilma Rousseff sancionou hoje (23) o Marco Civil da Internet durante a abertura do Encontro Global Multissetorial sobre o Futuro da Governança da Internet – NET Mundial, em São Paulo, que reúne representantes de governos, sociedade civil, técnicos e usuários da rede de vários países. A nova lei será publicada em edição extra do Diário Oficial ainda hoje.

O marco civil, aprovado pelo plenário do Senado na noite de ontem (22), define os direitos e deveres de usuários e provedores de serviços de conexão e aplicativos na internet. A aprovação abre caminho para que os internautas brasileiros possam ter garantido o direito à privacidade e à não discriminação do tráfego de conteúdos.

 Presidenta Dilma Rousseff

A presidenta Dilma Rousseff avaliou o marco civil como “um passo fundamental para garantia da liberdade, da privacidade e do respeito aos direitos do usuário da internet”Valter Campanato/Arquivo Agência Brasil

Após assinar a sanção, Dilma iniciou seu discurso defendendo o respeito aos direitos humanos, à privacidade e à liberdade de expressão na internet. “Os direitos que as pessoas têm offline também devem ser protegidos online”, comparou.

Ontem (22), pelo Twitter, Dilma avaliou o marco civil como “um passo fundamental para garantia da liberdade, da privacidade e do respeito aos direitos do usuário da internet”, além de destacar o papel da lei na garantia da neutralidade do caráter livre e aberto da rede mundial.

A presidenta também destacou os mecanismos de defesa dos direitos dos usuários estabelecidos com a nova legislação. “O novo marco civil estabelece que as empresas de telecomunicações devem tratar de forma isonômica quaisquer pacotes de dados. Além disso, o marco civil veda bloquear, monitorar, filtrar ou analisar o conteúdo dos pacotes de dados. O nosso modelo de marco civil poderá influenciar o debate mundial na busca do caminho para garantia de direitos reais no mundo virtual”, escreveu Dilma em sua conta pessoal no Twitter.

Encontro global inédito em SP busca modelo de governança da internet

Por dois dias, a partir desta quarta-feira, o Brasil, mais precisamente São Paulo, se torna o centro da internet mundial. A cidade sedia a NetMundial, conferência considerada o pontapé inicial de um sistema de governança internacional da rede.

O evento terá quase mil participantes de mais de 85 países, entre representantes de governos, universidades, setor privado e sociedade civil, que dariam um caráter “multissetorial” ao encontro, como os organizadores gostam de ressaltar.

O encontro será aberto pela presidente Dilma Rousseff, que se empenhou pessoalmente em trazer a conferência ao Brasil.

Dilma chega ao encontro ostentando o Marco Civil da Internet, aprovado em última hora no Senado após passar pela Câmara, em meio a disputas da base aliada e da oposição. A legislação, considerada avançada por especialistas, colocaria o país na vanguarda das discussões sobre o tema.

A ideia do encontro ganhou fôlego após o escândalo que revelou um esquema de espionagem em massa do governo americano, denunciado pelo ex-colaborador da Agência Nacional de Informação dos Estados Unidos, a NSA.

Uma das principais discussões deve se dar em torno do modelo de governança do ICANN (Organização da Internet para Atribuição de Nomes e Números), o órgão baseado em território americano que atribui, administra e gerencia os nomes e domínios usados na internet.

Os Estados Unidos já concordaram em abdicar da coordenação do ICANN a partir de setembro de 2015, desde que esta passe a ser controlada por um corpo multissetorial.

Segundo o texto base, feito com a colaboração de centenas de voluntários dos vários setores representados, a ideia é que a nova gestão seja conduzida em um espírito de “participação igualitária”.

Emergentes e estágio inicial

Segundo o secretário de Política de Informática do Ministério de Ciência e Tecnologia, Virgílio Almeida, que estará conduzindo os debates, a reformulação do ICANN “será certamente um dos pontos de discussão em São Paulo”.

Segundo a BBC apurou, a modelo de governança global da internet que muitos esperam será o principal ponto de divisão do encontro – e na busca por um documento final que agrade a todos.

O Brasil, os Estados Unidos e vários países europeus defendem uma governança multissetorial, com participação da sociedade civil, sem a preponderância dos governos.

Mas países como China, Rússia, Tadjquistão e Uzbequistão querem que governança da internet seja regulamentada no contexto das Nações Unidas.

O secretário Almeida disse que, no período de redação do documento base, percebeu-se “uma maior expectativa de participação na governança da internet por parte de países do hemisfério sul”, uma referência à nações emergentes.

O texto base para as discussões, e que deve virar um documento da conferência, foi feito com a participação de representantes de governos, da sociedade civil, da iniciativa privada e de universidades, que se inscreveram no portal do encontro e ajudaram a formulá-lo.

Almeida compara a conferência com o momento do início, no final dos anos 1970, das discussões globais sobre políticas de meio ambiente, que levaram à formulação do Protocolo de Kyoto e a tentativas de se chegar consensos sobre normas internacionais – e que também contaram com a importante participação de especialistas e vários setores não governamentais.

O documento é dividido em duas partes. O primeiro trata dos “Princípios de Governança da Internet”, uma espécie de Constituição da rede em nível global.

Ali, salienta-se a necessidade de assegurar, em nível mundial, a liberdade de expressão na rede, a privacidade, o acesso à informação, sua diversidade cultural e linguística, seu caráter colaborativo e uma “arquitetura” aberta.

A segunda parte, o “Mapa para a Evolução Futura da Internet”, como o nome já diz, traz indicações e sugestões sobre a evolução da rede e tratará da necessidade de os governos construírem seu próprio sistema de governança de rede – a exemplo do feito pelo Brasil com o Marco Civil brasileiro.

Fonte: BBC BRASIL.com

Brasil lidera luta contra a hegemonia americana na internet, diz Le Monde

A conferência Netmundial acontece em São Paulo dos dias 23 e 24 de abril.

A conferência Netmundial acontece em São Paulo dos dias 23 e 24 de abril.
Adriana Brandão

O Brasil, que organiza a conferência internacional sobre a governança da internet, é o principal destaque de capa do jornal Le Monde, que chegou às bancas na tarde desta terça-feira (22). O suplemento de economia do vespertino traz um grande artigo sobre a realização, nos próximos dias 23 e 24 de abril, do evento batizado de NETmundial, em referência à Copa do Mundo de futebol. O jornal afirma que o Brasil, que está na vanguarda do movimento de reforma da internet, “quer desamericanizar a net”.

 

Le Monde escreve que no início desse movimento global pela reforma da internet está “a grande indignação” da presidente brasileira, Dilma Rousseff, com o escândalo de escutas revelado por Edward Snowden. O resultado dessa indignação, que levou Dilma Rousseff inclusive a cancelar uma viagem oficial aos Estados Unidos no ano passado, é a organização da conferência internacional sobre a governança da internet, que acontece esta semana em São Paulo, com a ambição de lutar contra a “hegemonia americana na web”.

A iniciativa de Dilma obteve a adesão de vários países. Ao todo, onze países são coorganizadores do evento, entre eles a Alemanha, a França e até os Estados Unidos. O objetivo oficial de Brasília, informa, é conseguir a adoção uma declaração comum sobre os princípios de uma nova governança que deve ser “democrática, transparente, responsável e respeitosa da diversidade cultural”. Isto é, “desamericanizar” os organismos que controlam o funcionamento global da Web que, por razões históricas, estão sob a tutela dos Estados Unidos.

Brasil na vanguarda

Essa reforma é uma reivindicação antiga, diz Le Monde, que ganhou força depois do escândalo das escutas pela agência americana NSA, principalmente após o apoio da Alemanha.

O vespertino acredita que a lei brasileira da internet, votada em março pela Câmara dos Deputados, poderá servir de modelo para os países que participarão da NETmundial. O texto brasileiro, informa Le Monde, garante a liberdade de expressão, a proteção da vida privada e a igualdade de tratamento de qualquer tipo de conteúdo.

Recuo americano

Em março deste ano, os Estados Unidos surpreenderam ao decidir abandonar, antes do fim de 2015, o controle do Icann (Internet Corporation for Assignet Names and Numbers), responsável por designar os nomes dos domínios e endereços da internet. Essa decisão é interpretada como um recuo americano.

Especialistas ouvidos pelo Le Monde acreditam que o momento é favorável para conseguir avançar na reforma da governança da internet. Antes mesmo de acontecer, a “NETmundial já obteve sucesso ao obrigar Washington a participar a um processo de divisão de poder para não chegar a São Paulo isolado”, aponta o artigo.

Mas, outros especialistas ressaltam que os Estados Unidos continuam em posição de força e querem que a futura governança do setor seja dominada pelo setor privado, principalmente pelos gigantes mundiais da Web que são, majoritariamente, americanos. Para complicar um pouco mais a situação, deputados do partido republicano já anunciaram sua oposição ao projeto de “internacionalização da internet” que eles consideram uma nova prova de “fraqueza do presidente Obama”, revela o Le Monde.

A França discreta

O vespertino lamenta a discreção da França no debate, apesar de ser um dos coorganizadores do evento. O governo francês preferiu não enfrentar os Estados Unidos e não denunciar as escutas da NSA. 

Marco Civil da Internet pode ser votado ainda hoje no plenário do Senado

Em regime de urgência constitucional, projeto do Marco Civil da Internet é aprovado em comissão do Senado e segue para aprovação ainda hoje no plenário

Estado de Minas

22/04/2014 

Governo consegue aprovar em comissão do Senado, nesta terça-feira, com regime de urgência constitucional, projeto do Marco Civil da Internet, que deve seguir ainda hoje para votação em plenário da Casa. A pressa para aprovação da matéria está ligada à participação em São Paulo, nesta quarta-feira (23), da presidente Dilma Rousseff de uma feira internacional sobre a internet.

O texto foi aprovado na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática do Senado, na manhã desta terça-feira, em decisão instantânea, sem debates, e apenas com mudanças na redação para evitar que retornasse à Câmara dos Deputados, onde já foi aprovado em plenário

Com a aprovação em  comissão do Senado, o relator, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), atende a um pedido da presidente Dilma Rousseff, que quer apresentar a proposta no evento mundial que acontece em São Paulo, marcando posição do país nas discussões em torno dos deveres e direitos na web.

A proposta estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para internautas e provedores na web. Ainda está pendente o parecer das comissões de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), que deverá ser dado no próprio plenário do Senado.

60 obras raras do Mosteiro de São Bento estão disponíveis na Internet

21/04/2014

O setor de obras raras possui aproximadamente 13 mil obras impressas do séc. XVI ao XIX
O setor de obras raras possui aproximadamente 13 mil obras impressas do séc. XVI ao XIX

60 obras raras, dos séculos XVI ao XIX poderão ser acessadas pela internet a partir dessa terça-feira (22/4). Elas pertencem ao Mosteiro de Sâo Bento, em Salvador, e foram restauradas por uma equipe multidisciplinar de especialistas do Mosteiro e da Faculdade São Bento da Bahia, com técnicas inovadoras de desinfestação, higienização e restauro.

O projeto durou cerca de dois anos e absorveu investimentos de de R$ 500 mil, oriundos do Fundo de Cultura da Bahia, destinado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

Entre as obras restauradas e digitalizadas estão a coleção “Obras Completas de Luiz de Camões”, edição crítica com as mais notáveis variantes, de 1873;; “Cartas Selectas”, de Padre Antônio Vieira, de 1856; “Index Librorum Prohibitorum”, do Papa Bento XIV, de 1764 e “Historia dos Judeos”, de Flavio José, de 1793. Os mais antigos da lista são: “Cometario as Sentenças de Duns Scoto, do Fr. Nicolau de Orbellis”, de 1503, e “Suma Theologica Secundæ”, de São Tomas de Aquino, de 1534.

— Acesse as obras digitalizadas

O Mosteiro de São Bento da Bahia foi o primeiro fundado pela ordem dos Beneditinos nas Américas. Sua biblioteca, alvo depesquisadores de todo o mundo, foi fundada em 1582 e é tombada pelo Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN) desde a década de 1930.

O acervo completo ultrapassa os 200 mil volumes, e o setor de obras raras possui aproximadamente 13 mil obras impressas do séc. XVI ao XIX.