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Manifestantes ocupam prédio do Incra em Brasília

Grupo só deve deixar o prédio após ser recebido pelo presidente da entidade

Manifestantes ocupam prédio do Incra em Brasília<br /><b>Crédito: </b> Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP
Manifestantes ocupam prédio do Incra em Brasília
Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

Cerca de 100 manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e da Frente Nacional de Luta, Campo e Cidade ocupam nesta quarta nto a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Brasília. O grupo chegou ao local por volta das 6h e só deve deixar o prédio após ser recebido pelo presidente da entidade. 

A pauta de reivindicações, de acordo com o coordenador do movimento, Manoel da Conceição, inclui a reestruturação dos assentamentos, a renegociação de dívidas, a liberação de crédito e a destinação de mais terras para a reforma agrária. Segundo ele, uma das dificuldades do Incra na compra de mais terras é o limite de R$ 140 mil por família – valor considerado defasado pelos manifestantes. 

O representante da Associação Nacional dos Servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Combate à Fome, Almir César, estima que 2 mil pessoas trabalhem no edifício. Elas estão impedidas de entrar. “Não é a primeira nem a última vez que o Incra é ocupado, não enquanto o problema da reforma agrária for resolvido.”

Fonte: Agência Brasil

Torcedores chilenos são liberados e cônsul pede respeito às leis do Brasil

Grupo de 85 pessoas invadiu e danificou o Centro de Mídia do Maracanã antes do jogo contra a Espanha

O DIA

Rio – Os 85 torcedores chilenos detidos após invadir o Centro de Mídia do Maracanã antes do jogo da seleção contra a Espanha, na tarde desta quarta-feira, foram liberados no fim da noite. Conforme determinação da Polícia Federal, eles tem até 72 horas para deixar o Brasil, sob o risco de serem extraditados sumariamente. O cônsul do Chile disse que a repartição ajudará os compatriotas que tiveram qualquer dificuldade de voltar para casa.

Após o registro da confusão pela Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), na Cidade da Polícia, no Jacarezinho, os torcedores chilenos foram levados em dois ônibus da PM para o consulado do país, no bairro do Flamengo, na Zona Sul do Rio, e depois liberados. Ainda animados com a vitória histórica contra a Espanha por 2 a 0 e a classificação para as oitavas-de-final, eles entoavam o tradicional cântico que desde o início da semana tomou conta das ruas da cidade: “Chi-Chi, Le-Le-Le. Viva Chile.”

O cônsul do Chile no Rio, Samuel Ossa, mandou um recado aos compatriotas que estão no Brasil para os jogos da Copa do Mundo: que respeitem as leis brasileiras. Ele também afirmou que o consulado poderá prestar auxílio financeiro, jurídico ou de mobilidade aos que tenham que deixar o país, mas encontrem algum tipo de dificuldade. Ossa afirmou ainda que a invasão às dependências do Maracanã não foi um ato de vandalismo, mas de torcedores apaixonados pela seleção chilena.

Antes da partida contra a Espanha, cerca de 300 torcedores chilenos invadiram o estádio pelo portão C, na Rua Eurico Rabelo. Um grupo chegou a arquibancada, depois de destruir parte da área destinada á imprensa. Uma porta de vidro foi quebrada e uma divisória veio abaixo com a pressão feita por cerca de 30 invasores. A segurança interveio e obrigou que o grupo sentasse até que fosse retirado do estádio. Todos foram levados para a sede da PF, na Zona Portuária do Rio.

A Fifa, responsável pelo evento, enviou nota informando que os invasores não chegaram à arquibancada. A entidade máxima do futebol informou ainda que vai divulgar nas próximas horas novas medidas de segurança que serão tomadas. A Secretaria de Segurança Pública do Rio disse, também através de nota, que “a PM foi acionada em virtude da invasão de torcedores chilenos no Centro de Mídia” para “resguardar alguns acessos ao estádio e para a detenção de 85 torcedores”.

A segurança dentro dos estádios da Copa do Mundo está a cargo de vigilantes civis e desarmados, os chamados Stewards, padrão em eventos esportivos internacionais.

Kiev acusa Rússia de propaganda “pró-agressão” no leste

Combatente passa diante de caixões de milicianos pró-russos após batalha no aeroporto de Kiev

Combatente passa diante de caixões de milicianos pró-russos após batalha no aeroporto de Kiev|REUTERS/Yannis Behrakis|RFI

Neste sábado (31), a Ucrânia acusou Moscou de lançar uma campanha de propaganda para justificar sua “agressão” ao leste do país, incentivar o separatismo pró-russo e abalar a legitimidade do novo presidente pró-ocidental, Petro Porochenko. Depois dos violentos combates do início da semana no aeroporto internacional de Donetsk, os conflitos entre forças pró-Kiev e separatistas se multiplicam pelo território. Desde o início da semana, oito observadores da Organização pela Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) estão desaparecidos.

Para os russos, a origem da violência é uma “operação punitiva” de Kiev, que se recusa a dialogar com os separatistas e opta pela via das armas. A acusação é rechaçada pelas autoridades ucranianas: “O Kremlin não para de fazer declarações baseadas na emoção e de inventar informações com o único objetivo de legitimar a agressão russa”, escreveu hoje no jornal de língua inglesa Kyiv Post o ministro das Relações Exteriores Andrii Dechtchitsa.

Em sua coluna, ele denunciou ainda uma “campanha massiva de informação lançada nos últimos dias pelo Kremlin contra a operação antiterrorista (ucraniana), com um discurso dúbio, repleto de falsas informações”. De acordo com ele, o discurso do vizinho mostra que a Rússia está desesperada para aproveitar sua “última chance de influenciar a opinião pública internacional”.

O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, pediu mais uma vez que o secretário de Estado norte-americano John Kerry convença Kiev a cessar sua ofensiva no leste. Mas, de acordo com o conselheiro adjunto de segurança nacional dos Estados Unidos, Ben Rhodes, o presidente Barack Obama “expressará diretamente ao presidente eleito Porochenko seu apoio” à Ucrânia. Os dois se encontram na Polônia na próxima quarta-feira (4), antes de seguirem para a França para participar das comemorações da tomada da Normandia, no dia 6. Vladimir Putin também estará presente.

Armas e remédios

Nos últimos dias, o presidente russo multiplicou as conversas telefônicas com dirigentes ocidentais, entre eles o francês François Hollande. Ele acusa Kiev de violar a Convenção de Genebra de 1949 no que tange a obrigação dos estados de proteger os civis. De acordo com Putin, a Ucrânia usa deliberadamente seus meios militares contra a população do leste e se opõe à ajuda humanitária na região.

Para a diplomacia ucraniana, o discurso não passa de retórica: “Fornecer armamento de um lado e remédios do outro é, no mínimo, contraditório”, ironizou Andrii Dechtchitsa, em referência à artilharia – inclusive pesada – utilizada por cidadãos russos que combatem ao lado dos insurgentes. Os próprios separatistas confirmaram que a maioria dos 40 mortos nos combates do aeroporto de Kiev era russa.

Diálogo e guerra

Eleito no último dia 25 no primeiro turno, Porochenko afirmou que pretende dialogar com Moscou, mas prometeu também agir com firmeza com relação aos rebeldes.

De fato, nesta semana, Kiev reforçou a ofensiva no leste, que já causou 200 mortes – entre soldados, separatistas e civis – desde seu início, em 13 de abril. De acordo com as autoridades ucranianas, Kiev ganhou terreno, mas os combates estão cada vez mais violentos e várias cidades da região – inclusive a capital Donetsk – sucumbiram à anarquia.

Crise de abastecimento

Além da violência, Kiev enfrenta o risco de uma interrupção no fornecimento do gás russo já na próxima terça-feira. Nas negociações desta sexta em Berlim, Kiev fez um gesto ao anunciar o pagamento de US$ 786 milhões de sua dívida de US$ 3,5 bilhões com a Rússia.

Uma nova rodada está prevista para segunda-feira em Bruxelas para discutir principalmente o preço, fixado a um nível sem precedentes depois da tomada do poder na Ucrânia pelos pró-ocidentais. A Europa também teme uma crise de abastecimento, já que boa parte de seu gás russo transita por território ucraniano.

Trio invade casa de idoso e rouba R$ 65 mil

Suspeitos agrediram a vítima e conseguiram fugir; investigadores analisam o caso

Da Redação noticias@band.com.br

Um funcionário público de 62 anos teve seu apartamento invadido na madrugada deste sábado na região do Cambuci, centro de São Paulo. Três suspeitos levaram R$ 65 mil da residência da vítima.

O idoso foi agredido pelo trio e, assim que eles fugiram, pediu socorro a um parente. O funcionário público foi encaminhado a um hospital, onde recebeu atendimento. Ele teve escoriações por todo corpo e uma fratura de grau mais elevado na perna.

Os suspeitos não foram localizados e são procurados pelos investigadores do caso, que foi encaminhado ao 6º Distrito Policial.