Arquivo da tag: Irâ

Irã lamenta exigências de grandes potências em negociações nucleares

AFP – Agence France-Presse

26/06/2014 

O Irã fez propostas racionais nas negociações sobre seu programa nuclear, mas as exigências excessivas das grandes potências podem impedir um acordo até a data limite de 20 de julho, indicou nesta quinta-feira o chanceler iraniano.

“O Irã está preparado para uma solução e fez propostas racionais”, declarou o ministro das Relações Exteriores, Mohamad Javad Zarif, segundo a agência oficial Irna. “Mas as exigências excessivas da outra parte podem impedir um acordo. Neste caso, o mundo saberá quem é o responsável pelo bloqueio das negociações nucleares”, acrescentou.

As grandes potências e o Irã, ainda longe de um acordo, decidiram na semana passada intensificar o ritmo de suas negociações, com a esperança de alcançar um acordo na data limite de 20 de julho, e voltarão a se reunir no dia 2 de julho em Viena.

O Grupo 5+1 (Alemanha, China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia) e a República Islâmica negociam desde o início do ano um acordo histórico que garanta às grandes potências que Teerã não buscará se dotar de uma bomba atômica em troca do levantamento das sanções internacionais.

Dois temas-chave bloqueiam as discussões.

O primeiro é o enriquecimento de urânio, que torna possível em alto grau obter o combustível para uma arma nuclear. O Irã, que sempre afirmou que seu programa nuclear era puramente civil, insiste na possibilidade de conservar sua capacidade de enriquecimento.

O segundo ponto é o ritmo do levantamento das sanções depois de um eventual acordo.

O acordo temporário de novembro de 2013, que tornou possível lançar a negociação, prevê descongelar as sanções por um montante de 4,2 bilhões de dólares.

Nem o Irã, nem os países do 5+1 propõem de maneira pública prolongar a discussão por outros seis meses, uma possibilidade prevista pelo acordo temporário.

Bósnia se despede com vitória e elimina Irã da Copa do Mundo

Jogo manteve boa média de gols da Arena Fonte Nova

O DIA

Salvador – O Irã precisava dos três pontos diante da Bósnia-Herzegovina para chegar às oitavas de final da Copa do Mundo, feito inédito para os persas. O time do Oriente Médio começou o jogo na retranca e não conseguiu reagir na partida. Os adversários do Leste Europeu mereceram a vitória por 3 a 1. O duelo manteve a boa média de gols da Arena Fonte Nova. O estádio de Salvador ‘viu’ 21 gols em quatro encontros da primeira fase.

Eliminados, os Bósnios fecharam sua primeira participação em Copas do Mundo contra o Irã. A Federação de Futebol do país havia confirmado que o treinador Safet Susic não teria seu contrato renovado depois do Mundial. Os europeus agora voltam suas atenções para as Eliminatórias da Eurocopa 2016, que será disputada na França. No Grupo B, Edin Dzeko & Cia. vão enfrentar Bélgica, Israel, País de Gales, Chipre e Andorra.

Os iranianos jogavam por um sonho: oitavas de final. Os persas torciam pela Argentina e precisavam de uma vitória para passar de fase na Copa do Mundo. Sem balançar as redes no Mundial, o Irã precisava de gols para não depender dos critérios de desempate contra os nigerianos.

Dzeko abriu o placar na Fonte Nova

Foto:  Reuters

O JOGO

A Bósnia-Herzegovina começou assustando com a sua principal arma de ataque, Edin Dzeko. Na primeira chance o atacante fez um bom giro dentro da área e bateu firmemente para fora, passando do travessão. Muitos depois, o jogador do Manchester City fez bom uso da sua altura para aproveitar um cruzamento e mandar de cabeça para o gol, mas o goleiro Haghighi estava atento e segurou.

Precisando do resultado positivo, o técnico português Carlos Queiroz, do Irã, escalou apenas um atacante apostando nos contra-ataques. Jogando melhor, os bósnios abriram o placar com Dzeko, aos 22 minutos. O atacante recebeu o passe da direita, carregou para o meio e bateu cruzado no canto esquerdo do goleiro Haghighi, que se esticou, mas não conseguiu chegar até a bola.

O Irã respondeu com perigo, um minuto depois, com Shojaei. O meia recebeu a bola dentro da área e chutou no travessão. No rebote, o bandeirinha marcou posição irregular de Ghoochannejhad. Mesmo dando espaços para os iranianos, os bósnios controlavam a posse de bola da partida.

As principais jogadas de ataque da Bósnia-Herzegovina passavam pelos pés de Dzeko e Pjanic. Em uma delas, o atacante tabelou com o Vrsajevic, deixando o companheiro na cara do gol. Na finalização, o lateral-direito bateu cruzado, para fora, assustando a torcida do Irã. Os persas pecavam muito na saída de bola, errando passes decisivos.

Na volta do segundo tempo, o Irã retornou mais disposto. Com mais ímpeto no ataque, os iranianos tentavam o gol desde o início para seguir na Copa do Mundo. Com bolas alçadas na grande área, os persas tentavam achar a cabeça de Ghoochannejhad, mas o goleiro Begovic sempre saía bem.

O bom momento do Irã durou 14 minutos, quando a Bósnia-Herzegovina marcou o segundo gol no jogo. Pjanic, em posição irregular, recebeu bom passe de Dzeko e bateu cruzado, na saída do goleiro Haghighi. Os bósnios, marcando sob pressão, roubaram a bola antes do gol em uma saída errada da zaga iraniana.

Desesperado pelo resultando, o treinador Carlos Queiroz colocou dois atacantes no lugar de dois meias, formando um 4-3-3, em busca de uma virada improvável. Neste momento, a defesa persa ficava mais exposta aos ataques bósnios.

A alteração deu resultado aos 37 minutos do segundo tempo. Ghoochannejhad recebeu cruzamento de Nekounam, sozinho dentro da pequena área, e só teve o trabalho de empurrar para o gol. Mas a resposta da Bósnia veio rapidamente, logo na saída de bola. Vrsajevic disparou sozinho, sem marcação, e bateu cruzado. Desta vez a bola entrou, diferentemente da tentativa no primeiro tempo. O placar foi justo, a seleção europeia buscou os três pontos o tempo inteiro e parecia que era ela que buscava passar de fase.

FICHA TÉCNICA

Bósnia-Herzegovina 3 x 1 Irã

Estádio: Arena Fonte Nova (Salvador) 
Árbitro: Carlos Velasco (Espanha) 
Público: 48.011 
Gols: Dzeko (Bósnia, 22′ do 1ºT), Pjanic (Bósnia, 13′ do 2ºT), Ghoochannejhad (Irã, 36′ do 2ºT) e Vrsajevic (Bósnia, 37′ do 2ºT) 
Cartão Amarelo: Besic (Bósnia, 32′ do 2ºT), Ansarifard (Irã, 42′ do 2ºT) 
Cartão Vermelho: –

Bósnia-Herzegovina: Begovic; Vrsajevic, Sunjic, Spahic, Kolasinac; Besic, Pjanic, Hadzic (Vranjes, 15′ do 2ºT), Susic (Salihovic, 34′ do 2ºT); Ibisevic e Dzeko (Visca, 39′ do 2ºT). Treinador Safet Susic.

Irã: Alireza Haghighi; Montazeri, Hosseini, Sadeghi, Pooladi; Nekounam, Teymourian, Shojaei (Heydari, no intervalo), Hajsafi (Jahanbakhsh, 17′ do 2ºT), Dejagah (Ansarifard, 22′ do 2ºT); Ghoochannejhad. Treinador Carlos Queiroz.

Irã: aiatolá se opõe a intervenção dos EUA no Iraque

22/06/2014 

Teerã, 22 – O líder máximo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse neste domingo ser contra uma intervenção dos Estados Unidos no vizinho Iraque, onde extremistas islâmicos e militantes sunitas que se opõem ao governo em Teerã tomaram o controle de uma série de vilarejos e cidades, informou a agência de notícias oficial iraniana Irna.

“Nós nos opomos fortemente à intervenção dos EUA e de outros nos assuntos internos do Iraque”, disse Khamenei, na primeira reação à crise no país vizinho, de acordo com a agência. “A principal disputa no Iraque é entre aqueles que querem que o Iraque se junte ao lado dos EUA e aqueles que buscam um Iraque independente”, afirmou Khamenei, que tem a palavra final sobre as políticas do governo. “Os EUA têm como objetivo levar os seus próprios seguidores cegos ao poder, já que não estão felizes com o atual governo do Iraque.”

Khamenei disse que o governo do Iraque e seu povo, com a ajuda dos principais clérigos, seria capaz de acabar com a “sedição” lá mesmo, argumentando que os extremistas são hostis tanto aos xiitas como aos sunitas.

Mais cedo, o presidente do Irã, Hassan Rouhani, disse que alguns países “alimentam terroristas com seus petrodólares”, em uma referência velada aos Estados Árabes do Golfo, e advertiu que esse apoio irá voltar para assombrá-los. “Tenha certeza, amanhã será a sua vez. Os terroristas bárbaros irão atrás dos apoiadores do terrorismo no futuro”, afirmou Rouhani.

O Irã xiita apoia o governo liderado por xiitas em Bagdá e disse que irá avaliar qualquer pedido de ajuda militar.

 
Fonte: Associated Press.

Messi é eficiente e garante vitória da Argentina sobre o Irã no final do jogo

Camisa 10 fez o gol do triunfo dos hermanos aos 46 minutos do segundo tempo e garantiu a classificação da equipe

O DIA

Minas Gerais – Messi não foi brilhante, mas mostrou eficiência ao aparecer aos 46 minutos do segundo tempo para garantir a vitória da Argentina sobre o Irã, por 1 a 0, no Mineirão, neste sábado. O triunfo classificou a equipe para as oitavas de final. A seleção iraniana se segurou bravamente, chegou a levar perigo em alguns momentos do duelo, mas foi castigada com o gol no apagar das luzes. Apesar da vitória, os hermanos não tiveram um bom desempenho em campo e precisaram da estrela do craque para conquistar os três pontos.

Agora, o próximo confronto dos argentinos é diante da Nigéria, no Beira-Rio, no dia 25 de junho, na próxima quarta-feira, às 13h. Para garantir a liderança do Grupo F basta um empate. O Irã encara a Bósnia, no mesmo dia e horário, na Arena Fonte Nova, precisando da vitória para conseguir a vaga na próxima fase da Copa do Mundo. 

Messi fez o gol da vitória da Argentina

Foto:  Efe

O JOGO

Como era esperado, no começo do duelo a Argentina partiu para cima. Higuaín teve a primeira chance. O goleiro Haghighi foi esperto, saiu bem e impediu que o atacante balançasse a rede. O Irã armou uma retranca pesada. Apesar de ter a posse de bola, os hermanos não conseguiam criar oportunidades claras de gol.

Com a defesa congestionada, o jeito foi usar a bola da parada. Em cobrança de escanteio, Rojo escorou de cabeça e quase abriu o placar. Messi tentou de falta, mas também errou o alvo. Na terceira chegada, Garay subiu no terceiro andar e testou para fora.

O Irã, que mal conseguia trocar três passes em campo, usou a mesma arma para assustar. Em cobrança de escanteio, Hosseini quase fez de cabeça no fim do primeiro tempo.

Na volta para segunda etapa, o panorama mudou. O Irã conseguiu criar a primeira jogada. Em um contra-ataque, Ghoochannejhad apareceu na grande área, cabeceou firmemente, mas Romero conseguiu fazer a defesa. No lance seguinte, os iranianos foram à loucura ao reclamar de pênalti não marcado pelo árbitro.

Aos 14, Messi achou um espaço. Da entrada da área, bateu colocado e tirou o grito de “uuh” dos argentinos presentes no Mineirão. A seleção iraniana assustava e quase abriu o placar. Hajsafi recebeu lançamento, ganhou da zaga e obrigou Romero a fazer uma defesa sensacional.

Diante do mau desempenho da sua equipe em campo, Sabella decidiu fazer duas substituições de uma só vez: Agüero e Higuaín saíram para as entradas de Palacio e Lavezzi. Nos últimos 15 minutos, a Argentina partiu para o abafa. Rojo arriscou de fora, mas mandou de longe.

A pressão deu certo e a estrela de Messi brilhou. O camisa 10 cortou a marcação, calibrou a canhota e garantiu a vitória para Argentina no apagar das luzes, aos 46 minutos do segundo tempo.

ARGENTINA 1 X 0 IRÃ

Árbitro: Milorad Mazic (Sérvia) 

Gols: Messi (46’2ºT)

Cartões amarelos: Nekounam (Irã), Shojaei (Irã)

Cartões vermelhos:

Irã : Haghighi, Montazeri, Hosseini, Sadeqi e Pooladi; Nekounam, Shojaei, Timotian, Hajsafi (Reza Haghighi) e Dejagah (Jahanbakhsh); Reza Ghoochannejhad.

Argentina: Romero, Zabaleta, Garay, Fede Fernandez e Rojo; Gago, Mascherano e Di María; Messi, Aguero (Palacio) e Higuaín (Lavezzi).

Vídeo: 

Grã-Bretanha reabrirá embaixada no Irã, anuncia chanceler

William Hague, após uma reunião de gabinete em Downing Street, em Londres, 17 de junho de 2014.

William Hague, após uma reunião de gabinete em Downing Street, em Londres, 17 de junho de 2014|REUTERS/Kieran Doherty|RFI

O ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, disse nesta terça-feira (17) que “as condições estão reunidas para que a embaixada britânica reabra as portas em Teerã.” Um sinal da normalização das relações bilaterais entre os países, rompidas em 2011.

O chanceler britânico leu uma carta no Parlamento, onde explicou a decisão do governo. “Ainda há uma série de detalhes práticos que precisam ser resolvidos. Mas nós temos a intenção de reabrir a embaixada em Teerã, com uma presença inicial limitada”, disse ele, dois anos e meio depois do ataque à representação, que gerou uma crise diplomática entre os países.

“Por enquanto, os iranianos devem continuar a pedir o visto para a Grã-Bretanha em Abu Dhabi e em Istambul”, declarou. “O Irã é um país importante em uma região extremamente volátil. Manter as embaixadas em funcionamento, mesmo em condições difíceis, é uma das prioridades da diplomacia britânica”, disse.

O anúncio da reabertura da embaixada confirma a normalização das relações bilaterais entre os dois países, no momento em que o Irã se diz pronto para contribuir aos esforços para enfrentar a crise no Iraque. “O papel do Irã sempre foi de intolerância e de divisão na região, mas agora pode se tornar positivo, ressaltou o chanceler britânico”. Londres também confirmou ter discutido com os iranianos a respeito da crise iraquiana.

A tensão entre os dois países já havia diminuído depois da eleição, em junho de 2013, do presidente iraniano Hassan Rohani, mais moderado que seu predecessor, Mahmoud Ahmadinejad. No dia 20 de fevereiro, o Irã e a Grã-Bretanha anunciaram a retomada das relações diplomáticas e hastearam simbolicamente a bandeira nacional em suas representações em Londres e Teerã.

No sábado passado, William Hague e o chanceler iraniano, Javad Zarif, discutiram pelo telefone sobre a necessidade de “aprofundar as relações bilaterais entre Reino Unido e Irã.” Depois de uma grave crise bilateral no fim de 2011, os dois países estavam à beira da ruptura.

Em novembro do mesmo ano, a embaixada britânica em Teerã foi saqueada por manifestantes que protestaram contra o anúncio de novas sanções de Londres contra o país, em reação ao programa nuclear. Em represália, a embaixada iraniana em Londres foi fechada.

Brasil perde para o Irã e segue mal na Liga Mundial

Estadão Conteúdo

volêi

Longe de lembrar seus dias vitoriosos, a seleção brasileira masculina de vôlei segue decepcionando na Liga Mundial e neste sábado foi surpreendida pelo Irã pela primeira vez na história, em pleno Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Mesmo diante de sua torcida, os comandados de Bernardinho foram atropelados pelo adversário, que venceu por 3 sets a 0, com parciais de 25/18, 25/21 e 25/21.
 
Foi a quarta derrota do Brasil em seis partidas da Liga Mundial até o momento. Anteriormente, também em partidas em casa, a equipe foi derrotada duas vezes pela Itália, ganhou um confronto e perdeu outro da Polônia e bateu o mesmo Irã na última sexta, com muita dificuldade, por 3 a 2. A péssima campanha até o momento complicou a classificação da seleção.
 
O Brasil ainda é o vice-líder do Grupo A do torneio, com cinco pontos mas a Polônia, com três pontos e três partidas a menos que os brasileiros, encara a Itália, fora de casa, no domingo, com chance de retomar o segundo lugar. Os italianos são os líderes disparados, com 15 pontos, enquanto os iranianos venceram pela primeira vez neste sábado e chegaram a quatro pontos.
 
O time brasileiro esteve muito abaixo do esperado desde o início. Bernardinho tentou mexer na equipe, com as entradas de Rapha e Leandro Vissotto nas vagas de Bruninho e Wallace, respectivamente, mas não adiantou. O jogo seguiu equilibrado até a metade do primeiro set, quando o Brasil passou a errar muito na recepção, o Irã aproveitou para abrir e fechou.
 
No segundo set, os iranianos abriram vantagem no início e o Brasil precisou se recuperar para empatar em 11 a 11. Mas, outra vez, os erros voltaram a atrapalhar. Lucarelli sacou na rede, Sidão cortou para fora, Vissotto foi bloqueado e o Irã fechou.
 
A primeira liderança brasileira na partida veio somente no terceiro set e o equilíbrio voltou a prevalecer. Os times chegaram a empatar em 15 a 15, mas o Brasil errou novamente na recepção, sofreu com os bons saques do adversário e ficou atrás. Aí, foi só o Irã administrar para garantir o triunfo.
 
Agora a seleção brasileira terá uma semana para treinar e corrigir os muitos erros apresentados diante do Irã. Na próxima semana, na sexta e no sábado, a equipe voltará a duelar com os iranianos, desta vez na casa do adversário.

Com uniforme verde, Irã inicia treinos para Copa no CT do Corinthians

Lancepress

Os jogadores do Irã realizaram nesta quarta-feira seu primeiro treinamento no CT Joaquim Grava, centro de treinamento do Corinthians. A curiosidade ficou por conta da cor predominante do uniforme da seleção asiática: verde, a mesma do arquirrival do Timão, o Palmeiras.

Seleção asiática treinou pela primeira vez no CT Joquim Grava com camisetas, shorts e meias da cor d

Seleção asiática treinou pela primeira vez no CT Joquim Grava com camisetas, shorts e meias da cor do maior rival

Devidamente vestidos com camisetas, shorts e meias da cor verde, os atletas iranianos realizaram um leve treino sob comando do treinador português Carlos Queiroz. O fisioterapeuta Bruno Mazziotti e o analista biomecânico Luciano Moreira Rosa, ambos do Corinthians, também fazem parte da delegação asiática, já que foram cedidos pelo clube alvinegro.

A seleção do Irã, que chegou ao Brasil na última terça-feira, deve realizar no próximo domingo, contra Trinidad e Tobago, um amistoso preparatório para a Copa do Mundo em um dos campos do CT Joaquim Grava. Os iranianos, no Grupo F do Mundial, enfrentarão Nigéria (16), Argentina (21) e Bósnia (25) na primeira fase da competição.

Tempestade de areia deixa três mortos em Teerã

AFP – Agence France-Presse

02/06/2014 

Pelo menos três pessoas morreram e dezenas ficaram feridas nesta segunda-feira em Teerã, atingida por uma tempestade de areia sem precedentes, informaram meios de comunicação iranianos.

A tempestade também provocou um corte de energia em 50.000 lares, indicou um funcionário do governo citado pela agência Isna.

Condenada a 20 anos por criticar Khomeini no Facebook

Diário de Notícias|Luís Manuel CabralHoje

Uma cidadã britânica enfrenta uma pena de 20 anos numa prisão iraniana após ter criticado o antigo Supremo Líder deste país islâmico, o Ayatollah Khomeini, na Internet.

Segundo o jornal britânico “Daily Mail”, Roya Saberi Negad Nobakht, de Stockport, Manchester, tinha ido ao Irão visitar amigos quando decidiu publicar alguns comentários no Facebook que foram considerados ofensivos pelo regime iraniano.

A mulher, de 47 anos, que tem cidadania britânica e iraniana mas vive em Inglaterra há seis anos, foi presa em Shiraz, em outubro, por alegadamente ter feito comentários ofensivos sobre o antigo Supremo Líder iraniano, Ayatollah Khomeini. Após a sua detenção, Roya Nobakht foi acusada de colocar a segurança do país em risco ao tentar manipular a opinião pública com comentários ofensivos para o regime.

Roya Nobakht tinha viajado para o Irão em outubro, para passar três semanas de férias com amigos, e o seu marido ficou em pânico quando a mulher falhou o voo de regresso a Manchester. Daryoush Taghipoor viajou imediatamente para o Irão e passou mais de oito semanas à procura de Roya em hospitais, morgues e esquadras de polícia até descobrir que ela tinha sido detida.

Alertado para a situação, o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico confirmou ao jornal que está a tratar do caso. “Estamos cientes que uma cidadã britânica foi detida no Irão e estamos a tentar perceber os contornos do caso em conjunto com as autoridades iranianas”.

‘É hora de adotar a Internet’, diz presidente do Irã

Político defende adoção da internet no país, após anos de combate aos usuários da rede

O Estado de São Paulo|Ligia Aguilhar

FOTO: Reuters

DUBAI – O Irã deveria adotar a Internet em vez de considerá-la uma ameaça, disse o presidente Hassan Rouhani, desafiando políticos e religiosos de linha dura que aumentaram as medidas para censurar a web.

Rouhani, um político moderado eleito no ano passado, disse que tentar ganhar uma batalha da influência pública para restringir a internet era como levar uma espada de madeira a um tiroteio.

O discurso distancia Rouhani de rivais conservadores clérigos, alguns próximos ao líder supremo aiatolá Ali Khamenei, que promoveu a censura como ferramenta para proteger a Revolução Islâmica de 1979 que levou mulçumanos xiitas ao poder.

Também foi o seu mais forte sinal até o momento para quebrar a política de seu antecessor Mahmoud Ahmadinejad, que perseguiu blogueiros e endureceu controles durante seu mandato de oito anos, especialmente após manifestantes usarem as mídias sociais para organizar protestos em 2009.

“Devemos olhar (a internet) como uma oportunidade. Devemos reconhecer os direitos de nossos cidadãos de se conectarem à rede mundial de computadores”, disse Rouhani, de acordo com a agência de notícias oficial Irna.

O Irã tem uma longa atitude contraditória em relação à internet. O acesso a sites como Twitter, Facebook e Youtube é bloqueado para a maioria dos iranianos, mas o próprio Khamenei acessou o Twitter e o Facebook em 2009 e agora é um usuário de ambos.

Abdolsamad Khoramabadi, secretário de um comitê estatal encarregado de monitorar e filtrar sites, chamou no ano passado o Facebook de um projeto de espionagem dos Estados Unidos.

A liderança do Irã enfrentou com força usuários da internet em 2009 durante a disputada reeleição de Ahmadinejad naquele ano, quando uma violenta repressão contra manifestantes levou às piores revoltas na história da República Islâmica.

Muitos blogueiros foram presos e pelo menos uma pessoa foi sentenciada com pena de morte por administrar um site visto pelas autoridades como subversivo.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio