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Premiê do Iraque diz esperar acordo sobre novo governo na semana que vem

BAGDÁ (Reuters) – O primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, disse nesta quarta-feira que espera superar os desafios que impedem a formação de um novo governo, um dia após a primeira sessão do novo Parlamento ter terminado sem um acordo sobre os principais cargos a serem ocupados.

“Ocorreu um estado de fraqueza, mas se Deus quiser na próxima sessão (planejada para terça-feira) nós vamos superar isso com cooperação e concordância e abertura… na escolha dos indivíduos e mecanismos que resultarão no processo político baseado em… mecanismos democráticos”, disse Maliki em seu discurso semanal televisionado.

Sunitas e curdos abandonaram a primeira reunião do novo Parlamento após os xiitas não terem conseguido nomear um candidato para primeiro-ministro. Os partidos xiitas estão em um impasse sobre quem substituiria Maliki, já que ele tem a ambição de ser escolhido para um terceiro mandato.

O Parlamento suspendeu a sessão na terça-feira, com planos de se reunir novamente uma semana depois.

Maliki também ofereceu uma anistia a líderes tribais que lutaram contra o governo, mas excluiu aqueles que “mataram e derramaram sangue”.

(Por Ahmed Rasheed e Alexander Dziadosz)

Jihadistas anunciam criação de califado na Síria e no Iraque

Abou Bakr al-Baghdadi, chef de l'Etat islamique, proclamé calife.

Abou Bakr al-Baghdadi, chef de l’Etat islamique, proclamé calife.

(Foto: AFP PHOTO / HO /US Department of State)|RFI

Os jihadistas do movimento Estado Islâmico do Iraque e do Levante anunciaram neste domingo (29) a criação de um califado nas regiões conquistadas pelos combatentes na Síria e no Iraque. Os extremistas, também presentes em território sírio, lançaram uma ofensiva no Iraque e controlam diversas cidades próximas de Bagdá.

Em uma gravação de áudio divulgada na Internet, o grupo extremista informou que seu líder Abu Bakr al-Baghdadi foi designado o “califa”, “chefe dos muçulmanos em todo o mundo”. A área vai do norte da Síria ao leste do Iraque. De acordo com o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o califado reuniria todos os muçulmanos sob a autoridade de um um líder supremo, que sucederia o profeta Maomé e poderia, assim, governar todos seus seguidores ao redor do mundo, independentemente de fronteiras geográficas.

Por esta razão, o grupo resolveu retirar de seu nome qualquer referência geográfica e se apresentar a partir de agora somente como Estado Islâmico.

Já existem dissidências internas : embora os jihadistas tenham proclamado Abu Bakr al-Baghdadi emir de todos os muçulmanos, a própria comunidade tem suas restrições. Um rebelde sírio, que no início da guerra contra o regime al-Assad lutou ao lado do EIIL, declarou à agência AFP que a “revolução na Síria começou por um estado livre e democrático, não por um califado”.

Este sistema político seria o único aceito pelo Alcorão e regeu a maior parte do mundo muçulmano até a queda do Império Otomano, em 1924. Os primeiros califas eram descendentes diretos de Maomé e reinaram logo após sua morte. Mas o auge do califado foi com os Abássidas, no período de 750 a 1517.

Forças iraquianas lançam ofensiva para conter avanço jihadista

As forças iraquianas lançaram uma ofensiva militar para reconquistar cidades tomadas pelos jihadistas. Neste domingo o exército intensificou os contra-ataques na província de Salahedin, principalmente na cidade estratégica de Tikrit, que fica a 160 quilômetros da capital Bagdá. As forças governistas recebem apoio de drones e conselheiros militares norte-americanos, além de aviões de combate russos.

Neste domingo, testemunhas afirmam que jihadistas derrubaram um helicóptero militar na cidade. De acordo com o porta-voz do exército iraquiano, Qassim Atta, 142 “terroristas” morreram nos combates, 70 deles em Tikrit. O exército também controla a universidade local.

Tikrit tem importância estratégica para as forças de ordem, não apenas por sua proximidade da capital, mas também por ser a capital da região de Nineveh, que concentra a maior diversidade étnica do Iraque. A tomada desta região por um grupo salafista radical é preocupante para os cristãos, curdos, sunitas e as diversas seitas xiitas que ocupam a região há milênios.

Embora os combates ainda não tenham abalado o abastecimento, os preços do petróleo tiveram uma baixa menor do que o esperado, considerando o aumento da demanda norte-americana. Com 3,4 milhões de barris por dia, o Iraque é o segundo maior produtor de petróleo entre os países da OPEP. 

Premiê iraquiano convoca Parlamento para formar governo

O primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, recusou os apelos internacionais para formar um governo de emergência.

O primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, recusou os apelos internacionais para formar um governo de emergência.

REUTERS/Brendan Smialowski|Pool|RFI

O primeiro-ministro do Iraque, o xiita Nouri al-Maliki, convocou o Parlamento para a formação de um governo no país. A reunião acontecerá no dia 1º de julho. Diante da ofensiva dos radicais sunitas, a comunidade internacional tem pressionado pela criação do novo governo, após as eleições de 30 de abril.

Os Estados Unidos querem que os futuros ministros representem as diversas comunidades iraquianas. Nouri al-Maliki é acusado pela oposição de ter marginalizado a minoria sunita, o que contribuiu para a insurreição dos jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

“Nós devemos avançar em duas vias paralelas. A primeira é o trabalho em campo e as operações militares (…) e a segunda é a continuidade do processo político, a reunião no Parlamento para eleger um chefe do Parlamento, um presidente e a formação de um governo”, declarou o premiê ao ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague.

A ofensiva-relâmpago dos insurgentes e outras milícias sunitas – formadas por ex-membros do partido Baath, de Saddam Hussein – resultou na tomada de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, e de Tikrit, importante polo petrolífero do país. Ontem, o premiê tinha excluído a hipótese de formação de um governo de emergência, ao contrário do que pedia Washington.

Ataque da Síria

Maliki informou hoje, à emissora britânica BBC, que a Síria disparou contra insurgentes localizados no lado sírio da fronteira com o Iraque, na terça-feira. O premiê afirma não ter solicitado a intervenção, mas “recebe favoravelmente” qualquer ação contra os rebeldes, que ultrapassam as fronteiras iraquianas e se espalham pela região. O ataque das forças sírias teria ocorrido depois que os jihadistas tomaram o controle da cidade iraquiana de Al Qaim, no limite com a Síria.

O líder xiita Moqtada al-Sadr, por sua vez, pede a formação de um governo “com personalidades de todos os lados, sem cotas religiosas”. Adversário de Maliki, al-Sadr é contrário à presença no Iraque dos militares americanos enviados por Washigton para aconselhar as forças de segurança iraquianas na batalha contra o radicais sunitas, que ele promete combater. O líder é o chefe do Exército do Mahdi, uma milícia xiita que era uma das protagonistas dos combates contra a ocupação americana, a partir de 2003. 

Iraque: rebeldes assumem controle da refinaria de Beiji

24/06/2014 

Bagdá, 24 – Líderes tribais do Iraque e forças do governo chegaram a um acordo para retirar pacificamente soldados iraquianos da refinaria de petróleo de Beiji, que está sob controle dos militantes desde o fim de semana. O acordo encerrou duas semanas de conflitos no local e representou uma derrota dos esforços do governo para proteger instalações importantes de petróleo do país.

As forças de segurança entregaram suas armas ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) e seguiram para a região curda semiautônoma do Iraque. Militantes sunitas celebraram na refinaria e na cidade de Beiji, disparando tiros para o ar e proclamando vitória em alto-falantes, segundo moradores da região.

Já a televisão estatal Al Iraqiyya continuou a insistir, em transmissões nesta terça-feira, que a refinaria está sob controle do governo de Bagdá e voltará a operar “dentro de alguns dias”.

Na ausência de um Exército e de autoridades políticas, líderes tribais locais emergiram nos últimos dias como negociadores para ajudar a restaurar a estabilidade em muitas regiões do Iraque.

 
Fonte: Dow Jones Newswires.

ONU diz que mais de 1.000 morreram no Iraque em junho

24/06/2014 

Genebra, 24 – Pelo menos 1.075 pessoas, a grande maioria civis, foram mortas no Iraque durante o mês de junho, período no qual a insurgência sunita tomou grandes áreas do norte do país, informou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira.

Segundo o grupo do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU no Iraque, pelo menos 757 civis foram mortos e 599 ficaram feridos nas províncias de Nínive, Diyala e Salah al-Din entre 5 e 22 de junho. Tropas do governo xiita de Bagdá não conseguiram interromper o avanço do grupo sunita extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL).

“Os dados, que devem ser vistos como mínimos, incluem uma série de execuções sumárias e assassinatos extrajudiciais de civis, policiais e soldados que estavam fora de combate”, disse o porta-voz do comissariado, Rupert Colville.

O grupo informou também que outras 318 pessoas foram mortas e 590 ficaram feridas durante o mesmo período em Bagdá e em áreas ao sul da capital, muitas em decorrência de seis explosões separadas de veículos-bomba. O comissariado tenta também verificar o que Colville chamou de “uma série de supostas violações dos direitos humanos que vem acontecendo no Iraque”, desde o avanço do EIIL no início de junho.

Colville disse aos jornalistas em Genebra que sequestros, que incluem estrangeiros, continuam a acontecer nas províncias do norte e em Bagdá. Em Mosul, 48 cidadãos turcos foram capturados no consulado da Turquia depois de o EIIL ter tomado a cidade, além de 40 indiano que trabalham para uma empresa de construção iraquiana. Por outro lado, 16 georgianos capturados dez dias atrás foram libertados.

 
Fonte: Associated Press.

 

Kerry pressiona Maliki após Iraque perder controle de fronteira oeste

Primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, e o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, reúnem-se em Bagdá

Primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, e o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, reúnem-se em Bagdá (reuters tickers)

23. Junho 2014 – 16:00

Por Lesley Wroughton e Ahmed Rasheed

BAGDÁ (Reuters) – O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, se encontrou em Bagdá com o primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, nesta segunda-feira para pressioná-lo por um governo mais inclusivo, enquanto as forças federais abandonavam a fronteira com a Jordânia, deixando a fronteira ocidental inteira sem controle governamental.

Tribos sunitas assumiram o controle da fronteira no deserto de Turaibil, o único ponto de passagem legal entre o Iraque e a Jordânia, depois que as forças de segurança iraquianas fugiram, segundo fontes de segurança dos dois países.

Os líderes tribais estavam negociando entregar o posto de controle aos islamistas sunitas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), que tomaram o controle de duas passagens principais para a Síria nos últimos dias e expulsaram as forças do governo liderado pelos xiitas, seguindo rumo a Bagdá.

As forças curdas controlam o terceiro posto fronteiriço com a Síria, no norte, deixando as tropas do governo sem nenhuma presença nos 800 quilômetros da fronteira ocidental, que incluem algumas das mais importantes rotas comerciais do Oriente Médio.

Para os rebeldes, controlar a fronteira é um passo decisivo para seus planos de eliminar a fronteira moderna por completo e construir um califado em território da Síria e do Iraque.

Os Estados Unidos, que retiraram suas tropas do Iraque em 2011 – depois da ocupação que se seguiu à invasão em 2003 que derrubou o ditador Saddam Hussein -, vêm se empenhando em ajudar o governo de Maliki a conter a insurgência sunita liderada pelo EIIL, um braço da Al-Qaeda que tomou cidades do norte este mês.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, concordou na semana passada em enviar cerca de 300 membros das forças especiais como conselheiros, mas evita enviar forças para ataques aéreos, bem como tropas terrestres.

No entanto, o governo norte-americano tem sido solidário com as queixas de muitos sunitas, que dominavam o Iraque sob Saddam, de que Maliki vem conduzindo um governo xiita sectário, excluindo-os do poder.

Um dos mais importantes e ativos líderes sunitas de Bagdá, o presidente do Parlamento, Osama al-Nujaifi, concorda com Kerry que é necessária uma abordagem dupla para derrotar a ameaça do EIIL: “Nós temos que enfrentá-los através de operações militares diretas e através de reforma política”, ele disse a Kerry.

Washington teme que Maliki e seus colegas xiitas, que ganharam eleições apoiadas pelos Estados Unidos, estejam fortalecendo a insurgência ao alienar sunitas moderados que lutaram contra a al-Qaeda, mas agora se juntam ao EIIL. Embora o governo norte-americano tome o cuidado de não dizer publicamente que quer o afastamento de Maliki, autoridades iraquianas dizem que essa mensagem já foi entregue nos bastidores.

Houve pouca conversa fiada no encontro entre Kerry e Maliki. Ao final, Kerry comentou: “Foi bom”.

No domingo o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, acusou Washington de tentar recuperar o controle do Iraque, que já ocupou, o que foi negado por Kerry.

(Reportagem adicional de Suleiman al-Khalidi)

Reuters

Em visita ao Egito, Kerry diz que transição está em ‘momento crítico’

O secretário de Estado americano, John Kerry (à esquerda), e o ministro egípcio das Relações Exteriores, Sameh Shoukry, neste domingo no Cairo.O secretário de Estado americano, John Kerry (à esquerda), e o ministro egípcio das Relações Exteriores, Sameh Shoukry, neste domingo no Cairo.

REUTERS/Brendan Smialowski

O secretário de Estado americano, John Kerry, iniciou neste domingo (22) um giro em países aliados para avaliar apoios e discutir respostas à ofensiva dos jihadistas no Iraque. Em uma escala surpresa no Egito, Kerry afirmou que a transição democrática naquele país enfrenta “um momento crítico”.

 

Kerry quer obter garantias do novo presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, de que o principal aliado árabe do governo americano no Oriente Médio está de fato comprometido com um processo de democratização do país. Sissi foi eleito em maio com 96,9% dos votos, depois de eliminar da cena política a oposição islâmica, laica e liberal.

Ontem, um tribunal egípcio condenou à morte 183 partidários do presidente deposto Mohamed Mursi, incluindo o chefe da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie. Washington considera que a dureza com que o poder central reprime a oposição divide a sociedade egípcia e ameaça o processo democrático. Mesmo assim, os Estados Unidos desbloquearam esta semana um terço dos créditos de ajuda militar ao Egito. O programa de US$ 1,5 bilhão tinha sido congelado após o golpe militar contra Mursi.

Questões regionais

O Egito é o único país árabe, junto com a Jordânia, a ter assinado um tratado de paz com Israel. O país também ocupa uma posição estratégica na região e é um aliado de longa data dos Estados Unidos.

O porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, disse que nas conversas com as autoridades egípcias, Kerry também evocou a violência no Iraque, na Síria, na Líbia, o conflito israelo-palestino e a ameaça crescente do terrorismo islâmico, em franca expansão na região.

O ministro das Relações Exteriores do Egito, Sameh Shoukry, afirmou ter mantido uma “discussão frutífera” com Kerry, cujo giro diplomático é muito importante “para o Egito, mas também dada a situação regional”.

A missão de Kerry vai levá-lo a Amã, Bruxelas e Paris. O ponto central da agenda é reunir forças para lutar contra a ofensiva jihadista do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que conquistou uma extensa área no norte do Iraque e ameaça toda a região.

Irã: aiatolá se opõe a intervenção dos EUA no Iraque

22/06/2014 

Teerã, 22 – O líder máximo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse neste domingo ser contra uma intervenção dos Estados Unidos no vizinho Iraque, onde extremistas islâmicos e militantes sunitas que se opõem ao governo em Teerã tomaram o controle de uma série de vilarejos e cidades, informou a agência de notícias oficial iraniana Irna.

“Nós nos opomos fortemente à intervenção dos EUA e de outros nos assuntos internos do Iraque”, disse Khamenei, na primeira reação à crise no país vizinho, de acordo com a agência. “A principal disputa no Iraque é entre aqueles que querem que o Iraque se junte ao lado dos EUA e aqueles que buscam um Iraque independente”, afirmou Khamenei, que tem a palavra final sobre as políticas do governo. “Os EUA têm como objetivo levar os seus próprios seguidores cegos ao poder, já que não estão felizes com o atual governo do Iraque.”

Khamenei disse que o governo do Iraque e seu povo, com a ajuda dos principais clérigos, seria capaz de acabar com a “sedição” lá mesmo, argumentando que os extremistas são hostis tanto aos xiitas como aos sunitas.

Mais cedo, o presidente do Irã, Hassan Rouhani, disse que alguns países “alimentam terroristas com seus petrodólares”, em uma referência velada aos Estados Árabes do Golfo, e advertiu que esse apoio irá voltar para assombrá-los. “Tenha certeza, amanhã será a sua vez. Os terroristas bárbaros irão atrás dos apoiadores do terrorismo no futuro”, afirmou Rouhani.

O Irã xiita apoia o governo liderado por xiitas em Bagdá e disse que irá avaliar qualquer pedido de ajuda militar.

 
Fonte: Associated Press.

Cidadela de Erbil, no Iraque, declarada Patrimônio Mundial pela Unesco

AFP – Agence France-Presse

21/06/2014 

A Cidadela de Erbil, no coração do Curdistão iraquiano, foi inscrita neste sábado na lista do Patrimônio Mundial da Unesco, anunciou em Doha o comitê desta agência da ONU.

A inscrição da cidade “é um presente que vocês dão a meu povo e a todas as comunidades do Iraque, a todas as cores de meu país, que tanto precisa neste momento de uma nota de otimismo”, afirmou o representante iraquianos.

A decisão acontece num momento muito delicado para o Iraque, onde as forças armadas e milhares de voluntários tentam fazer frente à insurgência jihadistas sunitas que em poucos dias assumiu importantes territórios do país.

A Cidadela de Erbil, fortificada, se encontra no topo de uma imponente colina.

O muro contínuo formado pelas fachadas de casas do século XIX dá a impressão visual de uma fortaleza inalcançável que domina a cidade de Erbil. A cidadela tem um traçado de ruas que remonta ao período otomano da cidade.

Erbil é a antiga Arbel, um importante centro político e religioso assírio.

Além disso, a cidade histórica de Jidá (Arábia Saudita), a fábrica Van Nelle em Roterdã (Holanda) e a fábrica de seda de Tomioka, em Gunma (Japão), também foram inscritos neste sábado no patrimônio mundial da Humanidade.

“Jidá foi a partir do século VII um dos portos mais importantes das rotas comerciais do Oceano Índico”, destacou a agência da ONU para a cultura e a educação em um comunicado.

“Aqui chegavam as mercadorias com destino a Meca”, acrescentou a Unesco, que decidiu conceder a distinção a Jidá, apesar da degradação sofrida por seu tecido urbano sofreu nos últimos 50 anos.

Os 21 membros do Comitê também decidiram declarar patrimônio mundial a fábrica Van Nelle, “um dos estandartes da arquitetura industrial do século XX”, construída nos anos 1920 diante de um dos canais de Roterdã.

Já a fábrica de seda de Tomioka, construída em 1872 em Gunma, a noroeste de Tóquio, é um testemunho “da entrada do país no mundo moderno industrializado”, explicou o comunicado.

 

Meio milhão de iraquianos deixaram suas casas desde início de ataques jihadistas

Agência Brasil

Quase 500 mil pessoas deixaram as cidades onde moram no Iraque desde o início dos ataques liderados por jihadistas, integrantes do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL, na sigla em inglês) formado por antigos membros do regime de Saddam Hussein. Os confrontos em quatro províncias do país começaram na semana passada.
 
Ontem (20), foi confirmada a morte de pelo menos 34 iraquianos das forças de segurança que atuavam em Al-Qaim, cidade na fronteira com a Síria a 400 quilômetros de Bagdá. As vítimas morreram durante os confrontos com militantes sunitas. Os combates começaram na noite de ontem (19).
 
Representantes das forças de segurança oficiais afirmaram que os militantes controlam a maior parte da cidade, mas não confirmaram a identidade dos rebeldes. Testemunhas locais afirmaram que algumas famílias estão fugindo da região de Al-Qaim.
 
A comunidade internacional já declarou repúdio aos confrontos. Hoje, agências humanitárias das Nações Unidas alertaram que a situação no Iraque é “caótica” e sinalizaram que não será possível ajudar os milhares de deslocados em função dos conflitos que assolam o país.
 
De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), 500 mil pessoas foram deslocadas depois da tomada de Mossul, a segunda maior cidade iraquiana que fica ao Norte do país, pelos combatentes do grupo jihadista. As agências comunitárias também estão ajudando outras 500 mil pessoas que foram forçadas a sair de suas casas na província de Al-Anbar, no Oeste do país, a maior das 18 províncias do Iraque.
 
O porta-voz do Acnur, Adrien Edwards, declarou que as agências estão sobrecarregadas e, em alguns casos, impossibilitadas de chegar aos locais necessários por questões de segurança.
 
Os números foram estimados pelo Acnur, mas, assim como o Alto Comissariado, representantes do Gabinete da ONU para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA) e da Organização Internacional para as Migrações (OIM) não conseguiram contabilizar exatamente quantas pessoas estão sem acesso à ajuda internacional.

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