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Período de reflexão, Ramadã começa neste domingo

Da Redação

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Ramadã é considerado o mês da reflexão

Começa neste domingo o Ramadã, o mês sagrado para os muçulmanos. A data é considerada uma das mais importantes do calendário islâmico e exige jejuns durante todo o mês.

“O Ramadã é um dos pilares da nossa crença. É um momento de purificar a alma e o corpo. O jejum também representa o sentir a fome dos necessitados. Este é um mês de reflexão”, explica Salah Mohamad Ali, presidente da Sociedade Beneficente Islâmica do Litoral Paulista.

O Ramadã acontece todo nono mês do calendário lunar islâmico, que atualmente encontra-se no ano 1.435. Durante este período, os seguidores não comem e nem bebem da primeira oração do dia, na alvorada, até a quarta oração, ao pôr-do-sol.

“Fazemos jejum completo neste período e também é proibido manter relação sexual. Porém, nada adianta sem o exercício do perdão e do altruísmo”, afirma Mohamad.
Conforme a crença islâmica, foi neste mês que o Alcorão, o livro sagrado do Islã, revelou-se ao profeta Maomé. Por isso, segundo Mohamad, o fiel precisa mostrar disciplina e elevação espiritual.

Mês sagrado do islamismo começa

DIÁRIO DE CUIABÁ|JOANICE DE DEUS

Na próxima semana começa o Ramadã, mês sagrado para o islamismo e durante o qual os muçulmanos praticam o jejum, desde o nascer ao pôr do sol. O Ramadã tem a duração de 30 dias e marca o começo do nono mês muçulmano, seguindo o calendário lunar. 

“Fazer jejum é um dos cinco pilares do Islã. Jejum faz bem para a saúde porque sabemos que a doença sai do estômago e se a pessoa fica sem comer e beber a doença vai embora, ela fica boa e sem vontade de cometer pecados”, explica o sheikh Omar Omama, da Mesquita de Cuiabá. 

Conforme Omama, o jejum é obrigatório para todos que têm mais de 12 anos de idade, exceto para quem possui doenças crônicas como o diabetes. “O muçulmano quando fica sem comer e sem beber consegue pensar nas coisas do pobre e nas coisas que dificultam a vida do pobre. Por isso, no fim do mês a gente paga uma caridade aos pobres”, comentou. 

O objetivo do jejum não é fazer a pessoa sofrer, mas mostrar a necessidade de priorizar o espiritual, lembrando sempre que o corpo e o espírito devem caminhar juntos. Depois do pôr do sol a alimentação é liberada. 

Além do jejum, o testemunho de fé de que Deus (Allah) é único e que Muhammad (Maomé) foi o último profeta, a oração cinco vezes ao dia, doação aos pobres e peregrinação à cidade sagrada de Meca, na Arábia Saudita, são os cinco pilares do Islã, que num contexto religioso, significa total submissão à vontade de Deus. 

Do nascer ao pôr do sol, os muçulmanos também devem se abster da relação sexual e de fumar. “É proibido fumar porque a fumaça entra no corpo e isso quebra o jejum”, explicou. O Ramadã é considerado sagrado porque foi neste mês que o Alcorão foi revelado durante um período de 23 anos ao profeta Muhammad (Maomé). 

Até o fim do mês, a Mesquita de Cuiabá mantém uma tenda na Avenida Coronel Escolástico, região central da capital, onde estão sendo distribuídos gratuitamente livros em vários idiomas (português, inglês, espanhol, italiano, entre outros) com o intuito de divulgar o islamismo. 

São mais de 100 mil edições que falam sobre temas como “Muhammad – O mensageiro de Deus”, “A mulher no Islam – Mito e Realidade”, “Meu grande amor por Jesus me conduziu ao Islã”, entre outros. “Em dois dias já distribuímos mais de 10 mil livros”, informou. 

Quem também deseja conhecer um pouco mais sobre o islamismo pode agendar visitas à Mesquita de Cuiabá por meio do e-mailsbmc@islamcuiaba.com ou pelo facebook sheikh Omar Omama. 

EUA enviam militares ao Chade para encontrar estudantes nigerianas

Deborah Peters, uma das meninas que escapou do sequestro coletivo na Nigéria faz campanha pela libertação de suas colegas.

Deborah Peters, uma das meninas que escapou do sequestro coletivo na Nigéria faz campanha pela libertação de suas colegas|REUTERS/Kevin Lamarque
RFI

Os Estados Unidos anunciaram na noite de quarta-feira (21) que enviaram 80 militares para o Chade a fim de tentar localizar as mais de 200 estudantes nigerianas sequestradas pela seita islâmica radical Boko Haram há três semanas. A equipe norte-americana fará voos de reconhecimento e operações de inteligência no país vizinho à Nigéria.

 A operação dá continuidade ao trabalho iniciado na semana passada na Nigéria, com o apoio de drones, aviões de espionagem, além de investigações realizadas por especialistas e conselheiros norte-americanos. Eles trabalham junto às forças de segurança nigerianas na busca pelas mais de 200 meninas seqüestradas no dia 14 de abril pelo grupo Boko Haram.

Washington vem realizando voos nas áreas para onde as estudantes poderiam ter sido levadas nos últimos dias. Os Estados Unidos consideram que as inspeções das regiões de fronteira com o Chade podem ser fundamentais nos trabalhos de busca.

O Reino Unido, a França e Israel enviaram especialistas à Nigéria para ajudar nas investigações. A China, que também teve cidadãos sequestrados pela seita islâmica na fronteira com Camarões, também ofereceu ajuda para as operações de busca das estudantes.

Bring Back Our Girls

O movimento Bring Back Our Girls (Traga de Volta as Nossas Meninas, em português) organiza uma marcha nesta tarde na capital Abujan, cidade do presidente nigeriano Goodluck Jonathan. O sindicato nacional dos professores também realiza uma paralisação hoje nas escolas de todo o país.

De acordo com os coordenadores da marcha, o objetivo é continuar pressionando o chefe de Estado para que ele implemente ações em favor do resgate das estudantes. Até o momento, as famílias das jovens continuam sem qualquer informação sobre o paradeiro e o estado das garotas.

Jonathan vem sendo duramente criticado nas últimas semanas pela falta de reatividade em relação ao caso. “Desejamos que esta manifestação resulte em uma ação ágil de socorro às meninas sequestradas”, diz uma das organizadoras da marcha, Hadiza Bala Usman.

Onda de violência

A Nigéria continua a ser atingida por uma onda de violência terrorista promovida pelos radicais do Boko Haram. Mais de 150 pessoas morreram em dois dias em ataques no nordeste e no centro do país.

Na terça-feira, o Parlamento nigeriano prolongou por mais seis meses o estado de urgência em três Estados: Borno, Adamawa e Yobe. Ontem, o Exército do país anunciou o lançamento de uma campanha para recrutar voluntários para combater as ações dos extremistas islâmicos.

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