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Premiê turco chama Washington a fazer autocrítica sobre conflito em Gaza

Erdogan afirmou que “são os Estados Unidos que têm feito até agora declarações perturbadoras e ofensivas”

France Presse

20/07/2014

Ancara – O primeiro-ministro turco chamou neste domingo os Estados Unidos a fazerem uma “autocrítica”, após as declarações americanas considerando “ofensivas” as palavras do premiê turco contra a ofensiva israelense em Gaza.

“Se a América continua a dizer que Israel utiliza seu direito de autodefesa é, inegavelmente, a América que deve fazer uma autocrítica”, declarou ao canal de notícias TGRT o premiê, cujo país é um aliado dos Estados Unidos no âmbito da Otan.

Erdogan, um forte defensor da causa palestina, denunciou com veemência as operações militares israelenses em Gaza, acusando Israel de “terrorismo de Estado” e “genocídio” contra os palestinos.

Na sexta-feira, a porta-voz do Departamento de Estado americano, Jen Psaki, criticou os comentários de Erdogan, chamando-os de “ofensivos e falsos”.

“Acreditamos que as suas declarações são ofensivas e falsos, e, claro, este tipo de retórica é desnecessária e distrai os esforços urgentes para concluir um cessar-fogo”, disse ela.

Erdogan declarou sua irritação com as críticas dos Estados Unidos.

“Na verdade, são os Estados Unidos que têm feito até agora declarações perturbadoras e ofensivas” sobre a ofensiva israelense em Gaza, disse ele.

Mais uma vez, Erdogan denunciou as ações militares israelenses, acusando Israel de usar uma “força desproporcional” e matar palestinos “sem misericórdia”.

“Como podemos ignorar isso, como um país como os Estados Unidos pode ser cego a isso”, indignou-se.

Uma delegação turca chefiada pelo subsecretário do Ministério das Relações Exteriores, Feridun Sinirlioglu, deve visitar na segunda-feira os Estados Unidos.

 
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Gaza: nº de mortos palestinos ultrapassa os 400

Na frente diplomática, os esforços continuaram em favor de uma trégua entre Israel e Palestina

Milhares de pessoas tentam escapar de Shajaya / Thomas Coex/AFPMilhares de pessoas tentam escapar de ShajayaThomas Coex/AFP

Milhares de habitantes fugiram neste domingo de Shajaya, periferia leste da cidade de Gaza, onde muitos mortos e feridos estão espalhados pelas ruas após uma intensificação da ofensiva israelense contra o enclave palestino controlado pelo Hamas. O confronto já fez 425 vítimas palestinas, incluindo 112 crianças, 41 mulheres e 25 idosos.

 

O Hamas e Israel anunciaram que tinham aceitado um pedido do CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha) para observar uma trégua humanitária entre 10h30 e 12h30 GMT (7h30 e 9h30 no horário de Brasília), em Shajaya. Pouco depois, porém, Israel voltou a atacar em Shajaya, afirmando responder ao Hamas.

 

Na frente diplomática, os esforços continuaram em favor de uma trégua. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, é esperado neste domingo na região, enquanto que uma reunião está agendada no Catar entre o presidente palestino, Mahmud Abbas, e o líder exilado do movimento islâmico Hamas, Khaled Meshaal.

 

O Exército de Israel anunciou a intensificação de sua ofensiva terrestre, lançada na quinta-feira para neutralizar os disparos de foguetes e os túneis subterrâneos do movimento palestino.

 

Milhares de pessoas tentavam escapar de Shajaya, um setor perto da fronteira com Israel, onde as ambulâncias não conseguem chegar devido à intensidade dos bombardeios. Um motorista de ambulância e um cinegrafista palestino foram mortos.

 

‘Por trás das linhas inimigas’

 

Este conflito, o mais sangrento desde 2009 no enclave palestino sob cerco há anos, é o quarto entre o Hamas e Israel em menos de uma década. Ele já fez 410 vítimas palestinas em 13 dias de ofensiva.

 

O Exército de Israel reconheceu a morte de cinco de seus soldados, a maioria durante um confronto no sábado contra um comando palestino que se infiltrou em Israel por um túnel, enquanto 55 outros ficaram feridos.

 

O braço armado do Hamas, as Brigadas Ezzedine al-Qassam, reivindicou as operações “por trás das linhas inimigas” em território israelense, alegando ter matado 11 soldados. Dois civis israelenses também foram mortos desde 8 de julho.

 

O ministro das Finanças israelense, Naftali Bennett, declarou à rádio pública que os túneis escavados pelo Hamas tinham a intenção de “atacar simultaneamente de sete a oito kibutz” (aldeias cooperativas), afirmando que Israel estava “pronto para pagar um preço terrível para evitar que civis israelenses sejam vítimas desta catástrofe”.

 

O Exército de Israel informou a morte de 70 “terroristas” desde quinta-feira e treze túneis descobertos. Além disso, cerca de 60 foguetes atingiram Israel no sábado.

 

Israel mobilizou 53.200 homens dos 65.000 reservistas autorizados pelo governo para a ofensiva esta pequena faixa de terra de 362 km2, ondem vivem meio à extrema pobreza 1,8 milhão de palestinos, uma das densidades populacionais mais altas do mundo.

 

Mas o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ressaltou que não poderia garantir o sucesso da operação militar.

 

A comunidade internacional tem apelado repetidamente a Israel para preservar a vida dos habitantes, enquanto a ONU diz que mais de três quartos das vítimas são civis.

 

A ONU em Gaza indicou por sua vez que acomoda mais de 63.000 deslocados, mais do que durante o conflito de 2008-2009 que teve 1.400 palestinos mortos.

 

Estratégia de saída

 

Na esperança de obter um cessar-fogo, Abbas deve reunir-se em Doha neste domingo com o líder exilado do Hamas, que exige o levantamento completo do bloqueio a Faixa de Gaza, a abertura da fronteira de Rafah com o Egito e a libertação de prisioneiros. Uma proposta egípcia para um cessar-fogo havia sido rejeitada pelo movimento islâmico palestino.

 

Na frente diplomática, Ban Ki-moon era esperado neste domingo na região. Durante uma breve visita a Israel, o chefe da diplomacia francesa Laurent Fabius salientou a “prioridade absoluta” para se chegar a uma trégua.

 

A imprensa israelense ainda apoia em grande parte a ofensiva, mas alguns títulos questionam se o governo estava verdadeiramente preparado para todos os cenários.

 

“Precisamos de coragem, precisamos de um verdadeiro compromisso físico, frontal, real (…) Sim, isso fará com que tenhamos perdas do nosso lado”, insistiu Ben Caspit no jornal Maariv “é de sua responsabilidade chegar lá”, diz ele a Netanyahu.

 

Segundo Nahum Barnea ao Yedioth Ahronoth, o governo ainda pondera se deve avançar ainda mais sobre Gaza ou se deve limitar suas operações: “A questão de uma estratégia de saída tem sido objeto de intermináveis discussões que ainda não resultaram numa decisão real”.

 

Líderes palestinos denunciam massacre cometido por Israel em Shajaya

Chefe da Liga Árabe pediu “fim imediato” a ofensiva israelense contra o enclave palestino

Chefe da Liga Árabe pediu fim imediato a ofensiva israelense contra o enclave palestino<br /><b>Crédito: </b> Thomas Coex / AFP / CP
Chefe da Liga Árabe pediu fim imediato a ofensiva israelense contra o enclave palestino 
Crédito: Thomas Coex / AFP / CP

O governo e a presidência palestinas denunciaram neste domingo um “massacre atroz” no bairro de Shajaya, periferia leste da cidade de Gaza, onde ao menos 62 palestinos foram mortos nos bombardeios israelenses. “O governo palestino condena de maneira firme o massacre atroz cometido pelas forças de ocupação israelenses contra os civis inocentes de Shajaya”, afirma um comunicado, que chama a comunidade internacional a “reagir imediatamente contra este crime de guerra”.

Por sua vez, o chefe da Liga Árabe, Nabil al-Arabi, chamou de “crime de guerra” os bombardeios a esta localidade, apelando ao “fim imediato” da ofensiva israelense contra o enclave palestino. 

Fonte: AFP

 

Ao menos 87 palestinos morreram hoje em Gaza

Cerca de 425 palestinos foram mortos na Faixa de Gaza desde o início da ofensiva

Cerca de 425 palestinos foram mortos na Faixa de Gaza desde o início da ofensiva em 8 de julho<br /><b>Crédito: </b> Mahamud Hams / AFP / CP
Cerca de 425 palestinos foram mortos na Faixa de Gaza desde o início da ofensiva em 8 de julho 
Crédito: Mahamud Hams / AFP / CP

Pelo menos 87 palestinos foram mortos neste domingo na Faixa de Gaza, incluindo 62 em ataques a Shajaya, na periferia leste da cidade de Gaza, o bombardeio mais mortífero desde o início da ofensiva israelense, de acordo com os serviços de emergência.

Ao todo, 425 palestinos foram mortos na Faixa de Gaza desde o início da ofensiva em 8 de julho, incluindo 112 crianças, 41
mulheres e 25 idosos, disse o porta-voz dos serviços de emergência palestinos, Ashraf al-Qudra.

Fonte: AFP

 

Governo palestino denuncia “massacre atroz”

AFP

O governo e a presidência palestinas denunciaram neste domingo um “massacre atroz” no bairro de Shajaya, periferia leste da cidade de Gaza, onde ao menos 62 palestinos foram mortos nos bombardeios israelenses.

Funcionário da defesa civil palestina carrega corpo de menina morta durante bombardeio

Funcionário da defesa civil palestina carrega corpo de menina morta durante bombardeio em Shajaya neste domingo
 
“O governo palestino condena de maneira firme o massacre atroz cometido pelas forças de ocupação israelenses contra os civis inocentes de Shajaya”, afirma um comunicado, que chama a comunidade internacional a “reagir imediatamente contra este crime de guerra”.
 
Por sua vez, o chefe da Liga Árabe, Nabil al-Arabi, chamou de “crime de guerra” os bombardeios a esta localidade, apelando ao “fim imediato” da ofensiva israelense contra o enclave palestino.
 

 

Ataques israelenses matam quatro crianças em praia de Gaza

Ataques aéreos israelenses matam quatro crianças em praia de Gaza.

Ataques aéreos israelenses matam quatro crianças em praia de Gaza.

REUTERS/Mohammed Salem

Dois morteiros israelenses atingiram um grupo de crianças na tarde desta quarta-feira (16), em uma praia de Gaza, diante dos olhos de vários jornalistas. Quatro menores, com idades entre 9 e 11 anos, todos primos, morreram. Pelo menos cinco outras crianças ficaram feridas.

 

Os ataques aconteceram em um porto pesqueiro. Assustadas com as bombas, as crianças, várias ensanguentadas e queimadas, saíram em direção a um hotel perto da praia, onde jornalistas estão hospedados. Um responsável pelos serviços médicos de emergência em Gaza confirmou quatro mortes e quatro feridos à Agência France Presse.

Os corpos dos meninos foram entregues às famílias e encaminhados, em seguida, a uma mesquita da vizinhança. Depois, os meninos foram enterrados com bandeiras amarelas do Fatah, o movimento nacionalista do presidente Mahmoud Abbas. Questionado, o exército israelense não se manifestou.

Os ataques israelenses já fizeram 220 mortos entre os palestinos desde o início da operação “Limite Protetor”, no dia 8 de julho, segundo os serviços palestinos de emergência médica. A maioria das vítimas são civis, incluindo dezenas de mulheres e crianças, de acordo com a ONU e ONGs humanitárias.

Paralelamente, grupos armados de Gaza já lançaram cerca de 1.200 foguetes contra Israel, matando um civil.

Protesto em Paris

Centenas de pessoas se reuniram no final da tarde na praça dos Inválidos, em Paris, para protestar contra a violência em Gaza. A manifestação foi organizada pelo Coletivo nacional por uma paz justa e durável entre palestinos e israelenses.

A iniciativa teve apoio do sindicato CGT, do partido Frente de Esquerda e dos ecologistas. Os manifestantes denunciaram a “passividade” dos governos, enquanto os bombardeios contra Gaza aumentam em intensidade. 

Exército israelense mata mais um palestino no sétimo dia de ofensiva

Palestinos diante de uma casa destruída por ataques de Israel, em Gaza (14/07/14).

Palestinos diante de uma casa destruída por ataques de Israel, em Gaza (14/07/14).

REUTERS/Mohammed Salem

No sétimo dia de bombardeios aéreos israelense contra o Hamas e a Jihad Islâmica na Faixa de Gaza, o balanço de vítimas fatais se agrava, ultrapassando mais de 170 palestinos. Outros mil foram feridos. Um jovem de pouco mais de 20 anos foi abatido no sul da Cisjordânia. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, quer proteção internacional da ONU.

Muniar Ahmed Badarin levou tiros do exército israelense em um confronto perto da cidade de Hebron, no sul da Cisjordânia, nesta segunda-feira (14), pela manhã, e morreu no hospital.

O exército israelense não comentou a morte de Badarin, mas informou que tropas da Cisjordânia prenderam 23 palestinos na última madrugada, como parte da campanha ofensiva, batizada de Limite Protetor, que começou com a morte de três adolescentes israelenses no mês passado.

No domingo, o exército israelense anunciou uma incursão terrestre na Faixa de Gaza e alertou para que a população deixasse o norte do território. A ofensiva ainda não aconteceu, mas milhares de palestinos estão deixando a região.

Proteção internacional

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, pediu à ONU para colocar o Estado da Palestina sob “proteção internacional” das Nações Unidas diante da escalada da violência na Faixa de Gaza.

O secretário de Estado americano, John Kerry, em conversa telefônica com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, no domingo, reiterou a oferta de mediar uma trégua entre as duas partes. 

França, Inglaterra, Alemanha e EUA vão discutir cessar-fogo em Gaza

Fumaça se eleva acima da cidade de Gaza após ataque aéreo israelense neste sábado (12).

Fumaça se eleva acima da cidade de Gaza após ataque aéreo israelense neste sábado (12).

REUTERS/Ahmed Zakot
RFI

O ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, anunciou neste sábado (12) que discutirá a possibilidade de um cessar-fogo na Faixa de Gaza com os chanceleres norte-americano, francês e alemão, durante a reunião sobre o programa nuclear iraniano neste domingo em Viena. A ofensiva militar israelense contra o território palestino já deixou em cinco dias ao menos 127 mortos.

 

“Precisamos de uma ação internacional urgente e conjunta a fim de estabelecer um cessar-fogo, como em 2012. Vou falar sobre isso com John Kerry, Laurent Fabius e Frank-Walter Steinmeier amanhã em Viena”, declarou o chefe da diplomacia britânica em um comunicado.

William Hague acrescentou que insistiu na necessidade de uma redução imediata da violência e do restabelecimento do cessar-fogo instaurado em novembro de 2012 durante suas conversas telefônicas deste sábado com o chanceler israelense, Avigdor Lieberman, e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas.

“Também expressei nossa profunda preocupação com o número de vítimas civis e o imperativo, para os dois lados, de evitar novas perdas de vidas inocentes”, acrescentou o ministro.

De manhã, William Hague já havia se declarado “extremamente preocupado” em sua conta no Twitter. Essa foi a primeira reação oficial de Londres desde o apoio firme oferecido a Israel pelo primeiro-ministro, David Cameron, na quarta-feira, um dia depois do início da ofensiva contra Gaza que visa acabar com os tiros de foguetes realizados por combantentes palestinos.

Vítimas civis

Desde então, o exército israelense multiplicou os ataques aéreos contra a Faixa de Gaza, deixando ao menos 127 mortos e 940 feridos, em sua maioria civis, segundo os serviços de saúde palestinos.

Ao mesmo tempo, o exército israelense identificou 564 foguetes lançados contra Israel. Cerca de 140 deles foram destruídos em pleno voo pelo sistema de defesa “Domo de Ferro”. Esses tiros deixaram cerca de dez feridos, mas nenhum morto.

Em novembro de 2012, uma operação militar israelense que também tinha como objetivo acabar com os lançamentos de foguetes a partir de Gaza deixou 177 mortos palestinos e 6 israelenses.

Na sexta-feira à noite, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que resistirá a toda intervenção internacional com vistas a proclamar um cessar-fogo.

Ofensiva israelense em Gaza já matou mais de 100 palestinos

Ataques de Israel continuam durante a noite desta sexta-feira (11) na Faixa de Gaza.

Ataques de Israel continuam durante a noite desta sexta-feira (11) na Faixa de Gaza.

REUTERS/ Amir Cohen
RFI

Ao menos 13 palestinos morreram nesta sexta-feira (11) nos ataques de Israel contra a Faixa de Gaza, o que aumenta para 105 o número mortos e 600 feridos desde terça-feira. Ao todo, 73 civis morreram até o momento, entre eles 23 crianças. Hoje foi o quarto dia da operação militar israelense “Limite Protetor”, intensamente criticada pela comunidade internacional.

 

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu declarou hoje, durante uma coletiva de imprensa no Ministério da Defesa de Tel Aviv, que nenhuma pressão internacional vai impedir seu país de combater os terroristas. “Nós continuaremos [os ataques] enquanto não tivermos certeza que os cidadãos israelenses poderão viver em calma”, disse.

Pelo segundo dia consecutivo, Netanyahu não excluiu a possibilidade de realizar uma ofensiva terrestre, já que a operação atual conta com a participação apenas da aviação e da marinha. “Nós estamos estudando todas as possibilidades, nos preparando para todas as eventualidades”, completou.

Barack Obama oferece mediação

Em uma reunião telefônica com o premiê israelense, o presidente norte-americano Barack Obama expressou o medo da escalada da violência e propôs ser o mediador entre as duas partes. “Os Estados Unidos estão prontos para ajudar nas negociações pelo fim das hostilidades, inclusive no retorno dos diálogos sobre o cessar-fogo”, anunciou um comunicado da Casa Branca, completando que considera a facção islâmica Hamas como “uma organização terrorista”.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que selou um acordo de reconciliação com o Hamas no fim de abril, fez um apelo ao Conselho de Segurança da ONU para que articule o cessar-fogo na região e condene a agressão israelense.

Ontem, durante uma região de urgência no Conselho de Segurança, representantes das duas partes trocaram acusações e não chegaram a nenhuma conclusão sobre a questão. Nem Netanyahu, nem o dirigente do Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, pareceram dispostos a realizar uma trégua.

Ameaças

Diante de uma possível invasão israelense por terra anunciada pelo premiê israelense, o Hamas ameaçou hoje disparar foguetes contra o principal aeroporto de Tel Aviv. O movimento também alertou as companhias aéreas estrangeiras de aterrissarem em Israel. A ameaça interrompeu as operações no aeroporto de Ben Gourion durante alguns minutos, mas muitas empresas aéreas confirmaram que irão manter seus voos.

As duas principais facções radicais palestinas, o Hamas e a Jihad Islâmica, dispararam 550 foguetes e morteiros a partir de Gaza contra Israel nos últimos dias, segundo a ONU. Uma explosão causada por um foguete do Hamas deixou uma israelense gravemente ferido hoje em Ashdod, ao norte de Gaza.

O conflito é o mais violento desde novembro de 2012, que matou 177 palestinos e seis israelenses. Os confrontos recomeçaram após o sequestro e o assassinato de três estudantes de Israel na Cisjordânia, que Tel Aviv atribui ao Hamas. Extremistas judeus responderam queimando vivo um jovem palestino.

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