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Israel pede que partidos de direita da Europa se afastem de neonazistas

 

01. Junho 2014 – 19:22

JERUSALÉM (Reuters) – Israel pediu neste domingo que os partidos de direita da Europa não se aliem a partidos “neonazistas, racistas”, dizendo que não reconhecerá blocos políticos que tenham ligações com tais grupos. 

Depois das vitórias retumbantes nas eleições de 22 a 25 de maio para o Parlamento Europeu, diversos partidos nacionalistas e anti-imigração têm negociado para formar coalizões.

Apesar de a mudança para a direita refletir questões políticas domésticas, causou preocupação em um Estado judaico criado após o holocausto nazista que é um importante parceiro diplomático e comercial da Europa. 

“O significativo fortalecimento dos partidos que têm características neonazistas e racistas é muito preocupante”, disse o ministro das Relações Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, ao político alemão Stephan Weil, de acordo com comunicado do gabinete de Lieberman. 

“Os países europeus deveriam examinar de perto as tendências que trouxeram isso à tona.”

Lieberman citou o húngaro Jobbik e o grego Aurora Dourada entre os partidos que Israel considera “ilegítimos”, e pediu que os direitistas mais moderados da Europa não se unam a eles.

“Uma facção que inclui um partido desse tipo precisa ser evitada”, disse Lieberman, um ultra-nacionalista que faz parte do governo conservador de coalizão do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

(Por Dan Williams)

((Tradução Redação Rio de Janeiro, 55 21 2223-7155))

REUTERS LB

Reuters

Papa defende em Israel livre acesso aos Locais Sagrados

26. Maio 2014|AFP internacional

O papa Francisco solicitou nesta segunda-feira em Jerusalém o livre aos Locais Sagrados para os fiéis das três grandes religiões monoteístas: judeus, muçulmanos e cristãos. 

“Que belo que os peregrinos e os residentes possam comparecer livremente aos Locais Sagrados e participar nas celebrações”, afirmou o papa durante a visita de cortesia ao presidente de Israel, Shimon Peres.

“Que Jerusalém seja verdadeiramente a cidade da paz. Que resplandeça plenamente sua identidade e seu caráter sagrado, seu valor universal religioso e cultural, como tesouro para toda a humanidade”, clamou.

A Cidade Antiga de Jerusalém, que contém monumentos sagrados para as três grandes religiões, fica na parte que a ONU não reconhece dentro dos limites de Israel.

Primeiro-ministro israelense insiste que Irã não pode ter arma nuclear

AFP – Agence France-Presse

16/05/2014 

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, insistiu nesta sexta-feira diante do secretário americano de Defesa, Chuck Hagel, que as negociações com o Irã devem impedir que o país islâmico obtenha armas nucleares.

“A comunidade internacional não deve deixar o regime aiatolá vencer nas negociações que estão sendo realizadas com o Irã”, disse, segundo seu gabinete, Netanyahu ao chefe do Pentágono em Jerusalém.

“Não podemos permitir que o Irã, principal Estado terrorista do mundo, acabe confeccionando armas nucleares”, acrescentou.

Hagel respondeu que seu país perseguia o mesmo objetivo: “Garanto a você, senhor ministro, e ao povo de Israel que os Estados Unidos se comprometem a não permitir que o Irã obtenha a arma nuclear”, segundo um vídeo distribuído pela assembleia americana.

Hagel chegou a Israel na noite de quarta-feira para uma visita de dois dias sobre a segurança e a cooperação bilateral, na última etapa de um giro regional centrado em Irã e Síria.

Seu encontro com Netanyahu ocorreu enquanto o Irã está negociando com representantes das grandes potências em Viena sobre os limites de seu controverso programa nuclear, esperando alcançar um acordo definitivo.

“As negociações avançam, mas são difíceis”, declarou em Viena o representante da chancelaria iraniana, Abbas Araghchi, citado nesta sexta-feira pela agência Isna.

Israel e vários países ocidentais denunciam que o suposto programa nuclear civil do Irã tem, na realidade, fins militares, embora a República Islâmica negue esta alegação.

Israel afirmou várias vezes que não descartava uma operação militar para impedir que o Irã conseguisse construir esta arma.

O ministro da Defesa israelense, Moshe Yaalon, declarou na quinta-feira que os Estados Unidos e Israel devem mobilizar “todos os meios ao seu alcance” para enfrentar a ameaça nuclear iraniana.

Israel também não concordou com o acordo temporário alcançado no fim de 2013 pelo Irã e pelo “Grupo 5+1” (China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha), segundo o qual o Irã suspendeu algumas de suas atividades nucleares sensíveis em troca do levantamento parcial das sanções econômicas ocidentais.

Independência que Israel celebra hoje é vista como tragédia pelos palestinos

 
Israel iniciou na noite de segunda-feira, 5 de maio, a comemoração da criação do Estado de Israel.

Israel iniciou na noite de segunda-feira, 5 de maio, a comemoração da criação do Estado de Israel.

REUTERS/Ronen Zvulun

Israel comemora nesta terça-feira (6) o Dia da Independência, data que, para os palestinos, é conhecida como “nakba”, a catástrofe. O país celebra os 66 anos de sua criação em15 de maio de 1948, alguns meses depois da decisão histórica das Nnações Unidas de partilhar a palestina entre árabes e judeus.A data é celebrada pelo calendário judaico, por isso este ano caiu no dia 6 de maio.

Daniela Kresch, correspondente da RFI Brasil em Tel Aviv

As festividades começaram na noite de ontem (5), com shows e fogos de artifício nas principais cidades do país. E continuam durante o dia de hoje até o anoitecer.

A celebração acontece sempre um dia depois do chamado Dia da Lembrança, quando são rememorados os cerca de 23 mil cidadãos que morreram nas guerras e em ataques terroristas dos últimos 66 anos.

Tragédia palestina

Se a data é comemorada pela maioria judaica de Israel,  é lembrada de outra forma pela minoria árabe.

Para a maioria dos árabes-israelenses, pouco mais de 20% da população do país, o dia é conhecido como “nakba”, ou Dia da Tragédia. Cerca de 76% de árabes gnoram a data ou participam de manifestações em lembrança da “nakba”, que acontecem em geral no dia 15 de maio – data do calendário gregoriano na qual Israel foi criado.

Os palestinos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza também consideram o dia como uma data trágica. Estima-se que 700 mil árabes tenham fugido ou sido expulsos de suas aldeias durante a guerra da Independência, que começou no dia seguinte à proclamação de criação de Israel.

Muitos foram para a Cisjordânia e a Faixa de Gaza e hoje lutam por um estado palestino. Outros foram para o Líbano, Síria e Jordânia, onde seus descendentes são até hoje refugiados e sonham em voltar as aldeias de seus antepassados.

Aplicativo inabka

A “nakba” ganhou até um aplicativo para telefones celulares. Para coincidir com o Dia da Independência de Israel, ou a catástrofe sob o ponto de vista árabe, uma ONG de direitos humanos lançou um aplicativo para celulares chamado “inakba”.

O aplicativo localiza no mapa atual de israel os 400 vilarejos árabes que foram destruídos ou evacuados desde 1948, ano da criação do estado.

Alguns viraram ruínas, outros foram repovoados por imigrantes judeus que foram chegando ao recém-criado estado de Israel.

O aplicativo é trilingue, em árabe, hebraico e inglês e ajuda descendentes a identificar onde seus antepassados moravam na época da criaçao de Israel.

O aplicativo foi criado pelaONG Zochrot (“lembram”, em português), baseada em Nazaré, a maior cidade árabe de Israel.

Os responsáveis pelo aplicativo são cidadãos árabes de Israel, mas se identificam com os palestinos.

Sobreviventes do Holocausto vivem quase na miséria em Israel

Uma associação judia "Helpline for Holocaust Survivors", ajuda sobreviventes pobres do Holocausto. Shlomo Ronen sobrevivente e residente israelense.

Uma associação judia “Helpline for Holocaust Survivors”, ajuda sobreviventes pobres do Holocausto. Shlomo Ronen sobrevivente e residente israelense.

Reprodução vídeo France 24

Israel lembra nesta segunda-feira (28) o tradicional dia do Holocausto, homenageando os seis milhões de judeus que morreram durante o regime nazista. Mas um em cada quatro sobreviventes enfrenta a pobreza e a solidão no país criado depois do genocídio.

Daniela Kresch, correspondente da RFI em Tel-Aviv

Eles têm idade média de 85 anos e um quarto deles, algo em torno de 50 mil, vive abaixo da linha da pobreza e necessita de ajuda de ONGs para receber serviços básicos.

Quase todos os necessitados ganham menos de um salário mínimo e têm dificuldade para comprar comida, remédios e receber tratamentos médicos.

Teoricamente, eles têm direito a benefícios e pensões, mas muitos sofrem com questões burocráticas e não conseguem receber seus direitos.

Fora isso, diversos cortes orçamentários ao longo dos anos afetaram as pensões.

Muitos também sofrem de solidão. Dez por cento não tiveram filhos, por exemplo, outros são viúvos ou perderam contato com a família.

Governo aprova verba adicional para sobreviventes

O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aprovou neste domingo uma verba adicional de US$ 290 milhões para elevar as pensões.

Mas ONGs de direitos humanos reclamam que o montante não é suficiente e que o repasse do dinheiro aos beneficiados pode levar tempo demais.

Afinal, tem ainda que ser aprovado pelo Knesset, o Parlamento israelense, que está em recesso, e enfrentar todo tipo de burocracia para chegar aos bolsos dos sobreviventes.

Mas tempo é algo que eles não têm. Uma média de mil sobreviventes falecem todo mês devido à velhice.

Segundo o rabino Yehiel Ekshtein, do Fundo de Amizade aos sobreviventes do Holocausto, a pobreza e a solidão desses sobreviventes são uma mancha moral na sociedade israelense.

Cerimônias solenes marcam Dia do Holocausto

O tradicional Dia do Holocausto e da Bravura em Israel começou neste domingo à noite e continua a ser lembrado nesta segunda-feira com cerimônias solenes, programação especial nas TVs e rádios e, em geral, com um clima de memória em todo o país.

Pelo judaísmo, os dias começam no anoitecer, então a data solene começou formalmente ontem à tarde com duração de 24 horas. Por um dia, restaurantes, cinemas e outros locais de entretenimento ficam fechados, apesar de não ser feriado para comércio, escritórios e escolas.

Hoje, às 10h horas da manhã, horário local de Israel, uma sirene soou em todo o país e, como manda a tradição, os cidadãos pararam onde estavam, interromperam o que faziam para ficar de pé e lembrar a data.

Mas a primeira cerimônia em memória dos seis milhões de judeus mortos pelo regime nazista aconteceu ontem de noite no Museu do Holocausto, em Jerusalém. Seis sobreviventes, cada um representando um milhão de pessoas, acenderam velas, revelando suas histórias pessoais.

O presidente israelense Shimon Peres disse que o Estado de Israel é um escudo contra novas tentativas de violência contra o povo judeu.

Para Mahmoud Abbas, Holocausto foi crime hediondo

Porta-vozes do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, divulgaram que ele considerava o Holocausto “o crime mais hediondo cometido pela Humanidade na era moderna”.

Ele afirmou ter simpatia pelos sobreviventes e que os palestinos são contra qualquer tipo de racismo.

Os comentários surpreenderam os israelenses, até porque Abbas nunca prestou condolências oficiais às vítimas do genocídio, que, aliás, não faz parte do currículo escolar palestino.

Fora isso, Abbas escreveu uma dissertação de doutorado, na década de 80, na qual afirmou que, na verdade, a quantidade de judeus mortos não passou de 890 mil e que os nazistas tinham apoio de judeus sionistas numa espécie de pacto sinistro para pressionar o mundo a criar o Estado de Israel.

Talvez por causa disso é que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não tenha se mostrado particularmente emocionado com as palavras do presidente palestino.

Ele se referiu ao fato de Abbas ter assinado, na semana passada, um acordo de união nacional com o grupo islâmico Hamas, que nega o Holocausto e prega a destruição de Israel.

O acordo levou Netanyahu a suspender as negociações de paz com os palestinos.

Novo governo palestino deverá ‘rejeitar violência e terrorismo’, diz Abbas

Mahmoud Abbas preside reunião da OLP neste sábado, 26 de abril de 2014, em Ramallah, na Cisjordânia.

Mahmoud Abbas preside reunião da OLP neste sábado, 26 de abril de 2014, em Ramallah, na Cisjordânia.

REUTERS/Mohamad Torokman

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, afirmou neste sábado (26) que o governo de consenso nacional acertado com o movimento islamita Hamas deverá “rejeitar a violência e o terrorismo”, e também reconhecer o Estado de Israel e os acordos assinados com o país.

 

“O próximo governo obedecerá a minha política”, declarou Abbas aos membros do Conselho Central Palestino, órgão dirigente da Organização para a Libertação da Palestina, reunido neste fim de semana em Ramallah, na Cisjordânia. Abbas sublinhou que o novo governo palestino vai cuidar prioritariamente de assuntos internos.

“Reconheço o Estado de Israel, rejeito a violência e o terrorismo e respeito os compromissos internacionais”, acrescentou o líder palestino.

Por outro lado, Abbas deixou claro que os palestinos “nunca aceitarão reconhecer um Estado judeu”, uma exigência do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Abbas ressaltou que Israel não fez esse tipo de exigência à Jordânia e ao Egito, países que assinaram acordos de paz com o Estado hebreu. Ele também lembrou que os palestinos reconheceram o Estado de Israel em 1993.

O Hamas considerou “positivo” o discurso de Abbas. “Nós apoiamos as posições da OLP sobre Jerusalém, sobre a reconcliliação interpalestina e o não reconhecimento do estado judeu”, declarou Bassem Naim, um dos dirigentes do Hamas na Faixa de Gaza.

Naim disse que o novo governo de consenso nacional terá basicamente três missões: reunificar as organizações palestinas, preparar novas eleições e reconstruir Gaza. Segundo Naim, “não cabe a esse governo tratar de questões políticas”.

Israel suspende negociações

O acordo de reconciliação fechado nesta semana entre as forças políticas palestinas enfureceu Israel, que considera o Hamas uma “organização terrorista”.

O Hamas rejeita as negociações de paz empreendidas pela Autoridade Palestina de Abbas com Israel e defende a resistência armada contra o país.

Em resposta ao acordo interpalestino, Israel suspendeu as negociações que estavam sendo mediadas pelo secretário de Estado americano, John Kerry.

Obama considera “inútil” acordo com o Hamas

Confrontado a mais um fracasso de sua administração no processo de negociações israelo-palestino, o presidente americano, Barack Obama, disse nesta sexta-feira, durante visita a Seul, que uma “pausa” era necessária no diálogo entre israelenses e palestinos.

Obama criticou o acordo interpalestino, qualificando de “inútil” a aproximação do Fatah (partido de Abbas) com o Hamas. Na avaliação de Obama, tanto o governo de Israel quanto os dirigentes palestinos tomaram uma série de iniciativas nas últimas semanas “infelizes”, que não acrescentaram nada de bom aos esforços diplomáticos para se chegar a um acordo de paz duradouro no Oriente Médio.