Arquivo da tag: jogo de abertura

Movimento é ‘ameaça forte’ a jogo do Brasil

09/06/2014 

São Paulo, 09 – A greve dos metroviários se transformou na principal ameaça para o esquema do jogo de abertura da Copa do Mundo, nesta quinta-feira, na Arena Corinthians, entre o Brasil e a Croácia. A Polícia Militar e o Exército criaram um plano de contingência para manter abertas as vias de acesso ao estádio, em Itaquera, na zona leste, e em operação metrô e trens que levam à arena. O comando da PM decidiu mobilizar 5 mil agentes.

Um dos principais responsáveis pela segurança da Copa em São Paulo disse neste domingo (8) ao

Estado

que a greve “é uma ameaça forte” à abertura do Mundial. “Mas nós temos como fazer com que as pessoas tenham acesso ao estádio”, disse.

Nesta segunda-feira (9), os grevistas ameaçam novos piquetes nas Estações Ana Rosa e Bresser-Mooca, escolhidas porque servem de ponto de início das operações parciais das Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-vermelha.

Os líderes dos metroviários negam que a estratégia da categoria inclua a ameaça à abertura do Mundial da Fifa. “A Copa vai ter, o sindicato não quer acabar com a Copa. Sou torcedor de futebol, sou santista, gosto do Neymar e vou torcer pelo Brasil”, disse o presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres Junior. “Tem a Copa, mas tem de ter dinheiro também para o trabalhador”, afirmou.

MTST

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) decidiu apoiar os grevistas, fazendo um ato às 7 horas na frente da Estação Ana Rosa, que deve ter a participação do Movimento Passe Livre (MPL). “Nós queremos que o governador Geraldo Alckmin reabra o diálogo com os trabalhadores em greve e, por isso, vamos marchar até a Secretaria dos Transportes Metropolitanos”, afirmou o líder do MTST, Guilherme Boulos. Ele disse saber que os metroviários têm um papel-chave na vida de São Paulo e afirmou que o MTST espera que o “governador tenha a mesma compreensão”.

O comandante-geral da PM, coronel Benedito Roberto Meira, determinou neste domingo (8) que os policiais da Tropa de Choque permaneçam de prontidão. Homens da corporação estão instruídos para “garantir o direito dos metroviários que desejarem trabalhar”.

Na avaliação do Comando da PM, depois que o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) declarou a greve abusiva, apenas uma minoria entre os metroviários defende a paralisação.

Na semana passada, homens da Tropa de Choque entraram em confronto com grevistas na Estação Ana Rosa e um metroviário foi detido sob a acusação de desacato. Houve uso de balas de borracha e de bombas pelos policiais para garantir o funcionamento da estação. Anteontem, os grevistas mudaram de estratégia. Além dos piquetes nas estações e nos pátios, eles decidiram impedir a partida das composições nas plataformas segurando as portas. Com isso, os trens não puderam circular.

Apesar de liminar, Metrô amanhece com linhas paralisadas

De A Tribuna On-line

Apesar da decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que, na quarta-feira, concedeu liminar que determina a manutenção de 100% do funcionamento do Metrô nos horários de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h) e de 70% nos demais horários de operação nesta quinta-feira, três das cinco linhas do Metrô de São Paulo foram paralisadas no início desta manhã, por conta da greve dos metroviários paulistas.

De acordo com a Companhia do Metropolitano, por conta da paralisação, os trens das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha não circulavam no início da manhã. Apenas as linhas 4-Amarela e 5-Lilás operavam normalmente. Os trens da 5-Lilás iniciaram o dia parados, mas por volta das 5h30, segundo o Metrô, começaram a circular. Às 6h28, o Metrô informou que as Linhas 1, 2 e 3 passaram a operar parcialmente, mas as portas continuavam fechadas em muitas das estações.

Em entrevista à rádio Jovem Pan, na manhã de hoje, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) criticou a decisão dos metroviários de cruzarem os braços. Disse que o governo fez todos os esforços para que a paralisação não acontecesse. “Mas a categoria já estava determinada a isso. É uma greve de caráter político”, afirmou o governador.
 

Usuários fazem fila na estação Corinhianas-Itaquera fechado devido à greve

Usuários fazem fila na estação Corinhianas-Itaquera fechado devido à greve

Na zona leste da cidade, usuários dos trens da CPTM também encontraram dificuldades na estação Corinthians-Itaquera. A estação que interliga as linhas 3-Vermelha (Metrô) e 11-Coral (CPTM) também foi fechada.  

SP bate recorde de trânsito pela manhã

Com greve de marronzinhos e metroviários, o trânsito bateu recorde de congestionamento no período da manhã nesta quinta-feira. Às 9h havia, segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), 193 km de ruas e avenidas congestionadas. Isso representa 22,3% dos 868 km monitorados pela companhia – o normal para o horário é 11,9%.

O recorde anterior havia sido verificado no dia 22 de maio – 168 km de lentidão às 9h. O recorde histórico para o período da manhã, no entanto, ainda não foi atingido. De acordo com a CET, o maior pico de congestionamento verificado das 7h às 10h, aconteceu no dia 23 de maio de 2012 quando a cidade registrou 249 km de ruas e avenidas travadas.

Por conta da greve de metrô o rodízio foi suspenso. São Paulo também amanheceu sem os agentes de trânsito que fazem uma greve por tempo indeterminado. Algumas faixas reversíveis não foram montadas o que complica ainda mais o trânsito.

Procurada, a CET diz que não tem como mensurar o tamanho da paralisação dos agentes nem quantas faixas reversíveis deixaram de ser montadas nesta manhã.

Reunião

Na quarta-feira, terminou sem acordo a reunião entre representantes do Sindicato dos Metroviários de São Paulo e representantes do Metrô, apesar de a empresa ter elevado a proposta de reajuste que daria aos trabalhadores para 8,7%.

De acordo com o presidente do sindicato da categoria, Altino Melo Prazeres Júnior, a categoria não aceitará uma proposta com reajuste inferior a dois dígitos, ou seja, menos de 10%. Os metroviários reivindicam 16,5% de reajuste salarial. “Espero que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) pense e, até a hora da assembleia, faça uma proposta possível de aceitarmos. Menos de dois dígitos não dá. Fora isso, há outros fatores a serem negociados.”

Melo disse ainda que a categoria concordaria em não fazer a greve, caso o governo estadual aceite liberar a catraca. “O governo está colocando que não quer ter prejuízo, mas, de alguma forma, o Metrô vai parar.” Ele alertou que, mesmo com número reduzido de funcionários trabalhando, o Metrô terá problemas. A greve será feita por tempo indeterminado e os trabalhadores farão assembleias todas as noites para decidir a continuidade.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio