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Colisão de dois barcos de pesca no Peru deixa 7 mortos e 5 desaparecidos

AFP – Agence France-Presse

24/06/2014 

Uma colisão de duas embarcações pesqueiras que trabalhavam na escuridão da madrugada no sul do Peru deixava nesta terça-feira ao menos sete mortos e cinco desaparecidos, informou a Marinha do Peru (MGP).

“Há a informação de sete pessoas mortas, três feridos e cinco desaparecidos pela colisão de duas embarcações pesqueiras em Pisco”, disse à AFP o chefe de Informações da MGP, Colver Ruiz.

A colisão dos dois pesqueiros carregados com mais de 200 toneladas de peixe ocorreu nesta madrugada a 28 km do porto de Pisco, localizado 300 km ao sul de Lima.

“Estas embarcações voltavam de suas operações de pesca e por algum descuido dos próprios tripulantes colidiram”, indicou Ruiz ao afirmar que a embarcação “Marisol 2”, com 15 tripulantes, virou devido ao forte impacto.

“Estamos realizando os trabalhos de busca dos desaparecidos”, disse o oficial.

Os feridos foram levados ao hospital regional de Pisco, enquanto no complexo pesqueiro La Pampilla, no distrito de Paracas, os familiares e outros pescadores esperavam com grande expectativa algumas notícias sobre a localização dos que ainda estão desaparecidos.

A Marinha do Peru informou que ativou um plano de resgate após o acidente, com a mobilização de um helicóptero, um avião Antonov, dois navios de patrulha, além de 12 mergulhadores.

Depois de Barcelona e Paris, bicicletas públicas invadem Madri

AFP – Agence France-Presse

23/06/2014 

As bicicletas públicas invadiram Madri, esta segunda-feira, com a intenção de abrir espaço no denso tráfego de automóveis da capital espanhola, seguindo os passos de outras cidades europeias, como Barcelona, Paris e Londres e também cidade latino-americanas como o Rio de Janeiro.

“Está bem, um pouco pesada, mas levando em conta que é uma bicicleta elétrica, é o preço a pagar. Nos sinais de trânsito, quando se acelera, o primeiro impulso é perceptível”, explica Miguel Ángel Delgado, um madrilense de 49 anos, após dar as primeiras pedaladas nas novas BiciMad.

Odiada pelos taxistas, a ideia parece seduzir usuários e autoridades locais, que comemoram ter compensado o atraso com relação a outras capitais europeias, colocando à disposição dos moradores e turistas da capital espanhola mais de 1.500 bicicletas elétricas.

“Esta mudança cultural deve ocorrer pouco a pouco. É uma realidade em muitas cidades europeias”, disse nesta segunda-feira a prefeita conservadora de Madri, Ana Botella, após testar uma das bicicletas.

Em Barcelona, segunda cidade espanhola, desde 2007 funciona um sistema similar e o sucesso é indiscutível com 6.000 bicicletas, 420 postos e 92.000 assinantes. As outras três principais cidades espanholas – Valencia, Sevilha e Zaragoza – também têm bicicletas públicas.

“Nossa cidade é de todos e para todos. Temos que conviver com respeito entre motoristas, pedestres e ciclistas, temos que conviver”, acrescentou a prefeita, desejando que este projeto anime a deixar o carro em casa e ajude a reduzir a contaminação.

A escolha das bicicletas elétricas, explicou, pretende ampliar o perfil dos usuários, alguns dos quais poderiam desistir a utilizá-las pelos muitos custos da cidade.

Mas Madri, com poucos quilômetros com uma verdadeira ciclovia, muitas ruas estreitas e lotadas de carros, pode precisar de um tempo para aprender a conviver com este novo modo de transporte.

“Vai haver problemas e vai haver incidências, que serão resolvidas pelo nosso esforço”, disse Miguel Vital, diretor da BonoPark, a sociedade que administrará o serviço.

Extremamente perigoso

Esperando passageiros em frente à prefeitura de Madri, um taxista de 45 anos, Juan Carlos Gordillo, mostra suas dúvidas sobre o projeto.

“Os motoristas terão muitos problemas. Nenhum está acostumado aos ciclistas. Será mais perigoso”, reclamou.

“Será para nos acostumarmos todos, nos impuseram e teremos que nos adaptar”, acrescentou.

Segundo Pascual Berrone, professor da escola de comércio IESE Business School, autor de um estudo sobre desenvolvimento urbano, os espanhóis gostam da ideia de circular de bicicleta, mas têm reticências em Madri por razões de segurança.

“Há áreas em que é relativamente fácil circular de bicicleta, mas há áreas em que é extremamente perigoso. Muitas vezes dá medo andar de bicicleta em Madri”, explicou à AFP antes do lançamento da BiciMad.

A capital espanhola, que costuma sofrer com picos de contaminação relacionados com a circulação automobilística, tem atualmente 320 quilômetros de ciclovia ou vias adaptadas, segundo a prefeitura, que pode adicionar outros 70 km.

Segundo Ana Botella, a circulação de bicicleta em Madri aumentou 17% entre 2012 e 2013. Para fazer frente a esta demanda, a cidade instalou 123 postos no centro da capital para as 1.560 bicicletas elétricas disponíveis.

O preço para usá-las vai variar entre um e quatro euros, em função de se tratar de um assinante ou um usuário ocasional.

Protegendo-se do sol na sombra das árvores de uma avenida próxima ao grande parque do Retiro, bem ao lado de um dos postos, Miguel Ángel Delgado está disposto a recuperar sua bicicleta, cujo futuro não lhe parece claro nesta cidade.

“Madri é uma cidade um pouco peculiar, com pouca implantação de bicicletas. Ninguém sabe se será um sucesso ou um fracasso”, admite.

Cracolândia de SP terá área de lazer em base da PM

A estrutura fixa para cerca de 24 policiais e o monitoramento do entorno por 16 câmeras de segurança já estão em funcionamento, mas o local ainda não foi aberto à população. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil (Marcelo Camargo)  
A estrutura fixa para cerca de 24 policiais e o monitoramento do entorno por 16 câmeras de segurança já estão em funcionamento, mas o local ainda não foi aberto à população. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com praça reformada, bancos grafitados, novas quadras poliesportivas e academia ao ar livre, uma base comunitária da Polícia Militar será aberta oficialmente na próxima terça-feira, 3, no Largo Coração de Jesus, nos arredores da Cracolândia, centro da capital paulista. A inauguração terá um torneio de futebol entre usuários de crack que participam do programa municipal De Braços Abertos e imigrantes haitianos.

A estrutura fixa para cerca de 24 policiais e o monitoramento do entorno por 16 câmeras de segurança já estão em funcionamento, mas o local ainda não foi aberto à população. A inauguração deve ter a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do prefeito Fernando Haddad (PT). O projeto, que envolveu as esferas municipal e estadual, teve parceria da seguradora Porto Seguro, cuja sede fica a um quarteirão do local. A empresa foi responsável por reformar a praça, que antigamente era um tradicional ponto de encontro no bairro. Mas isso era antes do aumento da concentração de usuários de crack nas ruas ao redor, nas últimas décadas.

“Na minha infância, a praça era muito usada e eu espero que volte a ser o lugar cativo que era”, disse a maestrina Marina Kahowec, de 23 anos, que mora no bairro Campos Elísios desde que nasceu e estudou no Liceu Coração de Jesus, na frente do Largo. Para Marina, a presença da base vai trazer uma maior sensação de segurança.

A maioria dos usuários que fazem parte do programa De Braços Abertos com os quais a reportagem conversou na manhã de ontem disse que teme a presença da base da PM. Entretanto, boa parte deles se mostrou animada com a possibilidade de ter um espaço de lazer. “Não só meus filhos, mas também as outras crianças da região vão ter um espaço para brincar. Um local limpinho e sem muita bagunça. Também vamos poder jogar vôlei”, disse Poliana Alessandra Silva, de 24 anos, que trabalha na varrição do programa municipal anticrack.

Segundo Edsom Ortega, assessor especial do governador Geraldo Alckmin, os policiais da base receberam uma formação suplementar de policiamento comunitário. “O treinamento reforça a aproximação da polícia com a população, com os PMs, conhecendo, por exemplo, o nome dos moradores e comerciantes. Isso facilita a identificação e a prisão de traficantes que atuam na região.”