Arquivo da tag: libertação

“Artista da vagina” foi libertada no Japão

por LusaHoje

 
"Artista da vagina" foi libertada no Japão
Fotografia © Reuters

A artista nipónica Megumi Igarashi, conhecida pela “artista da vagina” foi libertada depois de uma semana detida por ter enviado dados que serviam para recriar os seus genitais com uma impressora 3D, revelou a agência Kyodo.

O envio deste género de ficheiros poderia violar a lei japonesa que proíbe a distribuição de material “obsceno”.

“Foi uma detenção injusta. Não acredito que os meus genitais sejam obscenos”, explicou a artista após a sua libertação.

Megumi Igarashi lembrou também que o corpo é seu e não é aceitável que alguém o classifique de algo “obsceno” salientando também ser essa uma visão masculina.

A escultora e ilustradora de 42 anos colocou em marcha uma iniciativa de “crowdfunding” na internet para recolher fundos que permitissem construir um “kayak” onde reproduzia os seus genitais.

Aos dadores enviava depois um ficheiro com fotos da vagina e que permitiam a impressão com um aparelho de três dimensões.

Mais de 21.000 pessoas assinaram uma petição lançada na ‘rede’ para a libertação da artista.

Premiê confirma libertação de dois tunisianos reféns na Líbia

AFP – Agence France-Presse

29/06/2014

Um diplomata tunisiano e um outro funcionário da embaixada da Tunísia na Líbia, sequestrados há semanas em Trípoli, foram libertados neste domingo, anunciou o primeiro-ministro desse país, Mehdi Jomaa, agora à noite.

“Quero lhes informar que, há alguns minutos, o avião decolou de Trípoli com nossos ‘filhos’ que estavam presos”, declarou Jomaa, em uma entrevista coletiva no Ministério das Relações Exteriores.

O chanceler tunisiano, Mongi Hamdi, descartou que qualquer resgate tenha sido pago pelo governo.

“Nossos interlocutores eram as autoridades líbias. Não sabemos quem eram os sequestradore, nem queremos saber”, disse Hamdi.

O ministro confirmou que os sequestradores tinham motivações políticas e reivindicaram a libertação de líbios condenados em Túnis por terrorismo – “libertação que não aconteceu”, frisou o chanceler.

Em 21 de março, o funcionário da embaixada da Tunísia em Trípoli Mohamed ben Sheikh foi sequestrado na capital líbia. Em 17 de abril, o diplomata tunisiano Al-Arussi Kontassi foi feito refém na mesma cidade.

Em 23 de abril, um grupo “jihadista” desconhecido chamado “Chabab Al-Tawhid” divulgou um vídeo de Mohamed ben Sheikh, no qual o refém pedia ao presidente tunisiano que negociasse com os sequestradores.

A gravação não falava em Al-Arussi Kontassi, que teria sido levado, segundo Túnis, por esse mesmo grupo.

A fonte da embaixada consultada pela AFP relatou que a libertação de ambos aconteceu “graças às negociações” e garantiu que o governo “não cedeu” às demandas dos sequestradores.

Desde a queda do regime de Muammar Kadhafi em 2011, as representações diplomáticas na Líbia têm sido, com frequência, alvo de ataques e de sequestro por parte de milícias.

Ex-primeira-ministra é libertada na Tailândia

AFP – Agence France-Presse

27/05/2014 

A junta militar que assumiu o poder na semana passada na Tailândia anunciou nesta terça-feira a libertação da ex-primeira-ministra Yingluck Shinawatra, ao mesmo tempo em que um dos ministros do governo destituído era detido durante uma coletiva de imprensa.

Yingluck, irmã do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra que continua a ser apesar de seu exílio o fator de divisão do país, se apresentou na sexta-feira ao novo regime militar, no dia seguinte ao golpe de Estado.

Desde então, nenhuma informação precisa sobre sua localização foi fornecida pelas novas autoridades.

“Ela retornou para casa”, anunciou nesta terça-feira o porta-voz da junta, Winthai Suvaree.

“Todos aqueles que foram libertados devem assinar um acordo se comprometendo a informar o Conselho Nacional para a Paz e a Ordem (nome da junta) de sua localização”, acrescentou.

Esta medida aplica-se apenas aos deslocamentos mais longos e inclui uma interdição de deixar o território nacional sem autorização.

Yingluck, destituída pela Justiça no início de maio, foi detida na sexta-feira junto com outras 250 personalidades.

Entre eles, Chaturon Chaisong, ministro da Educação do governo destituído, que explicou nesta terça durante uma coletiva de imprensa ter se recusado a se apresentar à junta por razões de “consciência”.

“Não tenho nenhuma intenção de fugir, de resistir ou de esconder-me para combater. Estarei preparado para ser detido quando chegar o momento”, afirmou, ao denunciar o golpe de Estado e pedir o retorno da democracia.

Poucos minutos depois, soldados levaram o ex-ministro diante de dezenas de câmeras.

A junta destacou que, de acordo com a lei marcial, poderia deter sem acusações as pessoas que se apresentassem à convocação durante sete dias.

As pessoas que não se apresentaram poderiam ser julgadas em uma corte marcial e condenadas a até dois anos de prisão, além de multa de 40.000 bahts (900 euros).

Manifestações contra o golpe

Enquanto várias manifestações contra o golpe de Estado são organizadas desde quinta-feira, apesar da proibição e ameaças do Exército, Chaturon também pediu para que seus compatriotas lutem, sem violência, pela democracia.

“As pessoas que querem a democracia (…) devem fazer todos os esforços para tentar restaurar a democracia no país”, mas devem “evitar o confronto e a violência”, declarou.

Cerca de 150 manifestantes se reuniram em Bangcoc nesta terça-feira, desafiando a proibição de protestos.

Desde o golpe de Estado denunciado pela comunidade internacional, a junta suspendeu a Constituição, concentrando todos os poderes nas mãos do chefe do Exército, o general Prayut Chan-O-Cha. Ela também impôs um toque de recolher e restrições à liberdade de imprensa.

O novo regime recebeu na segunda-feira a aprovação do rei Bhumibol, de 86 anos, considerado por muitos tailandeses como um semideus e como o cimento de uma nação profundamente dividida.

O respaldo do monarca é tradicionalmente um procedimento chave para a legitimação dos recorrentes golpes militares no país: 19, entre os que tiveram sucesso e simples tentativas, desde 1932.

O golpe contra Thaksin, em 2006, marcou o início de uma série de crises, opondo de um lado as massas desfavorecidas do norte e nordeste, fiéis ao bilionário, e do outro as elites de Bangcoc que gravitam ao redor do palácio real.

O movimento lançado no ano passado contra Yingluck e o “sistema Thaksin”, que seus manifestantes associam à corrupção generalizada, foi apenas o último episódio da crise no país.

Os protestos terminaram com a lei marcial declarada pelo Exército, dois dias antes do golpe.

Enquanto a crise política, que já matou 28 pessoas em sete meses, ameaça a imagem da Tailândia na cena internacional, o chefe da Força Aérea, agora ministro do Turismo, prometeu o retorno dos turistas estrangeiros.

“O fato é que ainda vivemos felizes, mais felizes do que antes da lei marcial”, disse o almirante Narong Pipatanasai.