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Cruzeiro vence o Palmeiras e dispara na liderança do Brasileiro

Lancepress

Neste domingo, o Cruzeiro venceu o Palmeiras por 2 a 1 no Pacaembu, em jogo válido pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, a Raposa abriu cinco pontos sobre o Corinthians, vice-líder da competição nacional.

O Cruzeiro começou o jogo de maneira fulminante. Aos 7 minutos, Marquinhos recebeu cobrança de lateral pela direita, ganhou de William Matheus, foi à linha de fundo e cruzou para trás. Ricardo Goulart pegou de primeira e Fábio aceitou. A Raposa abria o placar.

O Palmeiras perdeu a segunda partida seguida e ainda tem o clássico com o Corinthians no próximo dom

O Palmeiras perdeu a segunda partida seguida e ainda tem o clássico com o Corinthians no próximo domingo

Dois minutos depois, Marquinhos voltou a aparecer. Reforço do Cruzeiro para o segundo semestre, o atacante cruzou na área e o zagueiro Manoel, outra novidade do elenco, testou para marcar o segundo da equipe mineira.

Aos poucos, o Palmeiras foi tentando equilibrar o jogo. Aos 31, Leandro finalizou após tabela com Mendieta e parou em boa defesa de Fábio. No rebote, Henrique, perto da pequena área, pegou mal na bola e perdeu chance incrível.

Aos 32, o Verdão perdeu Eguren, que sentiu lesão na perna esquerda e deu lugar a Felipe Menezes. O Alviverde ainda teve boa chance aos 36 minutos, quando o meia que saiu do banco bateu escanteio e viu o cruzeirense Henrique acertar a trave na tentativa de cortar. Mas a Raposa foi para os vestiários vencendo por 2 a 0.

O segundo tempo começou dando esperanças para os palmeirenses. Aos nove minutos, Felipe Menezes cobrou falta em direção à área e o zagueiro argentino Fernando Tobio, indicação de Ricardo Gareca, anotou o primeiro gol do Verdão desde que o treinador assumiu o clube.

Aos 20 minutos, Gareca promoveu a estreia de mais um argentino: Pablo Mouche, que entrou no lugar do vaiado Leandro. O atacante teve boa chance aos 28, quando recebeu bom lançamento de Lúcio e bateu cruzado, levando perigo ao gol de Fábio. Mas a pressão alviverde não foi suficiente para o time buscar o empate.

Na próxima rodada do Brasileirão, o Cruzeiro recebe o Figueirense no sábado, às 18h30. No dia seguinte, o Palmeiras vai à Arena Corinthians pela primeira vez na história para disputar o Dérbi contra o Timão.

 

Desmate cai, mas Estado segue líder

Mesmo com queda nos índices entre 2012 e 2014, o Estado é culpado por 31% da destruição de florestas verificada na região amazônica

Diário de Cuiabá|GUSTAVO NASCIMENTO

Mato Grosso foi responsável por 263 quilômetros quadrados de desmatamento de florestas localizadas na Amazônia Legal, no último ano. Apesar da queda nos índices entre 2012 e 2014, o Estado continua como o maior destruidor da região amazônica, culpado por 31% da destruição. Somente no mês de maio, 105km² de florestas foram desmatadas em território mato-grossense. 

De acordo com o Boletim do Desmatamento (SAD), elaborado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), entre maio de 2013 e maio de 2014, Mato Grosso foi responsável por 31% do desmatamento da Amazônia Legal. Em segundo lugar ficou o Pará com 179 km² de desmatamento. Rondônia foi responsável por 139 km² e Amazonas por 136 km². 

Apesar dos altos índices, o desmatamento caiu em toda a região Amazônica desde 2012. Entre 2012 e 2013 o Imazon havia registrado 1.654 km² de desmatamento. Já entre 2013 e 2014 a área caiu para 846 km², uma redução de 51%. No período, Mato Grosso teve uma queda de 51%. O Estado havia desmatado 532 km² entre os anos de 2012 e 2013. 

O Pará foi o estado que registrou a maior redução, 73%. Rondônia, Amazonas e Tocantins também tiveram queda de 38%, 20% e 6% respectivamente. Somente o Acre e Roraima elevaram seus índices de desmatamento. 

Em 2014, o desmatamento voltou a crescer. Segundo o Imazon, 185 km² de desmatamento foram verificados pelos satélites somente no mês de maio. Mato Grosso foi responsável pelo desmate de 56%, com uma cobertura de nuvens de 38% do território. O dado revela um aumento de 119% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 84 km² haviam sido registrados com uma cobertura de nuvens de 46%. 

Pará foi responsável por 21%, Rondônia por 10%, Amazonas 8%, Roraima 8% e Acre (1%). 

Em maio de 2014, a grande maioria (71%) desmatamento foi registrado em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. Aproximadamente 19% foram contabilizados em Unidades de Conservação, 9% em assentamentos e 1% em área indígena. 

Segundo o estudo, no mês de maio o município que mais desmatou foi Marcelândia (689 km de Cuiabá). A cidade destruiu 20,6 km² de florestas. Em segundo lugar veio Altamira, no estado do Pará, com 18,9 km² e Juara (641 km de Cuiabá) com 11,7 km². 

DEGRADAÇÃO FLORESTAL – De acordo com o Imazon, em maio de 2014 foram registrados 159 km² de florestas degradadas na Amazônia Legal. Mato Grosso novamente teve um destaque negativo, sendo responsável por 94% da degradação na Amazônia. Pará degradou 5% e Rondônia apenas 1%. 

A degradação florestal acumulada de agosto de 2013 a maio de 2014 atingiu 566 km². Isso representa uma redução de 56% em relação ao período anterior que havia somado 1.293 km² de degradação florestal. 

MT lidera exportações do agronegócio

Pelo segundo mês consecutivo, Estado se manteve à frente de São Paulo. Em abril, foram US$ 1,93 bi 

Diário de Cuiabá|Economia|Marianna Peres

Mato Grosso, maior produtor de grãos e fibras do país, lidera pelo segundo mês consecutivo as exportações dos produtos agropecuários. Desde março, o Estado vem ‘roubando’ a primeira posição de São Paulo, tradicional líder do comércio exterior nacional. Entre as receitas contabilizadas em março e abril, os embarques mato-grossenses aumentaram 23,71%. 

Conforme números divulgados ontem pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as exportações da pauta agro de Mato Grosso somaram US$ 1,93 bilhão, que além de assegurar o topo do pódium, são cifras inéditas para o período e representam, na comparação mensal, 23,7% mais que o saldo das vendas em março, quando o faturamento foi de US$ 1,56 bilhão. 

As exportações do agronegócio alcançaram US$ 9,62 bilhões em abril de 2014. Os cinco principais estados exportadores, além de Mato Grosso, atingiram a cifra de US$ 6,73 bilhões: São Paulo (US$ 1,51 bilhão), Paraná (US$ 1,40 bilhão), Rio Grande do Sul (US$ 1,19 bilhão) e Minas Gerais (US$ 709 milhões). 

Entre janeiro e abril deste ano, as exportações alcançaram o montante de US$ 29,85 bilhões. Os estados que mais exportaram no período foram os mesmos de abril, mas com destaque para o Paraná, que exportou US$ 4,20 bilhões. Este valor representou um crescimento de 12,4% em relação ao mesmo período do ano passado. 

Ainda como aponta o Mapa, em 2013, os cinco estados alcançaram US$ 70,20 bilhões em vendas externas: São Paulo exportou US$ 20,78 bilhões, Mato Grosso alcançou US$ 15,49 bilhões, Paraná comercializou US$ 13,55 bilhões, Rio Grande do Sul atingiu US$ 13,05 bilhões e Minas Gerais somou US$ 7,34 bilhões. 

ACUMULADO – Apesar do avanço registrado com as vendas da soja, o faturamento das exportações dos produtos do agronegócio fechou estável, em Mato Grosso, nesse primeiro quadrimestre do ano. O valor faturado de US$ 5,26 bilhões é o mesmo contabilizado em igual momento de 2013. 

A diferença é que no ano passado foi a forte demanda pelo milho que elevou a receita a níveis inéditos para o acumulado dos primeiros quatro meses do ano. Neste ano, com perda do apetite externo pelo cereal, a soja segurou o saldo do período e impediu que o balanço de janeiro a abril fosse negativo. Assim como no Brasil, o complexo soja foi o destaque e o alicerce para mais uma receita positiva. 

Conforme os dados do Mapa, dos mais de US$ 5,26 bilhões faturados com a pauta agropecuária do Estado, US$ 3,94 bilhões vieram apenas com negócios realizados com as exportações da soja. O complexo soja – grão, farelo e óleo – respondeu sozinho por quase 75% de tudo que foi faturado nos primeiros quatro meses deste ano. As vendas somaram no ano passado pouco mais de US$ 3,18 milhões e na variação anual mostram evolução de 24%. Somente a soja em grão foi responsável por injetar US$ 3,20 bilhões em divisas, dos mais US$ 3,94 bilhões que o complexo gerou nesses quatro primeiros meses de 2014. 

MT é líder em acidente de trabalho

Há duas décadas, de acordo com dados oficiais, Mato Grosso segue imbatível nas estatísticas sobre desastres em atividades laborais

DIÁRIO DE CUIABÁ|ALECY ALVES

ImagemOs altos índices de acidentes de trabalho, que têm como consequências mortes, incapacitados, sequelados e, óbvio, muitas demandas judiciais por indenização, estão fazendo com que os juízes da Justiça do Trabalho vão à campo conhecer as empresas e suas atividades laborais. 

De acordo com dados oficiais, há duas décadas Mato Grosso se mantém em primeiro lugar nesta trágica estatística. Aqui, são 15 mortes para cada 100 mil trabalhadores, enquanto a média nacional é de seis, segundo estudo do professor Wanderley Pignatti, pesquisador do Departamento de Saúde Coletiva da UFMT. 

Registros do INSS apontam que em cinco anos, entre 2008 e 2012, pouco mais de 80 mil trabalhadores receberam benefícios por terem sido afastados do trabalho em decorrência de acidentes. Desse total, cerca de 9 mil foram vítimas durante o trajeto de ir e vir. Esse número mostra que o perigo se concentra mesmo nos ambientes de trabalho. 

Há dois anos, com base na resolução 096/2012, do Conselho Superior da Justiça do Trabalho(CSJT), os magistrados estão deixando seus gabinetes, onde analisam e julgam as ações, para conhecer os ambientes e riscos a que estão expostos os trabalhadores. E ainda, tentar entender onde, como e quando acorrem as falhas que levam a tantas tragédias. 

Para sistematizar o trabalho e agregar parceiros, criou-se o programa Trabalho Seguro, executado por meio do Grupo de Trabalho Interinstitucional(Getrin). As reuniões do Getrin reúne na mesma mesa patrões, empregados, entidades sindicais, órgãos de fiscalização, educação e saúde, entre tantos outros. São mais de 30 representações. 

Em 2013, por exemplo, o foco das ações foram as Cipas(Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) cuja obrigatoriedade depende do número de funcionários e da classificação de riscos das atividades laborais na empresa. 

O juiz auxiliar da presidência do Tribunal Regional do Trabalho(TRT23), Plínio Podolan, diz com essas ações se percebe que falta informação tanto para o empregador quanto para o funcionário. No caso das Cipas, a inexistência ou atuação acanhada advém, por exemplo, do medo que os funcionários têm de sofre retaliações dos patrões. 

Há casos de empresários, diz, que deixam de cumprir as exigências legais, de oferecer e fiscalizar o uso de equipamentos de prevenção, porque não sabem como lidar com a questão. Entretanto, observa, muitos assumem os riscos de não fazer a prevenção corretamente acreditando na impunidade. 

Ao visitar a empresa, um frigorífico, por exemplo, o juiz terá uma percepção diferente no momento de analisar uma demanda. Transformado em programa permanente, a principal função do Getrin é prevenir os acidentes. 

Supremo decidirá sobre habeas corpus de líder da greve da PM na Bahia

Mariana Branco/ABr

A decisão sobre dois pedidos de habeas corpus feitos pela defesa do líder do movimento grevista da Polícia Militar (PM) da Bahia, Marco Prisco, que está preso no Complexo da Papuda, no Distrito Federal, será tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com Fábio Brito, advogado e diretor jurídico da Associação de Policiais e Bombeiros e seus Familiares (Aspra), a defesa se equivocou ao apresentar inicialmente o pedido de soltura ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

“[Foi apresentado ao TRF1 porque] seria a segunda instância da 17ª Vara Federal, que determinou a prisão. Mas os advogados se equivocaram, pois [a acusação] é crime político”, disse Fábio Brito. O plantão do STF vai até amanhã (21), mas a defesa espera uma decisão ainda neste domingo (20). “Acreditamos que saia nas próximas horas, por parte da ministra Cármen Lúcia”, declarou.

O Ministério Público Federal divulgou ontem (19) nota afirmando que requereu a prisão de Marco Prisco “para a garantia da ordem pública”. O texto diz que “o denunciado liderou a realização de três greves ilegais de policiais militares no estado da Bahia e de consequências nefastas para os cidadãos baianos”. O órgão alega que todos os elementos para o pedido de prisão preventiva estão cumpridos com relação ao líder do movimento grevista.

Para Fábio Brito, Prisco está preso ilegalmente. O diretor jurídico da Aspra alega que o líder foi anistiado pela Lei Federal 12.848/2013, que perdoou policiais militares envolvidos em movimentos grevistas. Ele disse ainda que o acordo com o governo da Bahia pelo qual a Polícia Militar decidiu encerrar a greve prevê a anistia dos envolvidos.

Segundo Brito, os policiais militares baianos seguem trabalhando. “Continuam a desempenhar suas atividades, até para não tumultuar nossa linha de defesa. Estamos dizendo que não sobrexiste mais a motivação [para a prisão de Marco Prisco], em virtude de que não há mais greve”. Procurada pela Agência Brasil, a assessoria de comunicação da PM da Bahia confirmou que os policiais estão trabalhando normalmente.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio