Arquivo da tag: Literatura

Mais de 20 poemas inéditos de Neruda serão publicados este ano

AFP – Agence France-Presse

18/06/2014 

A Fundação Pablo Neruda achou mais de 20 poemas inéditos do Prêmio Nobel de Literatura chileno que serão publicados neste ano por ocasião do 110º aniversário de sua morte, informou a editora Seix Barral.

Os poemas foram encontrados dentro de caixas com os manuscritos de suas obras durante uma revisão do arquivo da fundação dedicada ao escritor chileno falecido em 1973, poucos dias depois do golpe militar do ditador Augusto Pinochet.

Os textos foram escritos depois da publicação de “Canto geral”, em 1950.

A publicação das obras inéditas está prevista para o final de 2014 na América Latina e início de 2015 na Espanha, para coincidir com o 110º aniversário de seu nascimento e os 90 anos do lançamento de sua obra mais conhecida, “Vinte poemas de amor e uma canção desesperada”.

O gosto da literatura: receitas de Gógol e Tolstoi

31/05/2014 Maria Afónina, Gazeta Russa
Chefes e cozinheiros tentam refazer antigas receitas usadas por escritores clássicos russos e seus personagens.
O gosto da literatura: receitas de Gógol e Tolstoi
Chefes e cozinheiros tentaram refazer antigas receitas usadas por escritores clássicos russos e seus personagens Foto: Maria Afónina

É possível sentir o gosto da literatura? Uma exposição de livros sobre culinária intitulada “Alimento da alma”, realizada recentemente no parque moscovita “Tsaritsino”, foi dedicada justamente a essa questão. Chefes e cozinheiros tentaram refazer antigas receitas usadas por escritores clássicos russos e seus personagens.

Pernil de cordeiro para Sobakevich

O escritor Nikolai Gógol gostava muito de comer, apesar de sofrer de dores no estômago. Em seu “Almas Mortas”, ele descreve em detalhes o almoço do protagonista Chichikov, organizado pelo latifundiário Sobakevich.

“Chegando à mesa de entradas, o hóspede e o proprietário tomaram vodca, acompanhada de comida, conforme é costume em todas as cidades e aldeias da Rússia, com verduras em conserva e outros, ou seja, todos os tipos de picles e outras graças excitantes… ‘Meu querido, esse ‘chi’ [sopa de repolho] de hoje é muito bom’, disse Sobakevitch ao experimentar a sopa e servir um grande pedaço de ‘niania’, o famoso prato feito de estômago de cordeiro recheado com trigo sarraceno, cérebro e pernas.’

 

‘Pegue  o cordeiro’, continuava ele a dizer a Chichikov. ‘Essa é a paleta recheada com trigo sarraceno! Este não é aquele prato de cordeiro que preparam para boiardos, que fica no mercado por quatro dias! Tudo isso é uma invenção dos médicos franceses e alemães. Inventaram  o regime de tratar por meio da fome! Eu os  mataria por isso! Eu, quando tenho porco, sirvo o porco inteiro; cordeiro, sirvo o cordeiro inteiro; ganso, o ganso inteiro!'”.

Depois do cordeiro com trigo sarraceno, servem “vatrouchka” [bolinho feito de queijo branco],e  “peru do tamanho de um bezerro, recheado com ovos, arroz e fígado”.

O estômago moderno mal aguentaria tal refeição, mas a receita de carneiro com trigo sarraceno foi reconstituída. A vice-editora da revista culinária “Gastronom” e escritora de livros da área, Marianne Orlinkova, tentou preparar o prato sem o típico fogão russo:

“Em primeiro lugar, é preciso ferver o trigo sarraceno em uma panela, tendo colocado sal antes. Adicionar cebola picadinha ao trigo sarraceno, e tampar em seguida.  Levar a panela por uma hora ao forno, pré-aquecido a uma temperatura de 100 graus. Adicionar manteiga ao trigo sarraceno, preferencialmente uma colher de manteiga derretida para cada xícara de cereal.

Pedaços de cordeiro e costela de cordeiro devem ser assados em uma panela sem óleo. É bom fazer vários cortes na parte gordurosa do carneiro. Acrescentar sal e pimenta a gosto. Adicionar o trigo e o suco que a carne solta ao carneiro.”

Essa receita pode ser encontrada no “Almanaque de Gastronomia” de Inácio Radétski (1877), que estudou culinária na França e depois trabalhou como chefe de cozinha do Duque Maximiliano de Leuchtenberg, da nobreza de São Petersburgo, dos duques Paskevitch e Wittgenstein.

Em seu almanaque, Radétski coletou receitas de 30 jantares palaciano, que contabilizam 330 pratos variados, “caros e baratos”, segundo o próprio.

Mas nem todo mundo podia comer carne de carneiro e peru no século 19 como os heróis de Gógol.

Na verdade, havia pouca carne, então, depois de abater e salgar animal, faziam-se com ele rolos ou salsichas, e apenas uma parte era ingerida imediatamente.

As pessoas se alimentavam principalmente de vegetais e diferentes tipos de cereal.

Festa de aniversário sem bolo?


Foto: Maria Afónina

Iúlia Vronskaia, outra convidada do evento, é autora do projeto “Bolo de Anque ou segredos da cozinha das grandes propriedades: Excursões Gastronômicas”. O aplicativo gastronômico para iPhone traz as receitas de Sofia Tolstaia, esposa do conde Lev Tolstói, cardápios criados com base na literatura etc. 

Vronskaia recomenda o bolo de Anque, feito a partir da receita de Sofia. A receita foi indicada a Tolstói  por seu médico de família, Nikolai Anque. 

Dize-se que todas as celebrações na família Tolstói eram um tour gastronômico. O bolo era um dos principais elementos da vida familiar. A receita vem a seguir:

Recheio:

Misturar um terço de manteiga com dois ovos e meia libra de açúcar; misturar a casca de dois limões e o suco de três limões. Ferver até tomar a consistência de mel.

Voronskaia diz que, apesar de ter um livro de receitas, Sofia Tolstaia não cozinhava muito. Diz-se até que Sofia cozinhava somente quando seu cozinheiro ficava bêbado. 

«Lanzarote, a janela de Saramago», um livro de imagens sobre o Nobel da Literatura

Mural alusivo ao amor de Saramago e Pilar del Río (foto de arquivo) (foto D.R.)
Por Redação de A Bola|Portugal
 
«Lanzarote, a janela de Saramago», assim se chama um livro de fotografias de João Francisco Vilhena sobre o Nobel da Literatura.

A obra foi apresentada neste sábado no âmbito do evento «Literatura em Viagem», em Matosinhos, onde também marcou presença Pilar del Río, viúva do escritor.

O livro reúne imagens do autor, mas também da ilha onde Saramago passos os últimos anos da sua vida. Além disso, contém textos dos cadernos de Lanzarote.

No México corpo de García Márquez será cremado em cerimónia privada

por LusaHoje
 
García Márquez será cremado em cerimónia privada

O corpo do escritor Gabriel García Márquez, que morreu quinta-feira no México, será cremado “em privado” e na tarde de segunda-feira terá lugar uma homenagem no palácio das Belas Artes da capital mexicana.

María Cristina García Cepeda, diretora do Instituto Nacional de Belas Artes revelou a informação ao ler um comunicado em nome da família do escritor colombiano em frente da sua casa no México.

Entretanto, a irmã mais nova de García Márquez, Aída García Márquez, manifestou esperança de que o corpo de “Gabo” seja sepultado na Colômbia, na sua terra natal, local de inspiração para as suas obras, disse.

O escritor colombiano e Nobel da Literatura Gabriel García Marquez morreu na quinta-feira na Cidade do México, aos 87 anos.

O autor de “Cem anos de solidão” foi distinguido com o Nobel da Literatura, em 1982, e não publicava desde 2010, quando foi dado à estampa “Yo no vengo a decir un discurso” (“Eu não venho dizer um discurso”).

“Memória das minhas putas tristes”, editado em 2004, é assim o último livro de ficção de um autor de causas, que nunca escondeu simpatias políticas, nomeadamente pelo regime cubano de Fidel Castro.

O romance sucedeu a “Do Amor e outros demónios”, publicado dez anos antes. “Amor nos tempos do cólera”, “Crónica de uma morte anunciada”, “O general no seu labirinto” e “Ninguém escreve ao coronel” são outros títulos emblemáticos do escritor.

Na passada segunda-feira, a mulher e os filhos do escritor colombiano emitiram um comunicado, no qual afirmavam que o estado de saúde do escritor era “muito frágil”, havendo “risco de complicações”.

Gabriel Garcia Márquez regressara a casa no início do mês, depois de uma hospitalização que durou uma semana, por uma infeção pulmonar.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio