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“Maconha não é para todo mundo”, diz autor da proposta de regulação da droga

iG São Paulo

18/06/2014

Menos de duas semanas separaram o primeiro clique deapoio à proposta de regulação da maconha no Brasil do discurso do senador Cristóvam Buarque (PDT-DF), em plenária, sobre o desafio que lhe fora então delegado: o de ser relator de um dos mais polêmicos e controversos temas colocados em pauta por iniciativa popular. Levado ao Legislativo após ter reunido, em quatro dias, 20 mil assinaturas no portal e-Cidadania, o pleito que abarca uso recreativo e medicinal da erva tem como autor um nome desconhecido – mas que promete fazer história, já que consultores do Senado apontam para um futuro em que a erva será legalizada, mas sua produção, comércio, posse e consumo estariam sob controle e fiscalização do Estado.

“Maconha não é para todo mundo, e um dos maiores obstáculos para o uso medicinal é a resistência aos efeitos psicoativos dessa droga”, explica André Kiepper, o responsável pela evolução do debate. “Quero que a ciência evolua para que, quando eu precisar usar maconha por motivos de saúde, não precise viver os efeitos psicoativos que eu curtia aos 20 anos.”

Usuário recreativo na época em que ainda cursava publicidade na Universidade Federal do Espírito Santo, Kiepper é um capixaba de 33 anos com fala articulada e voz grave que passam a seu interlocutor a impressão de estar lidando com um homem de perfil puramente técnico, sem muito espaço para espontaneidades. A impressão, no entanto, é desfeita logo no primeiro contato pessoal. André traz no rosto uma barba algo esparsa, óculos com aros superiores metálicos e roupas casuais: trata-se de um jovem adulto como muitos outros do Leblon, onde divide um simpático, mas sintético, apartamento com o irmão mais velho.

Kiepper conta que passou a se dedicar com afinco às linhas legais que encerram a maconha a partir de uma prosaica experiência. Radicado no Rio há dez anos, chegou na cidademunido apenas do diploma e da vontade de crescer como profissional no que julgava ser o balneário das possibilidades. Diante da realidade árida do mercado, decidiu estudar para concurso público. Foram pelo menos vinte processos seletivos até ser chamado para o primeiro deles, no Detran-RJ. Kiepper ocupava, em 2009, um cargo administrativo que não preenchia suas expectativas financeiras e viu em bicos internos da Operação Lei Seca, recém-implementada, uma forma de engordar o holerite. “Eram R$ 100 por noite na rua”, lembra Kiepper. “Mas além do dinheiro, a Lei Seca me deu a possibilidade de ver como as pessoas respondiam a uma política de governo que controlava o uso de uma droga, sem proibí-la. Tratava-se de uma política de redução de danos nos moldes da dispensada à maconha em alguns países em que você não pode dirigir sob efeitos psicoativos”, explica.

O vocabulário específico e o conhecimento aprofundado foram lapidados aos poucos, graças ao binômio curiosidade e oportunidade. Em meados de 2012, Kiepper foi convocado para uma vaga para a qual havia aplicado anos antes, na Fundação Oswaldo Cruz. Ali, em uma das mais renomadas instituições de pesquisa em saúde pública do país, pôde estudar mais de perto as experiências bem-sucedidas de regulação da maconha e de outras drogas — o marco regulatório dos estados americanos para o uso medicinal da maconha é seu tema de mestrado na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), da mesma Fiocruz. Kiepper enxerga no proibicionismo falta de informação, acredita que os usuários têm de ser ouvidos para uma política eficiente e defende, como muitos companheiros de ideologia, que trata-se de um assunto de saúde pública. “Isso muda completamente o paradigma da discussão”, avalia.

Sua colaboração para a entrada do Brasil na rota histórica de legalização da maconha vem de antes da noite em que digitou a proposta no portal do governo. Como estudioso, traduziu o projeto de lei do Uruguai, a lei do Colorado para uso recreativo e a de Nova York para uso medicinal — suas versões foram tanto distribuídas entre sites de cultura canábica, como Hempadão e SmokeBuddies, como protocoladas junto à Anvisa para que servissem de base para eventuais portarias ou decretos sobre o uso medicinal, já previsto desde 2006, mesmo ano em que o portador foi despenalizado no Brasil. “É ingenuidade crer que o modelo de regulação dos Estados Unidos ou da Europa vá funcionar no Brasil sem nenhuma adaptação. Mas isso não pode ser desculpa para não testarmos saídas. É visível que a política em vigor não está funcionando.”

Menos de seis meses depois de ter o nome divulgado e associado à proposta, Kiepper já é tratado como autoridade no que se refere à regulação da maconha: foi consultado por Jean Wyllys (PSOL-RJ) quando o deputado carioca elaborou projeto de lei pela produção e venda de maconha no país e palestrou há duas semanas na mostra A História da Cannabis: uma planta proibida, no Matilha Cultural, em São Paulo, em cartaz até 4 de julho. O novo tratamento, com todo o prestígio que o status de especialista encerra, não deixou de ser motivo de estranhamento na casa de seus pais, em Vitória. Médico e dentista aposentados, eles se surpreenderam ao ver o nome do filho associado à Cannabis nos jornais. “Meu pai me ligou e perguntou o que era esse negócio de maconha. Mas, após a repercussão da importância no tratamento em crianças com epilepsia, me ligou de novo e disse: ‘eu sabia que era remédio, pode continuar'”, diverte-se Kiepper.

Os 20 dias que separaram o primeiro clique de apoio à proposta e o discurso do relator Cristovam Buarque surpreenderam, mas não há celeridade que resista à burocracia de Brasília. Enquanto as melhores expectativas dão conta de que um parecer final seja emitido pelo Senado em apenas quatro anos, Kiepper parte para pesquisas de campo: o analista de gestão em saúde da Fiocruz foi aprovado em seleção para treinamento na Harm Reduction Coalition, em Nova York, onde passará duas semanas em julho. E, para a volta, promete mais traduções de propostas e projetos bem-sucedidos de regulação da maconha mundo afora.

 

MS: aluno de 5 anos leva maconha de presente para professora

Um menino de 5 anos levou de presente para a professora cerca de 10 gramas de maconha. O caso ocorreu na manhã de segunda-feira em uma escola do bairro Colibri, na zona sul de Campo Grande (MS). 

“O menino tem uma família de extrema vulnerabilidade. A mãe já cumpriu pena por tráfico, está no regime semiaberto, outros membros da família são ex-presidiários, mas são muito amorosos entre si. Então ele vê a droga como algo natural porque todo mundo gosta”, explicou a conselheira tutelar Cassandra Szuberski. 

De acordo com ela, como a mãe está fora de casa por cumprir pena no semiaberto, o aluno acabou criando vínculos maternais com a professora. “Ele era agressivo, tinha problemas com limites. A professora começou a dar assistência pedagógica emocional e fortalecer o vínculo e ele quis agradá-la”, contou Cassandra. 

Ao receber o “presente”, a professora desconfiou e procurou a diretoria da escola. A Guarda Municipal, que atua em conjunto nos estabelecimentos educacionais, foi acionada e encaminhou o caso para o Conselho Tutelar da capital. A criança foi então questionada sobre o presente. “Ele (o aluno) falava “é ‘doga’ (sic), ué. Peguei a caixa, tirei um monte de coisas de dentro e peguei a ‘doga’, ele nos dizia”, informou a conselheira. 

A Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente foi acionada. “Fomos até a casa onde a criança mora e percebemos que lá tinham outros adolescentes menores que ele. Nossa preocupação era de que ele possa ter dado para as outras crianças também”, ressaltou Cassandra. “Demos todo o apoio psicológico necessários e acolhemos em um abrigo as três crianças e as duas adolescentes que encontramos lá”, disse. “A mãe ficou desesperada, me ligou chorando. Orientamos que ela procurasse a Defensoria Pública”, completou. 

Apesar do incidente, a conselheira relatou que todas as crianças estavam bem cuidadas e saudáveis. “A mãe pode perder a guarda, mas não deve ser o caso porque tem outras pessoas na família com condições de cuidar”, considerou. 

Fonte: Terra

Presos homens que transportavam 150 Kg de maconha para Goiânia

DIÁRIO DA MANHÃ|OLÍVIA PROENÇA

Foto: Bill Guerra

Foto: Bill Guerra

Uma equipe do Comando de Operações de Divisa (Cod) aprendeu hoje, 11, por volta das 04h da manhã, 150 quilos de maconha, na GO 026, município de Cachoeira Alta, interior de Goiás. A droga era transportada em uma Saveiro por um menor de 17 anos. 

Também foi preso o batedor da operação. Edson Rodrigues, 24 anos, que dirigia uma Parati e já tem passagem na polícia por receptação de drogas.

A maconha, assim como os suspeitos, veio de Campo Grande (MS) e seria distribuída em Goiânia. O flagrante foi feito pelo Grupo Especial de Repressão a Narcóticos  (Genarc) de São Simão. 

Foto: Bill Guerra

Foto: Bill Guerra

 Foto: Bill Guerra

Foto: Bill Guerra

 

Entram em vigor as regras para mercado legal de maconha no Uruguai

Agência Brasil

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 A partir de desta terça-feira, a maconha poderá ser produzida e comercializada no Uruguai e o país terá um mercado regulamentado para o produto. Nessa segunda-feira, o presidente uruguaio, José Mujica, e o Conselho de Ministros do governo assinaram o decreto que regulamenta a Lei 19.172 – aprovada em dezembro do ano passado.
 
O consumo já era descriminalizado no Uruguai, mas o país é o primeiro do mundo a legalizar a produção e a venda do produto. O decreto estabeleceu as regras de produção, consumo, comercialização e as quantidades que poderão ser compradas por usuário –  máximo de dez gramas por semana.
 
O preço máximo de cada grama deverá ser inferior a US$ 1 e o gasto mensal não poderá ultrapassar a US$ 35. Também foram estabelecidas quantidades para o cultivo em residências (seis plantas por domicílio) e a criação de associações  que serão chamadas de clubes. O produto também poderá ser vendido em farmácias autorizadas pelo governo.
 
Os cultivadores autônomos deverão ser maiores de 18 anos e cadastrados para o plantio. Eles terão permissão para cultivar qualquer variedade de maconha, mas deverão registrar os cultivos no Instituto de Regulação e Controle da Canabis (Irca). O próprio governo plantará cinco variedades da planta, que serão comercializadas nas farmácias credenciadas.
 
A expectativa da Junta Nacional de Drogas do país é que até novembro a maconha possa ser vendida nas farmácias. Para regular a quantidade comprada, cada usuário deverá ser registrado por meio da impressão digital, medida adotada para proteger a identidade.
 
O órgão estima que o mercado regulado deverá atender a 25% do mercado consumidor. No último sábado (3), o presidente Mujica deu detalhes sobre a regulamentação da lei, durante um pronunciamento, e voltou a relacionar o novo modelo estabelecido com a necessidade de combater o narcotráfico.
 
“Queremos dar um golpe no narcotráfico, tirando dele parte do mercado. Nenhum vício é bom, o único que sugiro aos jovens é o amor”, disse Mujica, em pronunciamento publicado no site da Presidência do Uruguai.
 
O governo planeja abrir um concurso público na próxima quinzena para a concessão de licenças para a produção de maconha e a venda nas farmácias.
 
Com relação às regras de consumo, a lei proíbe fumar maconha em espaços fechados, ambientes de trabalho ou educativos, em áreas de saúde, no transporte público, em ambulâncias ou no transporte escolar.
 
Também não é permitido dirigir sob efeito da droga – em caso de suspeita, será feito teste de saliva. Além disso, não serão permitidos eventos que façam apologia ao uso da maconha ou que incentivem o consumo.

Uruguai fixa compra de maconha em 10 gramas por semana

AFP – Agence France-Presse

03/05/2014 

Os consumidores de maconha poderão comprar 10 gramas da erva por semana no Uruguai, pelo valor de US$ 1 o grama, anunciaram nessa sexta-feira as autoridades, ao apresentar os detalhes da aplicação da lei que regula o mercado.

O Uruguai aprovou, em dezembro de 2013, um plano inédito para legalizar a produção e venda de maconha.

Depois da inscrição em um registro nacional, os consumidores poderão adquirir “um máximo de 10 gramas por semana”, disse em entrevista Diego Canepa, presidente do Departamento Nacional das Drogas.

Um máximo de 10 hectares da erva vai ser plantado sob licença oficial, acrescentou.

Caio Blat admite uso de droga: “Não acho nada de mais”, diz jornal

ImagemO ator Caio Blat causou polêmica ao admitir em entrevista que já usou maconha. Blat falou sobre carreira, família e liberação da droga no Brasil em entrevista à colunista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo.

— Já usei maconha, sim. E não acho nada de mais. É igual a beber um copo de cerveja e fumar um cigarro. Ele ainda lembra a liberação da droga no Uruguai e lamenta não acontecer por aqui.

— O que aconteceu aqui é uma repressão burra. O ator falou ainda da sua intimidade e de como protege o filho, convidado para fazer novela.

— Fico dividido, porque fui ator mirim e amava. Mas vejo muitas crianças exaustas no sets, que estão lá para satisfazer o desejo dos pais.

Fonte: R7.com

Fumar maconha apenas 1 vez por semana pode deformar cérebro

ImagemFumar maconha ocasionalmente pode danificar estruturas centrais do cérebro, de acordo com um novo estudo divulgado pelo site Daily Mail. Segundo a pesquisa, usar a droga apenas uma ou duas vezes por semana pode afetar o tamanho e o formato de duas regiões cerebrais importantes, ligadas à emoção e à motivação.

Estudos anteriores, realizados com pessoas que fazem uso excessivo da maconha, mostraram que a droga pode de fato “reestruturar” o cérebro. No entanto, este é o primeiro experimento que mostra o efeito com usuários ocasionais. Especialistas da Harvard Medical School e da Northwestern University, de Chicago, analisaram a ressonância magnética de 20 usuários de maconha, com idades entre 18 e 25 anos. Eles compararam as imagens às de cérebros de pessoas que nunca fizeram uso da droga.

As maiores diferenças foram notadas em duas áreas: o núcleo accumbens e a amígdala, que são associados à motivação, às emoções e ao vício. No cérebro dos usuários, o núcleo accumbens apareceu muito maior, enquanto a amígdala se mostrou deformada. Segundo o professor Hans Breiter, o estudo teve o desafio de desmistificar o conceito de que o uso ocasional da droga não está associado a consequências ruins. “As pessoas acham que o uso recreativo não causa nenhum problema, mas nossos dados mostram que não é o caso”, reforça.

A co-autora do estudo, Anne Blood, de Harvard, diz que estas áreas cerebrais são de grande importância. “Elas formam uma base para que você avalie os aspectos positivos e negativos das coisas e tome decisão sobre elas”, pontua. Os resultados abrem novos caminhos para pesquisas que buscam examinar as ligações entre o uso de maconha e as doenças mentais.

Fonte: Terra 

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