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Raio atinge avião em Madri e Espanha já foca Eurocopa

Estadão Conteúdo

A seleção espanhola desembarcou em Madri na manhã desta terça-feira, menos de 24 horas depois de ter derrotado a Austrália por 3 a 0, na Arena da Baixada, em Curitiba, e se despedido de forma digna da Copa do Mundo. O voo da equipe nacional fez uma escala em Las Palmas, antes de chegar à capital do país, onde os jogadores ainda levaram um susto. Quando se preparava para aterrissar, o avião que levava a delegação foi atingido por um raio. 
 
Na chegada, os atletas evitaram o contato com a imprensa, sendo que apenas Gerard Piqué, Cesc Fábregas e Diego Costa não foram até Madri neste voo ao lado do restante da equipe nacional. Por meio de nota em seu site oficial, porém, a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) voltou a lamentar a histórica eliminação na primeira fase do Mundial, assim como já começou a projetar a participação da seleção na Eurocopa de 2016, quando o país defenderá a condição de atual bicampeão do Velho Continente.
 
“Nos temos um novo desafio e precisamos de todo o seu apoio para defendermos o troféu do campeonato europeu”, escreveu a RFEF, falando aos torcedores espanhóis, ao mesmo tempo em que reproduziu a decepção do técnico Vicente del Bosque com a queda precoce na Copa do Mundo.
 
“Foi um torneio em que, infelizmente, os rivais foram melhores do que nós e isso nos fez ficar fora muito antes do que pensávamos em nossas previsões”, disse o treinador, que ainda não sabe se seguirá no comando da Espanha – ele tem contrato até justamente o final da Eurocopa de 2016.
 
A RFEF, que nesta semana manifestou apoiar a permanência do comandante no cargo, destacou que a Espanha já precisa começar a ser planejar para as Eliminatórias da Eurocopa. “O caminho até a classificação começa no próximo dia 8 de setembro, em Valência, diante da Macedônia. Antes, no dia 4, (a Espanha) jogará um amistoso em Paris contra a França”, escreveu a entidade nesta terça-feira.
 

Na prorrogação, Real Madrid vence o rival Atlético e leva a Liga dos Campeões

Estadão Conteúdo

Com uma daquelas viradas dramáticas dignas das grandes histórias do futebol, o Real Madrid enfim chegou a sua tão sonhada décima taça da Liga dos Campeões neste sábado. O time do técnico Carlo Ancelotti contou com gols de Gareth Bale, do brasileiro Marcelo e do astro Cristiano Ronaldo para derrotar o Atlético de Madrid na prorrogação por 3 a 0, depois de buscar um sofrido empate no tempo normal, por 1 a 1, com gol heroico de Sérgio Ramos.

O gol da igualdade veio apenas aos 48 minutos do segundo tempo, com cabeçada heroica de Sérgio Ramos. O rival liderava o placar, e já via torcedores comemorando a conquista, desde os 35 da etapa inicial. E a pressão crescia a cada minuto até culminar no gol salvador do zagueiro, surpreendendo torcedores dos dois times presentes no Estádio da Luz, em Lisboa.

No tempo extra, o Real se manteve melhor e chegou ao gol da vitória, do título e do novo recorde de conquistas na Liga aos 4 minutos da segunda etapa, com Bale. O tradicional time espanhol buscava o 10º troféu desde 2002, quando vencera pela última vez. Nas últimas três edições, ainda sob o comando do técnico José Mourinho, caíra nas semifinais.

A conquista era a que faltava para Cristiano Ronaldo e companhia marcarem seus nomes definitivamente na história do premiado clube. Para o atacante português, eleito o melhor do mundo de 2013, o troféu era uma obsessão desde sua chegada à Madri, em 2009. O título dá o direito ao Real de disputar o Mundial de Clubes da Fifa, em Marrocos, em dezembro.

O 10º troféu ofusca a decepção da equipe no Campeonato Espanhol, vencido pelo Atlético, e torna o Real o mais vencedor do país nesta temporada. Antes, vencera a Copa do Rei ao bater o arquirrival Barcelona na final.

Na decisão deste domingo, as duas equipes contaram com baixas de peso. O Atlético entrou em campo sem Arda Turan, machucado, e arriscou ao escalar o machucado Diego Costa entre os titulares. O brasileiro naturalizado espanhol acabou deixando o campo aos 8 minutos. Pelo Real, Xabi Alonso cumpriu suspensão e Pepe foi vetado por lesão. Mas Benzema, liberado, foi titular.

O JOGO

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Em uma falha bizarra de Casillas, Godín, deitado no gramado, marcou o primeiro gol da final em Lisboa

Cercado de expectativa, o clássico espanhol decepcionou os torcedores nos primeiros 15 minutos de bola rolando. Com estilo semelhantes, de solidez na defesa e contra-ataques fulminantes, as duas equipes demoraram a sair para o jogo, em um duelo feroz pelo domínio do meio-campo.

Assim, a torcida presente no Estádio da Luz pôde ver marcação pegada, muitas roubadas de bola e passes errados. Enfim, nenhuma jogada com mais três passes seguidos. O Real ensaiava tomar a iniciativa ao mesmo tempo em que o Atlético não renunciava ao ataque, apesar da substituição precoce de Diego Costa logo aos 8 minutos. Sem condições de jogo, ele foi trocado por Adrian López.

Os lances de perigo, contudo, inexistiram até os 31 minutos, justamente quando o Atlético começava a impor seu jogo em campo. O time de Simeone jogava mais recuado, à espera do rival, e ameaçava mais no ataque. Na primeira boa chance da final, o Atlético arrumou um bate-rebate dentro da área do Real e quase surpreendeu Casillas.

A resposta do Real foi imediata. Bale aproveitou vacilada de Tiago na saída de bola e impôs correria até entrar na área e bater para fora, desperdiçando chance incrível. O lance devolveu o equilíbrio à partida, mas que durou apenas quatro minutos.

Em um confronto truncado e de grandes oportunidades, não surpreendeu quando o Atlético abriu o placar de bola parada. Aos 35, após escanteio na área, a defesa do Real afastou mal e Godín de cabeça, encobriu Casillas. O zagueiro uruguaio já havia marcado o gol do título espanhol do Atlético, sábado passado, no empate por 1 a 1 com o Barcelona.

O gol confirmou o domínio recente do Atlético, que reforçava seu estilo aguerrido em campo. Ocupava cada espaço possível e surpreendia os jogadores do Real em cada metro quadrado do gramado. O time de Cristiano Ronaldo, apagado na etapa inicial, tinha 58% de posse de bola, mas não assustava o adversário. E sentia falta do suspenso Xabi Alonso, substituído por Khedira, que voltou recentemente a jogar após cinco meses.

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Já na prorrogação, o galês de 100 milhões de euros, Bale, colocou os merengues em vantagem pela primeira vez

Depois do duelo pobre em lances ofensivos na etapa inicial, as duas equipes fizeram um jogo mais franco no segundo tempo. Mais presente, Cristiano Ronaldo comandava o Real em cobranças de falta, finalizações dentro da área e cabeçadas na área. Tinha a companhia de Di Maria, que tentava em jogadas individuais.

Mas, ao mesmo tempo em que buscava o ataque, o Real abria espaços na fragilizada defesa e não conseguia impor pressão sobre a zaga rival. E, assim, o Atlético quase ampliou aos 11, em chute de Adrian, desviado pela defesa.

A partir da metade da etapa, o Real partiu definitivamente para o ataque, enquanto o Atlético admitia a retranca e apostava nos contra-ataques. Com Marcelo e Isco, as novidades de Ancelotti para o segundo tempo, o time ganhou força ofensiva e abria espaço para as investidas de Bale.

A pressão foi longa e acabou dando resultado somente nos acréscimos. Aos 48 minutos do segundo tempo, Sérgio Ramos subiu sozinho de cabeça dentro da área atleticana e mandou para as redes, após cobrança de escanteio, surpreendendo torcedores, jornalistas e dirigentes nas arquibancadas do Estádio da Luz.

O gol forçou a prorrogação, na qual o Real manteve o domínio do fim do jogo. Abatido, o Atlético se mostrava perdido em campo. Defendia-se como podia e raramente atacava, ainda sem acreditar na reviravolta da partida.

Exibindo grande ritmo, sem cansaço mesmo depois da maratona de 110 minutos, o Real logo confirmaria o melhor desempenho no placar. E foi o que aconteceu aos 4 do segundo tempo da prorrogação. Di Maria disparou pela esquerda, entrou na área e bateu firme. Courtois fez a defesa, mas deu rebote para Bale completar de cabeça dentro da pequena área.

Sem perder o embalo, o Real ainda marcou mais duas vezes antes de comemorar o 10º troféu. Aos 12, Marcelo disparou pelo meio, entrou na área e bateu para as redes, sem enfrentar maior resistência da zaga. Dois minutos depois, Godín fez pênalti em Cristiano Ronaldo. O atacante converteu a cobrança com tranquilidade e chegou à marca de 17 gols na competição, ampliando seu recorde de gols em uma edição da Liga dos Campeões.

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Depois do apito final, muita festa para os brasileiros do Real: Marcelo e Casemiro, ex-São Paulo

FICHA TÉCNICA:

REAL MADRID 4 x 1 ATLÉTICO DE MADRID

REAL MADRID – Casillas; Carvajal, Sérgio Ramos, Varane, Fábio Coentrão (Marcelo); Khedira (Isco), Modric, Di Maria; Bale, Cristiano Ronaldo e Benzema (Morata). Técnico: Carlo Ancelotti.

ATLÉTICO DE MADRID – Courtois; Juanfran, Miranda, Godín, Filipe Luís (Alderweireld); Gabi, Tiago, Koke, Raul García (Sosa); David Villa e Diego Costa (Adrian López). Técnico: Diego Simeone.

GOLS – Godín, aos 35 minutos do primeiro tempo. Sérgio Ramos, aos 48 minutos do segundo tempo. Bale, aos 4, Marcelo, aos 12, e Cristiano Ronaldo (pênalti), aos 15 minutos do segundo tempo da prorrogação.

CARTÕES AMARELOS – Raul García, Sérgio Ramos, Khedira, Miranda, David Silva, Juanfran, Koke, Gabi, Marcelo, Varane.

ÁRBITRO – Björn Kuipers (Holanda).

RENDA E PÚBLICO – Não disponíveis.

LOCAL – Estádio da Luz, em Lisboa (Portugal).

«Gostava que o Real se adiantasse e que depois marcássemos três gols» – Enrique Cerezo

Enrique Cerezo (foto AP)
Por Redação de A Bola|Portugal
 
Enrique Cerezo, presidente do Atlético Madrid, admitiu hoje, em Lisboa, que gostaria que o Real Madrid se adiantasse na final da Liga dos Campeões – esta noite, no Estádio da Luz, a partir das 19.45 horas – e que, de pronto, os colchoneros marcassem três golos.

«Nervoso? Nem nada que se pareça… Quando começar o jogo logo verei se vou ficar ansioso ou não. A verdade é que gostava que o Real Madrid se adiantasse no marcador e que depois marcássemos três golos. Melhor do que marcar primeiro é ganhar!», disse o dirigente.

Suspensão histórica de corrida de tourada em Madri

AFP – Agence France-Presse

21/05/2014 

As pessoas que acompanhavam uma tourada na tarde da-feira na praça De Las Ventas de Madri viram os três toureiros serem feridos um a um, forçando a suspensão histórica do festejo, algo que não ocorria ali desde 1979.

“Drama em Las Ventas” era a manchete desta quarta-feira do jornal conservador ABC, ao falar de uma suspensão histórica da tourada, acompanhada de uma foto mostrando o ataque assustador contra o primeiro toureiro, David Mora.

“Ventos de morte, orgia de sangue” foi o título da longa crônica de duas páginas publicada no jornal El Mundo.

A tourada, que era parte dos festejos da feira de San Isidro madrilena, uma das mais prestigiadas do mundo, terminou após a morte do segundo touro, quando ainda havia mais quatro para enfrentar.

“Nos 68 anos de história de San Isidro foram suspensas duas corridas por ataques contra os toureiros, ambas em 1979, com dois dias de diferença”, explicou a praça de Las Ventas em um comunicado.

O primeiro toureiro, David Mora, recebeu duas chifradas, uma delas “com uma trajetória ascendente de 30 cm que produziu arrancamento da veia femoral e colaterais, com danos no músculo quadríceps”, declarou o jornal El País.

Depois de sair para matar este primeiro touro, o toureiro seguinte, Antonio Nazaré, também ficou ferido, de forma menos grave, ao enfrentar o segundo touro.

Depois de sofrer um “trauma no joelho direito com provável lesão de ligamentos”, os médicos emitiram um diagnóstico de “prognóstico reservado que o impede de continuar com a luta”, explicou o comunicado de Las Ventas.

Então o terceiro toureiro, Saúl Jiménez Fortes, entrou na arena para lidar com o segundo touro. O toureiro recebeu duas chifradas, mas conseguiu matar o animal antes de se dirigir à enfermaria, onde os médicos confirmaram dois ferimentos de 10 cm na coxa direita.

Os médicos estabeleceram um diagnóstico “menos grave, que o impede de continuar com a luta”.

Após título em Madri, Sharapova sobe duas posições no ranking

Estadão Conteúdo

N/A

Tenista russa venceu o torneio de Madri no domingo

Depois de oscilações no início da temporada, Maria Sharapova vem recuperando terreno no circuito com boas atuações, principalmente no saibro. Semifinalista no piso duro de Miami, ela faturou dois títulos seguidos na terra batida, em Stuttgart e Madri, no domingo. A boa sequência, enfim, começou a se refletir no ranking da WTA.

Após correr sério risco de deixar o Top 10, a russa reagiu e subiu duas posições na lista atualizada nesta segunda-feira. Do nono lugar, ela pulou para o sétimo e já pode sonhar com o Top 5 novamente, se mantiver o padrão de jogo nesta semana, no saibro de Roma.

Sharapova subiu graças ao título no torneio espanhol mas também em razão da queda das rivais. A sérvia Jelena Jankovic deixou o sétimo posto para ocupar o oitavo, enquanto a alemã Angelique Kerber caiu uma posição e aparece agora em nono lugar.

As demais colocações foram mantidas, a começar pela norte-americana Serena Williams. Mesmo depois de desistir de Madri, em razão de lesão, ela manteve a folgada vantagem na ponta, com mais de 4.000 pontos de frente.

A chinesa Na Li vem na sequência, seguida pela polonesa Agnieszka Radwanska, pela bielo-russa Victoria Azarenka e pela romena Simona Halep, derrotada por Sharapova na final de domingo. A checa Petra Kvitova ocupa a sexta posição e a eslovaca Dominika Cibulkova sustentou a décima colocação.

Entre as brasileiras, Teliana Pereira manteve a 94ª posição, apesar da queda ainda no qualifying em Madri. Depois dela, o Brasil só conta com tenistas dentro do Top 300: Laura Pigossi é a 269ª colocada, Gabriela Cé, a 280ª, e Paula Gonçalves, a 284ª.

Confira as 20 primeiras colocadas do ranking da WTA:

1º – Serena Williams (EUA), 11.590 pontos

2º – Na Li (China), 7.475

3º – Agnieszka Radwanska (Polônia), 6.290

4º – Victoria Azarenka (Bielo-Rússia), 5.361

5º – Simona Halep (Romênia), 5.340

6º – Petra Kvitova (República Checa), 4.605

7º – Maria Sharapova (Rússia), 4.261

8º – Jelena Jankovic (Sérvia), 4.130

9º – Angelique Kerber (Alemanha), 3.770

10º – Dominika Cibulkova (Eslováquia), 3.760

11º – Sara Errani (Itália), 3.400

12º – Flavia Pennetta (Itália), 3.300

13º – Ana Ivanovic (Sérvia), 3.230

14º – Carla Suárez Navarro (Espanha), 2.820

15º – Caroline Wozniacki (Dinamarca), 2.790

16º – Sloane Stephens (EUA), 2.665

17º – Sabine Lisicki (Alemanha), 2.625

18º – Samantha Stosur (Austrália), 2.600

19º – Roberta Vinci (Itália), 2.580

20º – Eugenie Bouchard (Canadá), 2.490

94º – Teliana Pereira (BRASIL), 667

269º – Laura Pigossi (BRASIL), 191

280º – Gabriela Cé (BRASIL), 178

284º – Paula Gonçalves (BRASIL), 174

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio