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Conflitos na Ucrânia aumentam e número de mortos pode passar de 100

CORREIO DO BRASIL|AGÊNCIAS|ODESSA|KIEV

Policiais guardam o prédio onde morreram mais de 40 ativistas pró-Rússia, em Slavianski, no Sudoeste da Ucrânia

Ministro do Interior da Ucrânia, Arsen Avakov disse, nesta segunda-feira ter destacado uma nova unidade de operações especiais para a cidade portuária de Odessa, no sul do país, após uma “ultrajante” falha da polícia local em conter separatistas pró-Rússia durante um fim de semana em que a violência deixou dezenas de mortos, segundo o governo de facto, que tomou o poder em um golpe de Estado, com apoio de grupos neonazistas, no início do ano. Para os separatistas, no entanto, há mais de 100 mortos, vítimas das forças de repressão convocadas por Kiev. Os confrontos continuavam na cidade de Slaviansk, na região leste, nesta segunda-feira, onde tropas ucranianas tentam abrir caminho para uma operação com o objetivo de reprimir a rebelião pró-Rússia. Um correspondente da agência inglesa de notícias Reuters disse que a troca de tiros se aproximava do centro da cidade.

A violência em Odessa, cidade portuária a sudoeste com uma ampla mistura étnica de russos, ucranianos, georgianos e tártaros, é vista como um sinal de alerta por Kiev; um aviso de que a ameaça de rebelião se espalha para além do leste russófono. O ministro do Interior, Arsen Avakov, disse que a nova força enviada a Odessa é formada por “ativistas civis que querem ajudar a cidade no Mar Negro nesses dias difíceis”. Toda a liderança da polícia local foi exonerada e pode ser submetida a ações criminais.

“A polícia em Odessa agiu de maneira ultrajante, possivelmente de modo criminoso”, disse Avakov em sua conta no Facebook.

Líderes ucranianos vêm deixando claro que consideram as forças policias de amplas áreas do país como pouco confiáveis na luta contra a rebelião, que dizem ser apoiada por Moscou e liderada em solo por forças especiais russas. As unidades a que Avakov se referiu foram formadas em parte por contingentes que se revoltaram contra Yanukovich no início do ano. Isso pode alimentar o descontentamento entre opositores do governo, que acusam os atuais dirigentes de promover grupos militantes “fascistas”, tais como o Setor Direita, que participou do levante em Kiev durante o inverno.

A perda do controle de Odessa seria um grande golpe econômico e político para Kiev, que acusa Moscou de conspirar para desmembrar a Ucrânia, um país do tamanho da França. Odessa, cidade de 1 milhão de habitantes, com uma rica história como importante passagem cosmopolita no sul durante o império dos czars, tem dois portos, incluindo um terminal petrolífero, e é um importante entroncamento de transportes.

A ira demonstrada pelo governo em Kiev nesta segunda-feira se deve a uma decisão da polícia de Odessa de libertar 67 militantes pró-Rússia que cercaram e invadiram uma delegacia no domingo. Uma multidão de centenas de pessoas gritavam “Odessa é uma cidade russa!” O russo é a língua mãe da maioria dos habitantes da cidade.

Mais de 100 mortos

Líder do movimento público Sudeste, Oleg Tsarev, que anunciou sua retirada das eleições presidenciais na Ucrânia, está convencido de que o número de mortos nos confrontos em Odessa, ocorridos nas últimas 72 horas, superou uma centena, entre as vítimas há crianças. Porém, ele não conseguiu fornecer quaisquer provas disso.

– Acreditamos que o número de mortos na Casa de Sindicatos ultrapassou uma centena. Estamos convencidos de que a polícia bloqueou a entrada do edifício para que ninguém pudesse contar os cadáveres. Sabemos que lá há crianças pequenas. E acreditamos que o governo fará tudo para esconder os vestígios do seu crime. Queremos investigar e julgar aqueles que causaram esse terrível crime – disse ele à agência de notícias russa RIA Novosti.

Segundo ele, o atual governo “não tem direito de investigar este caso”.

– Porque o governo atual, governo interino, foi o organizador do que aconteceu lá – afirmou Tsarev.

Mais cedo, o deputado do Conselho Regional de Odessa, Vadim Savenko, declarou também que asautoridades de Kiev escondem informação sobre os ativistas do Antimaidan mortos na Casa dos Sindicatos. Segundo ele, em Odessa, em 02 de maio, morreram 116 pessoas. Respondendo à pergunta por que esse número de mortos supera em mais de duas vezes os dados oficiais, Savenko declarou que “as autoridades ucranianas foram incumbidas a esconder as dimensões da tragédia, a fim de esconder do público mundial o fato de em Odessa ter sido realizada operação punitiva contra os ativistas pró-russos”.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que a tragédia em Odessa tornou-se mais uma evidência de que as autoridades atuais de Kiev têm contado “na força e intimidação”. O ministro do Interior do governo autoproclamado da Ucrânia, Arsen Avakov, declarou que o departamento tem sérias pretensões em relação às ações dos policiais de Odessa durante os motins, assim como de outras agências de aplicação da lei, em particular, dos serviços de emergência e órgãos da promotoria.

PRF registra 136 mortes e 2,7 mil acidentes durante feriado prolongado

De A Tribuna On-line

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou nesta terça-feira  que foram rehouve 136 mortes e 2.726 acidentes nas rodovias federais do país entre a última quinta-feira e esta segunda-feira, durante o feriado prolongado da Semana Santa e de Tiradentes.

De acordo com balanço divulgado pela PRF, 1,6 mil pessoas ficaram feridas nesse período em acidentes nas estradas federais de todo o Brasil.

A Polícia PRF informou que não comparou o número absoluto de mortes e acidentes deste ano com o do feriado da Semana Santa de 2013 porque, na ocasião, a operação durou quatro dias e, neste ano, cinco.
No ano passado, entre a quinta-feira santa e o domingo de Páscoa, a PRF contabilizou 108 mortes e 2.429 acidentes nas rodovias federais.

O coordenador-geral de Operações da PRF, inspetor Stênio Pires, afirmou durante a divulgação do balanço que os estados considerados mais “críticos” neste ano são Paraná, Minas Gerais e Bahia. As três unidades da federação registraram o maior número de mortes e acidentes nas rodovias federais brasileiras.

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