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Candidato do PSB-AM ao Senado defende hidrelétricas na Amazônia

Último entrevistado dos candidatos ao Senado, Serafim falou sobre revitalização da BR-319 e criticou o ‘Mais Médicos’

Portal Amazonas

O farmacêutico Marcelo Serafim é o candidato da chapa de Eduardo Campos e Marina Silva ao Senado no Amazonas. Foto: Izabel Santos/Portal Amazônia

MANAUS – O ex-deputado federal e atual vereador de Manaus, Marcelo Serafim, é o candidato do PSB ao Senado. O candidato também falou sobre educação, saúde, infraestrutura, habitação, turismo, cultura e economia. Marcelo Serafim encerrou a rodada de entrevistas com os candidatos das coligações majoritárias no Amazonas realizada pela Rádio Amazonas FM.

O candidato respondeu a todas as perguntas dos jornalistas do grupo Rede Amazônica, até as mais ‘espinhosas’ como sobre a influência que tinha no Executivo Municipal quando seu pai, Serafim Corrêa, era prefeito da cidade.  “Era a pessoa, naquele momento, que estava dentro da Prefeitura que queria o bem dele. E todas as vezes que achava que tinha algo de errado, eu o alertava. Como filho, como secretário, como amigo e como companheiro. Infelizmente, algumas pessoas, inclusive do próprio Governo, que queriam fazer coisas erradas acabavam me atacando porque esse era o caminho mais fácil e o caminho mais próximo de tentar destruir minha imagem”, disse.

Na próxima segunda-feira (4), começam as entrevistas com os candidatos a vice-governador. OPortal Amazônia selecionou algumas perguntas respondidas por Marcelo. O áudio da entrevista completa com o candidato do PSB está disponível no final desta página.

Candidato, nós temos a previsão de construção de 20 [usinas] hidrelétricas até 2022 na Amazônia. É uma matriz energética defendida por muitos porque dizem que causa menos danos ao meio ambiente, mas sabemos que é muito polêmica. Como senador, qual será o seu posicionamento em relação a construção deste empreendimentos aqui na região?

Eu sou a favor das hidrelétricas na região amazônica. Essas hidrelétricas que estão sendo construídas são diferentes da [Usina] Hidrelétrica de Balbina. Balbina foi uma tragédia ambiental. Essas hidrelétricas de agora, elas têm minimizado, e muito, os problemas ambientais existentes. O quê que é melhor: eu ter uma hidrelétrica danificando um pouco o meio ambiente, óbvio que vai ter dano ambiental, ou eu ter todo interior da Amazônia queimando óleo diesel ‘pra’ poder produzir a sua energia? É óbvio que energia limpa é muito melhor. Então eu sou amplamente favorável às hidrelétricas. Isso é um projeto de nação, é um projeto de longo prazo. Nós temos que sempre estar discutindo e sempre estar trabalhando para diminuir os impactos ambientais. Certamente as próximas hidrelétricas terão impactos ambientais menores do que tivemos em Santo Antônio e em Jirau. Muito menores! Então você tem que trabalhar cientificamente para reduzir os danos ambientais. Agora, matriz energética através da água é a melhor matriz energética que a gente pode ter. Nós precisamos por exemplo, usar de forma efetiva o gás e Urucu. O Brasil gastou mais de R$ 1 bilhão, bilhões de reais para que se fizesse o gasoduto Coari-Manaus. E hoje você anda pelas ruas de Manaus e você não tem os carros andando a gás, você não tem um transporte coletivo funcionando a gás. Quer dizer, houve todo um gasto e você não tem a utilização efetiva dessa matriz energética. Então, energia, é algo importante para o desenvolvimento brasileiro. E nós temos um potencial energético enorme. O Amazonas precisa ser vendido para o Brasil pelas suas potencialidades. Eu venderei o Amazonas para o Brasil enquanto nação e para o mundo, pela água por exemplo. Nós temos um potencial hídrico muito maior do que qualquer Estado brasileiro. Nós vemos hoje o maior Estado brasileiro que é São Paulo, vivendo um drama de abastecimento de água. Como funciona as indústrias de São Paulo com um racionamento que existe de água? Nós temos a Zona Franca [de Manaus] que é importantíssima para o nosso desenvolvimento e nós temos o maior incentivo econômico que é a água. Para você ter uma ideia, uma indústria de pequeno porte chega a gastar 80 mil litros de água por dia. E nós temos o maior patrimônio de água do mundo. Nós temos que vender o nosso País pela água. A água produz energia, a água produz vida e produz riqueza. O Amazonas precisa ser vendido para o mundo pelo seu potencial hídrico.

Candidato, a gente vê que a BR-319 é uma bandeira, principalmente do Estado de Rondônia, parece que interessa muito a eles a revitalizar essa estrada. Mas se o senhor for eleito senador o senhor vai defender a revitalização da BR-319? Como o senhor vê do ponto de vista econômico e ambiental?

Ela [a BR-319] é um legado para o esse Estado. Eu sou totalmente favorável a BR 319. Eu entendo que essa BR pode, por exemplo, quando tem a discussão ambiental, ‘vai promover degradação, vai promover destruição e etc, você pode construir uma estrada à parte. E nessa estrada à parte você terá preservação do meio ambiente. A BR-319 é a conexão do Estado do Amazonas com o Brasil e nós não podemos privar o povo amazonense desse legado. Nós ouvimos esse discurso da BR-319 a muito tempo. Em muitas eleições isso é prometido ‘pra’ gente. Em mais uma eleição, os candidatos à presidência da República vão dizer que são favoráveis. Agora, infelizmente, ao que me parece, do ponto de vista econômico, o custo de construção da estrada seria muito alto. Por isso o Governo Federal fica inventando desculpas ambientais para não fazer o que efetivamente teria que fazer que é a BR-319. Por tanto, a BR-319 não pode ser a única coisa, temos que pensar e quando pensamos em infraestrutura a nossa principal infraestrutura em transporte são os rios. As nossas estradas são os rios. Precisamos balizar as nossas hidrovias e fazer com que esse transporte, que é muito mais barato que o ferroviário e que o rodoviário, possa fazer parte efetiva do nosso Estado. Nós já temos a hidrovia como o nosso principal meio de transporte, mas precisamos melhorar esse tipo de transporte dentro do nosso Estado.

 

Ministério culpa prefeitos por manutenção de lixões no Amazonas

Municípios pedem ajuda e Governo cobra planos e projetos; prazo termina neste sábado

Jornal do Commércio | Manaus

MANAUS – A um dia para o vencimento do prazo estipulado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que determina a extinção dos lixões e a implantação dos aterros sanitários, oMinistério das Cidades, responsável pelas obras dos aterros, nega o recebimento dos Planos Municipais de Resíduos enviados pelos 62 municípios do Amazonas. A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) assegurou a conclusão e a entrega de todos os projetos ao órgão há um ano.

Por meio de nota, a assessoria de comunicação do Ministério das Cidades confirmou a competência para a implantação de obras para destinação final de resíduos sólidos. No entanto, negou a existência de qualquer solicitação de recursos para encerramento de lixões e construção de aterros sanitários em municípios do Amazonas. O ministério também disse que conforme a atuação do governo federal não foram apresentados elementos técnicos para embasar qualquer manifestação do órgão sobre a demanda em questão.

De acordo com o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, todos os municípios amazonenses apresentaram projetos e, consequentemente fizeram os pedidos quanto a liberação dos recursos para a implantação dos aterros sanitários há aproximadamente um ano. Porém, até hoje os repasses da União ainda não foram realizados. “Em audiência pública no Senado Federal os representantes dos Ministérios do Meio Ambiente, das Cidades e a Fundação Nacional de Saúde, afirmaram que não houve condições de executar suas políticas devido a entraves burocráticos e contingenciamento do orçamento”, explicou.

O presidente também adiantou que até o dia 5 de agosto a confederação, com o apoio do governo federal, vai solicitar a prorrogação do prazo estipulado pela Lei para mais 4 anos. “Estamos em negociação junto ao Governo Federal e o Congresso Nacional na tentativa de prorrogar o prazo para a instalação dos aterros sanitários por meio da MP (medida provisória) 649/2014 sugerida pelo deputado Manoel Júnior (PMDB-PB)”, disse. “Que não seja somente uma alteração de data mas que a sociedade, efetivamente, possa discutir a forma de implantação dessas questões de forma eficaz e suas fontes de financiamento”, complementou.

Segundo o diretor-executivo da Associação Amazonense de Municípios (AAM), Luiz Cruz, com a exceção de Manaus, os lixões dos 61 municípios da região continuam em funcionamento. Cruz conta que a fiscalização desses locais é de responsabilidade do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). “Todos esses locais de despejo funcionam a céu aberto, alguns ficam próximos às margens dos rios e igarapés. É uma situação que está sem controle”.

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Cruz afirma que o aterro existente em Manaus segue as diretrizes da PNRS e que a estrutura do local utilizado para a coleta dos resíduos sólidos foi construída por meio de recursos municipais. O diretor-executivo não soube informar o valor necessário para a construção de um aterro sanitário e disse que as despesas variam conforme a dimensão do terreno a ser utilizado para o depósito, da quantidade de lixo a ser recebido, dentre outras questões. “O aterro de Manaus segue todos os requisitos de controle ambiental”, comenta.

Para o diretor, o principal problema é a falta de recursos para a adequação dos trabalhos conforme o determinado pela legislação. “O grande gargalo é a falta de recursos financeiros. Os municípios, em sua maioria, não têm condições de construir esse tipo de estrutura”.

Por meio de nota, a assessoria de comunicação do Ipaam informou que o aterro existente em Manaus é o único no Estado que apresenta licença operacional emitida pelo instituto. O documento tem validade de dois anos e passou a contar a partir de maio deste ano. Portanto, a cidade está inclusa na Política Nacional de Resíduos Sólidos. O órgão ainda ressaltou que a Prefeitura assumiu o compromisso de definir uma nova área para o aterro, ao considerar a iminência da exaustão da capacidade do atual local de despejo dos resíduos.

Governo federal

De acordo com a assessoria do Ministério do Meio Ambiente (MMA), a elaboração do plano municipal de resíduos sólidos não garante o repasse de verbas federais para os municípios. Para se ter acesso aos recursos da União é necessário, primeiramente, existir programa para transferência de recursos financeiros divulgado no Portal dos Convênios (SICONV), que estabeleça processo seletivo de municípios com a proposta de repasses para aterros sanitários ou gestão de resíduos sólidos.

O MMA ainda informou que o processo de seleção dos municípios tem como regra a portaria número 507/2011 que dispõe sobre o processo de convocação com base em critérios técnicos preestabelecidos e na disponibilidade orçamentária do ano corrente. Por fim, o ministério afirmou que a competência quanto ao financiamento de aterros sanitários está a cargo do Ministério das Cidades e, no caso de municípios de pequeno porte, da Funasa. Quanto aos custos, o Ministério das Cidades informou que é preciso levar em consideração os diferentes cenários, portes dos municípios, a população atendida e o volume de resíduos gerados. Esse comparativo está disponível para consulta por meio do endereço

um dejeto ao se decompor gera um líquido de cor escura denominado de 'chorume'. Esse líquido se infiltra no solo e pode atingir o lençol freático e consequentemente contaminar a água. Foto: Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas

Impactos ambientais

O biólogo, tecnólogo em gestão ambiental e mestre em ciências ambientais, Guilherme Pereira, explica que o lixão causa impactos negativos ao meio ambiente.  Pereira afirma que um dejeto ao se decompor gera um líquido de cor escura denominado de ‘chorume’. Esse líquido se infiltra no solo e pode atingir o lençol freático e consequentemente contaminar a água.

Além disso, os resíduos também emitem gases. “No lixão não há meios que impeçam a absorção do chorume e o reaproveitamento dos gases. Enquanto o aterro é projetado por meio de medidas de contenção que apresentam uma manta intercalada com o aterro. Essa divisória impede o fluxo do chorume”, comenta.

De acordo com Pereira, uma alternativa para o reaproveitamento dos gases é a instalação de tubulações para a captação e a produção de energia. “Esse método já existe em São Paulo”, destaca.

O biólogo ainda avalia que a adesão aos aterros sanitários pode servir como incentivo ao trabalho das cooperativas de reciclagem que por conta da necessidade de se fazer a coleta seletiva. “Acredito que essas empresas precisarão ser especializadas nos diversos tipos de resíduos porque todos eles precisam ter uma destinação correta”, concluiu Pereira.

 

Rios da Amazônia: papel estratégico e contribuição mundial

A edição de sábado abordou a influencia ambiental dos grandes rios da região em âmbito mundial

Portal Amazônia

Edgardo Latrubesse (à esquerda) e Naziano Filizola, geólogos especialistas em rios amazônicos. Foto: Reprodução/Portal Amazônia

MANAUS – Seis dos maiores rios do mundo estão na Amazônia. A importância deste gigantesco bioma para o mundo é maior do que imaginamos. Para falar sobre este tema e sobre a realização da Conferência Internacional sobre a Condição e o Futuro dos Grandes Rios Mundiais, em Manaus, o programa recebeu os pesquisadores Naziano Filizola (Ufam) e Edgardo Latrubesse (UTexas).

Outros assuntos abordados:
– Hidrelétricas na Amazônia;
– Eficácia de estudos de impacto ambiental;
– Importância dos rios da região para o mundo.

Enchente dos rios amazônicos eleva preço de alimentos em feiras de Manaus

Apesar da descida do nível dos rios estar em andamento os preços continuam nas alturas

 

Feira da Banana, no Centro de Manaus. Foto: Reprodução/Shutterstock

MANAUS – A economia local sofre variações, mais negativas do que positivas, durante período de enchente dos rios amazônicos. A mais visível variação é a escassez de produtos e elevação de preços. O valor final de gêneros alimentícios em Manaus sobem na mesma velocidade que o nível dos rios: da noite para o dia. Apesar da vazante (descida do nível dos rios) estar em andamento, os preços continuam nas alturas.

De acordo com o Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon/AM), a capital amazonense não é autossuficiente em produtos agrícolas. A cidade importa a maioria do que consome e o pouco que produz sequer supre o mercado local. “A maior parte dos produtos consumidos em Manaus são trazidos de fora. O pouco que é cultivado nas beiradas dos rios, com a cheia, essa produção também se torna inócua, ocasionando o aumento nos preços dos produtos”, analisou o presidente do Corecon/AM, Marcus Evangelista

A parte positiva da enchente está na atividade fluvial, onde o transporte registra um aumento acentuado na demanda. É a hora em que o proprietário de pequenas embarcações aproveita para aumentar a renda. “Os proprietários de pequenas embarcações aproveitam para fazer também um dinheirinho. A cheia, da mesma forma que tem o lado negativo, ela tem essa parte positiva que favorece a movimentação de dinheiro nos beiradões”, avaliou.

O diretor do Sindicato do Comércio Varejista dos Feirantes de Manaus, Deuticilan Franco Barreto, disse que a enchente traz uma certa qualidade para a navegação e atracação nos portos de Manaus, entretanto prejudica o transporte e distribuição dos produtos no entorno dos grandes mercados. “Os barcos têm essa facilidade para atracar, sem transtorno. Em qualquer canto eles atracam com facilidade. Já na questão da saída dos produtos, o fluxo de veículos fica prejudicado, com algumas ruas interditadas, causando um grande congestionamento no entorno da Manaus Moderna e da Feira da Banana”, apontou.

Barreto explicou que o preço da banana subiu devido a enchente que no Acre, que abastece metade do consumo da fruta em Manaus. “Não há produção local. No Acre, a cheia foi muito grande afetando as estradas, as BRs, e hoje está com uma dificuldade muito grande de chegar a banana do Acre aqui, em Manaus. Por isso que está muito caro o preço da banana”, justificou o diretor do Sindicato do Comércio Varejista dos Feirantes de Manaus.

Dados do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam) apontam que as culturas mais afetadas pela enchente foram banana, com perda de 84,7 mil toneladas; macaxeira, 39,2 mil toneladas; mandioca, 11,8 mil toneladas; maracujá, 1,5 mil toneladas; e milho, 1,1 mil toneladas. Procurada pela reportagem, a Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror) não respondeu às questões apresentadas até o fechamento da matéria.

Foto: Reprodução/Shutterstock

Emergência

De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, Manaus permanece em estado de emergência, decretado em 26 de maio e segue até 25 de agosto. São 90 dias para que a verba emergencial oriunda do Governo Federal seja liberada, porém até o momento ainda não chegou no Amazonas.

No interior do Estado, 39 municípios foram afetados pela subida das águas nas bacias dos rios Madeira, Juruá, Jutaí, Purus e Amazonas. As cidades no Sul da Amazônia tiveram maiores problemas com a enchente entre março e abril. Os estados de Rondônia e Acre decretaram calamidade pública, bem como Humaitá, no Sul do Amazonas.

*Com reportagem de Tanair Maria, do Jornal do Commercio

 

Invasões prejudicam indústria da Zona Franca de Manaus

Comunitários ocupam áreas destinadas a implantações fabris, como alternativa, empresários buscam outros locais

Jornal do Comércio

MANAUS – Na luta por um pedaço de terra para morar, comunitários ocupam áreas destinadas a implantações fabris, frustrando a possibilidade de novas instalações produtivas no Distrito Industrial 1 e 2, zona Sul da capital do Amazonas. Como alternativa, empresários buscam outros locais propícios à construção das indústrias, como a Avenida Torquato Tapajós e as rodovias BR-174 (Manaus/Boa Vista) e AM-010 (Manaus/Itacoatiara).

De acordo com o consultor, economista e diretor da empresa Profinco Projetos Financeiros e Econômicos Ltda., Hélio Pereira, atualmente é difícil conseguir uma área que apresente boa estrutura geográfica e que seja propício à construção de uma empresa. Pereira conta que há situações em que é mais viável comprar um terreno por um preço mais alto e recebê-lo com todo o preparo necessário como terraplenagem e cerca. “O local para a instalação é um dos atrativos para os empresários que têm pretensão de implantar projetos no Distrito Industrial. As invasões atrapalham esse processo porque a cada dia temos menos locais para trabalhar”, comenta.

Vista aèrea do Polo Industrial de Manaus (PIM). Foto: Chico Batata

Segundo Pereira, o metro quadrado de um terreno no Distrito Industrial custa R$ 1. Porém, as condições estruturais da área são ruins, havendo necessidade de investimentos. Pereira conta que na falta de alternativas os empresários buscam locais para instalações na BR-174 (Manaus/Boa Vista) e na rodovia AM 010 (Manaus/Itacoatiara). Os preços dos investimentos são mais altos, com custo mínimo de R$ 200 o metro quadrado. “São terrenos caríssimos que chegam a ser mais vantajosos por conta da estrutura”, afirma.

Para Pereira, a solução para as invasões estaria em uma união entre a Prefeitura, o Governo do Estado, e ainda entre as entidades representativas do Distrito Industrial. “Não adianta só bater naSuframa. A autarquia não tem poder de polícia para retirar os populares dos terrenos. O dirigente está atento e fiscalizando. Estamos em ano de eleição e há quem se aproveite da situação”, alertou.

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O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, confirma a dificuldade que o Polo Industrial de Manaus (PIM) enfrenta em ter acesso a terrenos próprios à instalação de fábricas. Périco conta que há alguns anos as entidades representativas do PIM levantaram uma discussão sobre a problemática das invasões, mas o tema não foi levado adiante. “Por conta desse problema temos empresas que estão situadas em outras áreas como na avenida Torquato Tapajós e AM 010. As ocupações indevidas trazem dificuldades para os futuros investimentos. Outra problemática está na questão do abastecimento de energia elétrica, água e gás que ainda não chegam ao distrito 2”.

Para Périco, as invasões são movimentos populares que acontecem sempre nas proximidades dos pleitos eleitorais. “A irregularidade ainda é somada aos problemas urbanos. As pessoas invadem de forma desordenada e quando se instalam no local cobram infraestrutura do poder público”, frisou.

Invasão no ramal Alfazema 

A mais recente invasão em área destinada a expansão industrial aconteceu no final do mês de junho, na região conhecida como ramal do Alfazema, localizado no bairro Jorge Teixeira 4, zona Leste, onde cerca de duas mil pessoas invadiram uma área de 59,1 mil metros quadrados pertencente à Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Os ocupantes permanecem no local, alegam desinformação quanto a qualquer decisão judicial e afirmam que só deixarão o local mediante comprovação de que a área pertence à autarquia.

O terreno foi desmatado, loteado e os ocupantes realizam reuniões semanais onde tratam sobre um planejamento de urbanização para o local. Eles pretendem construir ruas e padronizar os terrenos com metragem 8 x 20. Para isso, vão contar com o auxílio de um topógrafo. Durante uma das reuniões, um dos ocupantes informou que o grupo vai ajuizar uma ação na justiça na próxima semana. No documento será anexado um abaixo-assinado com as assinaturas dos pretendentes às áreas e ainda a planta do terreno. A ideia, segundo eles, é que cada participante tenha seu lote legalizado.

De acordo com um dos ocupantes que não quis se identificar, o território que estão tentando conquistar era um sítio que estava abandonado há muitos anos. Na tentativa de conseguir um local para morar as pessoas se reuniram para lotear o espaço. Outro cidadão que também tenta conseguir um terreno disse que o governo deveria avaliar a situação de cada família, que segundo ele, só participa de invasões pela necessidade de ter uma moradia e sair do aluguel.

Suframa fará comunicado

No último dia 17 a Suframa conseguiu a expedição da liminar da 1ª Vara Federal da Seção Judiciária no Estado do Amazonas, que determina a reintegração de posse do terreno. A autarquia informou que fará o comunicado oficial aos invasores até terça-feira (29). A partir do comunicado, os populares terão o prazo de cinco dias para saírem do local. Em caso de descumprimento devem pagar multa diária de R$ 800. Persistindo a desobediência, após dez dias, o juiz ordenou que a reintegração de posse seja feita com a intervenção policial.

Segundo a Suframa, após tomar conhecimento da ação ilegal dos invasores, a instituição tentou resolver a situação por meio de conciliação, o que de acordo com a autarquia, não foi possível porque os invasores alegaram que a Suframa não tinha como comprovar a propriedade do terreno. A partir disso, a Superintendência, por meio da Procuradoria Federal e Procuradoria Federal no Estado do Amazonas, órgãos ligados à AGU, ingressou com pedido de reintegração de posse para dar início à retirada das famílias que ocupam o local. “Quem desrespeitar a decisão judicial será penalizado com multa diária de R$ 800. Persistindo a desobediência à liminar, após 10 dias, o juiz ordenou que a reintegração de posse seja realizada com utilização de reforço policial”, disse Bruno Bisinoto, procurador-chefe da Procuradoria Federal junto à Suframa.

Conforme a Suframa, as invasões e ocupações de terras pertencentes à União configuram ilícitos previstos no artigo 20, parágrafo único da lei 4.967/66, com pena prevista de seis meses a 3 anos de detenção.

Destino 

A Suframa ainda informou que o terreno do ramal do Alfazema está reservado para a expansão do Distrito Industrial de Manaus. Segundo a autarquia, a área deverá abrigar plantas fabris das empresas que apresentam e têm projetos industriais aprovados junto ao CAS (Conselho de Administração da Suframa), estejam elas já instaladas na cidade ou com a intenção de se instalar.

Histórico

Há anos a pressão por moradia tem levado a população a disputar espaços destinados a expansão industrial. Em vários casos, a posse da terra foi conseguida pelos ocupantes, entre os casos, incluem-se os bairros Invasão da Sharp (divisa entre Distrito Industrial 2, Armando Mendes, zona Leste); Parque Mauá (Distrito Industrial); Monte Pascoal, zona Norte; e Nova Vitória, zona Norte.

Bombeiros resgatam bicho preguiça em Manaus

Ocorrência foi registrada no bairro Campos Sales; o animal estava preso a um carro

Portal Amazônia

Animal estava sob um carro. Foto: Divulgação/BBE-AM

MANAUS – A representante comercial Iury Santana levou um susto daqueles, na manhã deste sábado (26), ao ver que um bicho-preguiça estava preso sob o seu carro. Pouco depois de deixar o condomínio onde mora, na Avenida Torquato Tapajós, zona Oeste da cidade, populares sinalizavam pedindo que ela parasse o carro que conduzia. “As pessoas diziam que tinha um bicho preso embaixo do meu carro, pensei que fosse um gato. Parei imediatamente. Quando vi, era uma preguiça!”, contou.

Bombeiros foram acionados por condutora do veículo. Foto: Divulgação/BBE-AM

A jovem não demorou em acionar o Corpo de Bombeiros para remover o animal que estava com as garras presas ao veículo. “A gente não sabia se ela estava viva. Então as pessoas tentaram tirá-la, chegaram até a amarrar um cinto no bracinho dela, mas fiquei com medo que ela se machucasse mais e não deixei que continuassem”, relatou Iuri.

Preguiça foi resgatada na zona Oeste de Manaus. Foto: Divulgação/BBE-AM

De acordo com o responsável pela operação, o sargento do Batalhão de Bombeiros Especial, Waldenilson Sales, o animal não apresentava ferimentos. O bicho-preguiça foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres do Refúgio Sauim Castanheiras. Ocorrências envolvendo estes simpáticos animais são comuns em Manaus. Quem se deparar com situação semelhante pode ligar para 193 e acionar o Corpo de Bombeiros que enviará uma equipe de resgate ao local indicado.

Animal será encaminhado a um refúgio de vida silvestre em Manaus. Foto: Divulgação/BBE-AM

 

Concorrência chinesa ameaça sobrevivência de fábricas em Manaus

Componentistas lamentam prejuízo financeiro há dois anos e estão temerosos em fechar as portas

Jornal do Commércio

MANAUS – As fabricantes de componentes do Polo Industrial de Manaus (PIM) amargam prejuízos nos últimos dois anos devido à concorrência com importadoras chinesas. Segundo a Associação dos Fabricantes de Componentes da Amazônia (Aficam) os Processos Produtivos Básicos (PPBs) da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) já contemplam diretrizes de incentivo à compra de insumos locais, porém, a entidade alega falta de fiscalização. Atualmente existem apenas cinco empresas componentistas em funcionamento no Distrito Industrial.

O presidente da Aficam, Cristóvão Marques, afirma que três das cinco empresas fabricantes de componentes correm o risco de “fechar as portas” até o próximo ano por conta da competitividade com as indústrias chinesas. Entre os produtos importados por algumas montadoras instaladas no PIM estão: chicote de força, estamparia de forno micro-ondas, peças utilizadas no ar-condicionado split e ainda peças de injeção plástica. “As montadoras de produto final teriam que comprar componentes produzidos em Manaus. Porém, atualmente esses materiais são importados. Isso tem prej udicado o segmento. Corremos o risco de ter redução de mais três empresas”, alerta.

Segundo Marques, nos últimos dois anos muitos funcionários foram demitidos, número que, de acordo com ele, representa uma redução de 50% da produção. O presidente também disse que neste ano o setor já registrou queda de mais de 10% na produtividade em comparação ao primeiro semestre de 2013. Um dos produtos que continua sendo produzido mas sem saída é o carregador de celular.

O presidente afirma que a solução para o problema está na concessão dos incentivos fiscais, por parte da Suframa, somente às empresas que comprarem os componentes na capital. Ele avalia que a mudança resultaria na geração de empregos. Marques anuncia que a medida já foi inserida nos artigos do PPB da Suframa, porém, ainda falta fiscalização. “Temos cobrado a Suframa e a Seplan – Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico – quanto a necessidade de haver vistorias relacionadas às compras feitas pelas empresas de bem final. A resposta que sempre recebemos é que a autarquia não tem pessoal suficiente para esse trabalho”, reclama.

Indústria. Foto: Marco Antonio/Jornal do Commercio

Falência

Neste ano, uma empresa decretou falência e demitiu 800 funcionários. Marques disse que não poderia anunciar o nome fábrica e nem das que ainda estão em funcionamento por temer problemas futuros com os clientes.

De acordo com o diretor de política industrial da Afcam, Jhones Lima, o modelo do Polo Industrial não apresenta incentivos que motivem a empresa do bem final a comprar produtos na região. Ele afirma que as indústrias coreanas e chinesas buscam comprar ao máximo materiais em seu país de origem por conta da viabilidade econômica e logística. “Isso restringe a nossa região. Se boa parte dos componentes fosse produzido pelo Polo Industrial, com certeza teríamos uma geração de empregos em maior escala. Não estamos pedindo para produzir tudo aqui mas acreditamos que é necessário intensificar essa atividade no PIM”, argumentou.

Um diretor de uma empresa fabricante de componentes e associado da Afcam, que pediu para não ter o seu nome e o da indústria revelados, também falou sobre a dificuldade enfrentada pelo setor. Ele disse que a empresa atua no PIM há 24 anos e que o problema da competitividade com os materiais chineses sempre existiu, mas que nos últimos dois anos a situação tem se agravado. Um dos principais motivos, segundo o diretor, é a demanda de investimentos exigidos pelo sistema econômico e industrial brasileiro que apresenta a obrigatoriedade dos gastos com o funcionário, com itens como a alimentação, fardamento e plano de saúde. Segundo o associado, na China a situação é bem diferente porque as empresas são livres desses encargos fiscais.

Em 2013 a empresa registrou uma queda de 20% na produção em comparação a 2012. Já no primeiro semestre deste ano houve um declínio de 16% dos materiais produzidos em relação ao primeiro semestre de 2013. A projeção, segundo o diretor, é de que até o final de 2014 esse índice alcance uma redução de 25%.

A solução, segundo o empresário, é a construção de uma política industrial mais adequada que incentive a compra dos produtos fabricados no Polo Industrial.

 

Vasco e Oeste estão no primeiro jogo da Arena da Amazônia depois da Copa

Diretor-técnico da Fundação Vila Olímpica confirma partida para 16 de setembro, com 40 mil ingressos

Portal Amazonia

MANAUS – A Arena da Amazônia não pertence a nenhum clube, mas pode-se dizer que uma equipe já é da casa. E não é um time amazonense. Após disputar uma partida e tentar a realização de outras duas no estádio de Manaus que recebeu a Copa, o Vasco já acertou outro compromisso para a capital amazonense. O time carioca enfrenta o Oeste no dia 16 de setembro, pela Série B do Campeonato Brasileiro de Futebol, na Arena da Amazônia. O jogo foi confirmada à reportagem do Portal Amazônia pelo diretor-técnico da Fundação Vila Olímpica (FVO) – órgão responsável pela administração do estádio -, Ariovaldo Malizia.

Vasco vai jogar a primeira partida da Arena da Amazônia pós-Copa do Mundo

“Já está fechado. A Federação Amazonense [de Futebol] entrou com um ofício na semana passada solicitando a data e nós acordamos. Além desse jogo nós também já fechamos outros eventos musicais e também religiosos”, destacou. Segundo Malizia, o duelo entre Vasco e Oeste terá capacidade máxima de público: 40 mil pessoas.

Entretanto, o discurso do dirigente da Vila Olímpica vai contra o diretor de competições da Federação Amazonense de Futebol (FAF), Ivan Guimarães, que não confirmou a realização do duelo. “Isso ainda está sendo verificado. Falta bastante tempo para isso. Nós fizemos a solicitação da data, mas a garantia do evento ainda não tem. As pessoas que querem promover o jogo pediram a data e estamos aguardando eles [Fundação Vila Olímpica] confirmarem para então iniciar a negociação com os clubes”.

Notificado da ressalva do representante da FAF, Malizia fez questão de ratificar a confirmação de Oeste e Vasco na Arena da Amazônia. “O processo já está na minha mão. Amanhã ele já vai ser encaminhado para o setor encarregado de encaminhar o ofício para a federação. Mas o jogo já está confirmado. Tem todas as nossas garantias”.

Vasco na Arena da Amazônia

O Vasco disputou um dos seis eventos-testes da Arena da Amazônia antes da Copa do Mundo. No dia 3 de abril, os cariocas empataram sem gols com o Resende. A partida reuniu mais de 40 mil torcedores – público superior a três dos quatro jogos da Copa em Manaus. À época, o duelo gerou polêmica devido à renda da partida. A maioria da torcida na Arena da Amazônia foi vascaína, mas pelo regulamento, o dinheiro ficou com o time mandante – no caso, o Resende.

A situação deve se repetir. Isto porque o Oeste é o mandante da partida. A tendência é que o clube paulista ‘venda’ o mando de campo para a empresa responsável por trazer o jogo para Manaus e receba um valor fixo da renda. No site da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) o duelo entre Oeste e Vasco ainda está marcado para o Estádio Municipal dos Amaros, em Itápolis (SP).

Antes de acertar o jogo contra o Oeste em Manaus, o Vasco tentou a realização de outros dois jogos na Arena da Amazônia. O primeiro foi ainda antes da Copa, contra o Sampaio Corrêa, no dia 20 de maio. Com o veto do estádio amazonense, a partida aconteceu em Teresina, no Piauí. A outra partida em questão foi contra o Santa Cruz, no dia 15 de julho. Entretanto, a Arena novamente foi vetada depois da retirada das estruturas provisórias para a Copa do Mundo. O jogo foi transferido para a Arena Pantanal, em Cuiabá, e vencido pelo time carioca por 4 a 1.

Ivete Sangalo

O primeiro evento na Arena da Amazônia pós-Copa do Mundo será o show da cantora baiana Ivete Sangalo, no dia 22 de agosto. Entre os outros eventos solicitados para acontecerem na Arena da Amazônia estão o show da banda Jota Quest, no dia 4 de setembro; o festival ‘Louvarei 2014′, com data prevista para 12 de setembro; Samba Manaus, previsto para 10 e 11 de outubro; e o show de uma das maiores bandas de rock internacional, Guns n’ Roses, com data solicitada para 5 de novembro.

 

Zona Franca de Manaus vira estratégica na corrida eleitoral do Amazonas

Candidatos tentam ‘colar’ suas imagens na possível na prorrogação do modelo ZFM

Jornal do Commercio|Manaus

MANAUS – De lados opostos na disputa eleitoral, dois dos principais candidatos ao governo do Amazonas estarão lado a lado nesta semana. Na semana em que foi aberto oficialmente o período de campanha, o governador José Melo (PROS) e o senador Eduardo Braga (PMDB), ambos com mandato ainda em curso, não cumprem agenda de campanha pelo menos até a próxima quarta-feira (16). Até esta data, Melo e Braga dedicam-se à aprovação da PEC da Prorrogação da Zona Franca de Manaus no Senado Federal, em Brasília.

De acordo com informações de sua assessoria, o senador Eduardo Braga fica na capital federal até quarta-feira, quando deve acontecer a votação da PEC da ZFM no Senado. A agenda de campanha será retomada somente na quinta (17) e na sexta (18), quando tem um encontro com os empresários filiados ao Sindicato das Empresas da Construção Civil do Amazonas (Sinduscom), na Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam).

Em entrevista ao Jornal do Commercio, o senador chegou a afirmar que, neste momento, mais importante que fazer campanha é aprovar a Proposta de Emenda à Constituição como senador. Já a assessoria de José Melo informou que o candidato está elaborando o planejamento da campanha, mas que no momento a prioridade é a aprovação da PEC no senado.

O governador viaja nesta terça-feira (15) para Brasília para acompanhar a votação. Apesar de não ser tratada oficialmente como agenda de campanha, na opinião do cientista político Breno Rodrigo Messias, ambos os candidatos poderão sim aproveitar um possível resultado positivo para se promoverem politicamente.

Na opinião do cientista político, Melo e Braga sempre estiveram em campanha, mas não no tipo de campanha de perfil publicitário. O cientista explica que campanha, muito além do marketing eleitoral, é construção das coligações, arrecadação de fundos, financiamento partidário e privado, militância política, estratégia e comunicação entre outras coisas. “Eu costumo dizer que os políticos têm três prioridades: eleição, eleição e eleição. Eles fazem política e campanha por quatro anos. A reeleição é consequência direta desse ativismo e de como os políticos conseguem manter e ampliar a sua base eleitoral. A ZFM, como sempre, vai ser a bandeira de muitos deles e, quanto maior a defesa do modelo, quanto maior a publicidade, maior será a percepção de que o candidato esteve empenhado cm o projeto”, explicou Breno Rodrigo.

Candidatos definem estratégias

O candidato do PCB ao governo, Luiz Navarro, declarou que o partido ainda está realizando reuniões internas para formatar o plano estadual de campanha e o candidato não cumpre agenda de campanha. Apesar disso, o candidato participou, na manhã de ontem (14), de entrevista na Rádio Difusora.

Diferentemente dos demais concorrentes, o deputado estadual e candidato ao governo Marco Antônio Chico Preto (PMN) –que também cumpre mandato –aproveita para promover a sua candidatura durante toda a semana. Na agenda do candidato para esta semana constam visitas a hospitais e fundações, participação em programas de TV e encontros populares nos bairros Petrópolis e Alvorada e no Fazendário Clube.

Já os candidatos Marcelo Ramos (PSB), Abel Alves (PSOL) e Herbert Amazonas (PSTU) não foram localizados pela equipe do Jornal do Commercio.

 

Torcedores alemães viram celebridades no Largo São Sebastião, em Manaus

Podolski? Mario? Que nada. Alemães viram celebridades no Largo São Sebastião, centro da capital amazonense

Portal Amazônia

MANAUS – O dia 13 de julho de 2014 marcou a vida dos alemães. A seleção alemã conseguiu desbancar a Argentina e ganhou a Copa do Mundo de 2014. Em Manaus, no Largo São Sebastião, os torcedores do País que acompanhavam a transmissão viraram celebridades entre os amazonenses.

Após sufoco torcedores tiram foto no Largo São Sebastião. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

O engenheiro eletrônico Gerd Flach, 46, acompanhou o jogo atenciosamente. Em alguns momentos cantava o hino da Alemanha, já em outros parecia fazer orações. Flach acompanhou em Minas Gerais o massacre do Brasil e pensou que a partida seria tranquila. “A tensão estava no campo, eles estavam com medo de sofrer um gol. Com o Brasil foi diferente, os gols saíram um atrás do outro. Agora é celebrar a noite toda”, contou.

Torcedor passou por momentos de sufoco. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Após o jogo, Flach era disputado entre os torcedores para tirar fotos. As pessoas abraçavam a bandeira da Alemanha, tiravam o famoso ‘selfie’ com o alemão e até gravaram vídeos. “É emociante. Durante o jogo em Minas Gerais, os brasileiros foram carinhosos com os torcedores alemães e nos parabenizaram. Acho essa recíproca essencial para qualquer ser humano”, explicou o engenheiro ao Portal Amazônia.

René (chapéu) respirou aliviado depois da vitória. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Do outro lado, o industriário alemão René Bose, 35, também aproveitou os 15 minutos de fama. “Depois da tempestade, vem a calmaria. Agora é aproveita esse momento histórico para os alemães. Quero agradecer a hospitalidade dos brasileiros e principalmente pelos lugares maravilhosos que visitamos”, disse.