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Presidente francês inaugura museu em clima de protesto em Rodez

O museu Soulages, em Rodez

O museu Soulages, em Rodez|AFP PHOTO/ PASCAL PAVANI
RFI

O presidente François Hollande inaugurou nesta sexta-feira (30) em Rodez, no sul da França, um  museu dedicado ao maior pintor vivo francês, Pierre Soulages, de 94 anos, em meio a manifestações de um sindicato agrícola.

O museu reúne mais de 500 obras do artista conhecido mundialmente como um dos ícones da pintura abstrata. Soulages ficou famoso por explorar a cor preta e seus trabalhos refletem sua percepção do contraste entre claro e escuro.

“Pierre Soulages contribui para aumentar a influência da França e sua capacidade de transmitir para o mundo sua cultura e sua confiança no futuro.”

No mesmo momento em Hollande discursava, policiais utilizaram bombas de gás lacrimogêneo para manter à distância os manifestantes de um sindicato agrícola, a Confédération Paysanne, que pediam a libertação de quatro de seus membros presos. Eles também fizeram como refém um dos conselheiros do presidente francês, Philippe Vinçon, que já foi liberado.

Obras do artista totalizam mais de € 18 milhões

No ano passado, suas obras vendidas em leilão ao redor do mundo totalizaram mais de € 18 milhões livres de impostos, o equivalente a mais de R$ 55 milhões. Pierre Soulages disse não querer que o museu se transforme em um mausoléu. Por isso, pediu que outros artistas sejam convidados para expor no local.

O museu será aberto ao público hoje a partir das 19 horas até meia-noite e e será gratuito também durante todo o final de semana.

Manifestantes protestam contra golpe militar em Bangcoc

Policiais dominam mulher durante protesto contra golpe militar neste sábado em Bangcoc, na Tailândia.

Policiais dominam mulher durante protesto contra golpe militar neste sábado em Bangcoc, na Tailândia|REUTERS/Athit Perawongmetha

Manifestantes desafiaram a lei marcial que proíbe protestos na Tailândia e saíram neste sábado (24) nas ruas da capital Bangcoc para condenar o golpe militar. “Por que o Exército faz isso?”, questionou Boontarika Sukonatat, uma manifestante de 55 anos ouvida pela agência AFP. Ela condenou o golpe ocorrido na quinta-feira, mas é um caso isolado. A maioria da população permanece indiferente à crise, num país que já sofreu 19 golpes ou tentativas de golpe de Estado desde 1932.

 

A junta militar que deu um golpe de Estado na Tailândia anunciou neste sábado (24) a dissolução do Senado, assumindo o poder legislativo no país. Paralelamente, os militares convocaram mais 35 pessoas para depor, entre elas vários estudantes universitários e o fundador do movimento monarquista antigoverno.

Os militares informaram que poderão manter a ex-primeira-ministra Yingluck Shinawatra sob custódia durante uma semana. A libertação da ex-premiê “dependerá de sua cooperação”, disse um oficial militar. Yingluck Shinawatra, 46 anos, foi detida ontem, depois de a junta divulgar uma lista de 155 personalidades proibidas de deixar o território nacional. Seu partido afirma que ela está presa em uma base militar.

O golpe tem sido criticado pela comunidade internacional, incluindo Washington, que suspendeu parte da sua ajuda militar ao país aliado e pediu um “retorno à democracia”.

Com o golpe, o poderoso movimento pró-governo, conhecido pelas “camisas vermelhas”, foi temporariamente decapitado devido à prisão de vários de seus líderes. De acordo com a lei marcial imposta pelos militares, os detidos podem de fato ser mantidos sob custódia durante uma semana, sem acusações.

A ONG Human Rights Watch pediu ao Exército para “libertar todos aqueles que foram arbitrariamente detidos”, além de “restaurar com urgência a democracia” no país.

O comandante do Exército da Tailândia, Prayuth Chan-Ocha, chefe da junta, disse que os militares tomaram o poder para restaurar a ordem e promover reformas, após sete meses de instabilidade governamental e contestação política. Em uma carta endereçada ao rei Bhumibol, 86 anos, figura venerada na monarquia constitucional tailandesa, a junta pede que ele aprove o novo regime.

Segundo analistas, a crise na Tailândia está principalmente relacionada a uma disputa de poder no contexto da sucessão do rei Bhumibol.

Sete meses de protestos

Há 7 meses a Tailândia vive uma grave crise política que opõe os “camisas vermelhas” – partidários do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, derrubado pelo Exército em 2006 -, e a elite monarquista, conhecida por “camisas amarelas”, cor da realeza do país.

Ex-magnata das telecomunicações, Thaksin vive no exílio desde 2008 para evitar cumprir uma pena de prisão na Tailândia por corrupção. Entretanto, ele se beneficia ainda de uma forte popularidade em algumas regiões rurais e zonas urbanas mais pobres.

Os antigoverno alegam que Thaksin continuava governando o país através de sua irmã. Yingluck era acusada por seus opositores de implementar um governo populista e de utilizar fundos públicos para compra de votos.

Desde o fim do ano passado, o confronto entre os dois grupos resultou na morte de 28 pessoas e mais de 700 feridos.

A oposição, que denunciava a dominação do “clã Shinawatra” aprovou o golpe, com a esperança de levar ao poder um primeiro-ministro “neutro”, capaz de realizar “reformas” antes da organização de uma nova eleição no país.

Manifestação acontece em Anápolis

DIÁRIO DA MANHÃ|HÉLIO LEMES

Uma manifestação, com cerca de 300 pessoas, acontece neste momento no Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), em Anápolis. O protesto é realizado pela Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico do Estado de Goias (FemGoiás) e pede agilidade nas obras do viaduto da BR-060/153.

A mobilização em Anápolis, bloqueia o acesso ao DAIA, e os trabalhadores das empresas que pertence ao distrito, tem deixado seus locais de trabalho para se juntar a manifestação que deve ir até as 10h da manhã.

Os manifestantes colocam que a obra tem causado transtornos, aos trabalhadores do DAIA e motoristas que trafegam pela BR. Os integrantes do protesto afirmaram que todos os dias enfrentam congestionamento, e que gastam pelo menos duas horas para ir ao trabalho e duas para voltar para casa.

A manifestação acontece também, em função da presença da presidente Dilma Rousseff que inaugura o trecho da Ferro Norte Sul, no Porto Seco Centro-Oeste, localizado na cidade de Anápolis.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

 

Manifestantes fecham trânsito da Avenida Afonso Pena e BR-040

Servidores municipais em greve se reúnem no Centro de BH para assembleia. Jovens beneficiados pelo Poupança Jovem protestam na BR-040. Ainda há funcionários de fábrica de refrigerantes e da limpeza urbana mobilizados em Ribeirão das Neves

Estado de Minas|Luana Cruz,Cristiane Silva e Guilherme Paranaiba

20/05/2014 

Servidores em greve colocaram cadeiras na Avenida Afonso Pena, onde vão participar da assembleia. À esquerda, barracas do grupo que está acampado na porta da sede do Executivo municipal (Sindibel/Divulgação)  
Servidores em greve colocaram cadeiras na Avenida Afonso Pena, onde vão participar da assembleia. À esquerda, barracas do grupo que está acampado na porta da sede do Executivo municipal



Manifestações complicam o trânsito na Região Metropolitana de Belo Horizonte nesta terça-feira. São pelo menos quatro protestos em pontos diferentes com avenidas e rodovias fechadas. Os casos de maior impacto são as mobilizações de funcionários  da PBH, na Avenida Afonso Pena, e de jovens beneficiados pelo Programa Poupança Jovem, na BR-040. 

Os servidores municipais da capital estão reunidos na manhã para uma assembleia para decidir os rumos da greve, que começou no dia 6 de maio. Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel), o grupo fechou o trecho da Avenida Afonso Pena em frente à PBH, no sentido rodoviária/Mangabeiras, onde a reunião deve acontecer. Segundo a BHTrans, o desvio para os motoristas deve ser feito pela Rua da Bahia. Um grupo de trabalhadores passou a noite e a madrugada acampado na porta do prédio e deve permanecer no local pelo menos até o fim da semana.

Participam do movimento os profissionais da saúde, educação, administrações regionais, fiscalização, limpeza urbana, e outros setores. Eles exigem 15% de reajuste salarial e aumento do vale-alimentação para R$ 28, além de reivindicações específicas de cada área. Na última assembleia realizada pela categoria, no dia 14, a proposta de reajuste de 5,56% e R$ 1,00 a mais no vale-alimentação foi rejeitada.

Adolescentes fecharam o trânsito reclamando contra o corte de Poupança Jovem  (Paulo Filgueiras/ EM DA Press)  
Adolescentes fecharam o trânsito reclamando contra o corte de Poupança Jovem

Outras três manifestações também prejudicam o trânsito em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Jovens fecharam a BR-040, altura do km 508 no sentido Sete Lagoas/BH, protestando contra o corte da Poupança Jovem, ajuda de custo que o governo oferece para adolescentes em vulnerabilidade social que concluíram o ensino médio e obtiveram a pontuação mínima anual exigida em Atividades de Formação Complementar. Os manifestantes queimaram pneus, interditando o trânsito. 


Os jovens são alunos da Escola Estadual Professor Helvécio Dahe. Eles alegam que não receberam os R$ 1 mil anuais destinados aos estudantes cadastrados no programa. A final de três anos de ensino médio os jovens deveriam ter recebido R$ 3 mil. Muitos dizem que contavam com esse dinheiro para ajudar em casa. 

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), durante o fechamento da estrada ocorreram três batidas traseiras de motoristas que não conseguiram parar no trecho interditado pela manifestação. Uma pessoa ficou ferida e já foi socorrida ao hospital. 

 (Guilherme Paranaíba/Esp. EM DA Press)  

Por volta de 10h30, a pista da BR-040 foi liberada restando apenas os trabalhos de limpeza da pista. 

Também na BR-040, funcionários de uma fábrica de refrigerantes estão tumultuando o tráfego porque impedem a entrada e saída de caminhões em reivindicação por melhores condições de trabalho. Na LMG-806, servidores da limpeza urbana também estão mobilizados em manifestação como parte da campanha salarial. A Polícia Militar (PM) acompanha os três protestos, que são pacíficos. 

Contagem


Trabalhadores da área da saúde de Contagem também participam de um protesto nesta terça. Segundo a Polícia Militar (PM), cerca de 100 pessoas se encontram em uma manifestação na porta da prefeitura da cidade. O protesto é pacífico, segundo a polícia. Servidores da educação, que estão em greve, também devem ir para o local às 14h.

Após catástrofe na mina, polícia turca reprime com violência protesto em Soma

A polícia turca usou canhões de água e granadas de gás lacrimogênio contra manifestantes em Soma na tarde desta sexta-feira (16).

A polícia turca usou canhões de água e granadas de gás lacrimogênio contra manifestantes em Soma na tarde desta sexta-feira (16).

Reuters|RFI

O desastre na mina de Soma, na Turquia, provocou uma nova onda de protestos contra o regime do primeiro-ministro conservador Recep Tayyp Erdogan. Nesta sexta-feira (16), as equipes de resgate se esforçam para resgatar os últimos corpos de mineiros. O balanço final deve ultrapassar 300 mortos. Um protesto em Soma foi reprimido com violência pela polícia turca.

A emoção provocada pela morte de centenas de mineiros se transformou rapidamente em indignação contra o primeiro-ministro, que deve anunciar nas próximas semanas sua candidatura em um primeira eleição direta, marcada para o dia 10 de agosto.

No final da tarde desta sexta-feira, a polícia reprimiu com violência uma manifestação de vários milhares de habitantes de Soma, cidade mineira do oeste da Turquia onde aconteceu o drama. Ao menos cinco pessoas ficaram feridas.

Desde o acidente ocorrido na terça-feira (13) na mina de carvão, milhares de turcos foram às ruas para expressar seu descontentamento com o governo, acusado de ser indiferente ao destino dos trabalhadores em geral.

Já muito contestado por uma mobilização popular inédita em junho de 2013, o poder tentou acalmar a opinião pública prometendo esclarecer as causas da pior catástrofe industrial da história do país.

“Haverá uma investigação aprofundada”, disse o primeiro-ministro na quarta-feira, quando visitou o local da catástrofe. Ele afirmou que o acidente era uma fatalidade, citando como exemplos acidentes ocorridos na França no início do século 20, o que exacerbou a indignação popular.

“Os acidentes fazem parte da própria natureza das minas”, insistiu Erdogan, antes de ser violentamente vaiado pela população local.

Indignação

De acordo com vídeos feitos com telefones celulares que circularam nas redes sociais, o primeiro-ministro, conhecido por seus acesso de raiva, teria agredido fisicamente um manifestante que o criticava. A informação foi desmentida pelo porta-voz de seu partido.

Os vídeos provocaram furor nas redes sociais e ampliaram a impressão de um chefe do governo que não tem empatia pelas vítimas do drama.

A polícia está em alerta em toda a Turquia desde o acidente e reprime com violência qualquer reunião de pessoas em praça pública, como aconteceu na quinta-feira em Izmir ou Istambul.

As forças de segurança dispersaram com granadas de gás lacrimogênio passeatas de ativistas sindicais em greve em várias outras cidade, incluindo a capital Ancara.

Os opositores de Erdogan denunciam a falta de controle dos locais de trabalho pelo poder público e sobretudo no setor mineiro, no qual os acidentes de trabalho estão aumentando.

Fragilizado após a revelação em dezembro de um amplo escândalo de corrupção envolvendo as principais figuras de seu regime e o próprio primeiro-ministro, Recep Tayyp Erdogan saiu no entanto reforçado das eleições municipais, que seu partido venceu em março.

Segundo analistas, ele deve se candidatar à eleição presidencial e tem todas as chances de ganhar.

Negligência

No local do acidente, as equipes de resgate continuam trabalhando para resgatar os últimos corpos. Segundo o ministério da Energia, no máximo 18 mineiros ainda estão presos dentro da mina. Ele estima que o balanço final deve ser de 301 ou 302 mortos.

A empresa privada que explora a mina de Soma desmentiu, por sua vez, qualquer “negligência”. O diretor de exploração, Akin Celik, informou que uma explosão de poeira de carvão pode ter sido a origem da explosão, e não um curto-circuito de transformador elétrico, hipótese evocada desde o início do acidente.

O presidente da companhia, Alp Gürkan, disse que a mina respeitava todas as normas de segurança. O executivo, que seria próximo do partido no poder, é acusado pela imprensa turca de ter privilegiado a rentabilidade em detrimento da segurança dos mineiros.

Exército ameaça intervir se violência continuar na Tailândia

Vários manifestantes antigovernamentais, foram até a base militar orientados por seu líder, Suthep Thaugsuban, exigindo a renuncia do primeiro-ministro.

Vários manifestantes antigovernamentais, foram até a base militar orientados por seu líder, Suthep Thaugsuban, exigindo a renuncia do primeiro-ministro|REUTERS/Chaiwat Subprasom|RFI

O exército tailandês ameaçou hoje (15) intervir na crise da Tailândia, depois da explosão de granadas no centro de Bangcoc que deixou três manifestantes mortos. Também hoje, a comissão eleitoral do país pediu o adiamento das eleições previstas para 20 de julho.

“Se a violência continuar na Tailândia, os militares deverão intervir para restaurar a paz e a ordem”, indicou nesta quinta-feira o poderoso chefe do Exército, Prayuth Chan-O-Cha. Ele fez a declaração em um dos raros comunicados divulgados pelos militares em seis meses de crise.

Segundo o texto, “as tropas poderão ter que recorrer à força para resolver a situação”.

Adiamento das eleições

A advertência do exército foi feita poucas horas depois que a comissão eleitoral tailandesa pediu o adiamento das eleições legislativas, marcadas para o dia 20 de julho. Para a comissão, o clima de tensão social pode prejudicar a votação.

Esta manhã, três manifestantes antigoverno morreram e 24 ficaram feridos na explosão de duas granadas em um acampamento dos opositores no centro da capital Bangcoc. Desde o início da crise, há seis meses, 28 pessoas morreram nos confrontos.

Protestos

O movimento dos Camisas Vermelhas, que apoia a primeira-ministra destituída Yingluck Shinawatra, ameaça o país com uma guerra civil se os outros integrantes do governo também forem destituídos. A oposição, que mantém o acampamento diante da sede do governo exige a nomeação de um primeiro-ministro neutro e não é a favor da realização das eleições.

Depois da destituição de Yingluck em 7 de maio por abuso de poder, Suthep Thaugsuban, próximo da premiê destituída, foi nomeado primeiro-ministro interino da Tailândia até as eleições legislativas.

Organização da Copa acumula problemas, diz imprensa francesa

Estádio Mané Garrincha em Brasília

Estádio Mané Garrincha em Brasília|REUTERS/Ueslei Marcelino/Files|Elcio Ramalho

A rádio France Info diz que a única certeza é que no dia 12 de junho o Brasil vai estrear contra a Croácia, mas o resto ainda é um grande ponto de interrogação. A seleção e os torcedores estão prontos para o Mundial, mas os estádios e muitas obras de infraestrutura ainda não, alerta a emissora, que destaca a preocupação crescente com as manifestações sociais e os problemas relacionados à segurança.

“O Brasil longe de estar pronto a um mês de sua Copa”. Esse foi o título escolhido pela emissora de rádio France Info para resumir a situação do país. A seleção de Felipão está pronta, mas o resto é “um grande sofrimento”, escreve a emissora em seu site na internet.

France Info ainda revela que os aeroportos podem chegar rapidamente à saturação e, nos estádios, as conexões de internet e telefone ainda apresentam problemas. As emissoras de televisão vivem uma verdadeira “angústia” diante da falta de garantias de uma transmissão perfeita.

France Info informa ainda que a Copa do Mundo virou sinônimo de desperdício do dinheiro público para os 200 milhões de brasileiros que vivem num país onde ainda impera a desigualdade.

A festa vai depender da seleção 

O jornal Le Figaro dedica uma extensa reportagem para responder a pergunta: O Brasil está pronto para a Copa do Mundo? A correspondente do jornal relata os vários riscos que ameaçam a competição: as obras inacabadas, contestação social e a violência endêmica.

A reportagem lembra que o ritmo acelerado para concluir os estádios contribuiu para o país registrar a oitava vítima fatal. Um operário que morreu eletrocutado na Arena Pantanal, em Cuiabá. Com o atraso nas instalações das redes de telecomunicação, jornalistas terão dificuldades para trabalhar e até os torcedores podem não conseguir postar fotos nas redes sociais quando estiverem dentro dos estádios.

O setor de transportes é um dos mais problemáticos, aponta o jornal, já que nem metade das obras previstas nos aeroportos será concluída. O exemplo é o aeroporto internacional de São Paulo que estará operacional apenas parcialmente.

Le Figaro reproduz uma reportagem do Instituto Datafolha em que 55% dos brasileiros acreditam que a Copa trará mais problemas do que benefícios ao país. O jornal fez um comparativo com as edições anteriores do Mundial e mostra que o dinheiro público investido pelo governo brasileiro não tem concorrência.

O jornal informa que foram investidos mais de 10,7 bilhões de euros (R$ 32,5 bi) no evento, ou seja, cinco vezes mais do que a África do Sul gastou de seu orçamento para organizar a Copa de 2010. O retorno dos investimentos para o setor hoteleiro e turístico é questionável, segundo a reportagem, citando os casos de Cuiabá e Manaus que colocaram dinheiro em obras para um evento que deve durar apenas 30 dias.

Sem clima de Copa

Diferentemente de outras Copas,  Le Figaro constatou que o verde-amarelo ainda não enfeita ruas e as cidades brasileiras, mas deixa a entender que o clima de festa pode contagiar o país. É que segundo o jornal, o futebol é uma religião no Brasil e pode superar todos os obstáculos. Para isso, vai depender do que vai fazer a seleção brasileira dentro de campo.

Vigilantes interditam pista central da Presidente Vargas para manifestação

Manifestação é pacífica e segue no sentido Praça da Bandeira. O desvio dos carros está sendo feito pela pista lateral da via

O DIA|NICOLÁS SATRIANO

Rio – A Avenida Presidente Vargas, no Centro, está interditada devido a uma manifestação de cerca de 200 vigilantes que saiu da Candelária, na tarde desta sexta-feira, no sentido Zona Norte, com destino ao Maracanã.

Segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, a pista central da Presidente Vargas está fechada e o desvio está sendo feito pela pista lateral.

De acordo com o sindicato do vigilantes (SINDVIG), o objetivo do protesto é chegar até o Maracanã para convencer colegas de trabalho que trabaham no estádio a aderirem à greve.

Sindicatos franceses mostram desunião no Dia do Trabalhador

Passeata organizada por sindicatos franceses em Marselha, no sul da França, nesta quinta-feira (1).

Passeata organizada por sindicatos franceses em Marselha, no sul da França, nesta quinta-feira (1).

Reuters/Jean-Paul Pelissier
RFI

Tradicionalmente, os jornais franceses não publicam edições no dia 1° de Maio. Mas como já é de praxe nos últimos anos, continuam cobrindo o noticiário em seus sites. O grande destaque desta quinta-feira na Internet é a comemoração do Dia do Trabalhador.

 

Le Monde afirma que já há vários anos o dia internacional de solidariedade aos trabalhadores virou um dia de discórdia entre os sindicatos. Mais uma vez este ano, as duas principais centrais sindicais francesas, a CGT e a CFDT, comemoram a data separadamente.

O jornal explica que as duas entidades divergiram no passado sobre a flexibilidade do emprego e a aposentadoria, e hoje em dia discordam sobre a posição a adotar diante do plano de austeridade do primerio-ministro francês, Manuel Valls.

Libération vai no mesmo caminho, com o título “Desunião sindical para a passeata do 1° de Maio”. O jornal progressista informa que a CGT et a FO, terceira grande central sindical francesa, vão fazer uma passeata juntas em Paris, mas sem a CFDT, “considerada complacente demais em relação à política do governo”.

Libération lembra que os sindicatos terão outras ocasiões de se unirem nesta primavera francesa. A começar do dia 15 de maio, dia de greve dos funcionários públicos para protestar contra medidas de austeridade que atingem a categoria.

Já o comunista L’Humanité enfatiza que este 1° de Maio é, para os trabalhadores, a primeira ocasião de protestar contra o plano do primeiro-ministro Manuel Valls para economizar 50 bilhões de euros em três anos. Em seu site, o jornal traz um mapa interativo mostrando as mais de 300 passeatas programadas em toda a França.

Joana d’Arc, ícone da extrema-direita

O partido de extrema-direita Frente Nacional organiza tradicionalmente uma manifestação em homenagem a Joana d’Arc no dia 1° de maio. E este ano, segundo o jornal Libération, a líder Marine Le Pen quer aproveitar o desfile para estimular seus seguidores a votarem nas eleições europeias de 25 de maio. Para ela, apoiar a União Europeia, é “agir contra a França”, lembra o diário.

Já Le Figaro aponta que os feriados custam uma fortuna à França. Maio é um mês com três feriados que caem na quinta-feira este ano – e outras tantas sextas-feiras que são enforcadas por muitos trabalhadores.

Segundo os especialistas consultados pelo jornal conservador, no ano passado os feriados tiveram um impacto negativo de 2 bilhões de euros sobre o PIB da França. Em contrapartida, alguns setores da economia esperam com impaciência os feriados do mês de maio: as empresas de turismo e lazer acreditam que terão um movimento melhor do que no ano passado.